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[Olhares sobre o ESC2026] Áustria, França e Reino Unido

 

Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 chega hoje ao fim com as análises das canções da Áustria, França e Reino Unido. Descobre quem é o vencedor da iniciativa.


A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, chega hoje, 1 de maio, ao fim, com as análises às canções da Áustria, França e Reino Unido. 

Áustria - "Tanzschein" - Cosmó 


Henrique Gomes A Áustria vem provar que, apesar de cada edição ser única, há tendências que se mantêm, como o facto frequente do país anfitrião em canções menos competitivas. "Tanzscheim" oferece uma atuação divertida em palco, mas a composição em si revela-se uma das mais fracas da edição. A letra tem muito pouco conteúdo e o intérprete, Cosmó, parece carecer do carisma necessário para elevar o tema. Embora o espetáculo visual possa entreter, a proposta austríaca provavelmente irá acabar nos últimos lugares da tabela na final. É o exemplo de como uma performance animada nem sempre compensa uma base musical pouco sólida.

Luís Coelho -  Não aprecio nada esta canção da Áustria. A mim parece-me que a ORF pensou: "Já ganhámos no ano passado, não queremos organizar mais uma vez e então vamos enviar a primeira coisa que aparecer". E assim foi...

Nuno Carrilho - Admito que "Tanzschein" é um dos temas mais propícios a tornar-se no meu guily pleasure da edição. Não gosto, não está no meu lote de favoritos... mas dou por mim, várias vezes, a trautear esta canção. Veremos o que acontecerá, mas parece-me que a maldição do país anfitrião continuará.

Tomás Nabais - O país anfitrião, a Áustria, apresenta-se com “Tanzschein”, uma proposta de estética moderna e pulsação rítmica que, ainda assim, não consegue destacar-se plenamente no contexto competitivo. Cosmó oferece uma interpretação segura, mas algo distante do ponto de vista emocional, o que dificulta uma ligação mais imediata à canção. A produção revela-se cuidada e contemporânea, embora a estrutura acabe por resvalar para alguma previsibilidade, sem um clímax verdadeiramente memorável. Há conceitos interessantes na base, mas ficam aquém do impacto que poderiam alcançar. No conjunto, não antevejo uma pontuação particularmente expressiva, nem junto do público nem dos júris.

Pontuações à canção da Áustria
Adão Nogueira - 2 pontos
Alina Aleixo - 7 pontos
Gonçalo Canhoto - 3 pontos
Henrique Gomes - 3 pontos
Hugo Sepúlveda - 5 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 1 ponto
Luísa Cunha - 3 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 4 pontos
Nuno Carrilho - 5 pontos
Patrícia Gargaté - 3 pontos
Pedro Dias - 4 pontos
Rita Silva - 5 pontos
Tomás Nabais - 5 pontos

TOTAL: 64 pontos

França - "Regarde!" - Monroe


Adão Nogueira - A França presenteia-nos este ano com “Regarde!”, interpretada por Monroe, e aqui a força da proposta está muito mais do que na composição: está na forma como ela a vive. A prestação vocal de Monroe é, sem exagero, o coração pulsante da canção. Há uma precisão técnica evidente, mas o que realmente impressiona é a expressividade, uma vez que cada nota vem carregada de intenção, quase como se estivesse a contar uma história só com a voz. Ela alterna entre fragilidade e firmeza com uma naturalidade que poucos artistas conseguem transmitir. A teatralidade da música também desempenha um papel crucial. Não é apenas uma canção; é uma pequena peça dramática, com camadas que se revelam aos poucos. A produção cria um ambiente quase cinematográfico, e Monroe move-se dentro dele como protagonista absoluta. Há momentos em que a interpretação parece sussurrada, outros em que explode com intensidade controlada, sempre com um sentido de espetáculo que nunca soa artificial. No conjunto, destaca-se precisamente por esta fusão entre voz e teatralidade. É uma proposta que não se limita a ser ouvida, é sentida, vivida, encenada. França, mais uma vez, mostra que quando aposta numa visão artística forte, consegue criar algo que se impõe pela emoção e pela presença. Monroe é, sem dúvida, o elemento que transforma esta canção numa experiência completa.

João Diogo - "Regarde" é uma canção que não deixa ninguém indiferente e mostra, uma vez mais, que França quer (e merece) ganhar a Eurovisão. Não me parece que seja este ano, não por falta de mérito, mas por uma concorrência muito feroz. Contudo, é uma proposta que não envergonha ninguém e apenas poderá pecar por estar num estilo musical que não seja tão ambrangente quanto o esperado.

Gonçalo Canhoto A França goza de um favoritismo que, confesso, me custa compreender. Ao aliar a fórmula da chanson française com o pop-opera que catapultou Suíça e Áustria para a vitória, o país limita-se a requentar alguns dos últimos sucessos eurovisivos numa tentativa desesperada de atingir a glória que lhe tem escapado no concurso. "Regarde!" revela-se um esforço demasiado consciente para atingir o triunfo, pecando pela evidente falta de autenticidade. Embora a proposta me deixe totalmente indiferente e não me transmita qualquer emoção, acredito que poderá atingir figurar entre as 5 primeiras classificadas.

Marcelo Silva - A França aposta numa abordagem artística e emocional, com um toque quase Broadway no palco eurovisivo. A canção é elegante e centrada na interpretação, privilegiando o vocal da artista. Se tudo alinhar, poderá ser uma das propostas mais respeitadas da edição. Com o apoio dos jurados, tem potencial para alcançar o lado esquerdo do scoreboard. O esforço consistente da França nos últimos anos é notório e cada vez mais digno de um resultado de topo, ou até de vitória.


Pontuações à canção de França
Adão Nogueira - 12 pontos
Alina Aleixo - 6 pontos
Gonçalo Canhoto - 7 pontos
Henrique Gomes - 12 pontos
Hugo Sepúlveda - 8 pontos
João Diogo - 10 pontos
Luís Coelho - 7 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Marcelo Silva - 12 pontos
Mário Duarte - 10 pontos
Nuno Carrilho - 12 pontos
Patrícia Gargaté - 8 pontos
Pedro Dias - 10 pontos
Rita Silva - 10 pontos
Tomás Nabais - 10 pontos

TOTAL: 144 pontos

Reino Unido - "Ya Ya Ya" - Jonas Lovv


Alina Aleixo - Soa a uma entry joke aleatória com uma crítica ao aborrecimento da vida mundana. A letra contém frases um pouco absurdas e referências interessantes à cultura britânica. Embora o instrumental chegue a ser um pouco hipnótico, a canção é bastante ruidosa e dissonante. É fora da caixa num todo. Esta proposta do Reino Unido não condiz de todo com as minhas preferências, mas estou curiosa para ver como será a atuação em palco. Provavelmente cheia de nonsense como o videoclipe. Por fim, não acredito que obtenha um grande resultado na classificação final.

Hugo Sepúlveda - O Reino Unido foi, sem dúvida, dos países que mais me surpreendeu este ano. Quando anunciaram LOOK MUM NO COMPUTER como representante, fiquei reticente e a esperar o pior. Alguns trechos e amostras do seu trabalho não ajudaram a criar qualquer expectativa. Assim que “Eins, Zwei, Drei” saiu, a minha reacção foi de quem esperava algo muito pior. No entanto, isso rapidamente mudou e dei por mim rendido à sua vibe. LOOK MUM NO COMPUTER traz-nos uma canção com uma identidade muito própria, com bastante atitude e que, mesmo não sendo uma canção “fácil de digerir” inicialmente, tem partes que se entranham muito bem! Já imagino o público na arena a entoar “ Eins, Zwei, Drei “!  Não sei o que esperar da actuação, mas acredito que todo o conjunto é arriscado. Gostava que a aposta do Reino Unido fosse valorizada!

Patrícia Gargaté  Look Mum I Got Points!!! Ou pelo menos assim espero. O Reino Unido este ano merece sair do loop de maus resultados, mas receio que tal não aconteça por falta de compreensão do público. O Sam Battle é um génio engenhoso que constrói sintetizadores brutais e mais que construir os instrumentos: sabe utilizá-los. A canção tem uma sonoridade eletrónica brutal, com uma energia contagiante e uma letra ironicamente perfeita. Pessoalmente, por estar dentro da bolha da comunidade de fãs, sinto que esta canção pode não ter o reconhecimento que merece. Ainda assim tenho esperança que fora desta bolha (às vezes tão limitada a nível de gosto musical) terá mais destaque. Boa sorte Reino Unido!

Pedro Dias- Às vezes pergunto-me se o Reino Unido faz de propósito, ou se as propostas que leva à Eurovisão são apenas o resultado da tremenda falta de inspiração que assola os decisores do país. Tudo o que for mais do que o último lugar na final da Eurovisão, será resultado dum milagre daqueles que deixam o sol a dançar no céu. Vale pela ousadia de ter um título em alemão. Em suma, uma canção fraquinha, que pretende ser cómica, mas que não tem grande graça. Só está na final porque é do Reino Unido.

Pontuações à canção do Reino Unido
Adão Nogueira - 5 pontos
Alina Aleixo - 3 pontos
Gonçalo Canhoto - 3 pontos
Henrique Gomes - 5 pontos
Hugo Sepúlveda - 7 pontos
João Diogo - 4 pontos
Luís Coelho -  3 pontos
Luísa Cunha - 4 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 5 pontos
Nuno Carrilho - 6 pontos
Patrícia Gargaté - 10 pontos
Pedro Dias - 5 pontos
Rita Silva - 5 pontos
Tomás Nabais - 4 pontos

TOTAL: 77 pontos


Classificação Final (35 países)
1.º 
Finlândia - 164 pontos
2.º Austrália - 145 pontos
3.º França - 144 pontos
4.º Dinamarca - 144 pontos
5.º Suécia - 144 pontos
6.º Chipre - 137 pontos
7.º Itália - 124 pontos
8.º Roménia - 124 pontos
9.º Portugal - 120 pontos
10.º Albânia - 118 pontos
11.º Grécia - 116 pontos
12.º Malta - 110 pontos
13.º Suíça - 105 pontos
14.º Chéquia - 100 pontos
15.º Bulgária - 100 pontos
16.º Montenegro - 99 pontos
17.º Israel - 98 pontos
18.º Lituânia - 98 pontos
19.º Noruega - 96 pontos 
20.º Ucrânia - 94 pontos
21.º Arménia - 93 pontos
22.º Moldávia - 93 pontos 
23.º Croácia - 92 pontos
24.º Letónia - 88 pontos
25.º Luxemburgo - 87 pontos
26.º Sérvia - 84 pontos
27.º Alemanha - 82 pontos
28.º Estónia - 80 pontos
29.º Geórgia - 79 pontos
30.º Reino Unido - 77 pontos
31.º Bélgica - 76 pontos
32.º Polónia - 75 pontos
33.º Áustria - 64 pontos
34.º Azerbaijão - 54 pontos
35.º São Marino - 54 pontos

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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL
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