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ESC2017
Espanha
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Javián, participante na primeira edição da Operación Triunfo, confirmou que entregou um tema para o Objetivo Eurovisión. Contudo, poderá não ser o único ex-participante na corrida: Chenoa, Mireia e Verónica também poderão estar no evento.
Espanha: Javián, participante na OT1, está na corrida pelo Festival Eurovisão
Javián, participante na primeira edição da Operación Triunfo, confirmou que entregou um tema para o Objetivo Eurovisión. Contudo, poderá não ser o único ex-participante na corrida: Chenoa, Mireia e Verónica também poderão estar no evento.
Décimo quarto classificado na primeira edição da Operación Triunfo, Javián, está na corrida para representar Espanha no Festival Eurovisão. A notícia foi avançada pelo próprio em entrevista à Agência Efe, confirmando a submissão de 'No somos héroes' na pré-seleção do evento: "Eu gosto realmente do Festival Eurovisão e acho que o tema é adequado, especialmente o refrão".
"É um tema que retrata os momentos da nossa vida em que estamos muito fortes até que acontece alguma coisa e fazemos asneira" resume o cantor sevilhano, admitindo que está curioso para a reação do público para com o seu trabalho. Além disso, o também engenheiro industrial eletrónico procura, com a possível participação no concurso europeu, o lançamento do seu projeto como artista a solo, depois de três projetos musicais em grupo.
Depois de Rosa, Beth, Ramón e Gisela participarem no Festival Eurovisão de 2002, 2003, 2004 e 2008, respetivamente, muito tem sido o interesse do regresso de um ex-participante do concurso espanhol ao palco do certame europeu, motivado pela celebração dos quinze anos da primeira Operación Triunfo. Chenoa, quarta classificada na OT1, manifestou interesse na competição (AQUI), sendo apontada como uma das cantoras convidadas pela RTVE, enquanto que Mireia, 15.ª classificada, confessou estar a preparar um tema para o concurso. Por sua vez, Javián confirmou a inscrição, enquanto que Verónica, sexta, também já confirmou os contactos com a emissora.
Recorde, de seguida, uma das atuações de Javián na OT1 e aceda a um dos momentos do reencontro dos participantes do concurso:
Entrevista
ESC2008
FC2008
Luís Sousa
OT
Portugal
Vânia Fernandes
[Entrevista a Vânia Fernandes] "Não está no sangue dos portugueses ir a um concerto"
A representante portuguesa no Festival Eurovisão 2008, Vânia Fernandes, esteve recentemente à conversa com o ESCPortugal, onde falou dos seus primeiros anos na música, da experiência da Operação Triunfo e das recordações de Belgrado. Aceda à primeira parte da conversa de seguida.
7 anos depois de representar Portugal no Festival da Eurovisão (ESC2008), Vânia Fernandes continua a ser uma das representantes portuguesas mais recordadas pelos eurofãs nacionais e internacionais. A cantora madeirense esteve recentemente à conversa com o ESCPORTUGAL, juntamente com o seu companheiro e ex-participante da OT, Luís Sousa, tendo recordado os primeiros passos na música, a experiência no concurso televisivo e a participação em Belgrado.
"A música apareceu muito cedo na minha vida, mas nunca tive muitas oportunidades de cantar em público em criança" revelou a cantora, tendo frisado que o primeiro tema que interpretou ao vivo foi 'Chamar a Música', de Sara Tavares: "Aos 12 anos de idade entrei no 'Funchal a Cantar' e a partir daí começou uma sequência de oportunidades e de muita sorte... Aos poucos comecei a cantar regularmente aos fins-de-semana e as coisas aconteceram por si próprias: Fui uma sortuda!" Por sua vez, a música na vida de Luís Sousa apareceu mais cedo: "Aos quinze anos entrei no meio musical, num coro de gospel, mas desde muito cedo que a música apareceu. Era muito novo ainda quando disse à minha mãe que seria ser cantor ou professor e, ao fim desses anos, estou prestes a juntar as duas profissões".
Confrontos com o início da sua relação, os dois concordaram que não foi amor à primeira vista e tiveram de passar várias vezes um pelo outro. No entanto, Vânia recorda o momento em que se conheceram nos castings da Operação Triunfo: "Ele cantou uma música de John Legend, numa altura em que ainda ninguém o conhecia e eu pensei: 'Uau! Que música original incrível'. Pensei mesmo que ia ficar de fora do programa e o talento dele marcou-me...". Contudo, o namoro apareceu alguns meses depois: "Vivíamos juntos na casa da OT e fomos muitas vezes ao cinema juntos, mas só em dezembro é que começámos formalmente a namorar e apenas assumimos quando ficámos nomeados os dois! Nem contámos aos nossos pais...". No entanto, Luís Sousa afirma que se podiam ter conhecido mais cedo: "Antes de entrarmos na OT, estive numa gala da SIC, no coro de Gospel, onde a Vânia esteve para ir cantar... Estivemos no mesmo edifício no mesmo dia à mesma hora, mas não nos cruzámos".
Voltando à Operação Triunfo, a cantora madeirense afirmou que "a carga horária de trabalho na OT era demasiado elevada e ficávamos com muito pouco tempo para convivermos, mas o ambiente era fantástico entre nós". Além disso, Vânia deixa os maiores elogios ao formato: "A OT tinha a vertente escola o que para mim foi fantástico. Sempre procurei trabalhar para cuidar do meu instrumento, mas para continuar sempre a evoluir... não me veria a entrar num outro programa.". Segundo a cantora, a maioria das aprendizagens do programa não as aprenderia num Conservatório: "Aprender a estar na televisão, trabalhar com as câmaras, a consciência do nosso corpo em palco, o rigor, a roupa, os truques que aprendemos para dar efeito em TV: aprendizagens riquíssimas que o programa me deu, sem comentar a oportunidade de conhecer o Luís e de fazer amigos para a vida inteira, alguns dos quais foram comigo a Belgrado".
Para Luís, o programa foi um meio de crescimento para todos: "No início éramos 18 pessoas e algumas muito jovens. Por exemplo, eu tinha 18 anos e nunca tinha dormido fora de casa! A experiência de partilhar casa era algo meio abstrata. A convivência que tivemos foi das coisas mais interessantes da OT; o aprender a estar e a respeitar o outro foram outras das grandes aprendizagens de vida que a OT nos deu". Por sua vez, Vânia realça a dificuldade dessa vivência: "Algumas reações foram muito difíceis, pois cada um tinha a sua maneira de ser! Aquilo era a nossa família e as pessoas com quem vivíamos e a quem se entregávamos todos os dias! Foram coisas que mexeram bastante connosco, agravadas com a pressão dos programas, mas as coisas boas prevaleceram".
"Aprendi a valorizar a coragem que é preciso de ter para entregar num programa" afirmou Luís, acrescentando que "as pessoas não têm noção do que é um jovem estar numa sala de casting à frente de centenas de pessoas". Além disso, deixa um apelo aos telespetadores de outros formatos: "Muitas vezes os jovens são crucificados em praça pública por um erro ou por algo que não fizeram tão bem e as pessoas não têm noção de como isso mexe com o concorrente que acaba por sofrer horrores quando apenas queria mostrar o que valia". Vânia concordou com o companheiro e completou a sua intervenção: "É muito fácil criticar e rir dos outros no sofá... Mas é tão difícil abrir o coração, pois aquelas pessoas despem-se de tudo e metem-se numa posição vulnerável apenas para seguir os sonhos. Todas essas pessoas que tentam a sua sorte nesses concursos têm todo o meu respeito e força, pois ser vulnerável é muito mais difícil do que pôr uma capa e esconder-se".
Contudo, a situação dos programas musicais acentua-se em Portugal: "Num país como o nosso que deixa sempre as artes e a cultura para segundo planos, é muito mais difícil singrar na música. Ninguém vive sem música, mas essa é extremamente mal tratada e desprezada!" afirma Vânia Fernandes, relembrando que "até o silêncio faz parte da música". Além disso, lamenta que certos hábitos não tenham ainda sido adoptados pelos portugueses: "Não faz parte da nossa cultura ir a um concerto, mas faz ir a um jogo de futebol. Isto não é uma questão de crise nem de dinheiro, mas sim de prioridades. Nós, portugueses, somos bons em muitas coisas, mas não está no sangue dos portugueses ir a um concerto".
A segunda parte da entrevista de Vânia Fernandes e Luís Sousa ao ESCPORTUGAL será disponibilizada nos próximos dias. A entrada no Festival da Canção em 2008, a ida a Belgrado e a retirada de Portugal do concurso europeu são alguns dos temas da conversa, como poderá observar no seguinte excerto:
Para Luís, o programa foi um meio de crescimento para todos: "No início éramos 18 pessoas e algumas muito jovens. Por exemplo, eu tinha 18 anos e nunca tinha dormido fora de casa! A experiência de partilhar casa era algo meio abstrata. A convivência que tivemos foi das coisas mais interessantes da OT; o aprender a estar e a respeitar o outro foram outras das grandes aprendizagens de vida que a OT nos deu". Por sua vez, Vânia realça a dificuldade dessa vivência: "Algumas reações foram muito difíceis, pois cada um tinha a sua maneira de ser! Aquilo era a nossa família e as pessoas com quem vivíamos e a quem se entregávamos todos os dias! Foram coisas que mexeram bastante connosco, agravadas com a pressão dos programas, mas as coisas boas prevaleceram".
"Aprendi a valorizar a coragem que é preciso de ter para entregar num programa" afirmou Luís, acrescentando que "as pessoas não têm noção do que é um jovem estar numa sala de casting à frente de centenas de pessoas". Além disso, deixa um apelo aos telespetadores de outros formatos: "Muitas vezes os jovens são crucificados em praça pública por um erro ou por algo que não fizeram tão bem e as pessoas não têm noção de como isso mexe com o concorrente que acaba por sofrer horrores quando apenas queria mostrar o que valia". Vânia concordou com o companheiro e completou a sua intervenção: "É muito fácil criticar e rir dos outros no sofá... Mas é tão difícil abrir o coração, pois aquelas pessoas despem-se de tudo e metem-se numa posição vulnerável apenas para seguir os sonhos. Todas essas pessoas que tentam a sua sorte nesses concursos têm todo o meu respeito e força, pois ser vulnerável é muito mais difícil do que pôr uma capa e esconder-se".
Contudo, a situação dos programas musicais acentua-se em Portugal: "Num país como o nosso que deixa sempre as artes e a cultura para segundo planos, é muito mais difícil singrar na música. Ninguém vive sem música, mas essa é extremamente mal tratada e desprezada!" afirma Vânia Fernandes, relembrando que "até o silêncio faz parte da música". Além disso, lamenta que certos hábitos não tenham ainda sido adoptados pelos portugueses: "Não faz parte da nossa cultura ir a um concerto, mas faz ir a um jogo de futebol. Isto não é uma questão de crise nem de dinheiro, mas sim de prioridades. Nós, portugueses, somos bons em muitas coisas, mas não está no sangue dos portugueses ir a um concerto".
A segunda parte da entrevista de Vânia Fernandes e Luís Sousa ao ESCPORTUGAL será disponibilizada nos próximos dias. A entrada no Festival da Canção em 2008, a ida a Belgrado e a retirada de Portugal do concurso europeu são alguns dos temas da conversa, como poderá observar no seguinte excerto:
Entrevista a Vânia Fernandes
Vânia Fernandes, representante portuguesa no Eurovision Song Contest 2008, esteve à conversa com o ESCPORTUGAL. Quer saber a opinião da cantora sobre a retirada de Portugal do concurso? E as recordações de Belgrado? Saiba tudo este Natal em www.escportugal.pt
Publicado por ESC Portugal em Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015
Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeos: ESCPORTUGAL/YOUTUBE
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