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Dina
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Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #87] Dina - Especial
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Desde os meus 10 anos de idade, 1991, meses antes do FDC 1992, que sou um grande apreciador da sua obra, mais concretamente desde a apresentação de 'Acordei o Vento', no 'ET - Entretimento Total', de Júlio Isidro. Desde então, todos os seus registos foram, sem exceção, por mim consumidos e desfrutados de forma continuada ao longo de todos estes anos, desde o momento em iam sendo lançados. Da apreciação do material outrora novo à vontade de querer descobrir as gravações que tinham sido lançadas nos anos 80 foi um passo natural. Assim,
foi com enorme tristeza que recebi a notícia do seu adeus no final da semana passada. Deste modo, resolvi reservar este 'Zona de Discos' à Dina. Uma revisão e uma leitura de um ponto de vista pessoal
e crítico, da herança musical que se encontra disponível através do formato
álbum.
Dinamite
(1982)
Num olhar retrospectivo de 37 anos, o universo da música portuguesa, no ano de 1982, significa, sobretudo, Patchouly do Grupo de Baile ou Amor dos Heróis do Mar, mas foi também
em 1982 que Dina, embora longe do mediatismo merecido, lança um dos álbuns que
define a moderna música portuguesa de então, Dinamite.
Composto por 8 faixas e com o
selo da Polygram, Dinamite
reivindicava, em termos sonoros, a equiparação de Portugal com o que de melhor
se fazia nos grandes mercados internacionais. Com contornos claramente pop, o
álbum situa-se algures entre a synthpop, new wave e funk (não esquecendo as
baladas) e foi a nossa resposta a Girls
on film dos Duran Duran ou Kids in
America (1981) de Kim Wilde. Contudo, o álbum “foi morto” pela própria
editora, ao enviar três canções, sem o conhecimento de Dina, para o Festival da
Canção, ficando, assim, o disco limitado e estigmatizado a Gosto do teu gosto, ofuscando o verdadeiro explosivo do álbum, como,
por exemplo, Isso é que era bom ou Nem mais.
Em junho de 2018, o 'Zona de Discos' foi dedicado à análise de 'Dinamite', aquando do seu relançamento em vinil. Pode recordar o artigo AQUI.
Aqui
e Agora (1991)
Foram necessários quase 10 anos para Aqui
e Agora (lançado pela UPAV) ver a luz do dia. Apesar do sucesso radiofónico de Acordei o Vento, não houve repercussão
comercial e aí surge a ideia para voltar ao festival da canção com um objectivo
claramente definido, ganhar.
Aqui acontece o primeiro erro da
UPAV. Lançado em single e cassete, Amor
d’água fresca nunca fez parte de um álbum. Não teria sido uma boa ideia aproveitar
a boleia do tema eurovisivo e fazer uma re-edição de Aqui e Agora com a inclusão do
novo sucesso? Composto por nove canções, Aqui
e Agora é imperdível pelos temas Suco
açucar e A cor da vida, acorda vida, pois
além de serem dois dos melhores temas de Dina, são composições que se encontram
lançadas somente no segundo álbum de Dina e na
cassete referida anteriormente, encontrando-se ambos os produtos descatalogados
e fora de mercado.
Guardado
em mim (1993)
Em 1993, agora com o selo da VIDISCO,
Dina lança aquele que é, para mim, a sua melhor obra e o seu disco
verdadeiramente intemporal, Guardado em
Mim. É intemporal no sentido em que se trata de um “disco de banda”,
orgânico, que foi gravado em 1993, mas que podia ter sido gravado e lançado em
2016 (com a devida actualização de remasterização). Composto essencialmente por
temas de Dinamite e Aqui e Agora, todas as composições (sem
exceção) ganham uma nova vida, com muito mais pujança e provavelmente muito
mais fiéis ao ímpeto criativo original. Por ser altamente recomendável, é
difícil destacar apenas dois ou três momentos, mas aqui vai uma tentativa: a novas versões de
Nem mais e Que vamos nós fazer (os meus temas preferidos de Dina) e o original
Voar outra vez.
Sentidos
(1997)
Sem o devido apoio da VIDISCO
(talvez por ser uma editora muito ligada a colectâneas de dança e ao denominado
movimento pimba), Guardado em Mim
passa ao lado dos grandes feitos comerciais e tivemos de esperar 4 anos para um
novo lançamento. Sentidos, lançado em
1997, pela Ovação, é um disco que não pode ser ignorado por nenhum seguidor de
Dina, não só por ser o último registo de originais mas por ser também aquele
que melhor espelha a essência musical de Ondina Veloso. Os nomes de Luís
Fernando (guitarras e produção) e Sertório (na bateria) associados às
composições de Dina e letras de Rosa de Lobato de Faria converteram-se num
casamento perfeito entre melodia e sensibilidade alicerçado em cânones rock.
Beleza é o fio condutor presente neste apuramento sonoro do seu legado artístico. Depois de Mim foi sempre a minha
predileta, mas é impossível resistir a qualquer momento deste longa-duração.
Para quem ainda não o conhece, recomenda-se, como iniciação, Carregal do Sal, Tafetá, Ai a Noite
(concorrente ao Festival da Canção 1996, na voz de Elaisa) e De Manhã. Uma vez mais, o selo editorial
teve grande responsabilidade pela não projecção do álbum.
O
melhor de 2 (Dina / Mário Mata), 2001
Em 2001, inserida colecção O Melhor de 2, a Polygram lança O Melhor de Dina. Não se trata de mais
do mesmo, uma vez que é aqui que se encontra, pela primeira vez, reunidos em
cd, os primeiros quatro singles, destacando-se as versões originais de Guardado em mim, Pássaro doido
e o mistério do Festival da Canção 1981 e imensamente popular Há sempre música entre nós.
Guardado
em mim (2002)
Em 2002, Dina consegue o primeiro
disco de ouro (20 000 cópias vendidas) através da Banda Sonora da telenovela Filha do mar. Tema principal da referida
obra de ficção, e consequentemente banda sonora, Que é de ti lança a compilação para o primeiro lugar do top
nacional vendas (domínio das colectâneas) e a carreira de Dina ganha um novo
impulso.
O novo impulso é (mal)
aproveitado pela VIDISCO. Ainda em 2002, a referida editora relança uma versão
actualizada da compilação Guardado em mim (lançada originalmente em
1993). Entre as novidades, para além de um novo artwork, destacam-se a inclusão de Amor d´água fresca (tema pela primeira vez inserido num álbum de
Dina). No campo das falhas, a ausência de Que
é de ti e a promoção nula.
Da
cor da vida, o melhor de Dina (2008)
A lacuna promocional foi
finalmente (embora de modo parcial) colmatada em 2008, por intermédio da editora
Farol. A colectânea Da cor da vida, o
melhor de Dina é a retrospectiva mais completa de Dina. Composto por 20
temas, o disco teve direito a spot publicitário televisivo, reportagens em
noticiários, alcançando o #42 no top oficial de vendas. Promovido pelo original
Esta manhã em Lisboa, tudo indicava
que esta compilação era a ponte para um tão aguardado disco de originais….. que
não chegou a acontecer (embora supostamente haja material gravado e provavelmente muito na gaveta).
A obra continua...
Mal amada pelo companhias
discográficas, Dina foi sempre acarinhada pelo público e grandemente elogiada
por artistas do meio musical. Foi precisamente este último grupo, mais
precisamente uma nova geração de músicos de alta qualidade e vertente
alternativa, a que se deveu um novo interesse público pela obra de Dina e a
uma digna comemoração dos 40 anos de carreira e despedida dos palcos.
Da parte das editoras, a
Universal deve-nos uma re-edição de luxo de Dinamite
(com os bónus que os fãs tanto adoram), e todo o seu catálogo devia ser
re-editado ou pelo menos sujeito a uma compilação, não apenas mais uma, mas sim
uma que finalmente dignifique o nome de Dina.
Em relação aos temas que se
encontram espalhados pelas bandas sonoras de várias telenovelas, devíamos
seguir o exemplo brasileiro e aglomerar todo esse legado. Não foi isso que se
fez para o disco Novelas de Caetano Veloso?
O meio musical português ficará
mais pobre, a Artista já não está fisicamente presente mas a sua música ficará para sempre entre nós. Estou triste, mas OBRIGADO, Dina, por toda a música!
Pode ouvir alguns dos lançamentos de Dina AQUI.
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novos lançamentos
Portugal
Zona de Discos

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #47] Dina - "Dinamite" (Reedição)

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 16 de março de 2018
Nota: 8,5/10
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Portugal: Dina na lista para receber um transplante de pulmão
A cantora Dina, vencedora do Festival da Canção de 1992, aguarda por um transplante de pulmão, processo moroso e que poderá nunca acontecer.
Venceu o Festival da Canção de 1992 com uma das canções mais conhecidas da música portuguesa, "Amor de Água Fresca". Um quarto de século depois, Dina abandonou a carreira artística (como pode recordar AQUI) e vive momentos dramáticos enquanto espera por um transplante de pulmão: a cantora sofre de fibrose pulmonar.
Em entrevista à TV7Dias, a cantora terá revelado que raramente sai de casa, pois só consegue respirar com um auxílio exterior, recebendo ajuda permanente de uma botija de oxigénio. "Há dias em que tenho medo... não é medo, é pena por não usufruir mais das coisas, das pessoas que eu gosto, dos belos vinhos tintos que já não vou beber. Viver é muito bom, mas viver com qualidade é melhor ainda" afirmou, revelando que já está inscrita numa lista para poder receber um transplante de pulmão. No entanto, a cantora está consciente de que se trata de um processo moroso e poderá até nunca acontecer: "Uma pessoa não pode estar sempre a pensar nisto, nem dramatizar".
Mais tarde, num post publicado na sua conta de facebook, Dina escreveu: "Há dois anos, trouxe a público o meu problema de saúde, uma fibrose pulmonar. Sim estou em lista para transplante. Ponto final no assunto. Eu tenho orgulho no meu percurso/carreira, considero-me uma pessoa forte, vou ultrapassar este problema!"
Mais tarde, num post publicado na sua conta de facebook, Dina escreveu: "Há dois anos, trouxe a público o meu problema de saúde, uma fibrose pulmonar. Sim estou em lista para transplante. Ponto final no assunto. Eu tenho orgulho no meu percurso/carreira, considero-me uma pessoa forte, vou ultrapassar este problema!"
Recorde-se que Dina participou por diversas vezes no Festival da Canção: Em 1980, com "Guardado em mim" (ouça AQUI), conquistou o prémio revelação, apesar de ficar classificada em 8.º lugar. Dois anos depois, volta ao certame com as canções "Em segredo" (Ouça AQUI) e "Gosto do teu gosto" (AQUI) , classificando-se em 8º e 6.º lugar. E em 1992, finalmente a vitória com "Amor d'água fresca", representando depois a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde esse momento:
agenda
Ena Pá 2000
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Tony Carreira
[AGENDA] Ena Pá 2000 vão tocar canções polémicas de Tony Carreira
Tony Carreira será alvo de uma "homenagem" muito especial: Os Ena Pá 2000, de Manuel João Vieira, irão dar este sábado um concerto com as canções "polémicas" do intérprete de "Sonhos de Menino".
No mês passado, Tony Carreira foi acusado pelo Ministério Público de plagiar 11 canções, onde estão incluídos os sucessos "Sonhos de menino", "Depois de ti mais nada" e "Por ti", tal como pode recordar AQUI. Contudo, Tony Carreira garantiu que estas são "questões passadas de direitos autorais, que foram resolvidas em devido tempo com quem de direito".
No próximo sábado, os Ena Pá 2000 darão um concerto muito especial no espaço Titanic Sur Mer, no Cais do Sodré, em Lisboa, concerto a que deu o nome "Ena pá 2000 cantam originais de Tony Carreira". A banda irá interpretar não só os temas compostos por Tony Carreira, como também as canções que estão no centro da polémica recente, em que o cantor foi acusado do crime de plágio pelo Ministério Público.
"Além dos seus próprios originais, os Ena pá 2000 vão cantar algumas das 11 polémicas canções do grande Tony Carreira", revela a organização do evento na página do Facebook. O espetáculo, que promete ser muito divertido, terá início perto das 23h30 de sábado, dia 21.
Partilhamos, de seguida, uma reportagem da SIC sobre os alegados plágios de Tony Carreira e um dos maiores êxitos da banda Ena Pá 2000:
Partilhamos, de seguida, uma reportagem da SIC sobre os alegados plágios de Tony Carreira e um dos maiores êxitos da banda Ena Pá 2000:
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Tony Carreira
Portugal: Ministério Público acusa Tony Carreira e Ricardo Landum de plágio
O Ministério Público acusou Tony Carreira de plagiar 11 músicas de autores estrangeiros, com a ajuda do compositor Ricardo Landumm - noticia a imprensa de hoje. Rudy Perez, Maria Graciela Galan, Joaquin Galan Cuervo, Hervé Vilard e Henri Didier René serão alguns dos nomes plagiados.
"Depois de ti mais nada", uma das canções mais conhecidas de Tony Carreira, terá como fonte de inspiração "Después de Ti...Qué", criada Rudy Amado Perez. Compare ambos os temas:
Para além de "Depois de ti mais nada", estão na lista de 11 canções alegadamente plagiadas: "Sonhos de menino", "Se acordo e tu não estás eu morro", "Adeus até um dia", "Esta falta de ti", "Já que te vais", "Leva-me ao céu", "Nas horas da dor", "O anjo que era eu", "Por ti" e "Porque é que vens". Os boatos já têm anos, mas o despacho de acusação do Ministério Público (MP) foi proferido este mês, sendo que a agência Lusa teve acesso ao mesmo esta quarta-feira.
Tony Carreira está acusado de 11 crimes de usurpação e de outros tantos de contrafação, enquanto Ricardo Landum responde por nove crimes de usurpação e por nove crimes de contrafação.
Os arguidos terão aproveitado a matriz de obras alheias, utilizando a mesma estrutura, melodia, harmonia, ritmo e orquestração e, por vezes, a própria letra, lê-se na imprensa que teve acesso à acusação. "As obras descritas são exemplos da atividade ilícita do arguido Tony Carreira, o que resulta do confronto da obra genuína alheia com a obra supostamente criada pelo arguido, por vezes com a participação do arguido Ricardo Landum, sendo que tais obras foram analisadas através de perícia musical", sustenta o Ministério Público (MP).
A Lusa terá tentado contactar os advogados de Tony Carreira e da Companhia Nacional de Música, mas até ao momento não foi possível obter resposta.
A acusação relata que, "conhecedor da falta de consentimento para se apropriar de obras originais e de que apenas se limitou a modificar", Tony Carreira alterou a sua qualidade junto da Sociedade Portuguesa de Autores, de autor para adaptador, em relação a três músicas, "quando foi confrontado com a inveracidade da autoria de trabalhos que havia registado anteriormente".
Em causa estão as canções "Depois de ti mais nada", "Se acordo e tu não estás em morro" e "Sonhos de menino".
Em maio de 2013, acrescenta o MP, Tony Carreira "chegou a acordo com certas entidades que reclamaram os seus direitos e consequentemente assumiu a posição de adaptador ao invés de autor" quanto a estas três músicas, mas só depois de "confrontado com a falta de genuidade e de integridade das suas 'obras'".
Em relação às restantes oito canções, Tony Carreira "insiste em apresentar-se como autor".
A acusação faz a comparação entre as pautas musicais dos 11 originais, indicando os autores e os respetivos intérpretes (na maioria obras e artistas franceses e latinos), e as supostas reproduções.
Ainda estará a decorrer o prazo para que seja requerida a abertura de instrução.
Recorde-se que Tony Carreira participou, no início de carreira, no Festival da Canção - em 1988 e 1992 - contudo, estas canções não estão na lista de alegados plágios.
Recorde-se que Tony Carreira participou, no início de carreira, no Festival da Canção - em 1988 e 1992 - contudo, estas canções não estão na lista de alegados plágios.
Fonte: JORNAL DE NOTÍCIAS / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE
Cuca Roseta
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Lara Fabian
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Tony Carreira
Portugal: Tony Carreira prepara duetos com Cuca Roseta e Lara Fabian
Tony Carreira prepara um ano de 2017 repleto de novidades: duas digressões estão agendadas, bem como o lançamento de dois discos. Um deles contará com duetos com Cuca Roseta e Lara Fabian, entre outros cantores.
Antes do concerto de ontem no Meo Arena, sendo a 17.ª vez que o cantor encheu a maior sala de espetáculos do país, Tony Carreira revelou aos jornalistas alguns pormenores sobre os planos para o ano que se avizinha: "Para 2017 estou a preparar muita coisa... Tenho um novo disco, vou hoje cantar um single desse disco aliás. Vou ter um disco fora de Portugal com alguns duetos que entrarão no disco português. E vou ter digressão cá e também fora. O próximo ano será provavelmente o ano com mais trabalho dos últimos dez. Só para França serão aproximadamente 40 concertos em dois meses, outubro e novembro", afirmou o cantor citado pelo site Infocul.
No entanto, o cantor que em 1988 e em 1992 tentou representar Portugal no Festival Eurovisão, revelou que lançará um disco de duetos com alguns convidados bem conhecidos: "Lara Fabian (representante do Luxemburgo no ESC1988 e participante no Sanremo 2016), Gipsy Kings, Ricky Martin, por exemplo..." afirmou, tendo também acrescentado que Cuca Roseta (participante no Festival da Canção de 2006) também participará no disco. Trata-se "de uma cantora de quem sou muito amigo, propus um dueto, ela aceitou. Vamos ver se conseguimos arranjar tempo para gravar essa canção".
O ESCPORTUGAL marcou presença no concerto de Tony Carreira em Nisa, em agosto passado, como pode ver AQUI.
Fonte: INFOCUL /Imagem: GOOGLE
Ao Vivo
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Fnac
Júlio Isidro
Matosinhos
[AO VIVO] “O programa segue dentro de momentos" a autobiografia de Júlio Isidro
“O programa segue dentro de momentos” é o título da autobiografia de Júlio Isidro lançada agora e que revisita alguns dos muitos momentos vividos por este que é apelidado como o “Senhor Televisão”. O ESCPORTUGAL esteve no lançamento da obra na Fnac do Norteshopping, em Matosinhos.
A 16 de janeiro de 1960 começava a trabalhar na Televisão Portuguesa, sendo por isso uma das figuras com maior longevidade de sempre do espaço televisivo português. Falamos de Júlio Isidro, para muitos o Senhor Televisão. No passado sábado decorreu o lançamento da autobiografia “O programa segue dentro de momentos” na presença do autor, da editora Cláudia Rebelo, com comentários de Cristina Alves.
Comunicador nato, Júlio Isidro é uma referência incontornável na história da Rádio e da Televisão em Portugal. Com apenas 15 anos de idade, estreou-se na televisão, tornando-se durante décadas presença regular no pequeno ecrã. A paixão pela rádio, a vocação para a televisão, a visão e pioneirismo nos muitos programas que criou, produziu e apresentou, as entrevistas históricas, a formação nos EUA, são marcas que deixaram marca na história da televisão e na história de muitos apresentadores que se seguiram. Ao longo da sua carreira, apresentou cerca de 30 programas na RTP e 7 programas na TVI, para onde se mudou de 1993 a 1996. Também trabalhou na rádio desde 1968 e escreveu 7 livros.
“É uma honra enorme estar aqui. Tenho admiração, respeito e carinho por este que é o maior vulto da comunicação em Portugal”. Foi, desta forma, que Cristina Alves iniciou a apresentação desta obra. Recorde-se que Cristina Alves trabalhou com Júlio Isidro quando ambos apresentavam, a partir dos estúdios do Monte da Virgem em Vila Nova de Gaia, o programa “Portugal no Coração”. “Dar alegria aos outros” foi a missão de Júlio ao longo de quase 60 anos de carreira. “O Júlio ligou-se a nós e nós retribuímos ligando-nos a ele”, afirmou Cristina, recordando que este “nunca esqueceu de lançar artistas” . Os programas que apresentou foram tantos que não couberam nas 384 páginas do livro. “Engraçado como dedica quase duas páginas do livro para falar dos programas de que não fala na biografia”, sorri Cristina Alves, que terminou dizendo: “O Júlio tem esta generosidade e este coração enorme”.
Diversos artistas e profissionais da comunicação estiveram presentes neste lançamento, nomeadamente os cantores Cristina Roque e Sérgio Castro, dos Trabalhadores do Comércio ambos participantes no Festival da Canção. Também os cantores João Grande, dos Táxi, e Maria Amélia Canossa, os apresentadores Jorge Gabriel, Ana Viriato e a jornalista Madalena Balça estiveram na Fnac.
Júlio Isidro presenteou todos aqueles que enchiam o espaço com uma projeção de imagens e vídeos de diversos programas que apresentou, nomeadamente os diretos para programas de rádio e televisão com estádios lotados com milhares de pessoas. O "Passeio dos Alegres" ou o "Clube Amigos Disney" não poderiam faltar. Um dos momentos recordados pelo apresentador foi a entrevista que conduziu com a cantora francesa Françoise Hardy, representante do Mónaco na Eurovisão 1963. "Lembro-me que era altíssima e que não foi uma conversa de sorriso aberto, se calhar por culpa da minha timidez", escreveu.
Baptista-Bastos assina o prefácio. Para o escritor, a presença assídua de Júlio Isidro nos ecrãs televisivos é “o sinal de um afeto e a lembrança que resiste, mesmo na sombra e no aparente silêncio”. “Consciência, liberdade e atenção pelos outros fazem deste homem [Júlio Isidro] uma espécie de vigilante do nosso tempo, que o próprio tempo se encarrega de fragilizar”. Segundo Baptista-Bastos, “o que Júlio Isidro tem feito e praticado na televisão é um exercício de presença, ensinando que, quando odiamos alguém, só nos ferimos a nós próprios”.
Como profissional de televisão, diz-se que lançou inúmeros artistas portugueses nos diversos programas que criou e apresentou. Um dos casos mais bem-sucedidos é o de Dulce Pontes, que se estreou na televisão nos programas de Júlio Isidro e mais tarde participou no Festival da Canção (por si apresentado) e acabou por vencer. As Doce também são alvo desta obra. Lançadas por Júlio Isidro no programa "Febre de Sábado de Manhã", mereciam ganhar o Festival da Canção de 1981 segundo o autor. "Só não ganharam o Festival RTP da Canção de 1981 porque, vestidas ou despidas de odaliscas, ofenderam a moral hipócrita das senhoras e senhores do júri". Neste caso, "pode-se dizer que o Ali-Babá foi roubado por muito mais que 40 ladrões", escreveu.
O Festival da Canção faz também parte da história de Júlio Isidro. O primeiro festival que apresentou foi o de 1991, ao lado de Ana Paula Reis e que teve lugar na Feira Internacional de Lisboa. Nos dois anos seguintes, Júlio Isidro apresentou as 5 semifinais nos estúdios da RTP. Em 2015 apresentou a final do Festival ao lado de Catarina Furtado.
Comunicador nato, Júlio Isidro é uma referência incontornável na história da Rádio e da Televisão em Portugal. Com apenas 15 anos de idade, estreou-se na televisão, tornando-se durante décadas presença regular no pequeno ecrã. A paixão pela rádio, a vocação para a televisão, a visão e pioneirismo nos muitos programas que criou, produziu e apresentou, as entrevistas históricas, a formação nos EUA, são marcas que deixaram marca na história da televisão e na história de muitos apresentadores que se seguiram. Ao longo da sua carreira, apresentou cerca de 30 programas na RTP e 7 programas na TVI, para onde se mudou de 1993 a 1996. Também trabalhou na rádio desde 1968 e escreveu 7 livros.
“É uma honra enorme estar aqui. Tenho admiração, respeito e carinho por este que é o maior vulto da comunicação em Portugal”. Foi, desta forma, que Cristina Alves iniciou a apresentação desta obra. Recorde-se que Cristina Alves trabalhou com Júlio Isidro quando ambos apresentavam, a partir dos estúdios do Monte da Virgem em Vila Nova de Gaia, o programa “Portugal no Coração”. “Dar alegria aos outros” foi a missão de Júlio ao longo de quase 60 anos de carreira. “O Júlio ligou-se a nós e nós retribuímos ligando-nos a ele”, afirmou Cristina, recordando que este “nunca esqueceu de lançar artistas” . Os programas que apresentou foram tantos que não couberam nas 384 páginas do livro. “Engraçado como dedica quase duas páginas do livro para falar dos programas de que não fala na biografia”, sorri Cristina Alves, que terminou dizendo: “O Júlio tem esta generosidade e este coração enorme”.
Diversos artistas e profissionais da comunicação estiveram presentes neste lançamento, nomeadamente os cantores Cristina Roque e Sérgio Castro, dos Trabalhadores do Comércio ambos participantes no Festival da Canção. Também os cantores João Grande, dos Táxi, e Maria Amélia Canossa, os apresentadores Jorge Gabriel, Ana Viriato e a jornalista Madalena Balça estiveram na Fnac.
Júlio Isidro presenteou todos aqueles que enchiam o espaço com uma projeção de imagens e vídeos de diversos programas que apresentou, nomeadamente os diretos para programas de rádio e televisão com estádios lotados com milhares de pessoas. O "Passeio dos Alegres" ou o "Clube Amigos Disney" não poderiam faltar. Um dos momentos recordados pelo apresentador foi a entrevista que conduziu com a cantora francesa Françoise Hardy, representante do Mónaco na Eurovisão 1963. "Lembro-me que era altíssima e que não foi uma conversa de sorriso aberto, se calhar por culpa da minha timidez", escreveu.
Baptista-Bastos assina o prefácio. Para o escritor, a presença assídua de Júlio Isidro nos ecrãs televisivos é “o sinal de um afeto e a lembrança que resiste, mesmo na sombra e no aparente silêncio”. “Consciência, liberdade e atenção pelos outros fazem deste homem [Júlio Isidro] uma espécie de vigilante do nosso tempo, que o próprio tempo se encarrega de fragilizar”. Segundo Baptista-Bastos, “o que Júlio Isidro tem feito e praticado na televisão é um exercício de presença, ensinando que, quando odiamos alguém, só nos ferimos a nós próprios”.
Como profissional de televisão, diz-se que lançou inúmeros artistas portugueses nos diversos programas que criou e apresentou. Um dos casos mais bem-sucedidos é o de Dulce Pontes, que se estreou na televisão nos programas de Júlio Isidro e mais tarde participou no Festival da Canção (por si apresentado) e acabou por vencer. As Doce também são alvo desta obra. Lançadas por Júlio Isidro no programa "Febre de Sábado de Manhã", mereciam ganhar o Festival da Canção de 1981 segundo o autor. "Só não ganharam o Festival RTP da Canção de 1981 porque, vestidas ou despidas de odaliscas, ofenderam a moral hipócrita das senhoras e senhores do júri". Neste caso, "pode-se dizer que o Ali-Babá foi roubado por muito mais que 40 ladrões", escreveu.
O Festival da Canção faz também parte da história de Júlio Isidro. O primeiro festival que apresentou foi o de 1991, ao lado de Ana Paula Reis e que teve lugar na Feira Internacional de Lisboa. Nos dois anos seguintes, Júlio Isidro apresentou as 5 semifinais nos estúdios da RTP. Em 2015 apresentou a final do Festival ao lado de Catarina Furtado.
Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL
Ao Vivo
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Héber Marques
Multiusos de Guimarães
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Rita Guerra
[AO VIVO] 30 anos de carreira de Rita Guerra celebrados na cidade-berço
Rita Guerra foi a protagonista de dois concertos comemorativos dos seus 30 anos de carreira, marcados por muitas emoções e recordações. O ESCPORTUGAL esteve no segundo concerto que decorreu no passado sábado em Guimarães.
Depois do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, o Pavilhão Multiusos de Guimarães recebeu o segundo concerto comemorativo dos 30 anos de carreira de Rita Guerra. Concerto muito especial, com um acompanhamento de luxo: da Banda da Força Aérea Portuguesa. Foi pura magia ouvir os êxitos de sempre de Rita Guerra acompanhados por uma orquestra com quase cinco dezenas de músicos.
A voz de Rita Guerra é distinta, poderosa e transmite paixão em todos os registos, da mais comum das baladas ao pop, passando pelo inusitado fado. Foi desta viagem de sons que se fez o espetáculo de uma das mais conhecidas cantoras femininas a solo do país.
Foram 30 anos de carreira - na realidade 33 - que encheram o Pavilhão Multiusos de Guimarães em 90 minutos de concerto, numa viagem por duas dezenas de temas que todos conhecemos desde o seu primeiro álbum de 1990 “Pormenores sem a mínima importância”, até ao mais recente “Volta” lançado no final de 2014. A cantora foi alternando nos momentos mais intimistas, a solo sentada ao piano, outros com acompanhamento da sua banda e ainda outros com toda a Banda da Força Aérea Portuguesa.
Eram 22 horas quando a imagem de Rita aparece, em silhueta por detrás da cortina. Um estalar de dedos fez cair o pano, surgindo a cantora no centro do palco até se sentar ao piano. “No meu canto” foi o primeiro tema a ser cantado e tocado ao vivo em conjunto com Banda da Força Aérea. Logo depois, e sem pausas, surgiu “Deixa-me sonhar (só mais uma vez)”, canção com a qual representou Portugal no Festival Eurovisão 2003 e sempre presente nos seus concertos. A voz inconfundível e incomparável de Rita Guerra surpreendeu também ao trazer novas roupagens de temas de sempre, como “Secretamente”, “Sentimento” ou “Transformação”, um dos últimos originais que gravou. E o público não se fez rogado ao acompanhar a cantora em coro. “É bom ver que o povo me procura, tem estado sempre presente nestes 33 anos de carreira”, afirmou Rita como forma de agradecimento a mais uma casa cheia. “Na realidade, estamos numa era onde musicalmente somos muito descartáveis, tipo pastilha elástica de mastigar e deitar fora, mas eu sinto que, quase com 50 anos de idade, ainda estou a meio caminho”. Palavras da cantora que, de imediato, receberam uma enorme ovação.
Seguiu-se um dos grandes momentos do concerto: “Uma das minhas maiores alegrias é ter a oportunidade de me cruzar, pessoal e profissionalmente, com as minhas referências. Vou cantar com um senhor que é um ídolo para mim desde pequenina”. E antes de anunciar quem seria o seu primeiro convidado da noite, ouve-se os primeiros acordes de “Mundo inteiro” e a presença de Paulo de Carvalho, que mereceu um aplauso do público em pé. Seguiu-se, no mesmo registo tão cúmplice, a canção “Pormenores sem a mínima importância”. O primeiro um tema de Agir para a voz do pai Paulo de Carvalho incluído no seu álbum “Do amor” de 2008, e o segundo de autoria de Rui Veloso incluído no primeiro álbum de estúdio a solo de Rita Guerra, lançado em 1990.
Outro momento de cortar a respiração foi com "Nem às paredes confesso", um fado de Artur Ribeiro originalmente para a voz de Amália Rodrigues, numa homenagem ao seu pai, levando a que todos permanecessem de pé a aplaudir por largos minutos. Noutro registo, mas numa brincadeira, cantou “Fado do Embuçado” com os membros da banda e o público a responderem ao desafio da cantora com “Olha o pincel, tem tinta azul”.
Foi num crescendo que continuou a conquista dos presentes, cantando temas como “Your song” (“primeira canção que aprendi a tocar ao piano”), "I though you would leave your heart with me", "Chegar a ti" ou "Gostar de ti" – “a balada que eu mais gosto”, acabou por confessar Rita ao público.
O segundo convidado da noite foi Héber Marques, líder dos HMB, um dos mais criativos intérpretes e músicos da atualidade. Conhecemos o seu trabalho como autor e compositor de “Dança Joana”, o maior êxito comercial saído do Festival da Canção 2015 para a voz de Filipe Gonçalves. Depois de receber rasgados elogios por parte de Rita Guerra, cantaram juntos “Volta” e “A Bela e o Monstro”. Sobre este segundo tema, Rita Guerra recordou que ao longo da carreira tem interpretado muitas canções de filmes de animação.
O segundo convidado da noite foi Héber Marques, líder dos HMB, um dos mais criativos intérpretes e músicos da atualidade. Conhecemos o seu trabalho como autor e compositor de “Dança Joana”, o maior êxito comercial saído do Festival da Canção 2015 para a voz de Filipe Gonçalves. Depois de receber rasgados elogios por parte de Rita Guerra, cantaram juntos “Volta” e “A Bela e o Monstro”. Sobre este segundo tema, Rita Guerra recordou que ao longo da carreira tem interpretado muitas canções de filmes de animação.
Para quem não achasse possível, o tão desejado encore foi portador de um verdadeiro vendaval adicional de sentimentos de encanto e magia. Extraordinária interpretação de "I’ve got you under my skin", de Frank Sinatra, e “Brincando com o fogo”, canção que catapultou, nos anos 90, a carreira de Rita Guerra para a ribalta com o saudoso Beto. Ambos os temas fecharam com chave de ouro o concerto de Rita Guerra na cidade-berço.
Para além da Banda da Força Aérea Portuguesa, estiveram em palco os seus músicos de sempre Daniel Lima, Marco Reis, Pedro Pinto e Gonçalo Santos.
Para além da Banda da Força Aérea Portuguesa, estiveram em palco os seus músicos de sempre Daniel Lima, Marco Reis, Pedro Pinto e Gonçalo Santos.
O ESCPORTUGAL apresenta, especialmente para os nossos leitores, um vídeo com alguns dos momentos mais significativos:
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