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Jorge Quintela
José Calvário
José Cid
José da Ponte
Luísa Sobral
Marco Quelhas
Nóbrega e Sousa
Paulo de Carvalho
Pedro Marques
Pedro Osório
Portugal
José João dos Santos Águas Ponte nasceu a 7 de fevereiro de 1954, ficando conhecido como Zé da Ponte. Baixista, compositor e produtor musical, participou, em 1976, no disco Homo Sapiens de José Luis Tinoco. Integra o grupo Salada de Frutas, com Lena d'Água, antes do sucesso do tema Robot, entrando também no grupo Zoom. Vence o Festival da Canção em 1986 com Não Sejas Mau P'ra Mim e em 1991 com Lusitana Paixão, tendo sido o responsável pelos hinos da RTP em 1991 e da SIC em 1992. Em 2005, é convidado pela RTP para compor Amar, tema representante de Portugal no Festival Eurovisão, voltando a ser convidado pela estação pública para criar o hino dos 50 anos, O Primeiro Olhar. Era um dos administradores da Sociedade Portuguesa de Autores. Faleceu a 29 de janeiro de 2015.
[ESPECIAL] Quem foram os compositores responsáveis pelos melhores resultados no Festival Eurovisão?
No dia em que serão conhecidos os 20 compositores a concurso no Festival da Canção 2018, o ESCPortugal convida-o a recordar as biografias dos compositores responsáveis pelas dez melhores classificações no Festival Eurovisão. Sabe quem são?
A pouco tempo de conhecermos os 20 compositores que disputarão o direito de representar Portugal no Festival Eurovisão 2017, o ESCPortugal meteu mãos à obra e recorda os compositores das dez melhores classificações portuguesas no certame internacional. Baseado no Top10 lançado pelo site oficial do concurso, onde é tido em conta o número de participantes em cada edição, recorde connosco as biografias dos compositores que escreveram a história de Portugal na Eurovisão:
10. "Sobe Sobe Balão Sobe" de Carlos Nóbrega e Sousa
Carlos de Melo Garcia Correira Nóbrega e Sousa nasceu a 4 de abril de 1913 em Aveiro, tendo começado os estudos musicais aos 7 anos de idade. Com um curso superior de Piano no Conservatório, Carlos Nóbrega e Sousa gravou as primeiras composições em 1933 e entrou, em 1940, para a Emissora Nacional, como chefe de secção de música ligeira, sendo que o grande sucesso da sua carreira apenas apareceu em 1958 com "Vocês Sabem Lá", na voz de Maria de Fátima Bravo. Venceu três edições do Festival da Canção (1965 com Sol de Inverno, 1970 com Onde Vais Rio Que Eu Canto e em 1979 com Sobe Sobe Balão Sobe), tendo sido o autor e compositor de mais de meio milhar de canções. Faleceu a 4 de abril de 2001, no lar da Casa do Artista, em Lisboa.
9. "A cidade (até ser dia)" de Pedro Abrantes, Marco Quelhas e Paulo de Carvalho
Marcelino Arnaldo Soares Santos Quelhas, nascido no Porto a 14 de agosto de 1957, mais conhecido como 'Marco Quelhas', começou a cantar em criança num coro de igreja, tendo sido solista na Mocidade Portuguesa. Depois de 15 anos emigrado, regressa a Portugal em 1989, formando os Karamuru e chegando ao 2.º lugar no Festival da Canção. É um dos compositores de 'A Cidade (até ser dia)', tema que Anabela defende no Festival Eurovisão 1993, sendo também um dos compositores do tema que a cantora levou ao Festival da OTI. É convidado para júri da edição de 1994 do Festival OTI, em Valência, e, em 2001, representa Portugal no Festival Eurovisão no duo MTM, com "Só Sei Ser Feliz Assim", tema da sua autoria.
Nascido a 15 de maio de 1947 em Lisboa, Manuel Paulo de Carvalho da Costa é um dos maiores nomes da música portuguesa. Fundador dos Sheiks, em 1963, Paulo de Carvalho integra diversos grupos até ao início dos anos 70, altura em que inicia uma carreira a solo. Participa em diversas edições do Festival da Canção, conquistando a vitória com "E Depois do Adeus", tema utilizado como senha no 25 de Abril. A convite de Francisco Sá Carneiro, escreve o hino do Partido Popular Democrático (PPD), estreando-se como compositor para outros com a canção "Lisboa Menina e Moça", celebrizada por Carlos do Carmo. Vence o Festival da Canção de 1977 com Os Amigos e representa Portugal no Festival da OTI do mesmo ano, gravando inúmeros discos ao longo das décadas. Em 1993 regressa ao Festival Eurovisão enquanto compositor de "Cidade até ser dia" e foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade em 2009.
8. "Todas as Ruas do Amor" de Pedro Marques
Percursionista do grupo Flor de Lis, Pedro Marques foi também o compositor e o autor de "Todas as Ruas do Amor", tema que o grupo defendeu no Festival Eurovisão 2009, em Moscovo. Três anos depois, em 2012, regressa ao Festival da Canção enquanto co-compositor de Outono em forma de gente, terminando na 8.ª posição. Recentemente, Pedro Marques abriu um serviço de composição de música online, SENN - Home Recording Studio, fazendo composições, letras e instrumentais para diversos serviços.
7. "A Festa da Vida" de José Calvário
Nascido no Porto em 1951, José Carlos Barbosa Calvário foi considerado um dos melhores orquestradores e arranjadores de Portugal. Iniciando os estudos musicais em 1956, José Calvário estudou no Conservatório de Música do Porto, tendo dado o primeiro concerto juntamente com a Orquestra Sinfónica da cidade com apenas 10 anos. Participa no Festival da Canção pela primeira vez em 1971 assinando a canção "Flor Sem Tempo", tendo conquistado três edições do certame ao longo da história: em 1972 com A Festa da Vida, em 1974 com E Depois do Adeus e em 1988 com Voltarei. Com quase duas dezenas de trabalhos lançados, José Calvário trabalhou com os maiores nomes da música portuguesa ao longo das décadas até novembro de 2008, altura em que sofreu um enfarte que o deixou em estado vegetativo. Homenageado no Festival da Canção de 2009, o orquestrador viria a falecer a 17 de junho de 2009, aos 58 anos de idade.
6. "Lusitana Paixão" de José da Ponte e Jorge Quintela
José João dos Santos Águas Ponte nasceu a 7 de fevereiro de 1954, ficando conhecido como Zé da Ponte. Baixista, compositor e produtor musical, participou, em 1976, no disco Homo Sapiens de José Luis Tinoco. Integra o grupo Salada de Frutas, com Lena d'Água, antes do sucesso do tema Robot, entrando também no grupo Zoom. Vence o Festival da Canção em 1986 com Não Sejas Mau P'ra Mim e em 1991 com Lusitana Paixão, tendo sido o responsável pelos hinos da RTP em 1991 e da SIC em 1992. Em 2005, é convidado pela RTP para compor Amar, tema representante de Portugal no Festival Eurovisão, voltando a ser convidado pela estação pública para criar o hino dos 50 anos, O Primeiro Olhar. Era um dos administradores da Sociedade Portuguesa de Autores. Faleceu a 29 de janeiro de 2015.
Compositor português, Jorge Quintela conta com diversas participações no Festival da Canção. Estreia-se em 1990 como orquestrador, repetindo a experiência no ano seguinte, edição em que compõe "Lusitana Paixão", tema vencedor na voz de Dulce Pontes. Regista também participações como orquestrador em 1992 e 1998, trabalhando atualmente com alguns dos grandes nomes da música, como Rao Kyao.
5. "Um Grande Grande Amor" de José Cid
José Albano Cid Ferreira Tavares, conhecido por José Cid, nasceu a 4 de fevereiro de 1942 na Chamusca. Muda-se para Coimbra, onde integra diversos grupos de covers, como o Conjunto Orfeão e Os Claves. Ingressa no Instituto Nacional de Educação Física em 1965, ano em que integra o Conjunto Mistério, grupo que daria origem ao Quarteto 1111. Considerado um dos mais inovadores projetos musicais portugueses, o grupo dá origem, em 1972, ao Green Windows. Participa no Festival Internacional de Tóquio e, em 1978, lançou o álbum 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo. Representa Portugal no Festival da OTI de 1979 e, em 1980, vence o Festival da Canção com "Um Grande Grande Amor", conquistando o sétimo lugar no certame internacional. Com dezenas de discos lançados, José Cid é um dos cantores com mais participações no Festival da Canção: vence em 1980 e em 1998 (como compositor), tendo participações em 1968, 1974, 1978, 1981, 1988, 1993, 1995, 1996, 1997, 2007 e 2015.
4. "Chamar a Música" de João Mota Oliveira
João Carlos Campos de Sousa Mota Oliveira nasceu a 17 de setembro em Lisboa, tendo-se dado a conhecer ao grande público com as participações no Festival da Canção. Em 1994 estreia-se no concurso com "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares e com letra de Rosa Lobato de Faria, tendo arrecadado a vitória. Nos quatro anos seguintes volta a participar no Festival, terminando em todas as ocasiões no 2.º lugar, algo inédito na história do concurso. Atualmente é diretor da Academia de Música de Telheiras, em Lisboa.
3. "Senhora do Mar" de Andrej Babic
Nascido a 30 de julho de 1977 em Rijeka, o compositor Andrej Babić é um dos dois estrangeiros que venceram o Festival da Canção enquanto compositores. Depois de ter representado a Croácia (2003), a Bósnia-Herzegovina (2005) e a Eslovénia (2007) no Festival Eurovisão, Andrej venceu o Festival da Canção 2008 com "Senhora do Mar", tema defendido por Vânia Fernandes, alcançando a 13.ª posição em Belgrado. Quatro anos depois, volta a representar Portugal no certame internacional enquanto compositor de "Vida Minha", contabilizando-se outras três participações no certame nacional: 2.º lugar em 2010 e 2014 e 11.º em 2011.
2. "O Meu Coração Não tem Cor" de Pedro Osório
Pedro Correia Vaz Osório nasceu a 17 de julho de 1939 na cidade do Porto, onde estudou Música e Engenharia Mecânica. Antes do serviço militar em Angola, Pedro Osório tocou em diversos grupos de bailes, tendo, em 1967, tomado a decisão de abandonar os estudos em engenharia e optado pela carreira de músico profissional. Abandona também os conjuntos pop rock, dedicando-se à orquestração e direção de orquestra. Escreve diversas canções, edita discos e lança inúmeros projetos, como "Só Nós Três" com Paulo de Carvalho, Fernando Tordo e Carlos Mendes, em 1989, e "As Canções do Século", de Lena d'Água, Rita Guerra e Helena Vieira, em 1993. Além de diretor musical, Pedro Osório dirigiu ainda o Sindicado Nacional dos Músicos e foi membro da administração da Sociedade Portuguesa de Autores. Representou Portugal no Festival Eurovisão em diversas ocasiões e com diferentes papéis: em 1975 e 1984 foi chefe de orquestra da candidatura portuguesa, tendo sido o compositor de Verão, em 1968, e O Meu Coração Não tem Cor, em 1996. Morreu a 5 de janeiro de 2012 em Lisboa, no Hospital São Francisco Xavier.
1. "Amar Pelos Dois" de Luísa Sobral
Luísa Sobral, cantora e compositora, deu-se a conhecer em 2003, aquando da sua participação no Ídolos, na SIC, onde com apenas 16 anos de idade alcançou a 3.ª posição. Posteriormente, rumou aos Estados Unidos para se licenciar na Berklee College of Music, regressando em 2009. O álbum de estreia, The Cherry On My Cake, foi lançado em 2011, atingindo o nº 3 de vendas em Portugal. No ano seguinte atuou no programa Jools Holland, gravando alguns temas com Alejandro Sanz e David Fonseca. Em 2017, vence o Festival da Canção com "Amar Pelos Dois", tema interpretado pelo seu irmão Salvador, conquistando a primeira vitória de Portugal no Festival Eurovisão. Juntamente com Maria Guinot e Dina, é uma das três mulheres compositoras vencedoras do Festival da Canção.
ESC1986
ESC1991
ESC2005
FC1986
FC1991
José da Ponte
Obituário
Portugal
Dulce Pontes (FC/ESC1991)
Em 1988 respondi a um anúncio de jornal "Procuram-se jovens que gostem de cantar, dançar e representar". Guardei o recorte e uma semana depois tive autorização do meu pai para telefonar. Ele acompanhou-me até aos Estúdios Namouche. Sentado a um piano de cauda inteira, estava um Senhor a sorrir que na brincadeira me disse: "se calhar ainda somos família, chamas-te Dulce Pontes e eu sou o Zé da Ponte. O que é que queres cantar?" Após essa audição a minha vida mudou totalmente e fiquei perplexa, sem acreditar muito, quando no final ele me disse: "Tu fazes falta à música portuguesa!". O meu Amigo Zé da Ponte, compositor da música da nossa "Lusitana Paixão" com Jorge Quintela, partiu para a mais longa viagem, em direcção à luz. Estou triste, não consigo deixar de estar triste, queria poder ter-lhe dado um abraço. (...) Que Deus permita que o meu abraço chegue até ao céu e sei e sinto, que onde estiveres neste momento, estás a sorrir com aquele sorriso inteiro só teu!
Filipa Sousa (FC/ESC2012):
António Leal (FC1988/1991/1996/1999):
Estou triste....partiu mais um dos meus amigos. Alguém com quem aprendi e trabalhei muito. Inesqueciveis momentos em estúdio, muitos deles partilhados com os meus companheiros Isabel Campelo, Gustavo de Matos Sequeira, Jorge Barata, Formiga, Luis Pedro Fonseca, Guilherme Inês ...tempos de rigor e competência , mas também de boa disposição e aprendizagem. As minhas referências maiores na musica, os meus "mestres", começaram subitamente o ano passado a partir. Estou triste... Boa viagem Zé da Ponte!
Isabel Campelo (FC1992/1993/1994):
Luís Filipe Aguiar (FC1985/1986)
Dora (FC/ESC1986/1988)
Hugo Andrade (diretor de programas da RTP)
Glória Bento (FC1987/1988)
O corpo de José da Ponte, numa despedida simbólica àquela que foi durante anos a sua casa profissional e a sua instituição de referência, foi velado durante a tarde de ontem na sala-galeria Carlos Paredes, no edifício II da SPA, partindo esta sexta-feira, dia 30 de Janeiro, ao fim da manhã, para Silves, sua terra natal, onde será sepultado.
Foto JN: José da Ponte (segundo da esquerda para a direita), com Alexandre Honrado, Ernesto Leite com Rui Drummond e Luciana Abreu, intérpretes da canção portuguesa "Amar" no Festival da Eurovisão de 2005, em Kiev
Portugal: Reações à morte de Zé da Ponte
Muitos foram os músicos, artistas e outras figuras públicas que partilharam mensagens de pesar após o desaparecimento de José da Ponte, vítima de doença prolongada e que faleceu na madrugada de ontem, tal como noticiámos AQUI. Damos a conhecer algumas dessas mensagens:
Dulce Pontes (FC/ESC1991)
Em 1988 respondi a um anúncio de jornal "Procuram-se jovens que gostem de cantar, dançar e representar". Guardei o recorte e uma semana depois tive autorização do meu pai para telefonar. Ele acompanhou-me até aos Estúdios Namouche. Sentado a um piano de cauda inteira, estava um Senhor a sorrir que na brincadeira me disse: "se calhar ainda somos família, chamas-te Dulce Pontes e eu sou o Zé da Ponte. O que é que queres cantar?" Após essa audição a minha vida mudou totalmente e fiquei perplexa, sem acreditar muito, quando no final ele me disse: "Tu fazes falta à música portuguesa!". O meu Amigo Zé da Ponte, compositor da música da nossa "Lusitana Paixão" com Jorge Quintela, partiu para a mais longa viagem, em direcção à luz. Estou triste, não consigo deixar de estar triste, queria poder ter-lhe dado um abraço. (...) Que Deus permita que o meu abraço chegue até ao céu e sei e sinto, que onde estiveres neste momento, estás a sorrir com aquele sorriso inteiro só teu!
Filipa Sousa (FC/ESC2012):
Hoje deixa-nos mais um nome da música portuguesa... Zé da Ponte! Há pessoas que nos marcam, e o Zé foi uma delas! Há 14 anos, quando o conheci, ouvi-o comentar "A miúda canta bem, tem futuro!". Longe de mim acreditar naquilo e imaginar que o meu caminho seria a música, e que o encontraria anos mais tarde como júri na Operação Triunfo! Foi dele que recebi o maior elogio enquanto concorrente daquele programa (min 7:00)
Tomara que todas as "nomeações" na minha vida sejam com argumentos destes! smile emoticon
Obrigada Zé, por todas as palavras, por todo o incentivo... Obrigada por ter cruzado o meu caminho! Descanse em paz!
António Leal (FC1988/1991/1996/1999):
Estou triste....partiu mais um dos meus amigos. Alguém com quem aprendi e trabalhei muito. Inesqueciveis momentos em estúdio, muitos deles partilhados com os meus companheiros Isabel Campelo, Gustavo de Matos Sequeira, Jorge Barata, Formiga, Luis Pedro Fonseca, Guilherme Inês ...tempos de rigor e competência , mas também de boa disposição e aprendizagem. As minhas referências maiores na musica, os meus "mestres", começaram subitamente o ano passado a partir. Estou triste... Boa viagem Zé da Ponte!
António Leal interpretou o hino da RTP de 1992, um tema composto por Zé da Ponte:
Isabel Campelo (FC1992/1993/1994):
Acabo de saber que partiu um dos meus mestres de bem cantar em estúdio-e não só-, músico incrível, com apurado sentido de humor e inteligência inesquecíveis: Zé da Ponte. Sempre o conhecemos doente, mas nunca deu confiança à doença e pela vida fora foi ultrapassando crise após crise até aquela que terá sido a sua batalha final.
Muitas sessões de estúdio - algumas verdadeiras maratonas, ainda no tempo do analógico - acompanhadas de enormes risadas e testemunhadas pelos meus amigos e companheiros Formiga - já desapareecida- Tó Leal, Gustavo Sequeira, Glória Bento, Jorge Barata e outros - na companhia, muitas vezes, do Guilherme Inês e do Luis Pedro Fonseca-recentemente desaparecido também- ficam gravadas na minha memória.
Começamos a ficar muito poucos para contar uma importantíssima parte da história da música gravada em Portugal (...)
Luís Filipe Aguiar (FC1985/1986)
Zé da Ponte grande músico e grande amigo, partiste cedo demais. Lá onde estás tenho a certeza que se faz música, daquela que nós gostamos. Até um dia velho amigo, em que voltaremos a tocar juntos. Descansa em Paz.
Dora (FC/ESC1986/1988)
Imortal!! Adoro-te Zé! R.I.P.
Hugo Andrade (diretor de programas da RTP)
Foi em 1992. Eu e o Zé da Ponte trabalhámos nesta campanha que nasceu com a cumplicidade, a loucura e o sonho que nos fez Amigos para sempre.
Depois desta outras vieram. Outros sonhos. Outras concretizações.
E muito mais.
Uma Amizade que nos uniu em todos os momentos e que saiu reforçada num momento em que ambos estivemos gravemente doentes.
E superámos esse momento com a esperança de quem queria viver porque não queria partir com tanto por fazer.
E muito fizemos depois. E tanto ficou por fazer.
O Zé já cá não está. Partiu. E levou-me.
Levou com ele os momentos mais duros da minha vida. E os melhores.
Levou-me o conforto de o ter. Aqui.
E levou momentos inesquecíveis de partilha, de receio, medo, mas também de alegria, companheirismo, esperança, criatividade, risco.
O Zé já cá não está e eu não me vou convencer disso.
Não aceito.
Deu-me tanto e deixou-me tanto.
Estávamos para almoçar há muito tempo mas esta minha vida tem esta consequência.
Não faço o que deve ser feito a troco de coisa nenhuma.
Um dia estaremos juntos de novo e terei oportunidade de lhe agradecer tudo, todos os momentos, a nossa extraordinária cumplicidade e amizade.
O Zé é das pessoas mais importantes da minha vida.
Fica escrito.
Até breve, Zé.
Glória Bento (FC1987/1988)
Porque as palavras já não me chegam e os amigos e mestres vão voando para outras paragens... Zé obrigada por tudo o que contigo aprendi e foi imenso. Obrigada por todas as gargalhadas. Obrigada sobretudo por me teres deixado partilhar contigo alguma da minha "estrada". Que a tua genialidade brilhe onde quer que agora estejas. Até já meu querido...
José Jorge Letria (Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores - SPA):
(...) O conselho de administração, na dolorosa hora da partida, faz questão de salientar as suas grandes qualidades profissionais e humanas e a profunda dedicação que sempre teve à SPA e ao esforço pela sua modernização e adaptação aos desafios impostos pelas novas realidades. (...) José da Ponte nunca deixou, embora fortemente condicionado, de acompanhar os combates da cooperativa pela criação de uma legislação adequada à defesa dos autores portugueses. José da Ponte, atingido por uma doença prolongada e incapacitante, deixa nos funcionários e dirigentes da SPA e no colectivo dos autores portugueses uma profunda saudade e respeito por tudo aquilo que deu a esta instituição, associando a sua intensa actividade criativa a um profundo conhecimento das questões técnicas ligadas à gestão e ao conhecimento do Direito de Autor. (...) A SPA e a vida cultural portuguesa ficam mais pobres e mais tristes com esta inesperada despedida.
José Jorge Letria (Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores - SPA):
(...) O conselho de administração, na dolorosa hora da partida, faz questão de salientar as suas grandes qualidades profissionais e humanas e a profunda dedicação que sempre teve à SPA e ao esforço pela sua modernização e adaptação aos desafios impostos pelas novas realidades. (...) José da Ponte nunca deixou, embora fortemente condicionado, de acompanhar os combates da cooperativa pela criação de uma legislação adequada à defesa dos autores portugueses. José da Ponte, atingido por uma doença prolongada e incapacitante, deixa nos funcionários e dirigentes da SPA e no colectivo dos autores portugueses uma profunda saudade e respeito por tudo aquilo que deu a esta instituição, associando a sua intensa actividade criativa a um profundo conhecimento das questões técnicas ligadas à gestão e ao conhecimento do Direito de Autor. (...) A SPA e a vida cultural portuguesa ficam mais pobres e mais tristes com esta inesperada despedida.
O corpo de José da Ponte, numa despedida simbólica àquela que foi durante anos a sua casa profissional e a sua instituição de referência, foi velado durante a tarde de ontem na sala-galeria Carlos Paredes, no edifício II da SPA, partindo esta sexta-feira, dia 30 de Janeiro, ao fim da manhã, para Silves, sua terra natal, onde será sepultado.
Foto JN: José da Ponte (segundo da esquerda para a direita), com Alexandre Honrado, Ernesto Leite com Rui Drummond e Luciana Abreu, intérpretes da canção portuguesa "Amar" no Festival da Eurovisão de 2005, em Kiev
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Fonte: ESCPORTUGAL, SPA, FACEBOOK / Imagem: GOOGLE / Vídeos: YOUTUBE
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José da Ponte
Obituário
Portugal: Faleceu José da Ponte
Faleceu na passada madrugada, vítima de doença prolongada, o músico e compositor José da Ponte, com 60 anos de idade, um dos mais consagrados da sua geração e diversas vezes ligado ao Festival da Canção e Eurovisão. José da Ponte faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, onde se encontrava internado.
Vida e obra
José da Ponte, ou Zé da Ponte como era carinhosamente tratado, foi compositor e produtor musical durante mais de 4 décadas. Era também um exímio baixista, ultimamente mais como hobby. Em 1976 participou no disco Homo Sapiens do projecto Saga, de José Luis Tinoco, sendo este o seu primeiro trabalho público na área da música. Conheceu Luís Pedro Fonseca, também já desaparecido, quando este entrou para a Movieplay. Mais tarde fundaram uma empresa especializada em publicidade e produção de discos, tendo gravado muitos jingles. Colaborou nos Dia d'água e, com Lena d'Água, lançou também um disco de adivinhas feitas em parceria com Maria João Duarte . Em setembro de 1980, com Luis Pedro Fonseca (teclas) e Lena d'Água (voz), é formado o grupo Salada de Frutas. Com a inclusão dos músicos convidados, Guilherme Inês (bateria), Moz Carrapa (guitarra) e Rui Cardoso gravam o álbum Sem Açucar. Em 1981 é editado o single Robot que se torna um enorme sucesso.
Em 1982, com Guilherme Inês, fundam os estúdios Namouche onde produziram nomes conhecidos como Dora e Dulce Pontes. Também formaram o grupo Zoom com a cantora Formiga. Na qualidade de baixista e/ou produtor participou em diversos trabalhos de artistas consagrados tais como Pedro Barroso (Antologias) e Jorge Palma (Bairro do Amor). Durante alguns anos trabalhou na editora Strauss, tendo lançado discos pela etiqueta Evolution da Strauss. Participou como produtor e membro do júri do programa Operação Triunfo da RTP. Fundou os estúdios Atelier do Som. foi membro da administração da Sociedade Portuguesa de Autores até que uma doença prolongada o afastou do ativo, impondo mesmo a sua aposentação por invalidez a partir de meados do ano passado.
Participação na Eurovisão
Zé da Ponte participou por diversas vezes no Festival da Canção, acabando por representar Portugal por três vezes no Festival Eurovisão. Em 1986, foi autor e compositor, em conjunto com Guilherme Inês e Luís Oliveira, de "Não sejas mau pra mim", interpretado por Dora.
Em 1991, com Jorge Quintela e Fred Micaelo foi autor e compositor de "Lusitana Paixão", interpretado por Dulce Pontes.
Finalmente, em 2005, foi convidado por seleção interna pela RTP para, em conjunto com Alexandre Honrado e Ernesto Leite, compor e escrever o tema "Amar" para os 2B
José da Ponte, ou Zé da Ponte como era carinhosamente tratado, foi compositor e produtor musical durante mais de 4 décadas. Era também um exímio baixista, ultimamente mais como hobby. Em 1976 participou no disco Homo Sapiens do projecto Saga, de José Luis Tinoco, sendo este o seu primeiro trabalho público na área da música. Conheceu Luís Pedro Fonseca, também já desaparecido, quando este entrou para a Movieplay. Mais tarde fundaram uma empresa especializada em publicidade e produção de discos, tendo gravado muitos jingles. Colaborou nos Dia d'água e, com Lena d'Água, lançou também um disco de adivinhas feitas em parceria com Maria João Duarte . Em setembro de 1980, com Luis Pedro Fonseca (teclas) e Lena d'Água (voz), é formado o grupo Salada de Frutas. Com a inclusão dos músicos convidados, Guilherme Inês (bateria), Moz Carrapa (guitarra) e Rui Cardoso gravam o álbum Sem Açucar. Em 1981 é editado o single Robot que se torna um enorme sucesso.
Em 1982, com Guilherme Inês, fundam os estúdios Namouche onde produziram nomes conhecidos como Dora e Dulce Pontes. Também formaram o grupo Zoom com a cantora Formiga. Na qualidade de baixista e/ou produtor participou em diversos trabalhos de artistas consagrados tais como Pedro Barroso (Antologias) e Jorge Palma (Bairro do Amor). Durante alguns anos trabalhou na editora Strauss, tendo lançado discos pela etiqueta Evolution da Strauss. Participou como produtor e membro do júri do programa Operação Triunfo da RTP. Fundou os estúdios Atelier do Som. foi membro da administração da Sociedade Portuguesa de Autores até que uma doença prolongada o afastou do ativo, impondo mesmo a sua aposentação por invalidez a partir de meados do ano passado.
Participação na Eurovisão
Zé da Ponte participou por diversas vezes no Festival da Canção, acabando por representar Portugal por três vezes no Festival Eurovisão. Em 1986, foi autor e compositor, em conjunto com Guilherme Inês e Luís Oliveira, de "Não sejas mau pra mim", interpretado por Dora.
O ESCPortugal deseja a todos os familiares e amigos de José da Ponte as mais sinceras condolências.
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Fonte: ESCPORTUGAL, WIKIPEDIA / Imagem: PAULO CABRITA / Vídeos: YOUTUBE
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