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Doce
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Lena Coelho
novos lançamentos
Lena Coelho lamenta a "falta de respeito" da Universal Music com o lançamento de 'Doce - O Melhor'
A cantora Lena Coelho, integrante das Doce, lamentou o lançamento de 'Doce - O Melhor' sem nenhum contacto por parte da Universal Music: "Como vêem passados 40 anos, as DOCE continuam a ser maltratadas".
A escassas semanas do lançamento de "Bem Bom", filme que recordará a carreira da girlband Doce, a Universal Music lançou uma nova colectânea do grupo que representou Portugal no Festival Eurovisão de 1982, "Doce - O Melhor". No entanto, o lançamento do disco sem "qualquer contacto ou informação por parte da editora a qualquer um dos elementos do grupo" não agradou a Lena Coelho, uma das quatro integrantes da banda, que lamentou o sucedido nas redes sociais: "Incrível a falta de respeito, educação, consideração, moral, ética," escreveu, frisando que "como vêem passados 40 anos, as DOCE continuam a ser maltratadas". Em resposta a um utilizador, a cantora explica que "a Universal é a legítima detentora de todo o espólio das Doce e pode fazer o que quiser", mas enaltecendo que "o que está mal é a atitude para connosco".
Formadas em 1979 pela mão de Tozé Brito, as Doce foram compostas por Fá (Fátima Padinha), Teresa Miguel, Lena Coelho e Laura Diogo. Fernanda de Sousa, atualmente conhecida por Ágata, integrou o quarteto em duas ocasiões: em 1985, substituiu Lena Coelho durante a sua gravidez, entrado posteriormente na formação no lugar de Fátima Padinha.
A banda portuguesa entrou em quatro edições no Festival da Canção: em 1980 (com "Doce", 2.º lugar), em 1981 (com "Ali-bábá (Um homem das arábias)", 4.º lugar), em 1982 (com "Bem Bom", 1.º lugar) e em 1984 (com "O barquinho da esperança", 11.º lugar). No Festival da Eurovisão, o grupo alcançou o 13.º lugar com 32 pontos, entre 18 países. Por sua vez, Fátima Padinha foi a única das cantoras a regressar ao Festival da Canção a solo, defendendo "Uma balada de amor" na edição de 1986.
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Lena d'Água
novos lançamentos
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Zona de Discos
[ZONA DE DISCOS #97] Lena d'Água - "Desalmadamente"
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai em "Desalmadamente", o novo álbum de Lena d'Água.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Esta semana, a análise recai em "Desalmadamente", o novo álbum de Lena d'Água.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 10 de maio de 2019
Nota: 8,5/10
“Nuclear Não, Obrigado”, “Demagogia”
e, obviamente, “Sempre Que O Amor Me Quiser” são temas que sobreviveram ao
teste do tempo e imortalizaram Lena d’Água. Beleza, voz, talento que, a partir
dos anos 90, desapareceu do campo mediático e pouco ou nada se ouviu falar.
Culpa da própria, de um sistema que nos ultrapassa ou de ambos, não sabemos ao
certo, mas a verdade é que foram vários os sinais que Lena d’Água foi dando nos
últimos anos que queria regressar ao grande público. O primeiro passo foi dado
no Festival da Canção 2017, com "Nunca Me Fui Embora", um dos temas
mais fracos a concurso, que provavelmente não merecia a final mas que apresentou
um facto incontornável, a voz de Lena d’Água estava imune à passagem do tempo!
Tinha de haver oportunidade a um novo reportório e a primeira boa-nova deu-se
com “Electrifciados” (2018), principal tema da série de ficção da autoria de
Nuno Markl, “1986” (vale a pena ver!), e, um ano depois, eis o tão esperado
novo disco: “Desalmadamente”.
Temas destacados por Carlos Carvalho: “Opá” e “Hipocampo”
“Desalmadamente” não é um trabalho
de mutação, mas sim um disco revestido por um inteligente sistema de actualização
e servido por um timbre jovial que irá funcionar em simultâneo como nostalgia (para
os admiradores de sempre) e descoberta agradável (para o público mais jovem). Uma
nostalgia e uma descoberta que, para além de sincrónicas, estão accionadas no
tempo presente. Um disco assumidamente 2019 que conta com a colaboração de, por
exemplo, João Correia, António Vasconcelos Dias e Benjamim.
No novo disco há ‘know how’
assumido, irreverência e até o arcar de algumas inseguranças em modo
interrogativo. “Opá”, o tema de abertura, é dream
pop, um ambiente pouco explorado na discografia lusa. “Enquanto assim for”
(#2) assume contornos indie e os temas que se seguem, “Queda para voar”(#3) e “Minutos” (#4), vivem
sobretudo das letras, a primeira, em registo alegre, relata os percalços da
vida de palco e, a segunda, as interrogações que surgem num artista momentos
antes de pisar o esse mesmo palco. A partir do “Hipocampo” (#5) – tema leve e
com toque a verão assente num jogo de palavras –, “Desalmadamente” entra na sua
melhor parte, existindo uma comunhão quase perfeita entre música e letra. “Grande
festa” (#6) – o primeiro single – é irreverência pura; “Voltas trocadas” (#7)
visita ambientes indie e alternativos e “Formatada” (#8), numa letra que lembra
muito Carlos Paião, oferece-nos um dos
pontos altos do disco. Um novo álbum que, sem grandes cerimónias, é uma grande celebração
de um nome que fecha o atual registo com dois grandes momentos, o tema título “Desalmadamente”
(#9) e o simpático “Bem que vos avisei” (#10).
Sem exageros e artes
adivinhatórias – embora com toda a legitimidade para desacordos – estamos perante
um disco que, sem dúvida, foi do melhor que apareceu no mercado português na
primeira metade de 2019 e que, com toda a certeza, irá figurar nas listas do
melhor do ano (que irão aparecer a partir de meados de novembro). Mas há ainda
muito trabalho a ser feito, principalmente em termos promocionais de modo a não
relegar, a médio prazo, este “Desalmadamente” à categoria dos esquecíveis. Para já, o disco está num bom
caminho para isto não acontecer, com 7 semanas no top nacional de vendas, teve
entrada direta para o #2 logo após o seu lançamento.
Vídeos e temas
promocionais
Grande festa
Hipocampo
Alinhamento
Opá
Enquanto
assim for
Queda
para voar
Minutos
Hipocampo
Grande
festa
Voltas
trocadas
Formatada
Desalmadamente
Bem
que vos avisei
Temas destacados por Carlos Carvalho: “Opá” e “Hipocampo”
A ver: Lena d'Água - Hipocampo | Ao
Vivo na Antena 3 | Antena 3
Pode ouvir o
disco AQUI.
Dina
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Portugal
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Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #87] Dina - Especial
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Desde os meus 10 anos de idade, 1991, meses antes do FDC 1992, que sou um grande apreciador da sua obra, mais concretamente desde a apresentação de 'Acordei o Vento', no 'ET - Entretimento Total', de Júlio Isidro. Desde então, todos os seus registos foram, sem exceção, por mim consumidos e desfrutados de forma continuada ao longo de todos estes anos, desde o momento em iam sendo lançados. Da apreciação do material outrora novo à vontade de querer descobrir as gravações que tinham sido lançadas nos anos 80 foi um passo natural. Assim,
foi com enorme tristeza que recebi a notícia do seu adeus no final da semana passada. Deste modo, resolvi reservar este 'Zona de Discos' à Dina. Uma revisão e uma leitura de um ponto de vista pessoal
e crítico, da herança musical que se encontra disponível através do formato
álbum.
Dinamite
(1982)
Num olhar retrospectivo de 37 anos, o universo da música portuguesa, no ano de 1982, significa, sobretudo, Patchouly do Grupo de Baile ou Amor dos Heróis do Mar, mas foi também
em 1982 que Dina, embora longe do mediatismo merecido, lança um dos álbuns que
define a moderna música portuguesa de então, Dinamite.
Composto por 8 faixas e com o
selo da Polygram, Dinamite
reivindicava, em termos sonoros, a equiparação de Portugal com o que de melhor
se fazia nos grandes mercados internacionais. Com contornos claramente pop, o
álbum situa-se algures entre a synthpop, new wave e funk (não esquecendo as
baladas) e foi a nossa resposta a Girls
on film dos Duran Duran ou Kids in
America (1981) de Kim Wilde. Contudo, o álbum “foi morto” pela própria
editora, ao enviar três canções, sem o conhecimento de Dina, para o Festival da
Canção, ficando, assim, o disco limitado e estigmatizado a Gosto do teu gosto, ofuscando o verdadeiro explosivo do álbum, como,
por exemplo, Isso é que era bom ou Nem mais.
Em junho de 2018, o 'Zona de Discos' foi dedicado à análise de 'Dinamite', aquando do seu relançamento em vinil. Pode recordar o artigo AQUI.
Aqui
e Agora (1991)
Foram necessários quase 10 anos para Aqui
e Agora (lançado pela UPAV) ver a luz do dia. Apesar do sucesso radiofónico de Acordei o Vento, não houve repercussão
comercial e aí surge a ideia para voltar ao festival da canção com um objectivo
claramente definido, ganhar.
Aqui acontece o primeiro erro da
UPAV. Lançado em single e cassete, Amor
d’água fresca nunca fez parte de um álbum. Não teria sido uma boa ideia aproveitar
a boleia do tema eurovisivo e fazer uma re-edição de Aqui e Agora com a inclusão do
novo sucesso? Composto por nove canções, Aqui
e Agora é imperdível pelos temas Suco
açucar e A cor da vida, acorda vida, pois
além de serem dois dos melhores temas de Dina, são composições que se encontram
lançadas somente no segundo álbum de Dina e na
cassete referida anteriormente, encontrando-se ambos os produtos descatalogados
e fora de mercado.
Guardado
em mim (1993)
Em 1993, agora com o selo da VIDISCO,
Dina lança aquele que é, para mim, a sua melhor obra e o seu disco
verdadeiramente intemporal, Guardado em
Mim. É intemporal no sentido em que se trata de um “disco de banda”,
orgânico, que foi gravado em 1993, mas que podia ter sido gravado e lançado em
2016 (com a devida actualização de remasterização). Composto essencialmente por
temas de Dinamite e Aqui e Agora, todas as composições (sem
exceção) ganham uma nova vida, com muito mais pujança e provavelmente muito
mais fiéis ao ímpeto criativo original. Por ser altamente recomendável, é
difícil destacar apenas dois ou três momentos, mas aqui vai uma tentativa: a novas versões de
Nem mais e Que vamos nós fazer (os meus temas preferidos de Dina) e o original
Voar outra vez.
Sentidos
(1997)
Sem o devido apoio da VIDISCO
(talvez por ser uma editora muito ligada a colectâneas de dança e ao denominado
movimento pimba), Guardado em Mim
passa ao lado dos grandes feitos comerciais e tivemos de esperar 4 anos para um
novo lançamento. Sentidos, lançado em
1997, pela Ovação, é um disco que não pode ser ignorado por nenhum seguidor de
Dina, não só por ser o último registo de originais mas por ser também aquele
que melhor espelha a essência musical de Ondina Veloso. Os nomes de Luís
Fernando (guitarras e produção) e Sertório (na bateria) associados às
composições de Dina e letras de Rosa de Lobato de Faria converteram-se num
casamento perfeito entre melodia e sensibilidade alicerçado em cânones rock.
Beleza é o fio condutor presente neste apuramento sonoro do seu legado artístico. Depois de Mim foi sempre a minha
predileta, mas é impossível resistir a qualquer momento deste longa-duração.
Para quem ainda não o conhece, recomenda-se, como iniciação, Carregal do Sal, Tafetá, Ai a Noite
(concorrente ao Festival da Canção 1996, na voz de Elaisa) e De Manhã. Uma vez mais, o selo editorial
teve grande responsabilidade pela não projecção do álbum.
O
melhor de 2 (Dina / Mário Mata), 2001
Em 2001, inserida colecção O Melhor de 2, a Polygram lança O Melhor de Dina. Não se trata de mais
do mesmo, uma vez que é aqui que se encontra, pela primeira vez, reunidos em
cd, os primeiros quatro singles, destacando-se as versões originais de Guardado em mim, Pássaro doido
e o mistério do Festival da Canção 1981 e imensamente popular Há sempre música entre nós.
Guardado
em mim (2002)
Em 2002, Dina consegue o primeiro
disco de ouro (20 000 cópias vendidas) através da Banda Sonora da telenovela Filha do mar. Tema principal da referida
obra de ficção, e consequentemente banda sonora, Que é de ti lança a compilação para o primeiro lugar do top
nacional vendas (domínio das colectâneas) e a carreira de Dina ganha um novo
impulso.
O novo impulso é (mal)
aproveitado pela VIDISCO. Ainda em 2002, a referida editora relança uma versão
actualizada da compilação Guardado em mim (lançada originalmente em
1993). Entre as novidades, para além de um novo artwork, destacam-se a inclusão de Amor d´água fresca (tema pela primeira vez inserido num álbum de
Dina). No campo das falhas, a ausência de Que
é de ti e a promoção nula.
Da
cor da vida, o melhor de Dina (2008)
A lacuna promocional foi
finalmente (embora de modo parcial) colmatada em 2008, por intermédio da editora
Farol. A colectânea Da cor da vida, o
melhor de Dina é a retrospectiva mais completa de Dina. Composto por 20
temas, o disco teve direito a spot publicitário televisivo, reportagens em
noticiários, alcançando o #42 no top oficial de vendas. Promovido pelo original
Esta manhã em Lisboa, tudo indicava
que esta compilação era a ponte para um tão aguardado disco de originais….. que
não chegou a acontecer (embora supostamente haja material gravado e provavelmente muito na gaveta).
A obra continua...
Mal amada pelo companhias
discográficas, Dina foi sempre acarinhada pelo público e grandemente elogiada
por artistas do meio musical. Foi precisamente este último grupo, mais
precisamente uma nova geração de músicos de alta qualidade e vertente
alternativa, a que se deveu um novo interesse público pela obra de Dina e a
uma digna comemoração dos 40 anos de carreira e despedida dos palcos.
Da parte das editoras, a
Universal deve-nos uma re-edição de luxo de Dinamite
(com os bónus que os fãs tanto adoram), e todo o seu catálogo devia ser
re-editado ou pelo menos sujeito a uma compilação, não apenas mais uma, mas sim
uma que finalmente dignifique o nome de Dina.
Em relação aos temas que se
encontram espalhados pelas bandas sonoras de várias telenovelas, devíamos
seguir o exemplo brasileiro e aglomerar todo esse legado. Não foi isso que se
fez para o disco Novelas de Caetano Veloso?
O meio musical português ficará
mais pobre, a Artista já não está fisicamente presente mas a sua música ficará para sempre entre nós. Estou triste, mas OBRIGADO, Dina, por toda a música!
Pode ouvir alguns dos lançamentos de Dina AQUI.
Dina
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novos lançamentos
Portugal
Zona de Discos

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #47] Dina - "Dinamite" (Reedição)

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 16 de março de 2018
Nota: 8,5/10
Dina
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Portugal
Portugal: Dina na lista para receber um transplante de pulmão
A cantora Dina, vencedora do Festival da Canção de 1992, aguarda por um transplante de pulmão, processo moroso e que poderá nunca acontecer.
Venceu o Festival da Canção de 1992 com uma das canções mais conhecidas da música portuguesa, "Amor de Água Fresca". Um quarto de século depois, Dina abandonou a carreira artística (como pode recordar AQUI) e vive momentos dramáticos enquanto espera por um transplante de pulmão: a cantora sofre de fibrose pulmonar.
Em entrevista à TV7Dias, a cantora terá revelado que raramente sai de casa, pois só consegue respirar com um auxílio exterior, recebendo ajuda permanente de uma botija de oxigénio. "Há dias em que tenho medo... não é medo, é pena por não usufruir mais das coisas, das pessoas que eu gosto, dos belos vinhos tintos que já não vou beber. Viver é muito bom, mas viver com qualidade é melhor ainda" afirmou, revelando que já está inscrita numa lista para poder receber um transplante de pulmão. No entanto, a cantora está consciente de que se trata de um processo moroso e poderá até nunca acontecer: "Uma pessoa não pode estar sempre a pensar nisto, nem dramatizar".
Mais tarde, num post publicado na sua conta de facebook, Dina escreveu: "Há dois anos, trouxe a público o meu problema de saúde, uma fibrose pulmonar. Sim estou em lista para transplante. Ponto final no assunto. Eu tenho orgulho no meu percurso/carreira, considero-me uma pessoa forte, vou ultrapassar este problema!"
Mais tarde, num post publicado na sua conta de facebook, Dina escreveu: "Há dois anos, trouxe a público o meu problema de saúde, uma fibrose pulmonar. Sim estou em lista para transplante. Ponto final no assunto. Eu tenho orgulho no meu percurso/carreira, considero-me uma pessoa forte, vou ultrapassar este problema!"
Recorde-se que Dina participou por diversas vezes no Festival da Canção: Em 1980, com "Guardado em mim" (ouça AQUI), conquistou o prémio revelação, apesar de ficar classificada em 8.º lugar. Dois anos depois, volta ao certame com as canções "Em segredo" (Ouça AQUI) e "Gosto do teu gosto" (AQUI) , classificando-se em 8º e 6.º lugar. E em 1992, finalmente a vitória com "Amor d'água fresca", representando depois a RTP na Eurovisão em Malmö, Suécia. Recorde esse momento:
agenda
Carlos Paião
ESC1991
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Ílhavo
Portugal
Portugal: Homenagem a Carlos Paião reúne 600 músicos de Ílhavo
O cantor Carlos Paião celebraria, hoje, 60 anos de idade e esse aniversário será assinalado em Ílhavo com o lançamento de uma iniciativa que juntará mais de 600 músicos: a Milha - Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo.
A primeira edição da Milha - Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo decorrerá de 3 a 5 de novembro tornando-se na primeira edição de um eventual anual dedicado a um dos "filhos mais queridos" da terra, Carlos Paião. Falecido precocemente em 1988, o representante de Portugal comemoraria hoje, 1 de novembro, 60 anos de idade, aniversário que o projeto cultural 23 Milhas e a associação Cais do Som quiseram assinalar.
"Com um trajeto invulgar na música popular nacional, Carlos Paião é um símbolo de Ílhavo e, simultaneamente, de Portugal. (…) Queremos que seja uma inspiração para todos os músicos do concelho, pelo seu rasgo, qualidade e ambição" defendeu Luís Ferreira, diretor do programa 23 Milhas, revelando que as edições dos próximos anos decorrerão sempre por altura do aniversário do nascimento do cantor.
Com entrada gratuita, a primeira edição do evento contará com 600 músicos, estando previstos dez concertos na Casa da Cultura de Ílhavo e na Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré. Além disso, o evento integra ainda duas oficinas sobre a obra de Carlos Paião, uma dirigida a escolas e outra a famílias. O ponto alto do programa acontecerá no domingo à tarde com um concerto das duas bandas filarmónicas do concelho na Gafanha da Nazaré, onde será tocado parte do repertório do músico que representou Portugal no Festival Eurovisão de 1981.
Aceda AQUI ao programa na íntegra.
Carlos Paião foi um dos mais marcantes cantores e compositores da música ligeira portuguesa na década de 80 do século passado, tendo participado em diversas edições do Festival da Canção. A estreia aconteceu em 1980 com "Amigos Eu Voltei", tema que falhou o apuramento para a Grande Final. No ano seguinte, com "Playback", um dos seus maiores sucessos de sempre, o cantor venceu o Festival da Canção com 203 pontos: em Dublin apenas conquistou 9 pontos, partilhando o 18.º lugar (penúltimo) com a Turquia. Compositor de "Trocas e Baldrocas", tema que conquistou o 2.º lugar no FC1982, Carlos Paião participou pela última vez no Festival da Canção em 1983, com Cândida Branca-Flor: a dupla conquistou o 4.º lugar com 148 pontos com "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)".
Doce
ESC1982
Fátima Padinha
FC1980
FC1981
FC1982
FC1984
FC1986
Portugal: Fátima Padinha das Doce luta contra um cancro
Fátima Padinha está a braços com uma doença do foro oncológico, noticiou a imprensa. "Estou confiante", afirmou o antigo elemento do grupo Doce.
Uma das cantoras mais acarinhadas pelos portugueses nos anos 80, Fátima Padinha ou, como é mais conhecida, a Fá das Doce, vive uma fase difícil devido a uma doença do foro oncológico. Fátima, atualmente com 59 anos de idade, confirmou ao Correio da Manhã que se encontra a fazer tratamentos de quimioterapia para lutar contra um tumor maligno na mama. "O cancro foi-me diagnosticado em fevereiro. Desde então, já fui operada, estou a fazer quimio e segue-se a radioterapia". A artista confessa, contudo, que a doença poderia ter tido eventualmente outro caminho. "Estou confiante, apesar de sentir que tudo isto podia ter sido evitado. Há quatro anos, numa mamografia, os médicos sugeriram que podia haver qualquer coisa e disseram para repetir mais tarde, mas eu fui desleixada e agora estou a passar por isto". Aguardamos pela sua rápida recuperação.
Fátima Padinha pertenceu à formação inicial da girlsband Doce, logo na estreia do grupo em 1979. As Doce concorreram quatro vezes ao Festival da Canção: 1980, 1981, 1982 (onde se consagraram vencedoras, indo mais tarde representar Portugal no Festival da Eurovisão de 1982) e, pela última vez, em 1984. Em 1986, Fátima Padinha concorre a solo ao festival com "Uma balada de amor".
Recorde a atuação no palco de Harrogate, em Inglaterra:
Fátima Padinha pertenceu à formação inicial da girlsband Doce, logo na estreia do grupo em 1979. As Doce concorreram quatro vezes ao Festival da Canção: 1980, 1981, 1982 (onde se consagraram vencedoras, indo mais tarde representar Portugal no Festival da Eurovisão de 1982) e, pela última vez, em 1984. Em 1986, Fátima Padinha concorre a solo ao festival com "Uma balada de amor".
Recorde a atuação no palco de Harrogate, em Inglaterra:
ESC1980
ESC1998
ESC2017
FC1980
FC2017
José Cid
Portugal
Salvador Sobral
José Cid: "Sou uma espécie de Salvador Sobral, mas com mais 50 anos"
Com 62 anos de carreira, José Cid, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1980, revelou algumas semelhanças com Salvador Sobral: "Ele é extraordinário e também um incompreendido, como eu".
Com 48 anos de diferença, José Cid, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1980 e compositor da candidatura de 1998, garantiu que segue "com muita atenção" a carreira do mais recente vencedor do Festival Eurovisão, Salvador Sobral. "O Salvador Sobral é um extraordinário intérprete. Gostei bastante do seu primeiro álbum, mas, tal como aconteceu comigo, é um incompreendido" afirmou.
Além disso, o cantor e compositor acredita que o jovem de 27 anos está "surpreendido com tudo isto que lhe está a acontecer à volta" depois do triunfo em Kiev: "É tudo muito recente e é muita coisa ao mesmo tempo. Ele tem pouca pachorra para o sistema e para as meninas guinchonas que andam sempre atrás dos D.A.M.A. e dos Diogos Piçarras da vida" afirmou José Cid, que também se garante um homem fora do sistema: "Sempre fui um desalinhado. Sou uma espécie de Salvador Sobral, mas com mais 50 anos".
Recorde, de seguida, as participações de José Cid e Salvador Sobral no Festival Eurovisão:
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