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Em Dia de Finados, o ESCPORTUGAL convida-o a recordar a vida e a carreira de todos os vencedores do Festival Eurovisão e do Festival da Canção já falecidos!
Madalena Iglésias (24 de outubro de 1939 - 16 de janeiro de 2018)
Sérgio Borges (18 de outubro de 1943 — 17 de dezembro de 2011)
Carlos Paião (1 de novembro de 1957 - 26 de agosto de 1988)
[ESPECIAL] Em Dia de Finados, recorde connosco todos os vencedores que já nos deixaram
Em Dia de Finados, o ESCPORTUGAL convida-o a recordar a vida e a carreira de todos os vencedores do Festival Eurovisão e do Festival da Canção já falecidos!
Designado também como Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia dos Mortos, o Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro. A origem do dia remonta ao século X, sendo que diversos Papas no século XI instauraram a obrigatoriedade da comunidade em dedicar um dia aos mortos: contudo, apenas no século XIII este dia anual passa a ser comemorado a 2 de novembro, dia seguinte à Festa de Todos os Santos.
O ESCPORTUGAL juntou-se à celebração deste dia e convida-o a recordar a vida e a carreira de todos os vencedores do Festival Eurovisão e do Festival da Canção que já não se encontram (fisicamente) entre nós:
Lys Assia (3 de março de 1924 - 24 de março de 2018)
Rosa Mina Schärer, conhecida pelo nome artístico de Lys Assia, entrou para a história do Festival Eurovisão ao ser a primeira vencedora do evento em 1956, com "Refrain". Voltou a representar a Suíça em 1957 (8.º) e 1958 (2.º), tendo estado, mais recentemente, na corrida para regressar ao concurso em 2011 (8.ª na final nacional da Suíça) e em 2012 (semifinal online). A cantora faleceu a 24 de março de 2018, aos 94 anos de idade.
Corry Brokken (3 de dezembro de 1932 - 31 de dezembro de 2016)
Vencedora do Festival Eurovisão de 1957 com "Net als toen", a cantora Corry Brokken (nascida Cornelia Maria Brokken) entrou para a história do certame por ser a única intérprete a ganhar e a ficar em último lugar: depois da participação em 1956 e da vitória em 1957, Corry Brokken dividiu o último lugar (9.º) com o Luxemburgo na edição de 1958. Em 1976, Corry Brokken apresentou o Festival Eurovisão em Haia, tendo sido a porta-voz holandesa na edição de 1997. Faleceu a 30 de maio de 2016 aos 83 anos de idade.
André Claveau (17 de dezembro de 1911 - 4 de julho de 2003)
Conhecido cantor francês na década de 1940 a 1960, André Claveau conquistou a primeira vitória de França no Festival Eurovisão, em 1958, em defesa de "Dors, mon amour". Com 46 anos e 76 dias de idade, o cantor foi o mais velho vencedor do evento até 1990, tendo sido o primeiro (e único) vencedor a triunfar com mais de 40 anos de idade até à vitória de Toto Cotugno. Faleceu a 4 de julho de 2003 aos 91 anos de idade.
Teddy Scholten (11 de maio de 1926 - 8 de abril de 2010)
Dorothea Margaretha van Zwieteren foi, em 1950, uma das primeiras artistas holandesas a atuar nos Estados Unidos da América, por convite da Coca-Cola. Anos depois, em 1959, conquista, com "n'Beetje", a segunda vitória da Holanda no Festival Eurovisão. Apresentadora das finais nacionais de 1965 e 1966, Teddy Scholten trabalhou, no seu resto da sua carreira, ao lado de Henk Scholten, seu marido. Faleceu a 8 de abril de 2010 aos 83 anos de idade.
Jean-Claude Pascal (24 de outubro de 1927 - 5 de maio de 1992)
Comediante e cantor francês, Jean-Claude Pascal, combatente na Segunda Guerra Mundial, venceu o Festival Eurovisão de 1961 pelo Luxemburgo com o tema "Nous les Amoureux". Em 1981, regressou ao concurso, novamente pelo Luxemburgo, em defesa de "C'est peut-être pas l'Amérique", terminando em 11.º lugar. Faleceu a 5 de maio de 1992 aos 64 anos de idade, vítima de cancro no estômago.
Grethe Ingmann (17 de junho de 1938 - 18 de agosto de 1990) & Jørgen Ingmann (26 de abril de 1925 - 21 de março de 2015)
O casal Grethe Ingmann (cantora) e Jørgen Ingmann (guitarrista), casados em 1956, entrou para a história do Festival Eurovisão ao ser o primeiro duo a triunfar no concurso, em 1963, com "Dansevise". A dupla continuou a trabalhar junta até 1975, ano em que se divorciaram, tendo Grethe tentado, sem sucesso, voltar a representar a Dinamarca no Festival Eurovisão. A cantora faleceu a 18 de agosto de 1990, aos 52 anos de idade, vítima de cancro, enquanto que o guitarrista faleceu a 21 de março de 2015, aos 89 anos de idade.
France Gall (9 de outubro de 1947 - 7 de janeiro de 2018)
Vencedora do Festival Eurovisão de 1965 com "Poupée de cire, poupée de son", pelo Luxemburgo, a cantora France Gall tornou-se um dos maiores nomes da música francesa yé-yé nas décadas de 60 e 70, tendo colaborado, entre 1973 e 1992, com o cantor e compositor Michel Berger. Depois de sobreviver a um cancro da mama, em 1993, e da depressão devido ao falecimento da filha, em 1997, a cantora France Gall faleceu a 7 de janeiro de 2018, vítima de uma infecção, após dois anos de luta contra o cancro.
Udo Jürgens (30 de setembro de 1934 - 21 de dezembro de 2014)
Compositor e cantor austríaco-suíço, Udo Jürgens ganhou o Festival Eurovisão de 1966, pela Áustria, com o tema "Merci, Chérie", depois das participações em 1964 (6.º) e 1965 (3.º). Com uma carreira com mais de 50 anos, Udo Jürgens compôs cerca de 1000 canções e vendeu mais de 100 milhões de discos, tendo sido um dos artistas mais reconhecidos na Alemanha, Áustria e Suíça. Depois do triunfo de Conchita Wurst em 2014, Udo Jürgens manifestou, junto da ORF, o interesse de atuar no intervalo da edição de 2015, o que acabou por não acontecer: o cantor faleceu a 21 de dezembro de 2014, aos 80 anos de idade, vítima de insuficiência cardíaca.
Frida Boccara (29 de outubro de 1940 - 1 de agosto de 1996)
Nascida no então Protetorado Francês de Marrocos, Frida Boccara, cantora, produtora e ativista humanitária francesa de origem judaico-italiana, foi uma das quatro vencedoras do Festival Eurovisão de 1969 com "Un jour, un enfant". Fluente em várias línguas, entre elas o português, Frida filiou-se com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, apresentando-se em eventos em cerca de 85 países. Faleceu a 1 de agosto de 1996, vítima de uma infeção pulmonar, aos 55 anos de idade.
Madalena Iglésias (24 de outubro de 1939 - 16 de janeiro de 2018)
Importante nome do música nacional ligeira da década de 1960, Madalena Iglésias foi uma presença constante nas primeiras edições do Festival da Canção, participando em 1964, 1965, 1966 e 1969. Venceu em 1965 com "Ele e Ela", alcançando o 13.º lugar no Festival Eurovisão. Casou-se em 1972, abandonou a carreira artística e foi viver para a Venezuela. Faleceu a 16 de janeiro de 2018, aos 78 anos de idade em Barcelona.
Sérgio Borges (18 de outubro de 1943 — 17 de dezembro de 2011)
Fundador do Conjunto Académico João Paulo, um dos grupos que mais se destacaram em Portugal na década de 1960, Sérgio Borges participou pela primeira vez no Festival da Canção em 1966, terminando em 2.º lugar. Em 1970, conquista a vitória no certame com "Onde Vais Rio que Eu Canto", mas não representa Portugal no Festival Eurovisão, devido ao protesto da RTP contra o sistema de votação. Sérgio voltaria a participar no Festival da Canção de 1986 com "Quebrar a Distância". Morreu, no Funchal, a 17 de dezembro de 2011, aos 68 anos de idade.
Carlos Paião (1 de novembro de 1957 - 26 de agosto de 1988)
Licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa, Carlos Paião foi um dos mais mediáticos e talentosos cantores e compositores da década de 80 em Portugal. Com uma curta carreira de 10 anos, Carlos participou em quatro edições do Festival da Canção, como cantor e compositor, alcançando o triunfo com "Playback" em 1981: em Dublin, a canção não foi além do 18.º (e penúltimo) lugar. Com mais de 300 canções produzidas para alguns dos maiores nomes da música portuguesa, Carlos Paião faleceu, a 26 de agosto de 1988, num violento acidente de automóvel, quando se dirigia para um concerto. Tinha 30 anos.
Fonte: ESCPORTUGAL/ Imagem: Google / Vídeo: Youtube
ESC1965
França
France Gall
Luxemburgo
Obituário
O falecimento de France Gall, um dos maiores rostos da música francesa, esteve em destaque em todo o Mundo. Nas redes sociais e na imprensa, diversas personalidades recordaram a carreira da vencedora do Festival Eurovisão de 1965.
Que descanse em paz!
França: Desaparecimento de France Gall em destaque pelo Mundo
O falecimento de France Gall, um dos maiores rostos da música francesa, esteve em destaque em todo o Mundo. Nas redes sociais e na imprensa, diversas personalidades recordaram a carreira da vencedora do Festival Eurovisão de 1965.
Com 70 anos de idade e depois de dois anos de luta contra um cancro, France Gall, uma das musas da música francesa, faleceu, esta amanhã, em Paris. O desaparecimento da vencedora do Festival Eurovisão de 1965 chocou o Mundo e a notícia do seu falecimento chegou aos quatro cantos do planeta. A BBC, o The Guardian, a Reuters, o La Vanguardia e o Le Monde são apenas alguns exemplos dos orgãos de comunicação social que dedicaram diversos artigos sobre a carreira de France Gall.
Em Portugal, a notícia também foi avançada pelos principais jornais e televisões, que recordaram a carreira da cantora que foi um dos principais rostos do yé-yé dos anos 60 e da influência de Serge Gainsbourg e Michel Berger na sua vida e carreira, relembrando também que France Gall foi a musa inspiradora do tema My Way, celebrizado por Frank Sinatra.
France Gall. Paris perdeu mais um ícone https://t.co/3ZP7jS6Tsk— Jornal SOL (@SolOnline) 7 de janeiro de 2018
Morreu a cantora France Gall https://t.co/YZvC9eKgrv pic.twitter.com/HbMlXMurEt— SIC Notícias (@SICNoticias) 7 de janeiro de 2018
France Gall. Conheça a história da musa trágica de França que inspirou o “My Way” de Sinatra: https://t.co/B3YRAZ6QCw— Observador (@observadorpt) 7 de janeiro de 2018
Morreu a cantora France Gallhttps://t.co/GZZFezBHsO pic.twitter.com/U0s5JGohIQ— tvi24 (@tvi24pt) 7 de janeiro de 2018
Nas redes sociais, em especial no Twitter, o desaparecimento da cantora esteve em destaque durante todo o dia. A hashtag #FranceGall foi trend mundial, tendo estado entre as mais utilizadas durante o dia em França, Suíça, Holanda e Bélgica.
Amandine Bourgeois e Amir, representantes de França no Festival Eurovisão 2013 e 2016, respetivamente, foram alguns dos artistas que utilizaram as redes sociais para recordar a carreira de France Gall, algo que também foi repetido pela EBU/UER (União Europeia de Radiodifusão) e pela página oficial da comitiva de França no Festival Eurovisão.
Amandine Bourgeois e Amir, representantes de França no Festival Eurovisão 2013 e 2016, respetivamente, foram alguns dos artistas que utilizaram as redes sociais para recordar a carreira de France Gall, algo que também foi repetido pela EBU/UER (União Europeia de Radiodifusão) e pela página oficial da comitiva de França no Festival Eurovisão.
Amandine Bourgeois (França 2013)
Amir (França 2016)
Ton cœur est gravé dans tes chansons... pour l’éternité. Adieu poupée de cire 😢 #FranceGall— ᴀᴍɪʀ (@Amir_Off) 7 de janeiro de 2018
EBU/UER
— EBU (@EBU_HQ) 7 de janeiro de 2018
Eurovision France
Profonde tristesse ce matin en apprenant la disparition de France Gall. L' équipe de l'Eurovison temoigne à sa famille et ses proches toute son affection. pic.twitter.com/xmgMpqvMoG— Eurovision France (@EurovisionF2) 7 de janeiro de 2018
Que descanse em paz!
Fonte: Twitter / Imagem: Google / Vídeo: Eurovision.tv
ESC1965
France Gall
Luxemburgo
Obituário
Que descanse em paz.
França: Faleceu France Gall, vencedora do Festival Eurovisão de 1965
Faleceu France Gall, vencedora do Festival Eurovisão de 1965 pelo Luxemburgo. A eterna intérprete de Poupée de cire, poupée de son tinha 70 anos de idade .
"Há palavras que todos preferíamos nunca pronunciar: a France Gall juntou-se ao 'Paraíso Branco' hoje, 7 de janeiro, depois de ter lutado por dois anos, com discrição e dignidade, contra um cancro' avançou a autoridade de comunicação Geneviève Salama, dando conta do falecimento de France Gall aos 70 anos de idade. Considerada uma das artistas pop mais importantes da história de França, a cantora estava internada num hospital de Paris, desde dezembro, devido a uma infeção bastante grave.
Uma das principais vozes da música yé-yé, a cantora representou o Luxemburgo no Festival Eurovisão de 1965 com Poupée de cire, poupée de son, alcançando a segundo vitória do país. Com versões em dezenas de países e milhares de cópias vendidas, o tema tornou-se um dos mais conhecidos da história do concurso, tendo marcado presença na gala Congratulations.
Depois do falecimento repentino do seu marido Michel Berger em 1992, com apenas 44 anos de idade, e da sua filha Paulina, vítima de fibrose cística em 1999, France Gall afastou-se dos palcos, tendo feito raras aparições públicas desde então. A última participação da cantora num projeto público havia decorrido em 2015 na peça Résiste.
Que descanse em paz.
Fonte: LeFigaro / Imagem: Google / Vídeo: Eurovision.tv
ESC1965
France 2
France Gall
Luxemburgo
France Gall: "A noite da minha vitória na Eurovisão foi um autêntico pesadelo"
A vencedora do Festival da Eurovisão 1965, France Gall, recordou a sua vitória como um 'autêntico pesadelo', num programa da televisão francesa.
Convidada especial de Stéphane Bern, comentador francês na última edição do ESC, France Gall marcou presença no programa da France2, C’est votre vie, no passado sábado. Afastada dos palcos desde 1997, ano em que perdeu a sua filha devido a complicações com a fibrose cística, a cantora recordou os anos áureos da sua carreira, em especial a sua vitória eurovisiva.
No entanto, desengane-se quem acha que France Gall recorda a noite de 20 de março de 1965 como uma das melhores noites da sua vida: "A noite da minha vitória na Eurovisão foi um autêntico pesadelo" afirmou a cantora francesa. "O pesadelo começou logo durante a tarde: fui vaiada pelos músicos da orquestra durante os ensaios" conta France Gall, justificando que os apupos se deveram ao facto de 'Poupée de cire, poupée de son' destoar do tipo de música habitual no certame, "Estava convencida que iria ser uma das perdedoras da edição". Na comitiva luxemburguesa estava incluído Claude François, o primeiro amor da cantora francesa, e que terminaria a secreta relação naquela noite: "Além de dizer que eu tinha cantado fora de tom e bastante desafinada quando saí do palco, quando fui anunciada como vencedora ele disse que iria embora" desabafou France Gall, "Caiu-me tudo ao chão naquele momento! Estava muito apaixonada e desatei num choro tremendo, mas fui empurrada para o palco para receber o trófeu", admitindo que as lágrimas derramadas em palco foram de tristeza e desgosto, e não de alegria como se poderia prever.
Além das vaias pela orquestra e do abandono do namorado, o ambiente nos bastidores depois da cerimónia não foi o mais agradável. France Gall conta que "Quando sai do palco e fui ter com os outros concorrentes, a cantora britânica (Kathy Kirby) abordou-me aos gritos e tentou agredir-me, acusando-me de manipulação". A cantora francesa revela ainda "Ela estava possuída pois pensava que ia ganhar! Ela e toda a gente: ela era a grande favorita da edição".
Recorde, de seguida, a atuação de France Gall com 'Poupée de cire, poupée de son', tema que deu ao Luxemburgo a segunda vitória no Festival da Eurovisão, em 1965:
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