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[AO VIVO] Entre Portugal e Argentina, o "fado" e o "tango" encontraram-se no Funchal


"FadoTango", com Luís Sousa e Vânia Fernandes, encheu o Teatro Baltazar Dias, no Funchal, com diversas "viagens" entre Portugal e a Argentina. O ESCPORTUGAL rumou à Ilha da Madeira e conta-lhe tudo sobre o espetáculo.


[AGENDA] "FadoTango" com Vânia Fernandes e Luís Sousa em cena no Funchal


O espetáculo musical "FadoTango", com Vânia Fernandes e Luís Sousa, estará em cena no Funchal entre 28 e 30 de setembro. Os bilhetes já estão à venda.

Luís Sousa: “Este súbito interesse da “elite” pelo Festival da Canção é algo estranho”

O cantor Luís Sousa, elemento do coro da canção “Senhora do Mar” no Festival da Canção e Eurovisão de 2008, aproveita o 10.º aniversário dessa participação da RTP para lançar várias farpas, algumas das quais à RTP.

[AO VIVO] Monforte rendeu-se à magia do Festival da Canção


Largas dezenas de pessoas acompanharam a quarta edição do 50 anos de Canções, espetáculo da Banda Euterpe com Vânia Fernandes e Luís Sousa, que decorreu em Monforte. Manuel Luís Goucha marcou presença na plateia.


Depois de duas apresentações em Portalegre (AQUI e AQUI) e uma em Castelo de Vide (AQUI), o espetáculo "50 anos de Canções" rumou, no passado sábado, a Monforte, vila do norte alentejano. Integrado no evento Noites de Verão, promovido pelo município local, o concerto da Banda Euterpe, com vozes de Vânia Fernandes e Luís Sousa, teve lugar na Praça da República, que contou com a presença de largas dezenas de pessoas.


De "Oração" a "Senhora do Mar", passando por "Cavalo a Solta" ou "Playback", Vânia Fernandes e Luís Sousa, que foram acompanhados por dezenas de músicos da Banda Euterpe e pelo pianista Nuno Ribeiro, colocaram Monforte a recordar alguns dos maiores sucessos do Festival da Canção, numa altura em que o sucesso do certame faz lembrar os "velhos tempos".


Contudo, no meio do público que ocupava a praça principal da vida alentejana, havia uma personalidade que se destacava: Manuel Luís Goucha. O apresentador da TVI, que em 1999 foi o responsável pela apresentação do Festival da Canção e porta-voz de Portugal no Festival Eurovisão, trocou a festa da televisão privada pelo concerto da banda em Monforte.


Através do seu blog pessoal, Cabaret do Goucha, o apresentador deixou os maiores elogios aos responsáveis pelo evento, destacando a juventude da Banda Euterpe e mostrando-se empolgado por ter viajado ao longo de mais de cinquenta anos de Festival "recordando os mais inspirados, e por isso eternos, temas, através das vozes de Luis Sousa e da Senhora do Mar (Vânia Fernandes)". Aceda ao artigo de Manuel Luís Goucha na íntegra AQUI.


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Fonte: Banda Euterpe / Imagem: Banda Euterpe

[AGENDA] Espetáculo '50 Anos de Canções' em Monforte


O espetáculo «50 anos de Canções», da Banda Euterpe com Vânia Fernandes e Luís Sousa, está de regresso. O próximo espetáculo acontecerá em Monforte, a 22 de julho, e volta a contar com o apoio do ESCPortugal.

Depois de duas apresentações em Portalegre (AQUI e AQUI) e uma em Castelo de Vide (AQUI), o espetáculo "50 anos de Canções" está de regresso, novamente em terras alentejanas. Desta vez, o espetáculo rumará a Monforte, onde terá lugar no dia 22 de julho, às 21h30, na Praça da República, integrando o evento "Noites de Verão", promovido pelo município local.


Produzido pela Sociedade Musical Euterpe de Portalegre, o espetáculo "50 anos de Canções" conta com a participação de Vânia Fernandes, representante de Portugal no Festival Eurovisão 2008, e Luís Sousa, integrante do coro da comitiva portuguesa em 2008. Nuno Ribeiro, ao piano, está também confirmado nesta quarta edição que voltará a contar com o apoio do ESCPORTUGAL.

Recorde, de seguida, alguns dos momentos das anteriores sessões de "50 anos de canções":




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Fonte: Banda Euterpe / Imagem/Vídeo: ESCPortugal

[AGENDA] "50 anos de canções" está de regresso a Portalegre


Depois do sucesso da primeira edição, o espetáculo «50 Anos de Canções», encabeçado por Vânia Fernandes e Luís Sousa, está de regresso à cidade alentejana a 24 de abril. O ESCPortugal continua a ser parceiro oficial do evento.

Para assinalar a comemoração do 155.º aniversário da sua fundação, a Sociedade Musical Euterpe realizou a 6 de dezembro de 2015, o espetáculo '50 Anos de Canções', no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (CAEP). Devido à elevada procura dos bilhetes, a Banda Euterpe anunciou uma nova edição do concerto, marcada para 24 de abril, às 22h00. Vânia Fernandes e Luís Sousa, bem como Nuno Ribeiro, Vítor Miranda e o grupo 'O Semeador', regressam então ao CAEP, sendo que os bilhetes poderão ser adquiridos AQUI

O ESCPORTUGAL, parceiro oficial do evento, esteve presente na primeira edição do concerto, na cidade alentejana, como pode recordar AQUI. No rescaldo do espetáculo, Vânia Fernandes e Luís Sousa estiveram à conversa com o nosso site, deixando duras críticas à retirada da RTP da próxima edição do Festival da Eurovisão (AQUI).

Recorde, de seguida, alguns dos momentos da primeira edição do espetáculo:


[50 ANOS DE CANÇÕES] Medley - Vânia Fernandes e Luís Sousa
Vânia Fernandes Oficial e Luis Sousa deram voz aos temas do RTP - Festival da Canção no espetáculo '50 anos de Canções', da Banda Euterpe, Portalegre. Recorde um dos momentos mais marcantes do concerto da noite passada, com a dupla de cantores a ser acompanhada ao piano por Nuno Ribeiro! www.escportugal.pt #BandaEuterpe #Portalegre #CAEP #VâniaFernandes #LuísSousa
Publicado por ESC Portugal em Domingo, 6 de Dezembro de 2015


[50 Anos de Canções] Banda Euterpe com Vânia Fernandes e Luís ...
O espetáculo '50 Anos de Canções' lotou o CAE Portalegre no passado sábado! O ESCPORTUGAL esteve lá e mostra-lhe mais alguns momentos do espetáculo da Banda Euterpe, Portalegre com Vânia Fernandes e Luis Sousa! www.escportugal.pt #VâniaFernandes #Euterpe #Portalegre #CAEP #LuísSousa #FestivaldaCanção
Publicado por ESC Portugal em Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015

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Fonte/Imagem/Video: ESCPortugal

Vânia Fernandes: "Às vezes penso que há um preconceito em gostar do Festival da Canção"


Quer saber o que Vânia Fernandes acha da retirada de Portugal do Festival da Eurovisão? E quais as suas recordações de Belgrado? Saiba tudo na segunda parte da Grande Entrevista do ESCPORTUGAL à representante portuguesa no Eurovision Song Contest 2008!

Aceda AQUI à primeira parte da entrevista!

Quando confrontada sobre se foi preciso "coragem" para aceitar dar voz a um tema de Carlos Coelho e Andrej Babic, Vânia Fernandes revelou que o receio esteve relacionado com a aceitação do público: "Admito que foi preciso coragem! A grande responsabilidade foi deixar as pessoas, que uns meses antes me tinham dado a vitória na OT, orgulhosas e contentes. Longe da minha cabeça estava a vitória ou algo que se parecesse...". Salienta ainda, que os resultados estão longe da sua esfera de preocupações: "Os resultados são factores de distração e nunca são, foram ou serão a minha preocupação. Interessa-me é fazer o melhor possível e dar o máximo à música".



Contudo, se hoje é a primeira a afirmar que 'Senhora do Mar' é uma das melhores composições de sempre, Vânia admite que a primeira impressão que teve do tema não foi 'amor à primeira vista': "A primeira reacção que tive não foi a mesma que tive quando ouvi o produto final... A versão que me chegou às mãos estava em inglês e com um arranjo muito diferente!" afirmou, revelando que estava, aquando da primeira audição, com alguns dos membros que foram consigo a Belgrado - "não gosto de usar o termo coro: eles são cinco cantores fabulosos que me apoiaram".

Porém, destaca a enorme confiança que o letrista do tema teve em si: "Se tive amor à primeira vista, foi pelo Carlos Coelho. A confiança dele, de que eu era a pessoa certa para dar a voz ao tema, sem me conhecer pessoalmente... Foi uma confiança que não se descreve! É algo que um pai pode ter por um filho e não por uma estranha", admitindo que o convite apareceu "antes da vitória na Operação Triunfo e foi ele o causador de eu ter ido ao Festival da Canção".



"Quando vi o poema em português... aí sim, fiquei totalmente rendida" recorda a cantora, destacando que só ouviu a orquestração definitiva do tema aquando da gravação da demo final. "A interpretação que toda a gente ouviu foi a minha 1.ª aproximação ao tema". Porém, os elogios ao produto final de 'Senhora do Mar' sucederam-se: "Era impossível não me apaixonar pelo tema! Tinha uma letra muito nossa e bastante intensa, bem como os ingredientes certos para uma magnífica canção ligeira portuguesa, mas estava longe de imaginar que se ia tornar no produto final que hoje temos: algo fabuloso e soberbo". Contudo, a preocupação marcou a cantora nos dias antes do concurso: "O Andrej criou tudo na Croácia e chegou com aquele produto fabuloso. Aí a minha preocupação passou a ser conseguir transmitir aquela força que o tema pedia e defender o melhor possível", garantindo que, na sua opinião, "um cantor defende a música e não a si próprio", querendo ser "o melhor veículo possível para passar a mensagem".




Contudo, nem tudo foi um mar de rosas:  "Não gostei da nossa atuação no Teatro Camões! Não estivemos muito bem!", confessa. "O nervosismo afetou-nos muito e não estava muito bem vocalmente" confessa Vânia, realçando que "a melhor atuação que tivemos foi na Grande Final da Eurovisão! A nível de performance foi quando tive a voz mais estável!", realçando que o nervosismo foi um dos seus inimigos: "Nós trabalhamos ao máximo os nossos atributos para os pormos à mercê da música, mas o sistema nervoso dá cabo de nós".

Vânia lamenta que pouca gente tenha noção do que é o Festival da Eurovisão: "O ESC é uma coisa de uma dimensão... fora do normal! A produção deve ocupar uns 4 MEO's Arena!". No entanto, recusa admitir que gostaria de voltar ao evento: "Pelos motivos anteriores, acho que muita gente merecia lá ir, para valorizar o trabalho no ESC, mas também para perceber a dimensão que tem esse encontro de culturas. É uma oportunidade que muitos dos nossos artistas merecem ter e temos pessoas maravilhosas! Seria um egoísmo muito grande pensar em ir novamente, com muita gente a merecer também ir".



Porém, a memória que os eurofãs têm de 'Senhora do Mar' é outro dos factores que colocam Vânia Fernandes numa posição de indecisão: "Fico sempre numa posição estranha! Gostava de lá ir... mas com a mesma equipa: o que é quase impossível! Além disso tinha de ter uma música soberba como a 'Senhora do Mar' e com um arranjo do mesmo patamar! Mas atenção: Nunca digo nunca...".

Luís Sousa, companheiro da cantora e que a acompanhou em palco, garante que "a decisão tem de ser totalmente dela e tem de depender do tema... Tem de ser algo muito bem pensado, com o tema e a equipa à escolha dela", admitiu, depois de recordar a sua participação em 'Canta Por Mim': "Foi uma experiência muito gira".



No entanto, a conversa mudou de tom, quando Vânia Fernandes foi questionada sobre a sua posição acerca da retirada da RTP do Festival da Eurovisão: "É dramático! Nem sei que dizer... É descabido e não vamos culpar a crise nem o dinheiro: é uma questão de prioridades! Não entendo como é que a RTP, que tem noção real do que é a Eurovisão, fica de fora do concurso!?", avançando que "o número de oportunidades que a Eurovisão dá, são tantas mais do que os euros gastos para lá ir".

"Toda a gente sabe que o dinheiro nunca foi a razão... Não estar representados no maior evento europeu é uma oportunidade perdida de vincarmos quem nós somos!" afirma Vânia Fernandes, cuja opinião é apoiada por Luís Sousa: "Falou-se que a compra de direitos de jogos de futebol podem ter pesado na decisão: isso é um desrespeito claro a todos os artistas, especialmente àqueles a quem fecharam as portas de uma oportunidade! É muito mau ser sempre o Festival da Canção o programa que leva pontapés para o lado em alturas de aperto".



A representante portuguesa no ESC2008 deixa algumas críticas à passividade de alguns eurofãs portugueses: "Parece que tudo o que já aconteceu é dispensável! Mas a culpa também é nossa: a RTP é um canal público e devíamos reivindicar se realmente nos importássemos. Mas, infelizmente, falamos sempre que Portugal parava para ver o FC...", garantindo que "Portugal podia voltar a parar.". Além disso, recorda que há quem acuse o Festival da Canção de ser de má qualidade musical: "Má qualidade? Então façam melhor... Temos artistas para isso, só têm é que se mexer! Temos grandes talentos escondidos que precisam de oportunidades para se dar a conhecer! Obviamente só podemos gostar do que conhecemos...".

Porém, Vânia admitiu que há uma espécie de 'estigma' sobre o Festival da Canção que a preocupa: "O núcleo de fãs do ESC e do FC em Portugal é tão pequeno... Acho que há um preconceito das pessoas afirmarem que acompanham os eventos. Já me aconteceu várias vezes virem-me dizer em baixinho que me viram na Eurovisão! Parece que temos vergonha daquilo que é um marco cultural e social da nossa sociedade".

"Não foi só no tempo do Ary dos Santos, do Nuno Nazareth Fernandes ou da Rosa Lobato de Faria que tínhamos grandes compositores e autores no Festival da Canção! O Carlos Coelho anda aí e com eles muitos outros" relembra a cantora, deixando críticas aos últimos processos de seleção do evento: "Isso de convidar os compositores não me agrada e contra mim falo. Acho que devia ser um concurso aberto a toda a gente".


O espetáculo '50 Anos de Canções' lotou o CAE Portalegre no passado sábado! O ESCPORTUGAL esteve lá e mostra-lhe mais alguns momentos do espetáculo da Banda Euterpe, Portalegre com Vânia Fernandes e Luis Sousa! www.escportugal.pt #VâniaFernandes #Euterpe #Portalegre #CAEP #LuísSousa #FestivaldaCanção
Publicado por ESC Portugal em Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015

Vânia afirma que não entende "qual o drama de se compor para o FC, quando se compõe para filmes ou telenovelas", afirmando que o evento deveria ser a "nossa montra musical, o lugar de destaque da música ligeira portuguesa, que infelizmente anda perdida". Confessa que "detesta" o termo música festivaleira: "Confundem os termos... A música ligeira existe ou como iríamos catalogar o Sol de Inverno, a Desfolhada ou a Tourada? São canções belíssimas, com grandes arranjos e poemas! Agora que música festivaleira é mito".

Por sua vez, Luís Sousa garante que o cerne da questão está na atitude da RTP perante o certame europeu: "A RTP tem de ir para lá com outra perspectiva e encarar o concurso com outra mentalidade. Desafio a estação a ir para lá sem ser só para participar!", justificando o afastamento das pessoas do evento: "É estranho que o ESC aumente cada vez mais e em Portugal continue a diminuir. Mas não admira se tivermos atenção: as pessoas desistem da canção porque sabem que nunca vamos lá para ganhar".

O trabalho de algumas comitivas em Belgrado rapidamente vêm à memória de Vânia: "Temos de ir lá sendo humildes, mas temos de mostrar o nosso valor e que estamos lá para ganhar também! Há países que gastam milhares de euros: o Azerbaijão, a Sérvia, a Geórgia... países que sofrem tanto com disparidades e pobrezas, mas tinham equipas completamente organizadas com kits de promoção completíssimos, enquanto que nós chegámos a Belgrado já sem Cd's promocionais", lamenta, tendo posteriormente recordado uma ida à Alemanha: "No ano seguinte estive numa festa da Eurovisão e o CD da Senhora do Mar estava nas raridades, porque os jornalistas não tiveram acesso ao single! Foi ridículo!"


"Sem preparação não se faz nada" lembra, dando o exemplo de uma corrida: "É como dizer que vou correr uma maratona... morro a meio do caminho", frisando que a falta de investimento não é só monetário: "Falta entrega pessoal e trabalho de equipa!". Contudo, em Belgrado, isso não aconteceu: "A equipa que foi comigo foi fantástica e não houve essa atitude, porque o Carlos estava com o pensamento de «vamos dar isso e vamos ganhar», o que influenciou todos os outros", lamentando que tal não tenha acontecido noutros anos.

Em jeito de remate final, Vânia relembra que a Eurovisão é muito mais do que três minutos de música: "É o reconhecimento do nosso valor e de todos os que trabalham em prol disso! O ESC vai muito além de uma simples música: é a representação de um povo, do nosso povo, e isso é facilmente esquecido".


Entrevista a Vânia Fernandes
Vânia Fernandes, representante portuguesa no Eurovision Song Contest 2008, esteve à conversa com o ESCPORTUGAL. Quer saber a opinião da cantora sobre a retirada de Portugal do concurso? E as recordações de Belgrado? Saiba tudo este Natal em www.escportugal.pt
Publicado por ESC Portugal em Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015


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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeos: ESCPORTUGAL/YOUTUBE

[Entrevista a Vânia Fernandes] "Não está no sangue dos portugueses ir a um concerto"

A representante portuguesa no Festival Eurovisão 2008, Vânia Fernandes, esteve recentemente à conversa com o ESCPortugal, onde falou dos seus primeiros anos na música, da experiência da Operação Triunfo e das recordações de Belgrado. Aceda à primeira parte da conversa de seguida.



7 anos depois de representar Portugal no Festival da Eurovisão (ESC2008), Vânia Fernandes continua a ser uma das representantes portuguesas mais recordadas pelos eurofãs nacionais e internacionais. A cantora madeirense esteve recentemente à conversa com o ESCPORTUGAL, juntamente com o seu companheiro e ex-participante da OT, Luís Sousa, tendo recordado os primeiros passos na música, a experiência no concurso televisivo e a participação em Belgrado.

"A música apareceu muito cedo na minha vida, mas nunca tive muitas oportunidades de cantar em público em criança" revelou a cantora, tendo frisado que o primeiro tema que interpretou ao vivo foi 'Chamar a Música', de Sara Tavares: "Aos 12 anos de idade entrei no 'Funchal a Cantar' e a partir daí começou uma sequência de oportunidades e de muita sorte... Aos poucos comecei a cantar regularmente aos fins-de-semana e as coisas aconteceram por si próprias: Fui uma sortuda!" Por sua vez, a música na vida de Luís Sousa apareceu mais cedo: "Aos quinze anos entrei no meio musical, num coro de gospel, mas desde muito cedo que a música apareceu. Era muito novo ainda quando disse à minha mãe que seria ser cantor ou professor e, ao fim desses anos, estou prestes a juntar as duas profissões".



Confrontos com o início da sua relação, os dois concordaram que não foi amor à primeira vista e tiveram de passar várias vezes um pelo outro. No entanto, Vânia recorda o momento em que se conheceram nos castings da Operação Triunfo: "Ele cantou uma música de John Legend, numa altura em que ainda ninguém o conhecia e eu pensei: 'Uau! Que música original incrível'. Pensei mesmo que ia ficar de fora do programa e o talento dele marcou-me...". Contudo, o namoro apareceu alguns meses depois: "Vivíamos juntos na casa da OT e fomos muitas vezes ao cinema juntos, mas só em dezembro é que começámos formalmente a namorar e apenas assumimos quando ficámos nomeados os dois! Nem contámos aos nossos pais...". No entanto, Luís Sousa afirma que se podiam ter conhecido mais cedo: "Antes de entrarmos na OT, estive numa gala da SIC, no coro de Gospel, onde a Vânia esteve para ir cantar... Estivemos no mesmo edifício no mesmo dia à mesma hora, mas não nos cruzámos". 



Voltando à Operação Triunfo, a cantora madeirense afirmou que "a carga horária de trabalho na OT era demasiado elevada e ficávamos com muito pouco tempo para convivermos, mas o ambiente era fantástico entre nós". Além disso, Vânia deixa os maiores elogios ao formato: "A OT tinha a vertente escola o que para mim foi fantástico. Sempre procurei trabalhar para cuidar do meu instrumento, mas para continuar sempre a evoluir... não me veria a entrar num outro programa.". Segundo a cantora, a maioria das aprendizagens do programa não as aprenderia num Conservatório: "Aprender a estar na televisão, trabalhar com as câmaras, a consciência do nosso corpo em palco, o rigor, a roupa, os truques que aprendemos para dar efeito em TV: aprendizagens riquíssimas que o programa me deu, sem comentar a oportunidade de conhecer o Luís e de fazer amigos para a vida inteira, alguns dos quais foram comigo a Belgrado".

Para Luís, o programa foi um meio de crescimento para todos: "No início éramos 18 pessoas e algumas muito jovens. Por exemplo, eu tinha 18 anos e nunca tinha dormido fora de casa! A experiência de partilhar casa era algo meio abstrata. A convivência que tivemos foi das coisas mais interessantes da OT; o aprender a estar e a respeitar o outro foram outras das grandes aprendizagens de vida que a OT nos deu". Por sua vez, Vânia realça a dificuldade dessa vivência: "Algumas reações foram muito difíceis, pois cada um tinha a sua maneira de ser! Aquilo era a nossa família e as pessoas com quem vivíamos e a quem se entregávamos todos os dias! Foram coisas que mexeram bastante connosco, agravadas com a pressão dos programas, mas as coisas boas prevaleceram".




"Aprendi a valorizar a coragem que é preciso de ter para entregar num programa" afirmou Luís, acrescentando que "as pessoas não têm noção do que é um jovem estar numa sala de casting à frente de centenas de pessoas". Além disso, deixa um apelo aos telespetadores de outros formatos: "Muitas vezes os jovens são crucificados em praça pública por um erro ou por algo que não fizeram tão bem e as pessoas não têm noção de como isso mexe com o concorrente que acaba por sofrer horrores quando apenas queria mostrar o que valia". Vânia concordou com o companheiro e completou a sua intervenção: "É muito fácil criticar e rir dos outros no sofá... Mas é tão difícil abrir o coração, pois aquelas pessoas despem-se de tudo e metem-se numa posição vulnerável apenas para seguir os sonhos. Todas essas pessoas que tentam a sua sorte nesses concursos têm todo o meu respeito e força, pois ser vulnerável é muito mais difícil do que pôr uma capa e esconder-se".




Contudo, a situação dos programas musicais acentua-se em Portugal: "Num país como o nosso que deixa sempre as artes e a cultura para segundo planos, é muito mais difícil singrar na música. Ninguém vive sem música, mas essa é extremamente mal tratada e desprezada!" afirma Vânia Fernandes, relembrando que "até o silêncio faz parte da música". Além disso, lamenta que certos hábitos não tenham ainda sido adoptados pelos portugueses: "Não faz parte da nossa cultura ir a um concerto, mas faz ir a um jogo de futebol. Isto não é uma questão de crise nem de dinheiro, mas sim de prioridades. Nós, portugueses, somos bons em muitas coisas, mas não está no sangue dos portugueses ir a um concerto".

A segunda parte da entrevista de Vânia Fernandes e Luís Sousa ao ESCPORTUGAL será disponibilizada nos próximos dias. A entrada no Festival da Canção em 2008, a ida a Belgrado e a retirada de Portugal do concurso europeu são alguns dos temas da conversa, como poderá observar no seguinte excerto:



Entrevista a Vânia Fernandes
Vânia Fernandes, representante portuguesa no Eurovision Song Contest 2008, esteve à conversa com o ESCPORTUGAL. Quer saber a opinião da cantora sobre a retirada de Portugal do concurso? E as recordações de Belgrado? Saiba tudo este Natal em www.escportugal.pt
Publicado por ESC Portugal em Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015




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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeos: ESCPORTUGAL/YOUTUBE

[AGENDA] "50 anos de Canções" nas vozes de Vânia Fernandes e Luís Sousa em Portalegre



No próximo sábado, o Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre recebe '50 Anos de Canções', concerto de comemoração do 155.º aniversário da Banda Euterpe. Vânia Fernandes e Luís Sousa voz dar voz aos temas do Festival da Canção. O ESCPORTUGAL é um dos parceiros do evento.


No próximo sábado, 5 de dezembro, a cidade de Portalegre recebe o espetáculo '50 anos de Canções', em jeito da comemoração do 155.º aniversário da Banda Euterpe. O concerto, que recordará alguns dos maiores êxitos do Festival RTP da Canção, terá lugar no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (CAEP), estando as interpretações a cargo de Vânia Fernandes e Luís Sousa.  Nuno Ribeiro, Vitor Miranda e o Grupo de Cantares 'O Semeador' também participarão no evento, que conta com o apoio do ESCPORTUGAL e da Câmara Municipal de Portalegre, entre outros.

Em conversa com o ESCPORTUGAL, Bruno Anacleto, membro da direção da Sociedade Musical Euterpe de Portalegre, explicou a ideia da concepção do espetáculo: "Todos os anos gostamos de desafios e procuramos apresentar algo diferente ao público na comemoração do nosso aniversário", explicou. "Em 2014 fomos muito bem sucedidos com «Filmes em Concerto», um espetáculo dedicado em exclusivo a bandas sonoras de filmes. Este ano escolhemos um caminho totalmente diferente mas igualmente cativante para nós enquanto músicos e para o público. Aproveitámos o facto de, independentemente da forma como foi sendo apresentado e produzido ao longo dos anos, ter sido assinalado o 50.º aniversário do Festival da Canção para lançar este «50 Anos de Canções» e pisarmos um terreno novo para nós.".


Sobre a escolha de Vânia Fernandes e Luís Sousa para darem voz aos temas do espectáculo, Bruno defende que a participação portuguesa de 2008 ficou na memória das camadas mais jovens: "Somos uma Banda muito jovem e para muitos de nós alguns dos momentos mais marcantes do Festival aconteceram há poucos anos. Acreditamos que a participação da Vânia Fernandes terá sido a mais emocionante e bem sucedida da última década. Isso para nós é relevante porque é um dos primeiros nomes a surgir quando pensamos em Festival da Canção, para além dos emblemáticos Carlos do Carmo, Simone de Oliveira, Eduardo Nascimento, entre tantos outros.". Contudo, esse não foi o único motivo: "Na impossibilidade de contar com um grande grupo de cantores, procurámos alguém que aceitasse o desafio de interpretar qualquer canção da história do Festival. A Vânia e o Luís Sousa, que a vai acompanhar no espetáculo, têm uma enorme qualidade e versatilidade e tornaram-se uma escolha evidente.".


Por coincidência, o concerto de homenagem ao Festival da Canção acontece um mês depois do anúncio da retirada da RTP da próxima edição do Festival da Eurovisão, algo que não é do agrado de Bruno Anacleto: "A verdade é que não temos sido bem sucedidos nas nossas participações na Eurovisão!", reconhece. "Existe investimento e o pouco retorno em vários aspetos pesa numa decisão deste género. Contudo, estas ocasiões deveriam servir para repensar a estrutura do Festival, procurar arriscar, inovar e primeiro que tudo voltar a atrair o público português. Não basta ir lá fora com uma canção que cumpra alguns requisitos e seja assinada por nomes conhecidos... É preciso que os portugueses se apaixonem pelas canções apresentadas e acreditem verdadeiramente que é possível conquistar algo. Quebrar o Festival não me parece uma boa opção porque fá-lo cair ainda mais em esquecimento. Temos qualidade por todo o país: cantores e compositores tremendos, muitos deles praticamente desconhecidos... Em vez de uma retirada, porque não trabalhar uma estratégia diferente e criativa? É uma questão que coloco porque acredito sempre que é possível fazer algo com qualidade mesmo com recursos um pouco limitados.".


Regressando ao tema do evento do próximo sábado, o jovem portalegrense lamenta que muitas portas se tenham fechado quando procuraram apoios junto de certas entidades: "Felizmente as respostas foram muito positivas na generalidade... Infelizmente não obtivemos respostas de todas as entidades que contactámos. Somos uma banda filarmónica de Portalegre... A visão que muitos têm das bandas filarmónicas não corresponde à atual realidade destes grupos e estar numa zona desfavorecida em inúmeros aspetos pode ter a sua relevância na importância que é dada a estas iniciativas. Mas esta questão não nos preocupa em demasia. Uma das nossas motivações é mesmo esta: mostrar que há qualidade nas bandas filarmónicas e capacidade para produzir grandes espetáculos com poucos recursos, conquistar aos poucos um espaço cada vez mais importante na cultura portuguesa e, com isso, obter cada vez mais respostas às nossas solicitações...". Contudo, "é claro que encontramos sempre alguém que acredita tanto quanto nós nos nossos projetos e, nesse sentido, não poderia deixar de agradecer a colaboração do ESC Portugal na produção e divulgação deste «50 Anos de Canções»".

Aceda a mais informações sobre o espetáculo, AQUI.


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Fonte, Imagem e Video: ESCPortugal/Euterpe

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