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ESC2019
Eslovénia
novos lançamentos
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Zala Kralj & Gašper Šantl
zalagasper
Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco dos zalagasper.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 14 de fevereiro de 2020
[ZONA DE DISCOS #128] zalagasper – "4"
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco dos zalagasper.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 14 de fevereiro de 2020
Nota: 8/10
Exatamente um ano depois do EP “Štiri”,
o duo esloveno lançou, no dia dos namorados de 2020, o seu primeiro longa
duração intitulado “4”. Os jovens Zala e Gašper continuam fiéis ao seu conceito
artístico. Dado que a distância temporal de abril de 2020 a maio de 2019 não é
muito acentuada, o duo encontra-se ainda na fase de ascenção e a sua postura
poderá ainda confundir quem os ouve e vê pela primeira vez. Tal como escrevemos
na Zona de discos #114, as noções de naturalidade e simplicidade que tentam passar
podem ser facilmente confundidas com ausência de química ou, mais grave ainda,
falta de profissionalismo. No entanto, se prestarmos atenção a todo o trabalho,
não só a nível de áudio, mas também em vídeo, somos forçados a render-nos às
evidências: o duo zalagasper tem um concepção musical e visual bastante apurada
e peculiar, desenvolvendo-a a cada novo single, num compasso temporal que, para
já, desde setembro de 2017, tem sido bastante regular.
Baloni
Come to me
Signals
Box
Temas destacados por Carlos Carvalho: “Valovi”; “Box” e “Novo Sonce”
A ver
Num primeiro impacto, este álbum
causa-nos o mesma sensação do EP, ou seja, os temas valem a nível individual,
mas para desfrutar de um conjunto de canções dos zalagasper precisamos de uma dose reforçada
de cafeína. Poderá ser falta de hábito da nossa parte ou o grupo precisa mesmo
de um abanão? Talvez um pouco dos dois, isso porque se realmente nos dedicarmos
ao trabalho dos Zalagasper com uns bons phones
o disco consegue abstrair-nos do nosso quotidiano, levando-nos a querer prestar
atenção a todos os detalhes electro sónicos e às suas melodias algo sussurradas,
taciturnas e introvertidas. Mas também o duo precisa de um abanão e, por isso
mesmo, o atual single, “box”, é uma boa surpresa.
O álbum recupera todos os temas do
EP anteriormente referido – incluindo a proposta eurovisiva “Sebi” –
apresentando-os por ordem cronológica. Também como nota importante é o facto de
que “Sebi” é, até o momento, o último single cantado em esloveno. Após a
Eurovisão, o duo tem optado pela língua inglesa.
Muito curioso em relação ao futuro
deste jovem duo.
Vídeos promocionais
Valovi
Baloni
S teboi
Sebi
Come to me
Signals
Box
Alinhamento
Valovi
Baloni
S teboi
Sebi
Novo Sonce
Come to me
Signals
Me and my boi
Box
Hazey
Temas destacados por Carlos Carvalho: “Valovi”; “Box” e “Novo Sonce”
A ver
EMA
2020: ZALAGASPER - ME & MY BOI
Pode ouvir o
disco AQUI.
FC2020
Filipe Sambado
novos lançamentos
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Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco de Filipe Sambado.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #127] Filipe Sambado - "Revezo"
Esta semana, a análise recai no novo disco de Filipe Sambado.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 24 de janeiro de 2020
Nota: 8,5/10
Nunca a divergência entre a opinião
popular e o voto do júri foi tão acentuada como aquela a que assistimos no
derradeiro momento em que se decidia o nosso representante para Roterdão.
Gerbera amarela do sul
Temas destacados por Carlos Carvalho: “No leito”, “Bitola” e “Imagina”
A ver
Se "Gerbera amarela do
sul" era a melhor canção para a Eurovisão que estava prevista para 2020, é
uma discussão inútil. Facto é que o FDC deu a possibilidade de apresentar ao
grande público um dos nomes que mais tem sido acarinhado pela crítica musical
nos últimos tempos, particularmente através do álbum "Filipe Sambado &
Os Acompanhantes de Luxo", de 2018
Apreciar “Revezo” – que de certa
forma representa um corte incisivo com o seu trabalho anterior – poderá ter
como requisitos ser adepto de cruzamentos musicais que revelam algum do nosso
património musical, como o do nome Fausto; prezar o arrojo criativo de artistas
internacionais como Rosália; e trajar essas influências numa roupagem pop. Sim,
se o termo pop não é o conceito mais imediato que nos surge ao ouvir "Gerbera
amarela do sul", há outros temas que denunciam de modo muito mais
explícito essa veia mais acessível, especialmente através do tema “É tão bom”
(seria este um tema mais adequado para o FDC? Sim, estamos invalidando a nossa
premissa do segundo parágrafo.)
Para além de letras provocantes,
não sendo preciso avançar muito no álbum para ouvirmos algo como “Ficar em casa
no sofá, tusa mole é o que dá” (“Tusa mole”), “Revezo” é um apetecível convite a
uma fruição de diferentes paralelismos musicais que entram em comunhão – passado,
presente, nacional e internacional –numa linguagem construída de modo cuidado e
servido num ambiente que o irá colocar entre a pop requintada, sem ser
inacessível, e até mesmo nos meandros da world
music.
O primeiro single, “Jóia da rotina”,
se num primeiro impacto pode parecer excêntrico, a sua intenção leva-nos curiosamente
ao momento difícil que nos encontramos. Esta ponte pode ser estabelecida com o
que Sambado afirmou ao “Rimas e Batidas”, em dezembro de 2019, “Tem de haver um
amor comunitário (…)Precisamos uns dos outros mais do que nunca. Criar novos
laços”.
Como última nota, e em modo de
previsão, é garantido que “Revezo” irá figurar nas várias listas de “Melhores
álbuns nacionais 2020”.
Vídeos promocionais
Jóia da Rotina
Gerbera amarela do sul
Alinhamento
Tusa Mole
Jóia da Rotina
É tão bom
Gerbera Amarela
do Sul
Paçoquinha pra
novela
No leito
Mais uma
Bitola
Este fardo
Imagina
Temas destacados por Carlos Carvalho: “No leito”, “Bitola” e “Imagina”
A ver
FILIPE SAMBADO (17/02/2020)
Pode ouvir o
disco AQUI.
ESC2006
Finlândia
Lordi
novos lançamentos
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Zona de Discos
[ZONA DE DISCOS #126] Lordi - "Killection (A Fictional Compilation Album)"
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco dos Lordi.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Esta semana, a análise recai no novo disco dos Lordi.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 31 de janeiro de 2020
Nota: 8,5/10
Já por diversas vezes elogiámos
a peculiar criatividade de Mr. Lordi - ‘Zona de Discos #50, por exemplo -. Se
essa característica tem sido muita negligenciada nas análises dos críticos, descuidado
tem também sido o devido reconhecimento no que diz respeito à destreza técnica
e do titânico espírito de sacrifício e “amor à camisola” que manter um projeto
assente num imaginário à escala dos monstros finlandeses implica.
Por outro lado, a comunidade eurovisiva também não estará porventura ao corrente do sucesso contínuo e gigantesco que os vencedores em Atenas têm tido. Basta uma rápida pesquisa pelas fotos dos concertos de 2019 para ficarmos abismados com as vastíssimas audiências em inúmeros concertos por toda a Europa. Concertos que nada têm que ver com a Eurovisão, um público que – pelo menos teoricamente – até é bastante hostil ao fenómeno eurovisivo (partindo do princípio que sabem do que se trata), mas que em nada tem inibido Mr. Lordi de demonstrar o seu entusiasmo e agradecimento pela Eurovisão. Para além de um monstro criativo, temos um monstro com carácter.
Like A Bee To The Honey
Shake The Baby Silent
Alinhamento
Tema destacado por Carlos Carvalho: “I Dug a Hole in the Yard for You”
e “Zombimbo”
A ver
Por outro lado, a comunidade eurovisiva também não estará porventura ao corrente do sucesso contínuo e gigantesco que os vencedores em Atenas têm tido. Basta uma rápida pesquisa pelas fotos dos concertos de 2019 para ficarmos abismados com as vastíssimas audiências em inúmeros concertos por toda a Europa. Concertos que nada têm que ver com a Eurovisão, um público que – pelo menos teoricamente – até é bastante hostil ao fenómeno eurovisivo (partindo do princípio que sabem do que se trata), mas que em nada tem inibido Mr. Lordi de demonstrar o seu entusiasmo e agradecimento pela Eurovisão. Para além de um monstro criativo, temos um monstro com carácter.
A
discografia da banda finlandesa tem sido regular e antes de “Sexorcism”
completar dois anos, temos “Killection”. Este não é propriamente um novo álbum,
pois trata-se de uma compilação. Um “best of” que recupera temas do
extremamente bem- sucedido álbum “People of the day” (1982), ou do criticamente
aclamado “Nice Device” (1991), não esquecendo o campeão de vendas “Hugger”, de
1987. Álbuns monstruosos que jamais alguém ouviu falar, nem os próprios Lordi.
Confusos? Bem, “Killection” é uma
compilação ficcional, cujos temas assentam nas roqueiras sonoridades que
estavam em voga nos anos 70, 80 e início dos anos 90. Se isto por si só eleva o
conceito de criatividade a um outro patamar, a sua ideia prende-se com uma
insatisfação artística que pode ser vista e ouvida na entrevista que colocamos
no final desta análise. “Killection” nasce de uma frustração comum a muitas
bandas, quando as editoras rejeitam determinados temas porque essas faixas
iriam destoar do “som daquele álbum”. Se não podes derrubar um problema,
contorna-o. Assim, temos um álbum com temas originais e que soam imensamente
diferentes uns dos outros sem comprometer o tal som, até porque estamos perante
uma compilação.
A nível
melódico, os Lordi estão mais fortes do que nunca - oiçam o single “I Dug A Hole In The Yard For You” – não esquecendo
o peso provocado pelas guitarras – “Shake the Baby Silent” ou “Apollyon”.
Um dos
grandes marcos do álbum é indubitavelmente “Like A Bee To The Honey”, escrito
pelo vocalista dos Kiss Paul Stanley, com Jean Beauvoir. Para quem anseia há
anos por novo material dos Kiss, tem aqui uma oportunidade. Esta parte é mesmo
verdade, não é ficção.
“Killection
(A Fictional Compilation Album)” atingiu, para já, o número 8 na Finlândia, #13
na Alemanha, #24 na Suiça e #28 na Hungria.
Vídeos promocionais
I Dug A Hole In The Yard For You
Like A Bee To The Honey
Shake The Baby Silent
Alinhamento
Radio SCG 10
Horror for Hire
Shake the Baby Silent
Like a Bee to the Honey (feat.
Michael Monroe)
Apollyon
Scg10 the Last Hour
Blow My Fuse
I Dug a Hole in the Yard for You
Zombimbo
Up To No Good
SCG10 Demonic
Semitones
Cutterfly
Evil
Scream Demon
Carnivore (Vinyl Bonus)
SCG10 I Am Here
Tema destacado por Carlos Carvalho: “I Dug a Hole in the Yard for You”
e “Zombimbo”
A ver
Lordi Interview Mr. Lordi About
"Killection" @ Icehall Helsinki, Finland 13.12.2019
Pode ouvir o
disco AQUI.
Emma Marrone
ESC2014
Itália
novos lançamentos
TOP
Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco de Emma Marrone.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 25 de outubro de 2019
[ZONA DE DISCOS #125] Emma - "Fortuna"
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco de Emma Marrone.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 25 de outubro de 2019
Nota: 8/10
É dos nomes incontornáveis da música italiana dos anos
10’s. Para esse estatuto contribuiram as quase obrigatórias (e bem-sucedidas)
participações no mítico Festival de Sanremo, com uma vitória incluída, em 2012.
Além disso, a década fica marca por uma infindável e ininterrupta carreira
discográfica, que resultou em mais de 10 galardões de platina, só em álbuns, e
aproximadamente duas dezenas de certificações de ouro, platina e dupla platina
pelos vários singles.
Tema destacado por Carlos Carvalho: “Luci blu”, “Dimmelo veramente” e “A
mano disarmata”
A ver
Uma nova
década chegou e com ela a árdua tarefa de se manter relevante. A expectativa em torno de “Fortuna”,
confessamos, era grande, especialmente depois de um relativo morno “Essere qui”
(Zona de discos #48). Em “Esse qui” não nos agradou em particular a opção por
sonoridades mais electrónicas que, a nosso ver, não são as que servem melhor a
voz (cada vez mais) áspera e emocionalmente potente de Emma Marrone. “Io sono
bella”, o primeiro single, deixou-nos em suspenso e a verdade é que essa
estética musical – embora de um modo adulto e com resquícios ligeiramente
alternativos - continua presente em “Fortuna”, não só através do referido
single, mas também através do tema título ou até mesmo em “Quando l'amore
finisce” e “Succede che”.
Contudo, o novo disco abarca um
maior pluralismo de linguagens relacionadas com o domínio de arranjos e
produção. “Stupida allegria”, o segundo single, é provavelmente o tema de toda
a sua discografia que revela consciência de si e consequente alegria em ser….
italiana. “Stupida allegria” é sonoramente distinto mas com potencial para ser
auditivamente aditivo.
De um modo geral, “Fortuna” é um
desfile forte de canções em que cada tema aparenta ter sido trabalhado com
tempo suficiente para se tirar o maior proveito possível desse mesmo conjunto
de canções. Assim, os destaques são vários e por diversos motivos sonoros e
interpretativos. As baladas obrigatórias e interpretadas de modo visceral estão
presentes, mas longe de sonoridades datadas. “Luci blu”, “Alibi” e “I grandi
progetti” são os grandes destaques, a que adicionamos o melódico indie pop rock
de Elisa Toffoli, “Mascara”, bem como a agradável surpresa mid tempo
electrónica “Dimmelo veramente”.
Para já, “Fortuna” está certificado
com disco de ouro e chegou ao #1 de Itália e #35 na Suiça. À semelhança daquilo
que tem acontecido com os cinco álbuns anteriores, uma nova edição, com alguns
temas inéditos poderá estar nos planos de modo a coincidir com a digressão de
concertos ao vivo.
Vídeos promocionais
Io Sono Bella
Stupida Allegria
Alinhamento
Fortuna
Io sonno
bella
Stupida
Allegria
Luci blu
Quando l'amore
finisce
Alibi
Mascara
I grandi
progetti
Manifesto
Succede che
Dimmelo
veramente
Corri
Basti solo tu
A mano disarmata
Tema destacado por Carlos Carvalho: “Luci blu”, “Dimmelo veramente” e “A
mano disarmata”
A ver
Emma
Marrone - Domenica In 15/12/2019
Pode ouvir o
disco AQUI.
esc1990
Jugoslávia
Tajči
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Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco de Tajci.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #123] Tajci & Sanya - "Where or When"
Esta semana, a análise recai no novo disco de Tajci.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 06 de outubro de 2019
Nota: 7,5/10
O tempo voa e em 2020 assinala-se o
30º aniversário de “Hajde da ludujemo”, o tema que jogou em casa, na antiga
Jugoslávia, e que foi defendido energeticamente e com primor vocal, numa
atuação perfeita (sem qualquer tipo de exagero) pela jovem Tajči.
A ver
Estrela pop de primeira liga, 21
anos e dois álbuns na sua discografia, “Hajde Da Ludujemo” (1990) e “Bube U
Glavi” (1991). O sucesso era absoluto mas Tajči não se revia na engrenagem pop
e abandona a carreira no auge do seu sucesso.
A guerra na Jugoslávia também
poderá ter contribuído para ter trocado a Croácia pelos Estados Unidos da
América mas o sucesso que Tajči era o verdadeiro, o da realização pessoal.
30 anos depois e com um novo
percurso que começou a meados dos anos 90, Tajči é apresentada uma artista que
combina música, discursos inspiradores de modo a permitir a descoberta do amor
próprio e ajuda ao próximo. Se procurarem “Tajči – Waking up in America”, terão
uma ideia exata do que se trata. Pelo meio, há várias edições de música cristã
e um álbum pop (pop jazz, country, gipsy), falamos recomendável “Awaken”
(2014).
Em 2019, surge “Where or When”, o
primeiro álbum gravado a meias com a sua irmã Sanya Mateyas.
Para quem tem acompanhado a
carreira de Tajči, estará bem consciente do seu valor e versatilidade musical e
este novo disco é mais um passo na heterogeneidade artística. Em “When or when”
Tajči e Sanya revistam temas que fazem parte da história da música mundial,
canções que na sua maioria foram originalmente gravadas entre os anos 20 e 70
do século XX e que foram gravadas por vozes imortais.
O alinhamento é composto por 11
temas e o reportório parece ter sido escolhido a dedo. Desde “I Can't Give You
Anything but Love”, popularizado por Billie Holiday, em 1936, a “Over the
rainbow”, de “O Feiticeiro de Oz” (1939), não esquecendo “Imagine”, de John
Lennon (1971), assistimos em “Where or when” as duas irmãs desfilando
graciosamente, técnica e emocionalmente, ajudadas pelos arranjos jazzísticos de
Jeff Steinberg.
Este disco está ser a salvo de
digressão intensiva por vários pontos dos Estados Unidos da América, com
sucesso assinalável, como é comprovado pelas várias fotos publicadas nas redes
sociais de Tajči.
“Where or when” transmite
intemporalidade mas não esqueceu composições do século XXI, o qual é
representado por um dos temas mais famosos deste novo milénio, “You raise me
up”, composto e originalmente lançado pelos Secret Garden, em 2001.
Temas em destaque
Tajci & Sanya Mateyas “What a Wonderful
World”
Sanya Mateyas “You Raise Me Up”
Tajci “Over the Rainbow”
Alinhamento
Tajci - I Can't Give You Anything but Love
Tajci & Sanya Mateyas -
Sentimental Journey
Tajci - Where or When
Sanya Mateyas - La Vie En Rose
Tajci - Over the Rainbow
Sanya Mateyas –
Imagine
Tajci & Sanya Mateyas - Fly Me
to the Moon
Tajci - You Must Believe in Spring
Tajci & Sanya Mateyas - Crazy
(feat. David Langley)
Sanya Mateyas - You Raise Me Up
Tajci & Sanya Mateyas - What a
Wonderful World
A ver
Tajci - Waking Up in America (Live)
Becoming a Fashion Designer in NYC (with Sylvio
Kovacic)
Pode ouvir o
disco AQUI.
Celine Dion
esc1988
novos lançamentos
Suiça
TOP
Zona de Discos
[ZONA DE DISCOS #122] Céline Dion - "Courage"
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco de Céline Dion.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Esta semana, a análise recai no novo disco de Céline Dion.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 15 de novembro de 2019
Nota: 6/10
É o aguardado regresso de Celine
Dion aos álbuns em inglês. “Courage” sucede a “Loved Me Back to Life” (2013) e
o título não se limita a transmitir apenas uma atitude psicológica positiva.
Mesmo os não apreciadores do trabalho de Céline Dion dificilmente não terão
conhecimento das importantes perdas pessoais pelas quais a imortal voz do “Titanic”
passou. Contudo, René Angélil era mais
do que o companheiro de Céline, sendo também o pilar e motor da sua carreira. Assim,
já sem nada para provar ao mundo da
música, é necessária uma boa dose de coragem para, aos 51 anos, recomeçar um
percurso que, em muitos aspectos, como a própria artista afirma na entrevista
abaixo, é quase como começar uma nova carreira.
Imperfections (Official Video)
Courage (Official Video)
Temas destacados
por Carlos Carvalho
A ver
“Courage” é confessional, é pessoal,
e embora não represente nenhuma tentativa desesperada para fazer de Céline o
nome mais sonante da pop atual, há uma preocupação em estar no compasso sonoro
de 2020, não querendo passar ao lado da contemporaneidade. Em bom rigor, essa
parece ter sempre sido uma preocupação de Céline Dion e da sua equipa. Ao
relembrar os álbuns “Unison” (1990), “D'eux” (1995) ou até mesmo os singles “That's
the Way It Is” (2000) e “Incredible” (2014), todos eles denunciam a época em
que foram originados.
Desta vez, nos créditos é possível encontrar
nomes como David Guetta, Sia, e uma série de compositores e produtores de
origem sueca que conseguem, como ninguém, dar aquele toque fresco e agradável a
melodias pop.
Como álbum, “Courage” é um regresso
decente. “Flying on my own”, o tema que abre o disco, é uma boa surpresa dance,
mas no seu todo é apenas um álbum morno com alguns momentos interessantes. Se o
tema “Courage” vai ao encontro do reportório mais tradicional de Céline Dion, “Change
my mind” faz uma ponte entre o “clássico” e o novo. “Look at us now” carrega
uma sonoridade que traz remanescência de Roxette e “How Did You Get Here”
destaca-se pela leve lembrança dos anos 60. No entanto, não ficamos com a
sensação de estarmos perante um álbum indispensável da atual pop. Até o single “Imperfections”
vale mais pelo vídeo do que pela música.
A nível de sugestões, se já
destacámos o início do álbum – “Flying on my own” – o final merece nota
individual. “Perfect goodbye” é dos temas mais fortes do novo conjunto de
canções. Curiosamente, os outros dois temas que nos pareceram mais pujantes não
se encontram na versão regular, mas sim na “Deluxe edition”, valendo assim a pena
adquirir a versão alargada do álbum. “Heart of glass” e “Boundaries” são as
nossas grandes sugestões.
A nível comercial, “Courage” foi,
na primeira semana, um mega sucesso em praticamente todo o mundo, destacando-se
o #1 nos EUA e #2 no Reino Unido, embora tenha registado uma queda vertiginosa
na segunda semana, pela terras do Tio Sam, passando do #1 para fora do top 100
em apenas sete dias. Em Portugal, para já, conta com quatro semanas no nosso
top 50, sendo o seu percurso o seguinte: 5-21-36-46.
Temas promocionais
Flying On My Own (Official Lyric Video)
Imperfections (Official Video)
Courage (Official Video)
Temas destacados
por Carlos Carvalho
“Heart of glass” e “Boundaries”
Alinhamento
Flying on my own
Lovers never die
Falling in love again
Lying Down
Courage
Imperfections
Change my mind
Say yes
Nobody’s watching
The chase
For the lover that I lost
Baby
I will be stronger
How Did You Get Here
Look at us now
Perfect
goodbye
(Deluxe Edition)
Best of all
Heart of glass
Boundaries
The hard way
(Japanese bonus track)
Soul
A ver
Céline Dion - Flying On My Own (Live from Las
Vegas)
GMB Meets Celine Dion - World Exclusive, Full
Uncut Interview | Good Morning Britain
ESC1995
Fionnuala Sherry
Irlanda
Noruega
novos lançamentos
Rolf Løvland
TOP
Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai no novo disco dos Secret Garden.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #120] Secret Garden - "Storyteller"
Esta semana, a análise recai no novo disco dos Secret Garden.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 26 de abril de 2019
Nota: 9/10
Secret Garden Behind The Scenes - Sunshine
Secret Garden Behind The Scenes - The Voyage
Secret Garden Behind The Scenes - Strength
Temas destacados
por Carlos Carvalho
A ver
Apresentado como o décimo álbum dos
Secret Garden, “Storyteller” permanece fiel à essência do duo norueguês e
irlandês: melodias simples, mas bonitas, que funcionam como veículo expressivo
de emoções e onde o violino de Fionnuala Sherry é a “voz” dessas revelações.
“Storyller” estava já há algum
tempo para ser analisado na “Zona de discos” mas, à semelhança dos trabalhos anteriores,
o mundo dos Secret Garden continua a transmitir uma sensação de esperança, de
renovação e de um novo acreditar. Que altura melhor para intensificar e rememorar
essas sensações do que à entrada de um novo ano?
Embora haja diferenças em relação
aos trabalhos anterioes, “Storyller” continua a completar uma história que
começou a ser escrita há 25 anos, ou como diz Fionnualla Sherry, “cada álbum é
como um capítulo diferente do mesmo livro”. E o que nos traz este capítulo? As
tais sensações descritas acima, as de esperança e novo acreditar estão bem
presentes, por exemplo, na peça de abertura, “The Pilot” – que Rolf Løvland apresenta
como épica - , estendendo-se essa ambiência a “Song to a Child”, ou “One more
chance”. As implícitas (?) mensagens de esperança contrastam, tal como tem sido
habitual desde “Songs from a Secret Garden” (1995), com momentos mais
taciturnos e introspectivos, cabendo o desenvolvimento destes estados a “Beyond
the Blue” e “ Nostalgia”. O lado irlandês, também à semelhança daquilo que vem
acontecendo desde o início da aventura discográfica dos Secret Garden, está
também presente sonicamente, desta vez através de “Flow” e “Fantasia”.
Desde 2001, e principalmente devido
ao sucesso contínuo de “You raise me up” (gravada inicialmente por Johnny
Logan, embora o lançamento original tenha a voz de Brian
Kennedy, ESC 2006), as peças com voz tornaram-se obrigatórias. Uma vez mais,
Brian Kennedy compartilha o seu talento, desta vez com “Beautiful”, e Espen
Gijotheim – que já colabora com o duo também há mais de uma década – é a voz de
“Strenght” – aquele que será o novo clássico dos Secret Garden. No entanto, é
nas peças vocalizadas que reside o ponto fraco do disco. “Sunshine”, na voz de
Cathrine Iversen, parece-nos demasiado Disney, destoando um pouco do quadro geral.
Desde 1995, os Secret Garden já
venderam à volta de 3 milhões de discos – facto notável para música
maioritariamente instrumental – e atuam recorrentemente fora da Europa. No
entanto, no passado dia 2 de julho, os planos para a Noruega, Austrália, Coreia
do Sul e China foram adiados devido à luta contra o cancro por parte de Fionnuala
Sherry. No dia 13 de outubro, a violinista do grupo grava um vídeo no qual
agradece e tranquila os admiradores dos Secret Garden, assegurando que tudo
estava a decorrer de modo positivo.
“Storyteller” quebra o interregno
de oito anos em termos de material original, embora nesse espaço tenha havido
uma compilação, um álbum com novas versões, um disco e vídeo ao vivo e um
livro. Estranhamente, “Storyteller” termina com “End of a Journey”. Esperamos
que seja apenas o fim da viagem deste capítulo.
Vídeos promocionais
(ordem de acordo com o alinhamento do disco)
Secret
Garden Behind The Scenes - The Pilot
Secret Garden Behind The Scenes - Flow
Secret Garden Behind The Scenes - Sunshine
Secret Garden Behind The Scenes - Fantasia
Secret Garden Behind The Scenes - The Voyage
Secret Garden Behind The Scenes - Strength
Temas destacados
por Carlos Carvalho
“The Pilot”, “Fantasia” e “The Voyage”
Alinhamento
The Pilot
Beyond The Blue
Beautiful ft Brian Kennedy
Flow
Song to a Child
Nostalgia
Open Doors
Sushine ft. Cathrine Iversen
One more chance
Fantasia
The Voyage
Strenght ft Espen Gijotheim
End of a jouney
A ver
Secret Garden interview - Storyteller
Secret Garden interview – Nocturne
Pode ouvir o
disco AQUI.
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