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Serafín Zubiri a concurso no 'San Marino Song Contest 2025'


O cantor espanhol Serafín Zubiri, representante do país na Eurovisão de 1992 e 2000, está a concurso no San Marino Song Contest 2025.

Países Baixos: Morreu Humphrey Campbell, representante neerlandês na Eurovisão de 1992

 

Faleceu Humphrey Campbell, representante dos Países Baixos no Festival Eurovisão de 1992. Tinha 66 anos.

Bélgica: Faleceu o cantor e compositor Claude Barzotti

 
Faleceu o cantor e compositor belga de ascendência italiana Claude Barzotti. Tinha 69 anos e não resistiu a um cancro generalizado.

ESC2022: Linda Martin é a porta-voz do júri da Irlanda na Final do Festival Eurovisão


A vencedora do Festival Eurovisão de 1992, Linda Martin, é a porta-voz do júri da Irlanda no certame deste ano.

FC2022: Dina será uma das homenageadas no 'Festival da Canção 2022'

 

Dina, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1992, será uma das homenageadas no Festival da Canção 2022, revelou Jorge Gabriel durante o A Praça da Alegria.

Itália vence o #EurovisionAgain 1992 e Portugal sobe ao 13.º lugar

 

 O canal oficial do Festival Eurovisão transmitiu, no passado sábado, a edição de 1992 no terceiro episódio da nova temporada do #EurovisionAgain. Itália venceu a votação do público, superando a Irlanda, e Portugal subiu ao 13.º lugar no formato retro.

Finlândia: Faleceu Pave Maijanen, representante do país no Festival Eurovisão de 1992

 O cantor, compositor e produtor Pave Maijanen, representante do país no Festival Eurovisão 1992, faleceu, hoje, aos 70 anos. 

[ZONA DE DISCOS #117] Michael Ball & Alfie Boe - "Back Together"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai novo disco de Michael Ball e Alfie Boe.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 15 de novembro de 2019
Nota: 4/10
Ao recuarmos uma centena de “Zona de Discos” (“Zona de Discos” #17), encontramos o segundo momento da agora “trilogia musical” de Michael Ball & Alfie Boe. Uma marca temporal de dois anos em que a única diferença é (quase) precisamente essa, o tempo, pois a máxima parece ter sido "vira o disco e toca o mesmo".
Se o nome de Michael Ball dispensa apresentações no meio eurovisivo, muito mais proeminente é a sua marca no mundo artístico inglês, nomeadamente no prestigiado teatro musical, a par de uma lista infindável de discos de ouro desde 1992. Como se isso não fosse suficiente e em plena crise da indústria musical – no que à venda de música diz respeito – o vice campeão eurovisivo em  Malmö começou em 2016, através do álbum “Together”, uma colaboração bem sucedida com Alfie Boe”. O sucesso foi imediato e refletido não só no #1 da competitiva tabela de vendas inglesa, como na marca de dupla platina. Um ano depois, em 2017, aproveitando a euforia à volta dessa colaboração de titãs, surgiu “Together Again” e, em apenas 3 meses, em janeiro de 2018, os dois álbuns juntos atingem a marca de 1 milhão de cópias vendidas (só no Reino Unido!). “Back Together” surge assim quase que envolto numa demanda popular e a resposta foi imediata, apesar de desta vez terem de se contentar (para já) com o #2 no top inglês (perdendo para “Sunsets & Full Moons” dos The Script).
“Back Together” não diverge dos dois capítulos anteriores, o mesmo é dizer, revisitam clássicos do teatro musical, do cinema e dão pontualmente o ar da sua graça em ligeiras aventuras como, neste caso, “My Way” de Frank Sinatra. As vozes estão imaculadas, a produção é exímia e, mais uma vez, é tudo tão perfeito, mas tão previsível que não tem qualquer interesse. Como quase todas as regras há exceções e a (única) grande exceção é a inesperada e magnífica versão de “The Greatest Show”, de “The Greatest Showman”. Sim, consegue ser melhor do que o original! Infelizmente a surpresa começa e acaba no primeiro tema do disco.
“Back Together” transpira profissionalismo, técnica, emoção e qualidade, mas uma vez mais, extremamente previsível que chega a soar calculado, calculado para a grande época de solidariedade travestida de comércio natalício. Temos a certeza que aqui está um disco que será um prenda em muitos lares do Reino Unido na próxima noite de 24 de dezembro….. curiosamente mais do que “Sunsets & Full Moons” dos The Script!
Da nossa parte, e inspirados pelo Twin Peaks, despedimo-nos de Micahel Ball & Alfie Boe até à "Zona de Discos" número 217 (?).

Temas promocionais

The Greatest Show (Audio)

Temas destacados por Carlos Carvalho

 “The Greatest Show” e “Brothers in Arms”

Alinhamento
The Greatest Show
Wishing You Were Somehow Here Again
Sunrise, Sunset
Circle of Life
Come Fly With Me
Queen Medley
My Way
Something Inside So Strong.
I Will Always Believe
Let It Be Me
Somethings Gotten Hold of My Heart
Army
Brothers in Arms

A ver

Ball and Boe

Pode ouvir o disco AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[VÍDEO] Serafín Zubiri canta "Amar Pelos Dois" no encontro da OGAE Espanha


O cantor espanhol Serafín Zubiri, representante do país em 1992 e 2000, cantou "Amar Pelos Dois" no encontro da OGAE Espanha.

[ZONA DE DISCOS #87] Dina - Especial


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a 'Zona de Discos' é especial e em jeito de homenagem  recai numa análise sobre a discografia de Dina. O critério de seleção do material a ser aqui disseminado  foi o trabalho lançado em registo de longa-duração, independentemente de ser um álbum de originais ou compilação. 
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Desde os meus 10 anos de idade, 1991, meses antes do FDC 1992, que sou um grande apreciador da sua obra, mais concretamente desde a apresentação de 'Acordei o Vento', no 'ET - Entretimento Total', de Júlio Isidro. Desde então, todos os seus registos foram, sem exceção, por mim consumidos e desfrutados de forma continuada ao longo de todos estes anos, desde o momento em iam sendo lançados. Da apreciação do material outrora novo à vontade de querer descobrir as gravações que tinham sido lançadas nos anos 80 foi um passo natural. Assim, foi com enorme tristeza que recebi a notícia do seu adeus no final da semana passada. Deste modo, resolvi reservar este 'Zona de Discos' à Dina. Uma revisão e uma leitura de um ponto de vista pessoal e crítico, da herança musical que se encontra disponível através do formato álbum.

           Dinamite (1982)

Num olhar retrospectivo de 37 anos, o universo da música portuguesa, no ano de 1982, significa, sobretudo, Patchouly do Grupo de Baile ou Amor dos Heróis do Mar, mas foi também em 1982 que Dina, embora longe do mediatismo merecido, lança um dos álbuns que define a moderna música portuguesa de então, Dinamite.
Composto por 8 faixas e com o selo da Polygram, Dinamite reivindicava, em termos sonoros, a equiparação de Portugal com o que de melhor se fazia nos grandes mercados internacionais. Com contornos claramente pop, o álbum situa-se algures entre a synthpop, new wave e funk (não esquecendo as baladas) e foi a nossa resposta a Girls on film dos Duran Duran ou Kids in America (1981) de Kim Wilde. Contudo, o álbum “foi morto” pela própria editora, ao enviar três canções, sem o conhecimento de Dina, para o Festival da Canção, ficando, assim, o disco limitado e estigmatizado a Gosto do teu gosto, ofuscando o verdadeiro explosivo do álbum, como, por exemplo, Isso é que era bom ou Nem mais.
Em junho de 2018, o 'Zona de Discos' foi dedicado à análise de 'Dinamite', aquando do seu relançamento em vinil. Pode recordar o artigo AQUI.

   Aqui e Agora (1991)

Foram necessários quase 10 anos para Aqui e Agora (lançado pela UPAV) ver a luz do dia. Apesar do sucesso radiofónico de Acordei o Vento, não houve repercussão comercial e aí surge a ideia para voltar ao festival da canção com um objectivo claramente definido, ganhar.
Aqui acontece o primeiro erro da UPAV. Lançado em single e cassete, Amor d’água fresca nunca fez parte de um álbum. Não teria sido uma boa ideia aproveitar a boleia do tema eurovisivo e fazer uma re-edição de Aqui e Agora com a inclusão do novo sucesso? Composto por nove canções, Aqui e Agora é imperdível pelos temas Suco açucar e A cor da vida, acorda vida, pois além de serem dois dos melhores temas de Dina, são composições que se encontram lançadas somente no segundo álbum de Dina e na cassete referida anteriormente, encontrando-se ambos os produtos descatalogados e fora de mercado.

 Guardado em mim (1993)

Em 1993, agora com o selo da VIDISCO, Dina lança aquele que é, para mim, a sua melhor obra e o seu disco verdadeiramente intemporal, Guardado em Mim. É intemporal no sentido em que se trata de um “disco de banda”, orgânico, que foi gravado em 1993, mas que podia ter sido gravado e lançado em 2016 (com a devida actualização de remasterização). Composto essencialmente por temas de Dinamite e Aqui e Agora, todas as composições (sem exceção) ganham uma nova vida, com muito mais pujança e provavelmente muito mais fiéis ao ímpeto criativo original. Por ser altamente recomendável, é difícil destacar apenas dois ou três momentos, mas aqui vai uma tentativa: a novas versões de Nem mais e Que vamos nós fazer (os meus temas preferidos de Dina) e o original Voar outra vez.

 Sentidos (1997)

Sem o devido apoio da VIDISCO (talvez por ser uma editora muito ligada a colectâneas de dança e ao denominado movimento pimba), Guardado em Mim passa ao lado dos grandes feitos comerciais e tivemos de esperar 4 anos para um novo lançamento. Sentidos, lançado em 1997, pela Ovação, é um disco que não pode ser ignorado por nenhum seguidor de Dina, não só por ser o último registo de originais mas por ser também aquele que melhor espelha a essência musical de Ondina Veloso. Os nomes de Luís Fernando (guitarras e produção) e Sertório (na bateria) associados às composições de Dina e letras de Rosa de Lobato de Faria converteram-se num casamento perfeito entre melodia e sensibilidade alicerçado em cânones rock. Beleza é o fio condutor presente neste apuramento sonoro do seu legado artístico. Depois de Mim foi sempre a minha predileta, mas é impossível resistir a qualquer momento deste longa-duração. Para quem ainda não o conhece, recomenda-se, como iniciação, Carregal do Sal, Tafetá, Ai a Noite (concorrente ao Festival da Canção 1996, na voz de Elaisa) e De Manhã. Uma vez mais, o selo editorial teve grande responsabilidade pela não projecção do álbum.

O melhor de 2 (Dina / Mário Mata), 2001

Em 2001, inserida colecção O Melhor de 2, a Polygram lança O Melhor de Dina. Não se trata de mais do mesmo, uma vez que é aqui que se encontra, pela primeira vez, reunidos em cd, os primeiros quatro singles, destacando-se  as versões originais de Guardado em mim, Pássaro doido e o mistério do Festival da Canção 1981 e imensamente popular Há sempre música entre nós.

 Guardado em mim (2002)

Em 2002, Dina consegue o primeiro disco de ouro (20 000 cópias vendidas) através da Banda Sonora da telenovela Filha do mar. Tema principal da referida obra de ficção, e consequentemente banda sonora, Que é de ti lança a compilação para o primeiro lugar do top nacional vendas (domínio das colectâneas) e a carreira de Dina ganha um novo impulso.
O novo impulso é (mal) aproveitado pela VIDISCO. Ainda em 2002, a referida editora relança uma versão actualizada da compilação  Guardado em mim (lançada originalmente em 1993). Entre as novidades, para além de um novo artwork, destacam-se a inclusão de Amor d´água fresca (tema pela primeira vez inserido num álbum de Dina). No campo das falhas, a ausência de Que é de ti e a promoção nula.

Da cor da vida, o melhor de Dina (2008)

A lacuna promocional foi finalmente (embora de modo parcial) colmatada em 2008, por intermédio da editora Farol. A colectânea Da cor da vida, o melhor de Dina é a retrospectiva mais completa de Dina. Composto por 20 temas, o disco teve direito a spot publicitário televisivo, reportagens em noticiários, alcançando o #42 no top oficial de vendas. Promovido pelo original Esta manhã em Lisboa, tudo indicava que esta compilação era a ponte para um tão aguardado disco de originais….. que não chegou a acontecer (embora supostamente haja material gravado e provavelmente muito na gaveta).

A obra continua...
Mal amada pelo companhias discográficas, Dina foi sempre acarinhada pelo público e grandemente elogiada por artistas do meio musical. Foi precisamente este último grupo, mais precisamente uma nova geração de músicos de alta qualidade e vertente alternativa, a que se deveu  um novo interesse público pela obra de Dina e a uma digna comemoração dos 40 anos de carreira e despedida dos palcos.
Da parte das editoras, a Universal deve-nos uma re-edição de luxo de Dinamite (com os bónus que os fãs tanto adoram), e todo o seu catálogo devia ser re-editado ou pelo menos sujeito a uma compilação, não apenas mais uma, mas sim uma  que finalmente dignifique o nome de Dina.
Em relação aos temas que se encontram espalhados pelas bandas sonoras de várias telenovelas, devíamos seguir o exemplo brasileiro e aglomerar todo esse legado. Não foi isso que se fez para o disco Novelas de Caetano Veloso?
O meio musical português ficará mais pobre, a Artista já não está fisicamente presente mas a sua música ficará para sempre entre nós. Estou triste, mas OBRIGADO, Dina, por toda a música!

Pode ouvir alguns dos lançamentos de Dina AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[ESPECIAL] Mundo eurovisivo chora o desaparecimento de Dina


Nas redes sociais multiplicaram-se os votos de lamento e de pesar pelo desaparecimento de Dina, vencedora do Festival da Canção de 1992 e representante de Portugal em Malmö.

Graça Fonseca: "Dina passava uma alegria contagiante na relação com a vida, a amizade e o amor"


Através de um comunicado oficial no site do Ministério, Graça Fonseca, Ministra da Cultura, reagiu ao falecimento da cantora e compositora Dina: "Acreditava que havendo sempre música entre nós, ficaríamos bem".

[VÍDEO] Artistas cantam "Amor de Água Fresca" em homenagem a Dina


Vários artistas cantaram, esta tarde, a canção que Dina levou ao Festival Eurovisão de 1992, "Amor de Água Fresca". Ana Cláudia, Rita Redshoes, André Tentugal, Alex D'Alva e Lúcia Moniz foram alguns dos artistas que participaram na homenagem.

Portugal: Presidente da República lamenta a morte da cantora e compositora Dina


O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa lamentou, esta tarde, o falecimento da cantora e compositora Dina.

MORREU DINA, REPRESENTANTE DE PORTUGAL NA EUROVISÃO DE 1992



Morreu a cantora e compositora Dina, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1992. Tinha 62 anos de idade.

[ZONA DE DISCOS #85] Michael Ball - "Coming Home to You"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai em "Coming Home to You", de Michael Ball.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Chipre: Evridiki é a comentadora do país no Festival Eurovisão 2019


Representante do país em 1992, 1994 e 2007, Evridiki está de regresso ao Festival Eurovisão enquanto comentadora de Chipre nos três espetáculos deste ano.

[ZONA DE DISCOS #47] Dina - "Dinamite" (Reedição)


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para a reedição do primeiro álbum de Dina, "Dinamite".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 16 de março de 2018
Nota: 8,5/10

Irlanda: Linda Martin contra o eventual boicote do país ao Festival Eurovisão 2019


A vencedora do Festival Eurovisão de 1992, Linda Martin, está contra o eventual boicote da Irlanda à próxima edição do certame musical: "Nós devemos estar representados em tudo. É a credibilidade do país que está em jogo".

[ZONA DE DISCOS #25] Evridiki - "25 Gia Panta"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai para o mais recente disco de Evridiki.
 O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Data de lançamento: 30 de outubro de 2017
Nota: 8,5/10

 
Para a 25ª análise da nossa “Zona de Discos”, escolhemos “25 Gia Panta”, o novo álbum de Evridiki (ESC 1992, 94 e 07). “25 Gia Panta” é a celebração de uma carreira de sucesso que aqui surge revisitada mediante novas gravações de treze clássicos de Evridiki, todos eles originais da década de 90, incluindo o tema com o qual representou Chipre no Concurso Eurovisão de 1994, “Íme ánthropos ki egó”. Para completar tal celebração, foram convidadas 13 artistas, entre veteranas e novos ídolos, que testemunham estes 25 anos em forma de dueto. Algumas das vozes são bem nossas conhecidas, como são os casos de Sofia Vossou (ESC 91), Katy Garbi (ESC 93), Helena Paparizou (ESC 01 e 05), Despina Olympiou (ESC 13) e Demy (ESC 17).

Oferecer temas antigos com novas regravações em modo dueto parece-nos uma estratégia de sobrevivência sensata para aquela que, apesar de todo o legado na cultura musical pop helénica e do grande apreço por parte da comunidade eurovisiva, poderá facilmente ser considerada como a artista mais subvalorizada de todos os tempos na Eurovisão, isso se tivermos em conta que injustamente nunca conseguiu chegar a um top 10 no concurso europeu. Além disso, e apesar desta estratégia não ser pioneira, sendo até possível referir recentes exemplos eurovisivos (Paulo de Carvalho e Engelbert Humperdinck), discos como estes, que cruzam várias gerações de artistas, são fundamentais num movimento em que os grandes êxitos são vítimas de um recalcamento, caindo na bruma do tempo, no esquecimento, mesmo daqueles que testemunharam tais apogeus artísticos, sina que, em bom rigor, a artista cipriota já foi vítima e está a tentar reverter. Falamos de Evridiki, uma das vozes femininas mais singulares e marcantes da história eurovisiva (não é um exagero de marketing) que já gravou temas de Édith Piaf, Elvis Presley, Skunk Anansie, Anouk e The Rolling Stones, entre outros, provando a sua versatilidade, sempre na sua peculiar forma de estar em palco, num misto de entrega e alguma agressividade corporal.


Em termos musiciais, "25 Gia Panta" é um disco assumidamente rock / pop-rock, onde, excetuando raras exeções, as novas versões surgem mais potentes e até muito mais bem executadas a nível instrumental do que nas gravações originais (principalmente no que toca a guitarras e bateria). As exceções surgem nos temas “Mparakia”, “Pyxida” e “Ziliaris Ouranos” (que passaram de pop rock / rock a temas mais dançantes). Quanto a “Íme ánthropos ki egó”, óbvio que se tratou de um risco enorme alterar de modo tão profundo a sonoridade de um clássico, mas não estaremos equivocados se afirmarmos que a essência do tema, algo depressiva e existencialista, não foi violada.


Até ao momento, “25 Gia Panta” tem tido um desempenho satisfatório na tabela de vendas grega, apresentado o seguinte percurso: #16, #15, #11, #26, #50, #32, #42, #25, acabando por abandonar a tabela na semana da passagem de ano. Irá regressar? 


Aguardamos agora um novo álbum de originais, o primeiro desde “Oneirevomai akoma mama” (2011), e seria demais pedir que Evridiki trabalhasse com um nome internacional, Andy Wallace, por exemplo?

Tracklist 

1. Το Mono Pou Thymama ft. Demy (versão original no álbum “Gia Proti Fora”, 1991)
2. Mparakia ft. Sofia Vossou (versão original no álbum “To Koumbi”, 1999)
3. Eimai A. Ki Ego ft. Peggy Zina (rep. cipriota ESC1994; vs orig. no álbum “Fthinoporo Gynekas”, 1995)
4. Pyxida ft. Penny Baltatzi (versão original no álbum “Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
5. Fthinoporo Gynaikas ft. Rallia Hristidou (versão original no álbum ““Fthinoporo Gynekas”, 1995)
6. Mono Mia Stigmi ft. Tamta (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
7. Poso Ligo Me Xeries ft. Georgia Kefala (versão original no álbum “Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
8. Kane Pos M’Agapas ft. Melina Aslanidou (versão original no álbum ““Poso Ligo Me Xeris”, 1992)
9. Ziliaris Ouranos ft. Kaiti Garbi (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
10. Misise Me ft. Paola (versão original no álbum “Missise Me”, 1993)
11. Afto To Fili ft. Thomai Apergi (versão original no álbm “I Epomeni Mera”, 1996)
12. Fyge ft. Helena Paparizou (versão original no álbum “Gia Proti Fora”, 1991)
13. Mia Ap’Aftes Tis Meres ft. Despina Olympiou (versão original no álbum “I Epomeni Mera”, 1996)


Primeiro vídeo oficial: Poso Ligo Me Xeries ft. Georgia Kefala:


Tema de abertura: Το Mono Pou Thymama ft. Demy:


Tema destacado por Carlos Carvalho:

Fthinoporo Gynaikas ft. Rallia Hristidou:



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Fonte: OPINIAO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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