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FC2022: Dina será uma das homenageadas no 'Festival da Canção 2022'

 

Dina, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1992, será uma das homenageadas no Festival da Canção 2022, revelou Jorge Gabriel durante o A Praça da Alegria.

[ESPECIAL] Em Dia de Finados, recorde connosco todos os vencedores que já nos deixaram!




Em Dia de Finados, o ESCPORTUGAL convida-o a recordar a vida e a carreira de todos os vencedores do Festival Eurovisão e do Festival da Canção já falecidos!

[ESPECIAL] Em Dia de Finados, recorde connosco todos os vencedores que já nos deixaram!


Em Dia de Finados, o ESCPORTUGAL convida-o a recordar a vida e a carreira de todos os vencedores do Festival Eurovisão e do Festival da Canção já falecidos!

[ESPECIAL] Em Dia de Finados, recorde connosco todos os vencedores que já nos deixaram


Em Dia de Finados, o ESCPORTUGAL convida-o a recordar a vida e a carreira de todos os vencedores do Festival Eurovisão e do Festival da Canção já falecidos!

[VÍDEO] Pedro Granger homenageia Dina no 'A Tarde É Sua'


Apresentador do Festival da Canção de 2012 e responsável pelas conferências do Festival Eurovisão 2018, Pedro Granger recordou Dina no programa 'A Tarde É Sua': "Eu tinha feito duas letras para ela para um disco que iria gravar em 2015".

[ZONA DE DISCOS #87] Dina - Especial


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem  recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado  foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação. 
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Desde os meus 10 anos de idade, 1991, meses antes do FDC 1992, que sou um grande apreciador da sua obra, mais concretamente desde a apresentação de 'Acordei o Vento', no 'ET - Entretimento Total', de Júlio Isidro. Desde então, todos os seus registos foram, sem exceção, por mim consumidos e desfrutados de forma continuada ao longo de todos estes anos, desde o momento em iam sendo lançados. Da apreciação do material outrora novo à vontade de querer descobrir as gravações que tinham sido lançadas nos anos 80 foi um passo natural. Assim, foi com enorme tristeza que recebi a notícia do seu adeus no final da semana passada. Deste modo, resolvi reservar este 'Zona de Discos' à Dina. Uma revisão e uma leitura de um ponto de vista pessoal e crítico, da herança musical que se encontra disponível através do formato álbum.

           Dinamite (1982)

Num olhar retrospectivo de 37 anos, o universo da música portuguesa, no ano de 1982, significa, sobretudo, Patchouly do Grupo de Baile ou Amor dos Heróis do Mar, mas foi também em 1982 que Dina, embora longe do mediatismo merecido, lança um dos álbuns que define a moderna música portuguesa de então, Dinamite.
Composto por 8 faixas e com o selo da Polygram, Dinamite reivindicava, em termos sonoros, a equiparação de Portugal com o que de melhor se fazia nos grandes mercados internacionais. Com contornos claramente pop, o álbum situa-se algures entre a synthpop, new wave e funk (não esquecendo as baladas) e foi a nossa resposta a Girls on film dos Duran Duran ou Kids in America (1981) de Kim Wilde. Contudo, o álbum “foi morto” pela própria editora, ao enviar três canções, sem o conhecimento de Dina, para o Festival da Canção, ficando, assim, o disco limitado e estigmatizado a Gosto do teu gosto, ofuscando o verdadeiro explosivo do álbum, como, por exemplo, Isso é que era bom ou Nem mais.
Em junho de 2018, o 'Zona de Discos' foi dedicado à análise de 'Dinamite', aquando do seu relançamento em vinil. Pode recordar o artigo AQUI.

   Aqui e Agora (1991)

Foram necessários quase 10 anos para Aqui e Agora (lançado pela UPAV) ver a luz do dia. Apesar do sucesso radiofónico de Acordei o Vento, não houve repercussão comercial e aí surge a ideia para voltar ao festival da canção com um objectivo claramente definido, ganhar.
Aqui acontece o primeiro erro da UPAV. Lançado em single e cassete, Amor d’água fresca nunca fez parte de um álbum. Não teria sido uma boa ideia aproveitar a boleia do tema eurovisivo e fazer uma re-edição de Aqui e Agora com a inclusão do novo sucesso? Composto por nove canções, Aqui e Agora é imperdível pelos temas Suco açucar e A cor da vida, acorda vida, pois além de serem dois dos melhores temas de Dina, são composições que se encontram lançadas somente no segundo álbum de Dina e na cassete referida anteriormente, encontrando-se ambos os produtos descatalogados e fora de mercado.

 Guardado em mim (1993)

Em 1993, agora com o selo da VIDISCO, Dina lança aquele que é, para mim, a sua melhor obra e o seu disco verdadeiramente intemporal, Guardado em Mim. É intemporal no sentido em que se trata de um “disco de banda”, orgânico, que foi gravado em 1993, mas que podia ter sido gravado e lançado em 2016 (com a devida actualização de remasterização). Composto essencialmente por temas de Dinamite e Aqui e Agora, todas as composições (sem exceção) ganham uma nova vida, com muito mais pujança e provavelmente muito mais fiéis ao ímpeto criativo original. Por ser altamente recomendável, é difícil destacar apenas dois ou três momentos, mas aqui vai uma tentativa: a novas versões de Nem mais e Que vamos nós fazer (os meus temas preferidos de Dina) e o original Voar outra vez.

 Sentidos (1997)

Sem o devido apoio da VIDISCO (talvez por ser uma editora muito ligada a colectâneas de dança e ao denominado movimento pimba), Guardado em Mim passa ao lado dos grandes feitos comerciais e tivemos de esperar 4 anos para um novo lançamento. Sentidos, lançado em 1997, pela Ovação, é um disco que não pode ser ignorado por nenhum seguidor de Dina, não só por ser o último registo de originais mas por ser também aquele que melhor espelha a essência musical de Ondina Veloso. Os nomes de Luís Fernando (guitarras e produção) e Sertório (na bateria) associados às composições de Dina e letras de Rosa de Lobato de Faria converteram-se num casamento perfeito entre melodia e sensibilidade alicerçado em cânones rock. Beleza é o fio condutor presente neste apuramento sonoro do seu legado artístico. Depois de Mim foi sempre a minha predileta, mas é impossível resistir a qualquer momento deste longa-duração. Para quem ainda não o conhece, recomenda-se, como iniciação, Carregal do Sal, Tafetá, Ai a Noite (concorrente ao Festival da Canção 1996, na voz de Elaisa) e De Manhã. Uma vez mais, o selo editorial teve grande responsabilidade pela não projecção do álbum.

O melhor de 2 (Dina / Mário Mata), 2001

Em 2001, inserida colecção O Melhor de 2, a Polygram lança O Melhor de Dina. Não se trata de mais do mesmo, uma vez que é aqui que se encontra, pela primeira vez, reunidos em cd, os primeiros quatro singles, destacando-se  as versões originais de Guardado em mim, Pássaro doido e o mistério do Festival da Canção 1981 e imensamente popular Há sempre música entre nós.

 Guardado em mim (2002)

Em 2002, Dina consegue o primeiro disco de ouro (20 000 cópias vendidas) através da Banda Sonora da telenovela Filha do mar. Tema principal da referida obra de ficção, e consequentemente banda sonora, Que é de ti lança a compilação para o primeiro lugar do top nacional vendas (domínio das colectâneas) e a carreira de Dina ganha um novo impulso.
O novo impulso é (mal) aproveitado pela VIDISCO. Ainda em 2002, a referida editora relança uma versão actualizada da compilação  Guardado em mim (lançada originalmente em 1993). Entre as novidades, para além de um novo artwork, destacam-se a inclusão de Amor d´água fresca (tema pela primeira vez inserido num álbum de Dina). No campo das falhas, a ausência de Que é de ti e a promoção nula.

Da cor da vida, o melhor de Dina (2008)

A lacuna promocional foi finalmente (embora de modo parcial) colmatada em 2008, por intermédio da editora Farol. A colectânea Da cor da vida, o melhor de Dina é a retrospectiva mais completa de Dina. Composto por 20 temas, o disco teve direito a spot publicitário televisivo, reportagens em noticiários, alcançando o #42 no top oficial de vendas. Promovido pelo original Esta manhã em Lisboa, tudo indicava que esta compilação era a ponte para um tão aguardado disco de originais….. que não chegou a acontecer (embora supostamente haja material gravado e provavelmente muito na gaveta).

A obra continua...
Mal amada pelo companhias discográficas, Dina foi sempre acarinhada pelo público e grandemente elogiada por artistas do meio musical. Foi precisamente este último grupo, mais precisamente uma nova geração de músicos de alta qualidade e vertente alternativa, a que se deveu  um novo interesse público pela obra de Dina e a uma digna comemoração dos 40 anos de carreira e despedida dos palcos.
Da parte das editoras, a Universal deve-nos uma re-edição de luxo de Dinamite (com os bónus que os fãs tanto adoram), e todo o seu catálogo devia ser re-editado ou pelo menos sujeito a uma compilação, não apenas mais uma, mas sim uma  que finalmente dignifique o nome de Dina.
Em relação aos temas que se encontram espalhados pelas bandas sonoras de várias telenovelas, devíamos seguir o exemplo brasileiro e aglomerar todo esse legado. Não foi isso que se fez para o disco Novelas de Caetano Veloso?
O meio musical português ficará mais pobre, a Artista já não está fisicamente presente mas a sua música ficará para sempre entre nós. Estou triste, mas OBRIGADO, Dina, por toda a música!

Pode ouvir alguns dos lançamentos de Dina AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[VÍDEO] NBC canta "Há Sempre Música Entre Nós" em homenagem a Dina


O cantor e compositor NBC, segundo classificado no Festival da Canção 2019, interpretou, esta tarde, a canção "Há Sempre Música Entre Nós" nas redes sociais em homenagem a Dina.

[ESPECIAL] Mundo eurovisivo chora o desaparecimento de Dina


Nas redes sociais multiplicaram-se os votos de lamento e de pesar pelo desaparecimento de Dina, vencedora do Festival da Canção de 1992 e representante de Portugal em Malmö.

Graça Fonseca: "Dina passava uma alegria contagiante na relação com a vida, a amizade e o amor"


Através de um comunicado oficial no site do Ministério, Graça Fonseca, Ministra da Cultura, reagiu ao falecimento da cantora e compositora Dina: "Acreditava que havendo sempre música entre nós, ficaríamos bem".

[VÍDEO] Artistas cantam "Amor de Água Fresca" em homenagem a Dina


Vários artistas cantaram, esta tarde, a canção que Dina levou ao Festival Eurovisão de 1992, "Amor de Água Fresca". Ana Cláudia, Rita Redshoes, André Tentugal, Alex D'Alva e Lúcia Moniz foram alguns dos artistas que participaram na homenagem.

Portugal: Presidente da República lamenta a morte da cantora e compositora Dina


O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa lamentou, esta tarde, o falecimento da cantora e compositora Dina.

MORREU DINA, REPRESENTANTE DE PORTUGAL NA EUROVISÃO DE 1992



Morreu a cantora e compositora Dina, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1992. Tinha 62 anos de idade.

[ZONA DE DISCOS #47] Dina - "Dinamite" (Reedição)


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 16 de março de 2018
Nota: 8,5/10

Portugal: Dina na lista para receber um transplante de pulmão

A cantora Dina, vencedora do Festival da Canção de 1992, aguarda por um transplante de pulmão, processo moroso e que poderá nunca acontecer.

Venceu o Festival da Canção de 1992 com uma das canções mais conhecidas da música portuguesa, "Amor de Água Fresca". Um quarto de século depois, Dina abandonou a carreira artística (como pode recordar AQUI) e vive momentos dramáticos enquanto espera por um transplante de pulmão: a cantora sofre de fibrose pulmonar.

Em entrevista à TV7Dias, a cantora terá revelado que raramente sai de casa, pois só consegue respirar com um auxílio exterior, recebendo ajuda permanente de uma botija de oxigénio. "Há dias em que tenho medo... não é medo, é pena por não usufruir mais das coisas, das pessoas que eu gosto, dos belos vinhos tintos que já não vou beber. Viver é muito bom, mas viver com qualidade é melhor ainda" afirmou, revelando que já está inscrita numa lista para poder receber um transplante de pulmão. No entanto, a cantora está consciente de que se trata de um processo moroso e poderá até nunca acontecer: "Uma pessoa não pode estar sempre a pensar nisto, nem dramatizar".
Mais tarde, num post publicado na sua conta de facebook, Dina escreveu: "Há dois anos, trouxe a público o meu problema de saúde, uma fibrose pulmonar. Sim estou em lista para transplante. Ponto final no assunto. Eu tenho orgulho no meu percurso/carreira, considero-me uma pessoa forte, vou ultrapassar este problema!"

Recorde-se que Dina participou por diversas vezes no Festival da Canção: Em 1980, com "Guardado em mim" (ouça AQUI), conquistou o prémio revelação, apesar de ficar classificada em 8.º lugar. Dois anos depois, volta ao certame com as canções "Em segredo" (Ouça AQUI) e "Gosto do teu gosto" (AQUI) , classificando-se em 8º e 6.º lugar. E em 1992, finalmente a vitória com "Amor d'água fresca", representando depois a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde esse momento: 



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Fonte: Flash, Facebook / Imagens: CMLisboa / Vídeo: Youtube

[AGENDA] Canções de Dina celebradas esta sexta-feira em Lisboa

No ano em que Dina celebra 40 anos de carreira, mais de 15 artistas da nova geração da música nacional voltam a celebrar em palco a obra da compositora e intérprete, que, passando pela pop, pela folk, pelo funk, pelo rock e pela canção de intervenção, marcou de forma indelével a música portuguesa.

No início do ano, Dina anunciou o fim da carreira devido a doença, como pode recordar AQUI, e depressa um grupo de artistas decidiu reinterpretar as suas canções e mostrá-las em palco. Foi assim que nasceram dois concertos em Lisboa e no Porto em março passado. Em boa hora soubemos que esses concertos não foram únicos: amanhã, sexta-feira dia 25, o Teatro Tivoli, em Lisboa, recebe o concerto Dinamite no âmbito do Festival Vodafone Mexefest. No palco, para além de Dina, vão estar  Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D´Alva, Márcia, Mitó e Tocha Pestana. Devolve-se, assim, um cancioneiro a uma nova geração. O espectáculo conta com o apoio da Antena 3 e revisita na íntegra o primeiro álbum de Dina, Dinamite (1982), para além de outras 12 canções feitas entre 1980 e 2000 e escolhidas ao gosto dos artistas convidados.

Em março passado o ESCPORTUGAL esteve no concerto realizado no Teatro Rivoli, no Porto, e gravou um pequeno vídeo que poderá ser (re)visto aqui:





Canção que não poderá faltar no alinhamento do concerto é "Amor de água fresca", escrito por Dina em coautoria com Rosa Lobato de Faria, com a qual ganhou o Festival da Canção 1992 e representou a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde essa participação:





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Fonte: VODAFONE MEXEFEST, ESCPORTUGAL / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE e ESCPORTUGAL

[VÍDEO] Alex VanTrue faz versão power metal de "Amor d'água fresca"

Cantor, multi-instrumentista e produtor, Alex VanTrue acaba de editar uma versão alternativa da canção "Amor d'água fresca", originalmente cantada por Dina.


Tornou-se conhecido do grande público na última edição do programa "The Voice Portugal", mas já desenvolve uma carreira musical há mais de uma década. Vocalista dos One Vision, de tributo aos Queen, notabilizou-se por fazer versões de temas conhecidos desta banda britânica mas também de música popular portuguesa - o seu "Vais partir", de Clemente, fez virar a cadeira de Mariza Liz nas provas cegas do The Voice. Alex VanTrue acaba de editar uma nova versão da canção "Amor d'água fresca", tema de autoria de Rosa Lobato de Faria e da própria Dina que ganhou o Festival RTP da Canção 1992 e representou a RTP nesse ano na Eurovisão em Malmö, na Suécia.

O ESCPORTUGAL conversou com o músico, que nos explicou o motivo desta escolha. "Fiz o cover porque gosto da música e da letra e achei que ficaria a matar em versao metal", afirmou Alex. Trata-se de uma canção que o cantor já conhece há muitos anos. "Conheço desde que saiu! Vi em direto o Festival da Canção em 1992".

Fique com o produto final desta versão, através deste vídeo publicado agora:




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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ALEX VANTRUE /  Vídeo: YOUTUBE

[AO VIVO] Obrigado, Dina!


Foi uma noite de emoções aquela que vivemos no último concerto da cantora Dina ao vivo. Embora triste, o último concerto mereceu ser de festa! E foi isso que aconteceu no Teatro Rivoli, no Porto, no passado dia 24. Um concerto de homenagem que foi também de celebração de uma carreira cheia de temas intemporais.

Na passada quinta-feira, dia 24, enganou-se quem foi ao Teatro Rivoli à espera de ver um concerto da cantora Dina. Diagnosticada uma doença que a impede de cantar, fibrose pulmorar (como pode recordar AQUI), a cantora decidiu pôr fim à carreira, aos 59 anos de idade. Mas o momento foi uma oportunidade para um conjunto de artistas, aparentemente improváveis, meterem mãos à obra e durante mais de um ano e meio trabalharem num concerto de homenagem à cantora, mas sobretudo à carreira de uma artista que marcou a música portuguesa.

Os cantores Ana Bacalhau (Deolinda), Mitó (Señoritas), Márcia, Samuel Úria e as bandas B Fachada, Best Youth, Da Chick, D'Alva e Tochapestana, acompanhados por diversos músicos dirigidos por Manuel Dórdio, trabalharam em novas versões de diversas canções da carreira de Dina. E foi isso que se ouviu durante mais de duas horas de concerto onde o público foi parte ativa, cantando de cor muitas das letras que são, sem dúvida intemporais.


“Obrigado, Dina!” foi a frase que mais se ouviu da boca dos artistas residentes neste concerto. “Uma honra poder partilhar o palco consigo e cantar as suas canções”, acrescentaram alguns. E foi um menu de canções, umas mais conhecidas que outras, mas todas de autoria da nossa Dina. O concerto começou com os 8 temas do primeiro álbum de Dina intitulado Dinamite, cantadas pelo grupo de artistas. Só depois, Dina surge no palco e, com o público em pé, canta Carregal do Sal, tema que é uma homenagem à localidade de onde é natural. Seguiu-se Guardado em mim, por Samuel Úria, tema com o qual Dina concorreu ao Festival da Canção de 1980, ganhou o prémio revelação e se tornou conhecida do grande público.

Por entre videoclipes e gravações de atuações de Dina projetadas no ecrã, foram 25 canções cantados à vez por cada um dos artistas, terminando em festa com Amor d’Água Fresca, o tema com o qual ganhou o Festival RTP da Canção e representou Portugal na Eurovisão 1992.

O momento mais arrepiante foi o solo de Mitó a cantar Acordei o vento e o caos lançado pelos Tochapestana em Pássaro Doido. O clássico Há sempre música entre nós, por Ana Bacalhau, pôs todo o auditório a cantar, e Alex D’Alva Teixeira a vibrar em Pérola Rosa Verde Limão Marfim. Pode ver o alinhamento da noite em baixo. Já depois do encore, Dina estreou Aguarela de Junho, um inédito que é um hino ao amor sem barreiras e sem preconceitos. 

VEJA O VÍDEO DO ESCPORTUGAL, COM UM EXCERTO DOS MELHORES MOMENTOS DA NOITE:



Dinamite - Concerto de Homenagem a Dina [Porto, 2016-03-24]
Obrigado Dina! Uma noite de emoções no último concerto da cantora Dina. Veja alguns dos muitos destaques deste momento histórico, com Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, DA CHICK, D'alva, Márcia, Samuel Úria, Mitó e TOCHAPESTANA. www.escportugal.pt #dinamite #TeatroRivoli #cantoradina
Publicado por ESC Portugal em Quinta-feira, 24 de Março de 2016



Alinhamento:
0. De lá para cá - Dina (inédito em áudio)
1. Dinamite – Por: Todos
2. Deixa lá – B Fachada
3. Tu sem mim – Márcia e Samuel Úria
4. Desamparem-me a loja – Samuel Úria e Mitó
5. Em segredo (FC1982) – Mitó
6. Gosto do teu gosto (FC1982) – Ana Bacalhau
7. Isso é que era bom – Samuel Úria
8. Nem mais – Márcia
9. Papagaio (em vídeo)
10. Carregal do Sal – Dina
11. Vídeo do backstage do Festival da Canção
12. Guardado em mim (FC1980) – Samuel Úria
13. Amar sem aviso – Márcia
14. Há sempre música entre nós – Ana Bacalhau
15. Vídeo de “Pássaro doido” na RTP
16. Pássaro Doido – Tochapestana
17. Depois não digas – D’Alva
18. Pérola Rosa Verde Limão Marfim – D’Alva
19. Aqui estou – Da Chick
20. Que vamos nós fazer – Best Youth
21. Vídeo Soa Bem
22. Por alto mar – B Fachada
23. Vídeo Acordei o vento
24. Acordei o vento – Mitó
25. Estar onde estás – Best Youth
26. Não vou – Da Chick
27. Amor d’Água Fresca (FC/ESC1992) – B Fachada e todos em coro
28. Aguarela de Junho – Dina
29. Dinamite – Todos


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Fonte:  ESCPORTUGAL /Imagem: ESCPORTUGAL /Vídeo: ESCPORTUGAL 

Dina: "Se soubesse que podia dizer ‘não’ teria dito que não ia ao Festival da Canção"

Dina afirmou, em entrevista ao Jornal I, estar arrependida de ter participado no Festival da Canção 1982. A entrevista aconteceu às portas dos dois últimos concertos da cantora, hoje em Lisboa e na quinta-feira no Porto.


Depois de quase 40 anos a cantar, a cantora Dina anunciou o fim da sua carreira na música. A cantora que ficou célebre pela canção "Amor de água fresca" da Eurovisão 1992, ficou impedida de cantar por motivo de doença, como escrevemos AQUI. Diversas entrevistas têm sido feitas à cantora e compositora nas últimas semanas; quase todos os jornais e todas as televisões têm dado conta dos últimos concertos de Dina.

Ao jornal I, Dina revelou aquilo que ainda não tinha sido dito: o seu arrependimento por ter participado no Festival da Canção de 1982. "Se soubesse que podia dizer “não”, teria dito que não ia ao Festival da Canção", afirmou, explicando com detalhe: "Concorreram com três canções do LP à revelia, sem eu saber. E quando chegaram todos entusiasmados a dizer “apuraram-te três canções”, fiquei zangada. Devia ter dito que não. Não se faz isto, mas aí foi a minha ignorância".

Dina não gostou da atitude. "Não gostei mesmo nada do que aconteceu, mas achei que não tinha saída. E tinha, isto nos dias de hoje era impensável. Mas a partir daí nunca mais me endireitei. Ainda gravei o “Pérola, Rosa, Verde, Limão, Marfim” mas depois perdi o fio à meada, fiquei desmotivada e foi complicado retomar a confiança. Senti-me traída... Percebi anos mais tarde por que é que isso tinha acontecido".

Quando questionada sobre se esse facto condicionou a sua carreira, Dina responde: "Não foi só isso. Tenho a certeza que fiquei aquém do que poderia ter sido, podia ter feito muito mais coisas. E a culpa aqui não é só disso, houve coisas que não soube gerir. Senti-me sempre um bocado isolada e houve coisas que fiz bem e coisas que fiz muito mal. Mas há uma coisa de que tenho a certeza: nunca defraudei quem gostou de mim desde a primeira vez, porque o trabalho é sempre muito... tem uma marca, tem um registo". Dina confessa ainda que preferia ter concorrido  a esse festival com a canção “Há Sempre Música Entre Nós”. "Aí, sim, acho que teria corrido bem, não sei o que aconteceu, se calhar perdeu-se nos corredores, se calhar ninguém a mandou, não me interessa".

Recorde-se que Dina participou por diversas vezes no Festival da Canção: Em 1980, com "Guardado em mim" (ouça AQUI), conquistou o prémio revelação, apesar de ficar classificada em 8.º lugar. Dois anos depois, volta ao certame com as canções "Em segredo" (Ouça AQUI) e "Gosto do teu gosto" (AQUI) , classificando-se em 8º e 6.º lugar. E em 1992, finalmente a vitória com "Amor d'água fresca", representando depois a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde esse momento:



Pode ler a entrevista AQUI


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Fonte: JORNAL I / Imagem: FLASH VIDAS / Vídeo: YOUTUBE

Cantora Dina anuncia fim da carreira devido a doença

Depois de quase 40 anos a cantar, a cantora Dina anunciou o fim da sua carreira na música. A cantora que ficou célebre pela canção "Amor de água fresca" da Eurovisão 1992, ficou impedida de cantar por motivo de doença.

Dina irá despedir-se em definitivo dos palcos nos espetáculos agendados para 22 deste mês no Teatro São Luiz, em Lisboa, e a 24 no Teatro Rivoli, no Porto. O encerramento da carreira fica a dever-se, segundo afirmou Dina ao Correio da Manhã, à doença que a persegue há nove anos, uma fibrose pulmonar, que a impede de cantar. "Não dá para continuar a cantar. O aparelho vocal pode estar bom, mas o respiratório não me permite sequer cantar afinada", afirmou Dina. "Esta é uma doença que provoca um grande cansaço. Ainda por cima afeta-me os dois pulmões", explica. "E como não consigo cantar, prefiro não fazer figuras tristes e terminar por aqui", diz, prometendo, contudo, cantar nos dois concertos "de celebração" agendados para este mês.

A última oportunidade, então, para ver Dina nos palcos nacionais será no final do mês nos dois concertos que,  com o apoio da Antena 3, irão revisitar na íntegra o primeiro álbum de Dina, Dinamite (1982), para além de outras 12 canções feitas entre 1980 e 2000 e escolhidas ao gosto de diversos artistas convidados. Pode ler ou reler o nosso artigo de 11 de janeiro AQUI.

Canção que não poderá faltar no alinhamento do concerto é "Amor de água fresca", escrita por Dina em coautoria com Rosa Lobato de Faria, com a qual ganhou o Festival da Canção 1992 e representou a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde essa participação:




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Fonte: CORREIO DA MANHÃ / Imagem: GOOGLE e Vídeo: YOUTUBE

[AGENDA] Dina homenageada pelos 40 anos de carreira

No ano em que Dina celebra 40 anos de carreira, mais de 15 artistas da nova geração da música nacional celebram em palcos do Porto e de Lisboa a obra da compositora e intérprete, que, passando pela pop, pela folk, pelo funk, pelo rock e pela canção de intervenção, marcou de forma indelével a música portuguesa.


Acompanhados por uma banda criada especialmente para a ocasião, os artistas participantes nestes dois concertos irão reinterpretar, contemporaneamente, uma parte do reportório de Dina, que ficou praticamente invisível por só ter sido marcado por alguns grandes sucessos. Devolve-se, assim, um cancioneiro a uma nova geração. O espectáculo conta com o apoio da Antena 3 e revisita na íntegra o primeiro álbum de Dina, Dinamite (1982), para além de outras 12 canções feitas entre 1980 e 2000 e escolhidas ao gosto dos artistas convidados.

Assim, a 22 de março no Teatro São Luiz, em Lisboa, e no dia 24 de março no Teatro Rivoli, no Porto, ambos às 21h30, um grupo de artistas vai reinterpretar Dina. São eles Ana Bacalhau (voz), B Fachada (voz, teclados e programações), Best Youth (voz e guitarra), Da Chick (voz), D’Alva (voz e programações), Márcia (voz e guitarra), Mitó (voz), Samuel Úria (voz e guitarra), Tochapestana (voz, guitarra e teclados), acompanhados por um banda com os seguintes elementos: Manuel Dordio (guitarra e direcção musical), David Santos (baixo), David Pires (bateria) e João Gil (teclados).  A direção artística de Gonçalo Tocha, a rodução executiva de Sophie Bárbara e a produção de BARCA13 / DáBail. Registe-se que os bilhetes têm um custo que variam entre os 9 e os 17 Euros.

Canção que não poderá faltar no alinhamento do concerto é "Amor de água fresca", escrito por Dina em coautoria com Rosa Lobato de Faria, com a qual ganhou o Festival da Canção 1992 e representou a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde essa participação:




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Fonte: BARCA 13 / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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