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[ZONA DE DISCOS #129] Victor Crone - "Troubled Waters"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no primeiro álbum de Victor Crone.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

[ZONA DE DISCOS #128] zalagasper ‎– "4"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco dos zalagasper.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Lançamento: 14 de fevereiro de 2020
Nota: 8/10

Exatamente um ano depois do EP “Štiri”, o duo esloveno lançou, no dia dos namorados de 2020, o seu primeiro longa duração intitulado “4”. Os jovens Zala e Gašper continuam fiéis ao seu conceito artístico. Dado que a distância temporal de abril de 2020 a maio de 2019 não é muito acentuada, o duo encontra-se ainda na fase de ascenção e a sua postura poderá ainda confundir quem os ouve e vê pela primeira vez. Tal como escrevemos na Zona de discos #114, as noções de naturalidade e simplicidade que tentam passar podem ser facilmente confundidas com ausência de química ou, mais grave ainda, falta de profissionalismo. No entanto, se prestarmos atenção a todo o trabalho, não só a nível de áudio, mas também em vídeo, somos forçados a render-nos às evidências: o duo zalagasper tem um concepção musical e visual bastante apurada e peculiar, desenvolvendo-a a cada novo single, num compasso temporal que, para já, desde setembro de 2017, tem sido bastante regular.
Num primeiro impacto, este álbum causa-nos o mesma sensação do EP, ou seja, os temas valem a nível individual, mas para desfrutar de um conjunto de canções dos  zalagasper precisamos de uma dose reforçada de cafeína. Poderá ser falta de hábito da nossa parte ou o grupo precisa mesmo de um abanão? Talvez um pouco dos dois, isso porque se realmente nos dedicarmos ao trabalho dos Zalagasper com uns bons phones o disco consegue abstrair-nos do nosso quotidiano, levando-nos a querer prestar atenção a todos os detalhes electro sónicos e às suas melodias algo sussurradas, taciturnas e introvertidas. Mas também o duo precisa de um abanão e, por isso mesmo, o atual single, “box”, é uma boa surpresa.
O álbum recupera todos os temas do EP anteriormente referido – incluindo a proposta eurovisiva “Sebi” – apresentando-os por ordem cronológica. Também como nota importante é o facto de que “Sebi” é, até o momento, o último single cantado em esloveno. Após a Eurovisão, o duo tem optado pela língua inglesa.
Muito curioso em relação ao futuro deste jovem duo.

Vídeos promocionais
 
Valovi


Baloni


S teboi


Sebi


Come to me

Signals

Box

Alinhamento
Valovi
Baloni
S teboi
Sebi
Novo Sonce
Come to me
Signals
Me and my boi
Box
Hazey

Temas destacados por Carlos Carvalho: “Valovi”; “Box” e “Novo Sonce”


 

A ver

EMA 2020: ZALAGASPER - ME & MY BOI


Pode ouvir o disco AQUI.
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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ZONA DE DISCOS #127] Filipe Sambado - "Revezo"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco de Filipe Sambado.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 24 de janeiro de 2020
Nota: 8,5/10
Nunca a divergência entre a opinião popular e o voto do júri foi tão acentuada como aquela a que assistimos no derradeiro momento em que se decidia o nosso representante para Roterdão.
Se "Gerbera amarela do sul" era a melhor canção para a Eurovisão que estava prevista para 2020, é uma discussão inútil. Facto é que o FDC deu a possibilidade de apresentar ao grande público um dos nomes que mais tem sido acarinhado pela crítica musical nos últimos tempos, particularmente através do álbum "Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo", de 2018
Apreciar “Revezo” – que de certa forma representa um corte incisivo com o seu trabalho anterior – poderá ter como requisitos ser adepto de cruzamentos musicais que revelam algum do nosso património musical, como o do nome Fausto; prezar o arrojo criativo de artistas internacionais como Rosália; e trajar essas influências numa roupagem pop. Sim, se o termo pop não é o conceito mais imediato que nos surge ao ouvir "Gerbera amarela do sul", há outros temas que denunciam de modo muito mais explícito essa veia mais acessível, especialmente através do tema “É tão bom” (seria este um tema mais adequado para o FDC? Sim, estamos invalidando a nossa premissa do segundo parágrafo.)
Para além de letras provocantes, não sendo preciso avançar muito no álbum para ouvirmos algo como “Ficar em casa no sofá, tusa mole é o que dá” (“Tusa mole”), “Revezo” é um apetecível convite a uma fruição de diferentes paralelismos musicais que entram em comunhão – passado, presente, nacional e internacional –numa linguagem construída de modo cuidado e servido num ambiente que o irá colocar entre a pop requintada, sem ser inacessível, e até mesmo nos meandros da world music.  
O primeiro single, “Jóia da rotina”, se num primeiro impacto pode parecer excêntrico, a sua intenção leva-nos curiosamente ao momento difícil que nos encontramos. Esta ponte pode ser estabelecida com o que Sambado afirmou ao “Rimas e Batidas”, em dezembro de 2019, “Tem de haver um amor comunitário (…)Precisamos uns dos outros mais do que nunca. Criar novos laços”.
Como última nota, e em modo de previsão, é garantido que “Revezo” irá figurar nas várias listas de “Melhores álbuns nacionais 2020”.

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Jóia da Rotina


Gerbera amarela do sul

Alinhamento
Tusa Mole 
Jóia da Rotina
É tão bom
Gerbera Amarela do Sul
Paçoquinha pra novela
No leito
Mais uma
Bitola
Este fardo
Imagina

Temas destacados por Carlos Carvalho: “No leito”, “Bitola” e “Imagina”


A ver

FILIPE SAMBADO (17/02/2020)

Pode ouvir o disco AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ZONA DE DISCOS #126] Lordi - "Killection (A Fictional Compilation Album)"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco dos Lordi.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Lançamento: 31 de janeiro de 2020
Nota: 8,5/10
Já por diversas vezes elogiámos a peculiar criatividade de Mr. Lordi - ‘Zona de Discos #50, por exemplo -. Se essa característica tem sido muita negligenciada nas análises dos críticos, descuidado tem também sido o devido reconhecimento no que diz respeito à destreza técnica e do titânico espírito de sacrifício e “amor à camisola” que manter um projeto assente num imaginário à escala dos monstros finlandeses implica.
Por outro lado, a comunidade eurovisiva também não estará porventura ao corrente do sucesso contínuo e gigantesco que os vencedores em Atenas têm tido. Basta uma rápida pesquisa pelas fotos dos concertos de 2019 para ficarmos abismados com as vastíssimas audiências em inúmeros concertos por toda a Europa. Concertos que nada têm que ver com a Eurovisão, um público que – pelo menos teoricamente – até é bastante hostil ao fenómeno eurovisivo (partindo do princípio que sabem do que se trata), mas que em nada tem inibido Mr. Lordi de demonstrar o seu entusiasmo e agradecimento pela Eurovisão. Para além de um monstro criativo, temos um monstro com carácter.
A discografia da banda finlandesa tem sido regular e antes de “Sexorcism” completar dois anos, temos “Killection”. Este não é propriamente um novo álbum, pois trata-se de uma compilação. Um “best of” que recupera temas do extremamente bem- sucedido álbum “People of the day” (1982), ou do criticamente aclamado “Nice Device” (1991), não esquecendo o campeão de vendas “Hugger”, de 1987. Álbuns monstruosos que jamais alguém ouviu falar, nem os próprios Lordi. Confusos? Bem,  “Killection” é uma compilação ficcional, cujos temas assentam nas roqueiras sonoridades que estavam em voga nos anos 70, 80 e início dos anos 90. Se isto por si só eleva o conceito de criatividade a um outro patamar, a sua ideia prende-se com uma insatisfação artística que pode ser vista e ouvida na entrevista que colocamos no final desta análise. “Killection” nasce de uma frustração comum a muitas bandas, quando as editoras rejeitam determinados temas porque essas faixas iriam destoar do “som daquele álbum”. Se não podes derrubar um problema, contorna-o. Assim, temos um álbum com temas originais e que soam imensamente diferentes uns dos outros sem comprometer o tal som, até porque estamos perante uma compilação.
A nível melódico, os Lordi estão mais fortes do que nunca - oiçam o single  “I Dug A Hole In The Yard For You” – não esquecendo o peso provocado pelas guitarras – “Shake the Baby Silent” ou “Apollyon”.
Um dos grandes marcos do álbum é indubitavelmente “Like A Bee To The Honey”, escrito pelo vocalista dos Kiss Paul Stanley, com Jean Beauvoir. Para quem anseia há anos por novo material dos Kiss, tem aqui uma oportunidade. Esta parte é mesmo verdade, não é ficção.
“Killection (A Fictional Compilation Album)” atingiu, para já, o número 8 na Finlândia, #13 na Alemanha, #24 na Suiça e #28 na Hungria.

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I Dug A Hole In The Yard For You

Like A Bee To The Honey


Shake The Baby Silent


Alinhamento
Radio SCG 10
Horror for Hire
Shake the Baby Silent
Like a Bee to the Honey (feat. Michael Monroe)
Apollyon
Scg10 the Last Hour
Blow My Fuse
I Dug a Hole in the Yard for You
Zombimbo
Up To No Good
SCG10 Demonic Semitones
Cutterfly
Evil
Scream Demon
Carnivore (Vinyl Bonus)
SCG10 I Am Here

Tema destacado por Carlos Carvalho: “I Dug a Hole in the Yard for You” e “Zombimbo”



A ver

Lordi Interview Mr. Lordi About "Killection" @ Icehall Helsinki, Finland 13.12.2019


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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ZONA DE DISCOS #125] Emma - "Fortuna"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco de Emma Marrone.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Lançamento: 25 de outubro de 2019
Nota: 8/10
É dos nomes incontornáveis da música italiana dos anos 10’s. Para esse estatuto contribuiram as quase obrigatórias (e bem-sucedidas) participações no mítico Festival de Sanremo, com uma vitória incluída, em 2012. Além disso, a década fica marca por uma infindável e ininterrupta carreira discográfica, que resultou em mais de 10 galardões de platina, só em álbuns, e aproximadamente duas dezenas de certificações de ouro, platina e dupla platina pelos vários singles.
Uma nova década chegou e com ela a árdua tarefa de se manter relevante.  A expectativa em torno de “Fortuna”, confessamos, era grande, especialmente depois de um relativo morno “Essere qui” (Zona de discos #48). Em “Esse qui” não nos agradou em particular a opção por sonoridades mais electrónicas que, a nosso ver, não são as que servem melhor a voz (cada vez mais) áspera e emocionalmente potente de Emma Marrone. “Io sono bella”, o primeiro single, deixou-nos em suspenso e a verdade é que essa estética musical – embora de um modo adulto e com resquícios ligeiramente alternativos - continua presente em “Fortuna”, não só através do referido single, mas também através do tema título ou até mesmo em “Quando l'amore finisce” e  “Succede che”.
Contudo, o novo disco abarca um maior pluralismo de linguagens relacionadas com o domínio de arranjos e produção. “Stupida allegria”, o segundo single, é provavelmente o tema de toda a sua discografia que revela consciência de si e consequente alegria em ser…. italiana. “Stupida allegria” é sonoramente distinto mas com potencial para ser auditivamente aditivo.
De um modo geral, “Fortuna” é um desfile forte de canções em que cada tema aparenta ter sido trabalhado com tempo suficiente para se tirar o maior proveito possível desse mesmo conjunto de canções. Assim, os destaques são vários e por diversos motivos sonoros e interpretativos. As baladas obrigatórias e interpretadas de modo visceral estão presentes, mas longe de sonoridades datadas. “Luci blu”, “Alibi” e “I grandi progetti” são os grandes destaques, a que adicionamos o melódico indie pop rock de Elisa Toffoli, “Mascara”, bem como a agradável surpresa mid tempo electrónica “Dimmelo veramente”.
Para já, “Fortuna” está certificado com disco de ouro e chegou ao #1 de Itália e #35 na Suiça. À semelhança daquilo que tem acontecido com os cinco álbuns anteriores, uma nova edição, com alguns temas inéditos poderá estar nos planos de modo a coincidir com a digressão de concertos ao vivo.

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Io Sono Bella

 
Stupida Allegria

Alinhamento
Fortuna
Io sonno bella
Stupida Allegria
Luci blu
Quando l'amore finisce
Alibi
Mascara
I grandi progetti
Manifesto
Succede che
Dimmelo veramente
Corri
Basti solo tu
A mano disarmata

Tema destacado por Carlos Carvalho: “Luci blu”, “Dimmelo veramente” e “A mano disarmata”


A ver

Emma Marrone - Domenica In 15/12/2019


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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ZONA DE DISCOS #124] Diogo Piçarra - "South Side Boy"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco de Diogo Piçarra.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

[ZONA DE DISCOS #123] Tajci & Sanya - "Where or When"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco de Tajci.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Lançamento: 06 de outubro de 2019
Nota: 7,5/10

O tempo voa e em 2020 assinala-se o 30º aniversário de “Hajde da ludujemo”, o tema que jogou em casa, na antiga Jugoslávia, e que foi defendido energeticamente e com primor vocal, numa atuação perfeita (sem qualquer tipo de exagero) pela jovem Tajči.
Estrela pop de primeira liga, 21 anos e dois álbuns na sua discografia, “Hajde Da Ludujemo” (1990) e “Bube U Glavi” (1991). O sucesso era absoluto mas Tajči não se revia na engrenagem pop e abandona a carreira no auge do seu sucesso.
A guerra na Jugoslávia também poderá ter contribuído para ter trocado a Croácia pelos Estados Unidos da América mas o sucesso que Tajči era o verdadeiro, o da realização pessoal.
30 anos depois e com um novo percurso que começou a meados dos anos 90, Tajči é apresentada uma artista que combina música, discursos inspiradores de modo a permitir a descoberta do amor próprio e ajuda ao próximo. Se procurarem “Tajči – Waking up in America”, terão uma ideia exata do que se trata. Pelo meio, há várias edições de música cristã e um álbum pop (pop jazz, country, gipsy), falamos recomendável “Awaken” (2014).
Em 2019, surge “Where or When”, o primeiro álbum gravado a meias com a sua irmã Sanya Mateyas.
Para quem tem acompanhado a carreira de Tajči, estará bem consciente do seu valor e versatilidade musical e este novo disco é mais um passo na heterogeneidade artística. Em “When or when” Tajči e Sanya revistam temas que fazem parte da história da música mundial, canções que na sua maioria foram originalmente gravadas entre os anos 20 e 70 do século XX e que foram gravadas por vozes imortais.
O alinhamento é composto por 11 temas e o reportório parece ter sido escolhido a dedo. Desde “I Can't Give You Anything but Love”, popularizado por Billie Holiday, em 1936, a “Over the rainbow”, de “O Feiticeiro de Oz” (1939), não esquecendo “Imagine”, de John Lennon (1971), assistimos em “Where or when” as duas irmãs desfilando graciosamente, técnica e emocionalmente, ajudadas pelos arranjos jazzísticos de Jeff Steinberg.
Este disco está ser a salvo de digressão intensiva por vários pontos dos Estados Unidos da América, com sucesso assinalável, como é comprovado pelas várias fotos publicadas nas redes sociais de Tajči.
“Where or when” transmite intemporalidade mas não esqueceu composições do século XXI, o qual é representado por um dos temas mais famosos deste novo milénio, “You raise me up”, composto e originalmente lançado pelos Secret Garden, em 2001.

Temas em destaque
Tajci & Sanya Mateyas “What a Wonderful World”

Sanya Mateyas “You Raise Me Up”

Tajci “Over the Rainbow”

Alinhamento
Tajci - I Can't Give You Anything but Love
Tajci & Sanya Mateyas - Sentimental Journey
Tajci - Where or When
Sanya Mateyas - La Vie En Rose
Tajci - Over the Rainbow
Sanya Mateyas – Imagine
Tajci & Sanya Mateyas - Fly Me to the Moon
Tajci - You Must Believe in Spring
Tajci & Sanya Mateyas - Crazy (feat. David Langley)
Sanya Mateyas - You Raise Me Up
Tajci & Sanya Mateyas - What a Wonderful World 

A ver

Tajci - Waking Up in America (Live)


Becoming a Fashion Designer in NYC (with Sylvio Kovacic)

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ZONA DE DISCOS #122] Céline Dion - "Courage"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco de Céline Dion.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.



Lançamento: 15 de novembro de 2019
Nota: 6/10
É o aguardado regresso de Celine Dion aos álbuns em inglês. “Courage” sucede a “Loved Me Back to Life” (2013) e o título não se limita a transmitir apenas uma atitude psicológica positiva. Mesmo os não apreciadores do trabalho de Céline Dion dificilmente não terão conhecimento das importantes perdas pessoais pelas quais a imortal voz do “Titanic” passou.  Contudo, René Angélil era mais do que o companheiro de Céline, sendo também o pilar e motor da sua carreira. Assim, já sem  nada para provar ao mundo da música, é necessária uma boa dose de coragem para, aos 51 anos, recomeçar um percurso que, em muitos aspectos, como a própria artista afirma na entrevista abaixo, é quase como começar uma nova carreira.
“Courage” é confessional, é pessoal, e embora não represente nenhuma tentativa desesperada para fazer de Céline o nome mais sonante da pop atual, há uma preocupação em estar no compasso sonoro de 2020, não querendo passar ao lado da contemporaneidade. Em bom rigor, essa parece ter sempre sido uma preocupação de Céline Dion e da sua equipa. Ao relembrar os álbuns “Unison” (1990), “D'eux” (1995) ou até mesmo os singles “That's the Way It Is” (2000) e “Incredible” (2014), todos eles denunciam a época em que foram originados.
Desta vez, nos créditos é possível encontrar nomes como David Guetta, Sia, e uma série de compositores e produtores de origem sueca que conseguem, como ninguém, dar aquele toque fresco e agradável a melodias pop.
Como álbum, “Courage” é um regresso decente. “Flying on my own”, o tema que abre o disco, é uma boa surpresa dance, mas no seu todo é apenas um álbum morno com alguns momentos interessantes. Se o tema “Courage” vai ao encontro do reportório mais tradicional de Céline Dion, “Change my mind” faz uma ponte entre o “clássico” e o novo. “Look at us now” carrega uma sonoridade que traz remanescência de Roxette e “How Did You Get Here” destaca-se pela leve lembrança dos anos 60. No entanto, não ficamos com a sensação de estarmos perante um álbum indispensável da atual pop. Até o single “Imperfections” vale mais pelo vídeo do que pela música.
A nível de sugestões, se já destacámos o início do álbum – “Flying on my own” – o final merece nota individual. “Perfect goodbye” é dos temas mais fortes do novo conjunto de canções. Curiosamente, os outros dois temas que nos pareceram mais pujantes não se encontram na versão regular, mas sim na  “Deluxe edition”, valendo assim a pena adquirir a versão alargada do álbum. “Heart of glass” e “Boundaries” são as nossas grandes sugestões.
A nível comercial, “Courage” foi, na primeira semana, um mega sucesso em praticamente todo o mundo, destacando-se o #1 nos EUA e #2 no Reino Unido, embora tenha registado uma queda vertiginosa na segunda semana, pela terras do Tio Sam, passando do #1 para fora do top 100 em apenas sete dias. Em Portugal, para já, conta com quatro semanas no nosso top 50, sendo o seu percurso o seguinte: 5-21-36-46.

Temas promocionais
Flying On My Own (Official Lyric Video)

Imperfections (Official Video)

Courage (Official Video)

Temas destacados por Carlos Carvalho

 “Heart of glass” e “Boundaries”

Alinhamento
Flying on my own
Lovers never die
Falling in love again
Lying Down
Courage
Imperfections
Change my mind
Say yes
Nobody’s watching
The chase
For the lover that I lost
Baby
I will be stronger
How Did You Get Here
Look at us now
Perfect goodbye
(Deluxe Edition)
Best of all
Heart of glass
Boundaries
The hard way
(Japanese bonus track)
Soul

A ver

Céline Dion - Flying On My Own (Live from Las Vegas)

GMB Meets Celine Dion - World Exclusive, Full Uncut Interview | Good Morning Britain


Pode ouvir o disco AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ZONA DE DISCOS #121] Waylon - "Human"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco de Waylon.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

[ZONA DE DISCOS #120] Secret Garden - "Storyteller"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no novo disco dos Secret Garden.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 26 de abril de 2019
Nota: 9/10
Apresentado como o décimo álbum dos Secret Garden, “Storyteller” permanece fiel à essência do duo norueguês e irlandês: melodias simples, mas bonitas, que funcionam como veículo expressivo de emoções e onde o violino de Fionnuala Sherry é a “voz” dessas revelações.
“Storyller” estava já há algum tempo para ser analisado na “Zona de discos” mas, à semelhança dos trabalhos anteriores, o mundo dos Secret Garden continua a transmitir uma sensação de esperança, de renovação e de um novo acreditar. Que altura melhor para intensificar e rememorar essas sensações do que à entrada de um novo ano?   
Embora haja diferenças em relação aos trabalhos anterioes, “Storyller” continua a completar uma história que começou a ser escrita há 25 anos, ou como diz Fionnualla Sherry, “cada álbum é como um capítulo diferente do mesmo livro”. E o que nos traz este capítulo? As tais sensações descritas acima, as de esperança e novo acreditar estão bem presentes, por exemplo, na peça de abertura, “The Pilot” – que Rolf Løvland apresenta como épica - , estendendo-se essa ambiência a “Song to a Child”, ou “One more chance”. As implícitas (?) mensagens de esperança contrastam, tal como tem sido habitual desde “Songs from a Secret Garden” (1995), com momentos mais taciturnos e introspectivos, cabendo o desenvolvimento destes estados a “Beyond the Blue” e “ Nostalgia”. O lado irlandês, também à semelhança daquilo que vem acontecendo desde o início da aventura discográfica dos Secret Garden, está também presente sonicamente, desta vez através de “Flow” e “Fantasia”.
Desde 2001, e principalmente devido ao sucesso contínuo de “You raise me up” (gravada inicialmente por Johnny Logan, embora o lançamento original tenha a voz de   Brian Kennedy, ESC 2006), as peças com voz tornaram-se obrigatórias. Uma vez mais, Brian Kennedy compartilha o seu talento, desta vez com “Beautiful”, e Espen Gijotheim – que já colabora com o duo também há mais de uma década – é a voz de “Strenght” – aquele que será o novo clássico dos Secret Garden. No entanto, é nas peças vocalizadas que reside o ponto fraco do disco. “Sunshine”, na voz de Cathrine Iversen, parece-nos demasiado Disney, destoando um pouco do quadro geral.
Desde 1995, os Secret Garden já venderam à volta de 3 milhões de discos – facto notável para música maioritariamente instrumental – e atuam recorrentemente fora da Europa. No entanto, no passado dia 2 de julho, os planos para a Noruega, Austrália, Coreia do Sul e China foram adiados devido à luta contra o cancro por parte de Fionnuala Sherry. No dia 13 de outubro, a violinista do grupo grava um vídeo no qual agradece e tranquila os admiradores dos Secret Garden, assegurando que tudo estava a decorrer de modo positivo.
“Storyteller” quebra o interregno de oito anos em termos de material original, embora nesse espaço tenha havido uma compilação, um álbum com novas versões, um disco e vídeo ao vivo e um livro. Estranhamente, “Storyteller” termina com “End of a Journey”. Esperamos que seja apenas o fim da viagem deste capítulo.

Vídeos promocionais (ordem de acordo com o alinhamento do disco)
Secret Garden Behind The Scenes - The Pilot


Secret Garden Behind The Scenes - Flow

Secret Garden Behind The Scenes - Sunshine

Secret Garden Behind The Scenes - Fantasia

Secret Garden Behind The Scenes - The Voyage

Secret Garden Behind The Scenes - Strength


 

Temas destacados por Carlos Carvalho

 “The Pilot”, “Fantasia” e “The Voyage”

Alinhamento
The Pilot
Beyond The Blue
Beautiful ft Brian Kennedy
Flow
Song to a Child
Nostalgia
Open Doors
Sushine ft. Cathrine Iversen
One more chance
Fantasia
The Voyage
Strenght ft Espen Gijotheim
End of a jouney

A ver

Secret Garden interview - Storyteller

Secret Garden interview – Nocturne

Pode ouvir o disco AQUI.
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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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