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Lara Li
[AO VIVO] Lara Li em Espinho numa homenagem aos grandes autores
Durante as mais de três décadas de carreira, Lara Li editou uma dezena de singles, cinco álbuns de originais e seis coletâneas. Em 2005 foi convidada pelo pianista e produtor Miguel Braga para interpretar o tema que dá o nome ao seu álbum, “Secreta Passagem”. Na noite de ontem, a cantora esteve em Espinho e o ESCPORTUGAL acompanhou este regresso aos palcos.
“Proponho que façamos uma viagem, andando com a máquina do tempo para a frente e para trás, cantando e tocando temas de várias épocas e homenageando diversos autores portugueses”.
Estava, assim, criada a necessária cumplicidade com o público que encheu, na noite de ontem, a sala do Casino de Espinho para assistir ao concerto de Lara Li. Tratou-se de um regresso às luzes da ribalta de uma cantora que marcou gerações de portugueses com canções intemporais e que, por aquilo que se ouviu na noite de ontem, ainda sabem algumas letras de cor.
Lara Li entrou sozinha no palco despojado de grandes adornos cénicos e explicou de imediato ao público o que ia ouvir: “São temas que gosto de cantar”, revelou. E, a acompanhá-la, num ambiente intimista e informal, contou com três músicos - João Lima, no contrabaixo, João Castro Cunha, na bateria, e Miguel Braga, pianista, compositor e autor.
Estava dado o mote para a noite que seria de aplausos. Ao longo de hora e meio de concerto, a cantora interpretou, entre outros, ‘Queda do império’, tema de Vitorino com o qual inaugurou o serão. Seguiu-se o clássico ‘Dessas Juras Que Se Fazem’, de Carlos Tê e Rui Veloso, originalmente interpretado por Né Ladeiras no Festival da Canção 1986. Os clássicos do Festival da Canção não se ficaram por aqui: A versão de “Sol de Inverno” na voz de Lara Li, faria com certeza Simone de Oliveira encher-se de orgulho. E “Estrela da Tarde”, originalmente interpretado por Carlos do Carmo em 1976, numa roupagem nova.
A destacar, no concerto, “Barco negro”, só com a voz inconfundível da cantora e sem qualquer apoio de instrumental. E “Sorri”, apenas acompanhada ao piano por Miguel Braga.
Do alinhamento, destacou-se também os temas ‘Nativa’, ‘Um homem na cidade’, ‘Sorriso’, ‘Balada da neve’, ‘Eu gosto tanto de ti’ e, já no encore, ‘Besame mucho’. Entre canções, Lara Li fez questão de referir os grandes nomes da música do nosso país, mas não esquecendo os novos valores. O público não perdoaria se Lara Li não cantasse o tema-âncora da sua carreira, ‘Telepatia’, com letra de Ana Zanatti e música de Nuno Rodrigues. “Penso que em 1981 os autores nunca imaginaram o sucesso que esta canção viria a ter ao longo de gerações”.
Impossível apresentar numa só noite todos os temas de uma carreira de três décadas. Ficaram por cantar os temas com os quais concorreu ao festival, “Teu ponto final” em 1979, “E pouco mais” em 1980, e ‘Rapidamente’ em 1986.
Fonte e imagem: ESCPORTUGAL
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