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Paco Bandeira
[VÍDEO] Paco Bandeira destrói 50 mil discos! Saiba porquê
Paco Bandeira destruiu hoje 50 mil discos seus em protesto contra o download ilegal, a pouca divulgação das rádios e as Finanças.
Paco Bandeira é o protagonista de um vídeo, onde o cantor surge a destruir 50 mil discos seus. Tudo em protesto contra o download ilegal, o trabalho de divulgação das rádios nacionais e as Finanças.
"Agora toda a gente tira a música da internet, toda a gente faz cópias piratas. Um dia destes explico-vos melhor", afirmou o cantor e músico Paco Bandeira, para acrescentar: "Na prática estão a ver o que está aqui a acontecer: estamos a passar a música portuguesa a cilindro, o [mesmo] que se calhar muitas estações de rádio que nós pagamos fazem (...) contra aqueles que roubam os músicos portugueses, ao fazerem download da internet, em vez de comprarem o trabalho de quem trabalha; (...) contra aqueles que, à frente de rádios, não passam a música portuguesa, ou passam apenas a dos seus amigos. E contra aqueles que não o deixaram oferecer os discos aos países lusófonos - para isso, teria de pagar às Finanças impostos como se de uma venda se tratasse". Recorde-se que Paco Bandeira participou no Festival da Canção em diversas ocasiões, nomeadamente em 1972, 1973, 1975, 1977 e 1984, sem contudo conseguir vencer o concurso.
Veja o vídeo:
Veja o vídeo:
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Fernando Tordo
Portugal
Salvador Sobral
O cantor e compositor português Fernando Tordo lançou uma versão da canção vencedora do Festival Eurovisão 2017, "Amar Pelos Dois".
Fernando Tordo representou Portugal no Festival Eurovisão, pela primeira vez, em 1973 com "Tourada", conquistando o 10.º lugar com 80 pontos. Quatro anos depois, em 1977, regressou ao palco europeu integrado no grupo Os Amigos, tendo defendido "Portugal no Coração", canção que não foi além do 14.º lugar com 18 pontos. Recorde as duas participações de seguida:
[ÁUDIO] Fernando Tordo lança versão de "Amar Pelos Dois"
O cantor e compositor português Fernando Tordo lançou uma versão da canção vencedora do Festival Eurovisão 2017, "Amar Pelos Dois".
Representante de Portugal no Festival Eurovisão em duas ocasiões, Fernando Tordo lançou, recentemente, uma versão acústica de "Amar Pelos Dois". A versão foi disponibilizada na conta oficial do cantor e compositor no SoundCloud, que pode aceder de seguida:
Fernando Tordo representou Portugal no Festival Eurovisão, pela primeira vez, em 1973 com "Tourada", conquistando o 10.º lugar com 80 pontos. Quatro anos depois, em 1977, regressou ao palco europeu integrado no grupo Os Amigos, tendo defendido "Portugal no Coração", canção que não foi além do 14.º lugar com 18 pontos. Recorde as duas participações de seguida:
Fonte: SoundCLoud / Imagem: NovaGente / Vídeo: Youtube
Agora nós
Ary dos Santos
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Henrique Feist
Nuno Feist
Nuno Nazareth Fernandes
RTP
Tânia Ribas de Oliveira
Vitor de Sousa
Depois de recordarem outros temas escritos por Ary dos Santos, os irmãos Feist juntaram-se à conversa, tendo Henrique garantido que "não há melhor sumo do que as letras do Ary", lamentando o afastamento da sociedade atual à obra do poeta.
[VÍDEO] Portugal: Agora Nós homenageou Ary dos Santos
No dia seguinte ao 33.º aniversário do seu desaparecimento físico, o programa Agora Nós recordou a vida e a obra de José Carlos Ary dos Santos, vencedor de quatro edições do Festival da Canção.
Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos dedicaram, esta tarde, parte do programa Agora Nós ao poeta José Carlos Ary dos Santos, um dia depois de se assinalar 33 anos da sua morte. Os irmãos Feist abriram a homenagem ao recordar três temas escritos pelo poeta e que venceram o Festival da Canção: "Menina" (1971), "Tourada" (1973) e "Desfolhada" (1969).
Nuno Nazareth Fernandes, vencedor do FC por três ocasiões, duas delas com Ary dos Santos, e Vítor de Sousa foram os convidados especiais da trasmissão, recordando as memórias que têm do poeta e, especialmente, "do amigo Ary". "Ímpar, único e quase irrepetível na sociedade portuguesa" foi a descrição utilizada pelo apresentador do programa para se referir a Ary dos Santos.
O compositor de "Desfolhada", "Menina" e "O Vento Mudou" garante ser impossível "contar uma história... estariamos aqui a tarde inteira a contar mil e umas", mas recorda o lado inquietante do colega com quem formou uma "dupla imbatível": "Hoje em dia, se o Zé Carlos não tivesse morrido, das duas uma: o Zé Carlos já não seria o Zé Carlos ou Portugal estaria muito diferente". Vítor de Sousa mostrou-se orgulhoso por ter conhecido José Carlos Ary dos Santos ainda muito novo, através do seu irmão, tendo recitado um dos poemas mais conhecidos do poeta: Auto-Retrato.
O compositor de "Desfolhada", "Menina" e "O Vento Mudou" garante ser impossível "contar uma história... estariamos aqui a tarde inteira a contar mil e umas", mas recorda o lado inquietante do colega com quem formou uma "dupla imbatível": "Hoje em dia, se o Zé Carlos não tivesse morrido, das duas uma: o Zé Carlos já não seria o Zé Carlos ou Portugal estaria muito diferente". Vítor de Sousa mostrou-se orgulhoso por ter conhecido José Carlos Ary dos Santos ainda muito novo, através do seu irmão, tendo recitado um dos poemas mais conhecidos do poeta: Auto-Retrato.
Depois de recordarem outros temas escritos por Ary dos Santos, os irmãos Feist juntaram-se à conversa, tendo Henrique garantido que "não há melhor sumo do que as letras do Ary", lamentando o afastamento da sociedade atual à obra do poeta.
Aceda AQUI, a partir do minuto 40, à homenagem no Agora Nós.
Recorde, de seguida, as quatro vitórias de Ary dos Santos no Festival da Canção:
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Fernando Tordo
Portugal
Uma publicação no Facebook sobre Cavaco Silva, enquanto decorria o funeral de Mário Soares, levou centenas de cibernautas a acusar Fernando Tordo de estar a desejar a morte do ex-Presidente da República.
Portugal: Fernando Tordo debaixo de fogo por criticar ex-Presidente da República
Fernando Tordo está a ser fortemente criticado nas redes sociais depois de ter publicado no Facebook uma crítica a Cavaco Silva, ex-Presidente da República. "Não tenho ouvido falar de si, Cavaco Silva. Um dia, chega a nossa vez, não é?", escreveu Fernando Tordo, a meio da tarde de terça-feira, quando ainda decorriam as cerimónias fúnebres de Mário Soares. O que levou muitas pessoas a considerar que o cantor estava a desejar a morte de Cavaco Silva.
A mensagem causou, por isso, polémica e foram às centenas os comentários críticos, com muitos insultos à mistura e exigências de que o cantor se retratasse. Ao início da noite, Fernando Tordo acabou por retirar o post da sua página do Facebook.
Nesta manhã de quarta-feira, o cantor colocou outro post a assumir a autoria da mensagem que tanta polémica causou. "Claro que fui eu quem escreveu a frase e claro que fui eu quem a retirou", assumiu. Mas não se retratou, até porque, nas entrelinhas, garante nunca ter desejado a morte do anterior Presidente da República.
"Quem na frase que aqui escrevi ontem (terça-feira) conseguiu ler que eu desejava a morte a alguém, que saia já", escreveu Fernando Tordo, acrescentando: "A porta desta minha página tem uma virtude, como a de todos: está sempre aberta, para entrar e para sair. E eu dou uma ajuda. É simples, como sabem. Basta um clique, 'bloquear'", indicou o cantor e compositor que, em 2003, recebeu pelas mãos do então Presidente da República, Jorge Sampaio, o titulo de Comendador da Ordem do Mérito.
Fernando Tordo participou no Festival da Canção em 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1977 e 1984. Sagrou-se vencedor em 1973 com Tourada, um dos mais conhecidos temas que já venceram o festival português. Em 1977 venceu novamente o Festival da Canção, desta vez integrado no grupo Os Amigos.
Fonte: JN / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE
Cristina Ferreira
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Portugal
Simone de Oliveira
Portugal: Simone de Oliveira em destaque na Revista Cristina
Simone de Oliveira, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1965 e 1969, é a convidada especial de Cristina Ferreira na Revista Cristina de janeiro.
A cantora e atriz portuguesa Simone de Oliveira é a convidada especial de Cristina Ferreira para a edição de janeiro da revista Cristina. "Separam-nos 40 anos. E pouco mais. Simone tem génio, porte, grandeza. Vive sozinha. Sem sexo. Depois do Varela não podia haver ninguém. Uma conversa mulheres" escreveu a apresentadora do Você na TV antes da entrevista.
Na publicação, que chegou essa sexta-feira às bancas, a eterna intérprete de Desfolhada Portuguesa falou das rugas, da política, das saudades e dos desejos que tem para "depois do fim": «Quando tiver que me ir embora, façam-me o favor de beber um copo, de dar uma gargalhada e de se lembrarem que eu tive uma vida muito boa".
Os dois Festivais da Canção que venceu, em 1965 e em 1969, também não ficaram de fora da conversa: sobre a vitória com 'Sol de Inverno', Simone garante que foi o momento em que ganhou a "noção de profissão a sério"; sobre 1969, Simone de Oliveira recorda o episódio em que o seu filho, na altura com 8 anos, foi abordado pela professora sobre o que a sua mãe iria fazer: "«A minha mãe vai a Madrid representar Portugal na Eurovisão». E ela diz: «Não, a tua mãe, em agosto, vai é fazer um filho por gosto.». O Pedro tinha um guarda-chuva na mão e deu com ele na cabeça da professora".
Aceda a mais pormenores sobre a entrevista AQUI.
Participante na primeira edição do Festival RTP da Canção, Simone de Oliveira participou em seis edições do concurso: 1964 (3.º e 8º), 1965 (1.º e 4.º), 1968 (6.º e 8.º), 1969 (1.º), 1973 (8.º) e 2015 (finalista). No Festival Eurovisão, Simone conquistou o 13.º lugar em 1965 com 'Sol de Inverno', enquanto que, em 1969, ficou na 15.ª posição com Desfolhada Portuguesa. 42 anos depois da sua última participação no concurso, a cantora regressou ao Festival da Canção, em 2015, com Á Espera das Canções, de Renato Júnior e Tiago Torres da Silva, conquistando um lugar na Grande Final do evento.
Fonte/Imagem: Cristina /Vídeo: Youtube/ESCPortugal
FC1964
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Portugal
SIC
Simone de Oliveira
[VÍDEO] Portugal: Simone de Oliveira homenageada na SIC
Simone de Oliveira está a comemorar os seus 58 anos de carreira. Para celebrar a data, a diva da música portuguesa tem um espetáculo intitulado Em Concerto agendado para os dias 7 e 8 de outubro no Teatro de São Luiz, em Lisboa. Esta tarde, Simone foi convidada do programa Grande Tarde, transmitido na SIC e apresentado por João Baião e Andreia Rodrigues. Durante quase uma hora, a cantora e atriz foi homenageada por vários artistas e músicos portugueses: Augusto Madureira (FC2009, FC2010 e FC2015), Victor de Sousa e Lara Li (FC1980 e FC1986).
Veja o vídeo desse momento AQUI.
Simone de Oliveira já participou por 6 vezes no Festival RTP da Canção e soma duas vitórias. A última passagem foi em 2015, com o tema À Espera das Canções:
Fonte: SIC / Imagem: RTP
Carlos Mendes
Cristina Ferreira
esc1968
ESC1973
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Manuel Luís Goucha
TVI
Você na TV
Carlos Mendes: 'Em 1972 não ganhámos porque a RTP não quis'
Convidado da emissão desta manhã do programa Você na TV, Carlos Mendes, representante português em 1968 e 1972, afirmou que na sua última participação 'não ganhámos porque a própria RTP não quis'.
Esta manhã, Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha receberam Carlos Mendes, representante português em 1968 e 1972 no programa Você na TV na rubrica A minha vida em fotografias. As participações nas duas edições do certame europeu foram um dos motes da conversa, tendo Carlos Mendes afirmado que cantar no 'Royal Albert Hall é uma coisa magnífica'. As recordações do tema de 1968 levaram Manuel Luís Goucha a trautear a frase enigmática da canção, 'O Verão já terminou', tendo também afirmado que se lembra do cantor subir ao palco 'de camisola de gola alta branca, porque na altura era tudo preto e branco', levando Cristina Ferreira a afirmar que uma das coisas que mais a fascina é que 'As pessoas têm todas a memória das roupas dessa altura'. O cantor, por sua vez, confessou que o tamanho mediatismo fê-lo sair de Lisboa por uns tempos devido ao incómodo constante dos fãs.
Sobre a participação em 1972, Carlos Mendes afirma que era 'Uma canção dificil de José Calvario e José Niza' e que nos 'deu uma belíssima classificação'. O apresentador afirmou que o tema era 'lindo' e falou sobre as apostas que se faziam entre os portugueses sobre a 'tão esperada' vitória portuguesa, tendo Carlos Mendes afirmado que 'Em 1972, nós não ganhamos porque a própria RTP não quis'. Em tom de brincadeira, Manuel Luís Goucha questionou se era por não ter dinheiro para a realização, tendo ficado incrédulo com a confirmação do cantor: 'Eu e o Carlos Cruz fomos chamados ao gabinete do Emilio Valadão que nos disse que estávamos a fazer uma promoção muito grande pela Europa! Ele pediu-nos para nem pensarmos em ganhar, pois iriamos arranjar um problema enorme no país, devido à falta de condições para organizarmos'.
Sobre a participação em 1972, Carlos Mendes afirma que era 'Uma canção dificil de José Calvario e José Niza' e que nos 'deu uma belíssima classificação'. O apresentador afirmou que o tema era 'lindo' e falou sobre as apostas que se faziam entre os portugueses sobre a 'tão esperada' vitória portuguesa, tendo Carlos Mendes afirmado que 'Em 1972, nós não ganhamos porque a própria RTP não quis'. Em tom de brincadeira, Manuel Luís Goucha questionou se era por não ter dinheiro para a realização, tendo ficado incrédulo com a confirmação do cantor: 'Eu e o Carlos Cruz fomos chamados ao gabinete do Emilio Valadão que nos disse que estávamos a fazer uma promoção muito grande pela Europa! Ele pediu-nos para nem pensarmos em ganhar, pois iriamos arranjar um problema enorme no país, devido à falta de condições para organizarmos'.
Aceda AQUI à conversa na íntegra e recorde as duas participações de Carlos Mendes no ESC:
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Fonte/Imagem: TVI
Ary dos Santos
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José Carlos Ary dos Santos faleceu há 30 anos
Assinala-se amanhã 30 anos sobre a morte do poeta José Carlos Ary dos Santos, muito ligado à música de intervenção e ao Festival da Canção. A LUSA dedica-lhe um grande destaque durante o dia de hoje.
Ary dos Santos, falecido há 30 anos, é autor, entre outros, de "Desfolhada Portuguesa", "Um Homem na Cidade", "Os putos", "Tourada", "Alfama" e "Lisboa menina e moça", letras de canções frequentemente recriadas pelos novos intérpretes. "Ele tinha as palavras do povo e a capacidade pronta de improvisar", disse numa entrevista o guitarrista José Fontes Rocha, falecido há cerca de três anos. Segundo o músico, "é este o segredo para as canções e os fados de Ary [dos Santos] continuarem a ser cantados até pelos amadores, e pela gente comum". "Mostra uma tal facilidade que uma palavra puxa a outra, e temos o poema de memória", rematou o músico.
José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu aos 46 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984, passam 30 anos no próximo sábado. Por quatro vezes venceu o Festival RTP da Canção com as canções "Desfolhada", por Simone de Oliveira, em 1969, "Menina do alto da serra", por Tonicha, em 1971, "Tourada", por Fernando Tordo, em 1973, e "Portugal no coração", pelo grupo Os Amigos, em 1977. Deste grupo, entre outros, faziam parte Ana Bola, Luísa Basto, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Fernando Piçarra. O produtor musical QuimZé Lourenço, que recentemente realizou um espectáculo com base nas cantigas de Ary dos Santos, salientou à Lusa que o poeta "fez canções como nenhum outro, sem perder o lirismo e a sofisticação das palavras e conseguiu chegar às massas".
Fernando Tordo foi dos que mais canções cantou e musicou de Ary dos Santos, cerca de cem poemas, dos quais se destacam "Cavalo à solta", "Carta de longe", "Tourada" e "Minha laranja amarga e doce". Aos poemas de Ary juntavam-se as composições originais de nomes como Nuno Nazareth Fernandes, José Luís Tinoco, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Mário Moniz Pereira, Alain Oulman, Tozé Brito, entre outros. Sobre a facilidade de escrever ou alterar uma poesia sua, Fontes Rocha contou que, no poema "Alfama", uma criação de Amália Rodrigues, com música de Oulman, a fadista não gostava do verso "Alfama não cheira a fado/Cheira a sardinha com pão", e "de imediato, ali, Ary puxou o papel que Amália lia e emendou para 'Alfama não cheira fado/Cheira a povo e a solidão'".
Ary dos Santos foi criativo na agência de publicidade Espiral, e militante ativo do Partido Comunista Português, ao qual, entre outras, dedicou a poesia "Cravo de Abril". O PCP é, aliás, o detentor do espólio do poeta. Sobre Ary dos Santos, o actual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, afirmou que "foi um homem do excesso e da transgressão, um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável". Foi - qualificou José Jorge Letria - "um homem que teve sempre uma atitude desmedida de coragem, força, generosidade e solidariedade, cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras das canções que escreveu". Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Maria Armanda, Vasco Rafael, Paulo de Carvalho, Samuel, Teresa Silva Carvalho, Tonicha, Beatriz da Conceição, Luísa Basto foram alguns dos artistas que interpretaram letras de Ary dos Santos, assim como Carlos do Carmo, de quem foi amigo e com quem teve um projecto discográfico, do qual se destaca o álbum "Um Homem na Cidade".
Hoje vários sãos os intérpretes que têm recriado as suas letras como, entre outros, Mariza, Camané, Pedro Moutinho e Mayra de Andrade. Em 2009, quando passavam 25 anos sobre a morte do poeta, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti recuperaram algumas das suas canções no projecto "Rua da Saudade", designação que evoca o lugar na encosta do Castelo de São Jorge, onde Ary dos Santos viveu.
Ary dos Santos, falecido há 30 anos, é autor, entre outros, de "Desfolhada Portuguesa", "Um Homem na Cidade", "Os putos", "Tourada", "Alfama" e "Lisboa menina e moça", letras de canções frequentemente recriadas pelos novos intérpretes. "Ele tinha as palavras do povo e a capacidade pronta de improvisar", disse numa entrevista o guitarrista José Fontes Rocha, falecido há cerca de três anos. Segundo o músico, "é este o segredo para as canções e os fados de Ary [dos Santos] continuarem a ser cantados até pelos amadores, e pela gente comum". "Mostra uma tal facilidade que uma palavra puxa a outra, e temos o poema de memória", rematou o músico.
José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu aos 46 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984, passam 30 anos no próximo sábado. Por quatro vezes venceu o Festival RTP da Canção com as canções "Desfolhada", por Simone de Oliveira, em 1969, "Menina do alto da serra", por Tonicha, em 1971, "Tourada", por Fernando Tordo, em 1973, e "Portugal no coração", pelo grupo Os Amigos, em 1977. Deste grupo, entre outros, faziam parte Ana Bola, Luísa Basto, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Fernando Piçarra. O produtor musical QuimZé Lourenço, que recentemente realizou um espectáculo com base nas cantigas de Ary dos Santos, salientou à Lusa que o poeta "fez canções como nenhum outro, sem perder o lirismo e a sofisticação das palavras e conseguiu chegar às massas".
Fernando Tordo foi dos que mais canções cantou e musicou de Ary dos Santos, cerca de cem poemas, dos quais se destacam "Cavalo à solta", "Carta de longe", "Tourada" e "Minha laranja amarga e doce". Aos poemas de Ary juntavam-se as composições originais de nomes como Nuno Nazareth Fernandes, José Luís Tinoco, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Mário Moniz Pereira, Alain Oulman, Tozé Brito, entre outros. Sobre a facilidade de escrever ou alterar uma poesia sua, Fontes Rocha contou que, no poema "Alfama", uma criação de Amália Rodrigues, com música de Oulman, a fadista não gostava do verso "Alfama não cheira a fado/Cheira a sardinha com pão", e "de imediato, ali, Ary puxou o papel que Amália lia e emendou para 'Alfama não cheira fado/Cheira a povo e a solidão'".
Ary dos Santos foi criativo na agência de publicidade Espiral, e militante ativo do Partido Comunista Português, ao qual, entre outras, dedicou a poesia "Cravo de Abril". O PCP é, aliás, o detentor do espólio do poeta. Sobre Ary dos Santos, o actual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, afirmou que "foi um homem do excesso e da transgressão, um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável". Foi - qualificou José Jorge Letria - "um homem que teve sempre uma atitude desmedida de coragem, força, generosidade e solidariedade, cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras das canções que escreveu". Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Maria Armanda, Vasco Rafael, Paulo de Carvalho, Samuel, Teresa Silva Carvalho, Tonicha, Beatriz da Conceição, Luísa Basto foram alguns dos artistas que interpretaram letras de Ary dos Santos, assim como Carlos do Carmo, de quem foi amigo e com quem teve um projecto discográfico, do qual se destaca o álbum "Um Homem na Cidade".
Hoje vários sãos os intérpretes que têm recriado as suas letras como, entre outros, Mariza, Camané, Pedro Moutinho e Mayra de Andrade. Em 2009, quando passavam 25 anos sobre a morte do poeta, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti recuperaram algumas das suas canções no projecto "Rua da Saudade", designação que evoca o lugar na encosta do Castelo de São Jorge, onde Ary dos Santos viveu.
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Fonte: LUSA/SOL
FC1973
Fernando Tordo
Privatização da RTP
RTP
Já não é de agora que o cantor Fernando Tordo critica frontalmente a RTP. Ainda durante o mês de dezembro, convidado do programa "Praça da Alegria", Fernando Tordo dirigiu-se de forma surpreendente ao presidente do conselho de administração da empresa pública de televisão e, diante das câmaras, pediu para que esse programa não deixasse de ser realizado nos estúdios do Porto, facto que viria a acontecer a partir do passado dia 14.
Há poucos minutos na sua página do Facebook, o cantor descreveu assim a programação da RTP1: "Eis a nova grelha - os amigos, os conhecidos, os favores, a ausência de qualidade e de talento, a RTP no seu pior". E não se ficou por aqui: "Até ao imenso colapso que o Relvas lhe preparou, veremos até onde irá a gigantesca armadilha que foi montada aos portugueses, à honra de ser português, e no limite, ao dinheiro que nos roubam todos os dias, para à noite nos proporcionarem uma banhada de mediocridade organizada pelos corruptos de serviço".
40 anos depois da canção "Tourada" vencer o festival da canção ainda no tempo do lápis azul da censura, eis que Fernando Tordo continua a cantar e a escrever o que lhe vai na alma. Sem dó nem piedade.
Fernando Tordo critica ferozmente RTP
O cantor Fernando Tordo critica duramente a RTP na sua página do facebook. O artista que representou Portugal e a RTP no festival Eurovisão 1973 ataca a nova grelha de programação.
Já não é de agora que o cantor Fernando Tordo critica frontalmente a RTP. Ainda durante o mês de dezembro, convidado do programa "Praça da Alegria", Fernando Tordo dirigiu-se de forma surpreendente ao presidente do conselho de administração da empresa pública de televisão e, diante das câmaras, pediu para que esse programa não deixasse de ser realizado nos estúdios do Porto, facto que viria a acontecer a partir do passado dia 14.
Há poucos minutos na sua página do Facebook, o cantor descreveu assim a programação da RTP1: "Eis a nova grelha - os amigos, os conhecidos, os favores, a ausência de qualidade e de talento, a RTP no seu pior". E não se ficou por aqui: "Até ao imenso colapso que o Relvas lhe preparou, veremos até onde irá a gigantesca armadilha que foi montada aos portugueses, à honra de ser português, e no limite, ao dinheiro que nos roubam todos os dias, para à noite nos proporcionarem uma banhada de mediocridade organizada pelos corruptos de serviço".
40 anos depois da canção "Tourada" vencer o festival da canção ainda no tempo do lápis azul da censura, eis que Fernando Tordo continua a cantar e a escrever o que lhe vai na alma. Sem dó nem piedade.
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Fonte: FACEBOOK FERNANDO TORDO; Imagem: GOOGLE
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Paco Bandeira
Paco Bandeira foi hoje condenado no tribunal de Oeiras a três anos e quatro meses de prisão, mas com pena suspensa. O cantor foi considerado culpado dos crimes de violência doméstica sobre a ex-mulher e de detenção de arma proibida.
Paco Bandeira concorreu diversas vezes ao Festival da Canção, alcançando dois segundos lugares em 1972 com "Vamos cantar de pé" e em 1973 com "É por isso que eu vivo". Neste ano, ficou a 4 pontos da canção vencedora "Tourada".
Os depoimentos de Maria Roseta Ferreira, ex-mulher e assistente no processo, e o da filha do casal, de 13 anos, terão sido determinantes para o Ministério Público considerar que Francisco Veredas Fernandes, conhecido como Paco Bandeira, devia ser condenado a uma "pena suficiente para ser suspensa em regime de prova" pelo crime de violência doméstica agravada.
A ex-mulher e vítima afirmou aos jornalistas que esta condenação deve ser de exemplo para todas as vítimas de violência doméstica. Uma triste estatística de Portugal que não para de crescer.
Fonte: DiÁRIO DE NOTÍCIAS e ESCPORTUGAL; Imagem: © Carlos Manuel Martins/Global Imagens
Paco Bandeira condenado por violência doméstica
Paco Bandeira foi hoje condenado no tribunal de Oeiras a três anos e quatro meses de prisão, mas com pena suspensa. O cantor foi considerado culpado dos crimes de violência doméstica sobre a ex-mulher e de detenção de arma proibida.
Paco Bandeira concorreu diversas vezes ao Festival da Canção, alcançando dois segundos lugares em 1972 com "Vamos cantar de pé" e em 1973 com "É por isso que eu vivo". Neste ano, ficou a 4 pontos da canção vencedora "Tourada".
Os depoimentos de Maria Roseta Ferreira, ex-mulher e assistente no processo, e o da filha do casal, de 13 anos, terão sido determinantes para o Ministério Público considerar que Francisco Veredas Fernandes, conhecido como Paco Bandeira, devia ser condenado a uma "pena suficiente para ser suspensa em regime de prova" pelo crime de violência doméstica agravada.
A ex-mulher e vítima afirmou aos jornalistas que esta condenação deve ser de exemplo para todas as vítimas de violência doméstica. Uma triste estatística de Portugal que não para de crescer.
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Fonte: DiÁRIO DE NOTÍCIAS e ESCPORTUGAL; Imagem: © Carlos Manuel Martins/Global Imagens
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