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alfie boe
ESC1992
Michael Ball
novos lançamentos
Reino Unido
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Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a análise recai novo disco de Michael Ball e Alfie Boe.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #117] Michael Ball & Alfie Boe - "Back Together"
Esta semana, a análise recai novo disco de Michael Ball e Alfie Boe.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 15 de novembro de 2019
Nota: 4/10
Ao recuarmos uma centena de “Zona de Discos” (“Zona de
Discos” #17), encontramos o segundo momento da agora “trilogia musical” de
Michael Ball & Alfie Boe. Uma marca temporal de dois anos em que a única
diferença é (quase) precisamente essa, o tempo, pois a máxima parece ter sido "vira o disco e toca o mesmo".
Temas destacados por Carlos Carvalho
A ver
Se o nome de Michael Ball dispensa apresentações no meio
eurovisivo, muito mais proeminente é a sua marca no mundo artístico inglês,
nomeadamente no prestigiado teatro musical, a par de uma lista infindável de
discos de ouro desde 1992. Como se isso não fosse suficiente e em plena crise
da indústria musical – no que à venda de música diz respeito – o vice campeão
eurovisivo em Malmö começou em 2016,
através do álbum “Together”, uma colaboração bem sucedida com Alfie Boe”. O
sucesso foi imediato e refletido não só no #1 da competitiva tabela de vendas
inglesa, como na marca de dupla platina. Um ano depois, em 2017, aproveitando a euforia à volta dessa colaboração de titãs, surgiu “Together
Again” e, em apenas 3 meses, em janeiro de 2018, os dois álbuns juntos atingem
a marca de 1 milhão de cópias vendidas (só no Reino Unido!). “Back Together”
surge assim quase que envolto numa demanda popular e a resposta foi imediata,
apesar de desta vez terem de se contentar (para já) com o #2 no top inglês (perdendo para “Sunsets
& Full Moons” dos The Script).
“Back Together” não diverge dos dois capítulos anteriores, o
mesmo é dizer, revisitam clássicos do teatro musical, do cinema e dão
pontualmente o ar da sua graça em ligeiras aventuras como, neste caso, “My Way”
de Frank Sinatra. As vozes estão imaculadas, a produção é exímia e, mais uma
vez, é tudo tão perfeito, mas tão previsível que não tem qualquer interesse. Como
quase todas as regras há exceções e a (única) grande exceção é a inesperada e
magnífica versão de “The Greatest Show”, de “The Greatest Showman”. Sim,
consegue ser melhor do que o original! Infelizmente a surpresa começa e acaba
no primeiro tema do disco.
“Back Together” transpira profissionalismo, técnica, emoção e
qualidade, mas uma vez mais, extremamente previsível que chega a soar
calculado, calculado para a grande época de solidariedade travestida de
comércio natalício. Temos a certeza que aqui está um disco que será um prenda
em muitos lares do Reino Unido na próxima noite de 24 de dezembro…..
curiosamente mais do que “Sunsets & Full Moons” dos The Script!
Da nossa parte, e inspirados pelo Twin Peaks, despedimo-nos de Micahel Ball & Alfie Boe até à "Zona de Discos" número 217 (?).
Da nossa parte, e inspirados pelo Twin Peaks, despedimo-nos de Micahel Ball & Alfie Boe até à "Zona de Discos" número 217 (?).
Temas
promocionais
The Greatest Show (Audio)
Temas destacados por Carlos Carvalho
“The
Greatest Show” e “Brothers in Arms”
Alinhamento
The Greatest Show
Wishing You Were Somehow Here Again
Sunrise, Sunset
Circle of Life
Come Fly With Me
Queen Medley
My Way
Something Inside So Strong.
I Will Always Believe
Let It Be Me
Somethings Gotten Hold of My Heart
Army
Brothers in Arms
A ver
Ball and Boe
Pode ouvir o
disco AQUI.
Dina
ESC1992
FC1980
FC1982
FC1992
Portugal
TOP
Zona de Discos
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #87] Dina - Especial
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos.
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Desde os meus 10 anos de idade, 1991, meses antes do FDC 1992, que sou um grande apreciador da sua obra, mais concretamente desde a apresentação de 'Acordei o Vento', no 'ET - Entretimento Total', de Júlio Isidro. Desde então, todos os seus registos foram, sem exceção, por mim consumidos e desfrutados de forma continuada ao longo de todos estes anos, desde o momento em iam sendo lançados. Da apreciação do material outrora novo à vontade de querer descobrir as gravações que tinham sido lançadas nos anos 80 foi um passo natural. Assim,
foi com enorme tristeza que recebi a notícia do seu adeus no final da semana passada. Deste modo, resolvi reservar este 'Zona de Discos' à Dina. Uma revisão e uma leitura de um ponto de vista pessoal
e crítico, da herança musical que se encontra disponível através do formato
álbum.
Dinamite
(1982)
Num olhar retrospectivo de 37 anos, o universo da música portuguesa, no ano de 1982, significa, sobretudo, Patchouly do Grupo de Baile ou Amor dos Heróis do Mar, mas foi também
em 1982 que Dina, embora longe do mediatismo merecido, lança um dos álbuns que
define a moderna música portuguesa de então, Dinamite.
Composto por 8 faixas e com o
selo da Polygram, Dinamite
reivindicava, em termos sonoros, a equiparação de Portugal com o que de melhor
se fazia nos grandes mercados internacionais. Com contornos claramente pop, o
álbum situa-se algures entre a synthpop, new wave e funk (não esquecendo as
baladas) e foi a nossa resposta a Girls
on film dos Duran Duran ou Kids in
America (1981) de Kim Wilde. Contudo, o álbum “foi morto” pela própria
editora, ao enviar três canções, sem o conhecimento de Dina, para o Festival da
Canção, ficando, assim, o disco limitado e estigmatizado a Gosto do teu gosto, ofuscando o verdadeiro explosivo do álbum, como,
por exemplo, Isso é que era bom ou Nem mais.
Em junho de 2018, o 'Zona de Discos' foi dedicado à análise de 'Dinamite', aquando do seu relançamento em vinil. Pode recordar o artigo AQUI.
Aqui
e Agora (1991)
Foram necessários quase 10 anos para Aqui
e Agora (lançado pela UPAV) ver a luz do dia. Apesar do sucesso radiofónico de Acordei o Vento, não houve repercussão
comercial e aí surge a ideia para voltar ao festival da canção com um objectivo
claramente definido, ganhar.
Aqui acontece o primeiro erro da
UPAV. Lançado em single e cassete, Amor
d’água fresca nunca fez parte de um álbum. Não teria sido uma boa ideia aproveitar
a boleia do tema eurovisivo e fazer uma re-edição de Aqui e Agora com a inclusão do
novo sucesso? Composto por nove canções, Aqui
e Agora é imperdível pelos temas Suco
açucar e A cor da vida, acorda vida, pois
além de serem dois dos melhores temas de Dina, são composições que se encontram
lançadas somente no segundo álbum de Dina e na
cassete referida anteriormente, encontrando-se ambos os produtos descatalogados
e fora de mercado.
Guardado
em mim (1993)
Em 1993, agora com o selo da VIDISCO,
Dina lança aquele que é, para mim, a sua melhor obra e o seu disco
verdadeiramente intemporal, Guardado em
Mim. É intemporal no sentido em que se trata de um “disco de banda”,
orgânico, que foi gravado em 1993, mas que podia ter sido gravado e lançado em
2016 (com a devida actualização de remasterização). Composto essencialmente por
temas de Dinamite e Aqui e Agora, todas as composições (sem
exceção) ganham uma nova vida, com muito mais pujança e provavelmente muito
mais fiéis ao ímpeto criativo original. Por ser altamente recomendável, é
difícil destacar apenas dois ou três momentos, mas aqui vai uma tentativa: a novas versões de
Nem mais e Que vamos nós fazer (os meus temas preferidos de Dina) e o original
Voar outra vez.
Sentidos
(1997)
Sem o devido apoio da VIDISCO
(talvez por ser uma editora muito ligada a colectâneas de dança e ao denominado
movimento pimba), Guardado em Mim
passa ao lado dos grandes feitos comerciais e tivemos de esperar 4 anos para um
novo lançamento. Sentidos, lançado em
1997, pela Ovação, é um disco que não pode ser ignorado por nenhum seguidor de
Dina, não só por ser o último registo de originais mas por ser também aquele
que melhor espelha a essência musical de Ondina Veloso. Os nomes de Luís
Fernando (guitarras e produção) e Sertório (na bateria) associados às
composições de Dina e letras de Rosa de Lobato de Faria converteram-se num
casamento perfeito entre melodia e sensibilidade alicerçado em cânones rock.
Beleza é o fio condutor presente neste apuramento sonoro do seu legado artístico. Depois de Mim foi sempre a minha
predileta, mas é impossível resistir a qualquer momento deste longa-duração.
Para quem ainda não o conhece, recomenda-se, como iniciação, Carregal do Sal, Tafetá, Ai a Noite
(concorrente ao Festival da Canção 1996, na voz de Elaisa) e De Manhã. Uma vez mais, o selo editorial
teve grande responsabilidade pela não projecção do álbum.
O
melhor de 2 (Dina / Mário Mata), 2001
Em 2001, inserida colecção O Melhor de 2, a Polygram lança O Melhor de Dina. Não se trata de mais
do mesmo, uma vez que é aqui que se encontra, pela primeira vez, reunidos em
cd, os primeiros quatro singles, destacando-se as versões originais de Guardado em mim, Pássaro doido
e o mistério do Festival da Canção 1981 e imensamente popular Há sempre música entre nós.
Guardado
em mim (2002)
Em 2002, Dina consegue o primeiro
disco de ouro (20 000 cópias vendidas) através da Banda Sonora da telenovela Filha do mar. Tema principal da referida
obra de ficção, e consequentemente banda sonora, Que é de ti lança a compilação para o primeiro lugar do top
nacional vendas (domínio das colectâneas) e a carreira de Dina ganha um novo
impulso.
O novo impulso é (mal)
aproveitado pela VIDISCO. Ainda em 2002, a referida editora relança uma versão
actualizada da compilação Guardado em mim (lançada originalmente em
1993). Entre as novidades, para além de um novo artwork, destacam-se a inclusão de Amor d´água fresca (tema pela primeira vez inserido num álbum de
Dina). No campo das falhas, a ausência de Que
é de ti e a promoção nula.
Da
cor da vida, o melhor de Dina (2008)
A lacuna promocional foi
finalmente (embora de modo parcial) colmatada em 2008, por intermédio da editora
Farol. A colectânea Da cor da vida, o
melhor de Dina é a retrospectiva mais completa de Dina. Composto por 20
temas, o disco teve direito a spot publicitário televisivo, reportagens em
noticiários, alcançando o #42 no top oficial de vendas. Promovido pelo original
Esta manhã em Lisboa, tudo indicava
que esta compilação era a ponte para um tão aguardado disco de originais….. que
não chegou a acontecer (embora supostamente haja material gravado e provavelmente muito na gaveta).
A obra continua...
Mal amada pelo companhias
discográficas, Dina foi sempre acarinhada pelo público e grandemente elogiada
por artistas do meio musical. Foi precisamente este último grupo, mais
precisamente uma nova geração de músicos de alta qualidade e vertente
alternativa, a que se deveu um novo interesse público pela obra de Dina e a
uma digna comemoração dos 40 anos de carreira e despedida dos palcos.
Da parte das editoras, a
Universal deve-nos uma re-edição de luxo de Dinamite
(com os bónus que os fãs tanto adoram), e todo o seu catálogo devia ser
re-editado ou pelo menos sujeito a uma compilação, não apenas mais uma, mas sim
uma que finalmente dignifique o nome de Dina.
Em relação aos temas que se
encontram espalhados pelas bandas sonoras de várias telenovelas, devíamos
seguir o exemplo brasileiro e aglomerar todo esse legado. Não foi isso que se
fez para o disco Novelas de Caetano Veloso?
O meio musical português ficará
mais pobre, a Artista já não está fisicamente presente mas a sua música ficará para sempre entre nós. Estou triste, mas OBRIGADO, Dina, por toda a música!
Pode ouvir alguns dos lançamentos de Dina AQUI.
Dina
ESC1992
FC1980
FC1982
FC1992
novos lançamentos
Portugal
Zona de Discos

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
[ZONA DE DISCOS #47] Dina - "Dinamite" (Reedição)

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 16 de março de 2018
Nota: 8,5/10
Chipre
ESC1992
ESC1994
ESC2007
Evridiki
Zona de Discos

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para o mais recente disco de Evridiki.
Para a 25ª análise da nossa “Zona de Discos”, escolhemos “25 Gia Panta”, o novo álbum de Evridiki (ESC 1992, 94 e 07). “25 Gia Panta” é a celebração de uma carreira de sucesso que aqui surge revisitada mediante novas gravações de treze clássicos de Evridiki, todos eles originais da década de 90, incluindo o tema com o qual representou Chipre no Concurso Eurovisão de 1994, “Íme ánthropos ki egó”. Para completar tal celebração, foram convidadas 13 artistas, entre veteranas e novos ídolos, que testemunham estes 25 anos em forma de dueto. Algumas das vozes são bem nossas conhecidas, como são os casos de Sofia Vossou (ESC 91), Katy Garbi (ESC 93), Helena Paparizou (ESC 01 e 05), Despina Olympiou (ESC 13) e Demy (ESC 17).
Oferecer temas antigos com novas regravações em modo dueto parece-nos uma estratégia de sobrevivência sensata para aquela que, apesar de todo o legado na cultura musical pop helénica e do grande apreço por parte da comunidade eurovisiva, poderá facilmente ser considerada como a artista mais subvalorizada de todos os tempos na Eurovisão, isso se tivermos em conta que injustamente nunca conseguiu chegar a um top 10 no concurso europeu. Além disso, e apesar desta estratégia não ser pioneira, sendo até possível referir recentes exemplos eurovisivos (Paulo de Carvalho e Engelbert Humperdinck), discos como estes, que cruzam várias gerações de artistas, são fundamentais num movimento em que os grandes êxitos são vítimas de um recalcamento, caindo na bruma do tempo, no esquecimento, mesmo daqueles que testemunharam tais apogeus artísticos, sina que, em bom rigor, a artista cipriota já foi vítima e está a tentar reverter. Falamos de Evridiki, uma das vozes femininas mais singulares e marcantes da história eurovisiva (não é um exagero de marketing) que já gravou temas de Édith Piaf, Elvis Presley, Skunk Anansie, Anouk e The Rolling Stones, entre outros, provando a sua versatilidade, sempre na sua peculiar forma de estar em palco, num misto de entrega e alguma agressividade corporal.
Em termos musiciais, "25 Gia Panta" é um disco assumidamente rock / pop-rock, onde, excetuando raras exeções, as novas versões surgem mais potentes e até muito mais bem executadas a nível instrumental do que nas gravações originais (principalmente no que toca a guitarras e bateria). As exceções surgem nos temas “Mparakia”, “Pyxida” e “Ziliaris Ouranos” (que passaram de pop rock / rock a temas mais dançantes). Quanto a “Íme ánthropos ki egó”, óbvio que se tratou de um risco enorme alterar de modo tão profundo a sonoridade de um clássico, mas não estaremos equivocados se afirmarmos que a essência do tema, algo depressiva e existencialista, não foi violada.
Até ao momento, “25 Gia Panta” tem tido um desempenho satisfatório na tabela de vendas grega, apresentado o seguinte percurso: #16, #15, #11, #26, #50, #32, #42, #25, acabando por abandonar a tabela na semana da passagem de ano. Irá regressar?
Aguardamos agora um novo álbum de originais, o primeiro desde “Oneirevomai akoma mama” (2011), e seria demais pedir que Evridiki trabalhasse com um nome internacional, Andy Wallace, por exemplo?
Tracklist
1. Το Mono Pou Thymama ft. Demy (versão original no álbum “Gia Proti Fora”, 1991)
2. Mparakia ft. Sofia Vossou (versão original no álbum “To Koumbi”, 1999)
3. Eimai A. Ki Ego ft. Peggy Zina (rep. cipriota ESC1994; vs orig. no álbum “Fthinoporo Gynekas”, 1995)
4. Pyxida ft. Penny Baltatzi (versão original no álbum “Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
5. Fthinoporo Gynaikas ft. Rallia Hristidou (versão original no álbum ““Fthinoporo Gynekas”, 1995)
6. Mono Mia Stigmi ft. Tamta (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
7. Poso Ligo Me Xeries ft. Georgia Kefala (versão original no álbum “Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
8. Kane Pos M’Agapas ft. Melina Aslanidou (versão original no álbum ““Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
9. Ziliaris Ouranos ft. Kaiti Garbi (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
10. Misise Me ft. Paola (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
11. Afto To Fili ft. Thomai Apergi (versão original no álbm “I Epomeni Mera”, 1996)
12. Fyge ft. Helena Paparizou (versão original no álbum “Gia Proti Fora”, 1991)
13. Mia Ap’Aftes Tis Meres ft. Despina Olympiou (versão original no álbum “I Epomeni Mera”, 1996)
[ZONA DE DISCOS #25] Evridiki - "25 Gia Panta"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para o mais recente disco de Evridiki.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Nota: 8,5/10
Para a 25ª análise da nossa “Zona de Discos”, escolhemos “25 Gia Panta”, o novo álbum de Evridiki (ESC 1992, 94 e 07). “25 Gia Panta” é a celebração de uma carreira de sucesso que aqui surge revisitada mediante novas gravações de treze clássicos de Evridiki, todos eles originais da década de 90, incluindo o tema com o qual representou Chipre no Concurso Eurovisão de 1994, “Íme ánthropos ki egó”. Para completar tal celebração, foram convidadas 13 artistas, entre veteranas e novos ídolos, que testemunham estes 25 anos em forma de dueto. Algumas das vozes são bem nossas conhecidas, como são os casos de Sofia Vossou (ESC 91), Katy Garbi (ESC 93), Helena Paparizou (ESC 01 e 05), Despina Olympiou (ESC 13) e Demy (ESC 17).
Oferecer temas antigos com novas regravações em modo dueto parece-nos uma estratégia de sobrevivência sensata para aquela que, apesar de todo o legado na cultura musical pop helénica e do grande apreço por parte da comunidade eurovisiva, poderá facilmente ser considerada como a artista mais subvalorizada de todos os tempos na Eurovisão, isso se tivermos em conta que injustamente nunca conseguiu chegar a um top 10 no concurso europeu. Além disso, e apesar desta estratégia não ser pioneira, sendo até possível referir recentes exemplos eurovisivos (Paulo de Carvalho e Engelbert Humperdinck), discos como estes, que cruzam várias gerações de artistas, são fundamentais num movimento em que os grandes êxitos são vítimas de um recalcamento, caindo na bruma do tempo, no esquecimento, mesmo daqueles que testemunharam tais apogeus artísticos, sina que, em bom rigor, a artista cipriota já foi vítima e está a tentar reverter. Falamos de Evridiki, uma das vozes femininas mais singulares e marcantes da história eurovisiva (não é um exagero de marketing) que já gravou temas de Édith Piaf, Elvis Presley, Skunk Anansie, Anouk e The Rolling Stones, entre outros, provando a sua versatilidade, sempre na sua peculiar forma de estar em palco, num misto de entrega e alguma agressividade corporal.
Em termos musiciais, "25 Gia Panta" é um disco assumidamente rock / pop-rock, onde, excetuando raras exeções, as novas versões surgem mais potentes e até muito mais bem executadas a nível instrumental do que nas gravações originais (principalmente no que toca a guitarras e bateria). As exceções surgem nos temas “Mparakia”, “Pyxida” e “Ziliaris Ouranos” (que passaram de pop rock / rock a temas mais dançantes). Quanto a “Íme ánthropos ki egó”, óbvio que se tratou de um risco enorme alterar de modo tão profundo a sonoridade de um clássico, mas não estaremos equivocados se afirmarmos que a essência do tema, algo depressiva e existencialista, não foi violada.
Até ao momento, “25 Gia Panta” tem tido um desempenho satisfatório na tabela de vendas grega, apresentado o seguinte percurso: #16, #15, #11, #26, #50, #32, #42, #25, acabando por abandonar a tabela na semana da passagem de ano. Irá regressar?
Aguardamos agora um novo álbum de originais, o primeiro desde “Oneirevomai akoma mama” (2011), e seria demais pedir que Evridiki trabalhasse com um nome internacional, Andy Wallace, por exemplo?
Tracklist
1. Το Mono Pou Thymama ft. Demy (versão original no álbum “Gia Proti Fora”, 1991)
2. Mparakia ft. Sofia Vossou (versão original no álbum “To Koumbi”, 1999)
3. Eimai A. Ki Ego ft. Peggy Zina (rep. cipriota ESC1994; vs orig. no álbum “Fthinoporo Gynekas”, 1995)
4. Pyxida ft. Penny Baltatzi (versão original no álbum “Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
5. Fthinoporo Gynaikas ft. Rallia Hristidou (versão original no álbum ““Fthinoporo Gynekas”, 1995)
6. Mono Mia Stigmi ft. Tamta (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
7. Poso Ligo Me Xeries ft. Georgia Kefala (versão original no álbum “Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
8. Kane Pos M’Agapas ft. Melina Aslanidou (versão original no álbum ““Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
9. Ziliaris Ouranos ft. Kaiti Garbi (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
10. Misise Me ft. Paola (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
11. Afto To Fili ft. Thomai Apergi (versão original no álbm “I Epomeni Mera”, 1996)
12. Fyge ft. Helena Paparizou (versão original no álbum “Gia Proti Fora”, 1991)
13. Mia Ap’Aftes Tis Meres ft. Despina Olympiou (versão original no álbum “I Epomeni Mera”, 1996)
Primeiro vídeo oficial: Poso Ligo Me Xeries ft. Georgia Kefala:
Tema de abertura: Το Mono Pou Thymama ft. Demy:
Tema destacado por Carlos Carvalho:
Fthinoporo Gynaikas ft. Rallia Hristidou:
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