O Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 chega hoje à segunda semifinal do concurso com as análises das canções da Bulgária, Azerbaijão e Roménia.
A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 25 de abril, com as análises às canções da Bulgária, Azerbaijão e Roménia, iniciando as análises dos temas que disputam, a 14 de maio, a segunda semifinal do Festival Eurovisão 2026.
Bulgária - "Bangaranga" - DARA
Henrique Gomes - O regresso da Bulgária com Dara e "Bangaranga" marca uma aposta ambiciosa. Seguindo a linha do que Salvador Sobral apelidaria de "fireworks", a proposta foca-se no impacto visual e na energia, garantindo que não passará despercebida. O trunfo da candidatura é a enorme presença de palco de Dara, aliada a uma coreografia intensa e ao gancho repetitivo de "Bangaranga", que fica na cabeça . Embora o histórico da Eurovisão seja imprevisível, a combinação de carisma e produção de alto nível coloca a Bulgária num caminho sólido para a qualificação. Mas tudo pode acontecer!
Luís Coelho - "Bangaranga" é uma canção que me deixa encantado... até a uma determinada parte em que se torna numa canção confusa e que me faz perder grande parte do encanto inicial. Sinto que poderia ser muito melhor o regresso da Bulgária, especialmente por canções muito melhores que DARA tem no seu histórico.
Nuno Carrilho - A Bulgária regressa e regressa em grande! "Bangaranga" é um dos hits da edição quer queiramos quer não e poderá fazer estragos nas contas finais. Admito que é uma das minhas favoritas ainda que, pelo meio, a canção se torne um pouco estranha. Tenho as expectativas altas e sinto que é uma segura finalista!
Tomás Nabais - A Bulgária regressa ao Festival Eurovisão da Canção após uma ausência de quatro anos, trazendo Dara como representante com uma proposta de dance-pop contemporâneo. “Bangaranga” destaca-se pela sua energia contagiante e ritmo vibrante, mas acaba por perder alguma eficácia devido a uma fusão de estilos que soa, por momentos, algo desorganizada e excessiva. Apesar do potencial evidente em estúdio, a atuação ao vivo na final nacional ficou aquém das expectativas, carecendo de maior impacto e coesão. Ainda assim, há margem para evolução até maio, e será interessante ver se Dara conseguirá elevar a performance a um nível mais convincente. Caso o consiga, poderá surpreender e alcançar um resultado assinalável para a Bulgária.
Pontuações à canção da Bulgária
Adão Nogueira - 7 pontos
Alina Aleixo - 3 pontos
Gonçalo Canhoto - 7 pontos
Henrique Gomes - 8 pontos
Hugo Sepúlveda - 7 pontos
João Diogo - 5 pontos
Luís Coelho - 2 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Marcelo Silva - 10 pontos
Mário Duarte - 7 pontos
Nuno Carrilho - 8 pontos
Patrícia Gargaté - 6 pontos
Pedro Dias - 10 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 7 pontos
TOTAL: 100 pontos
Azerbaijão - "Just Go" - JIVA
Adão Nogueira - Este ano o Azerbaijão perdeu-se completamente. “Just go” é interpretada por Jiva e tem sido bastante comentada online, honestamente, percebese porquê. Uma vez que esta é uma das entradas mais fracas do ano, e a verdade é que a faixa não parece trazer nada que realmente a destaque num alinhamento tão competitivo. A produção soa competente, mas genérica; a melodia tenta criar ambiente, mas nunca chega a construir um momento memorável; e a voz da cantora, apesar de correta, não tem aquele brilho que faça a música ganhar vida. É tudo muito meh, muito seguro, muito previsível, e isso, vindo do Azerbaijão, surpreende, porque o país costuma apostar forte em impacto e teatralidade. A sensação geral é de que podia ser de um qualquer artista pop do leste europeu: agradável o suficiente para não incomodar, mas longe de ser marcante. Para resumir… não é má, mas também não tem nada que a faça subir acima da mediania.
João Diogo - Em tempos, o Azerbaijão foi um colosso eurovisivo. Agora é apenas mais um país a concurso e um país que há muito deixou de ter intenções de chegar à Final. Este "Just Go" é exemplo disto: não é uma má canção, mas é apenas e só aquilo. Vale pela cantora... e pouco mais.
Gonçalo Canhoto - Para quem testemunhou a era dourada do Azerbaijão, é desolador observar o progressivo desinvestimento do país no certame. Embora JIVA se revele uma intérprete competente, torna-se refém de "Just Go" - uma balada datada, que se ancora numa composição clichê e rimas de uma previsibilidade desconcertante. O país ruma a Viena na triste lógica de "o que importa é participar" e totalmente desprovido da ambição e do fulgor que outrora o tornaram temível na competição. Sem surpresas, antevê-se um desfecho amargo num dos últimos lugares da semifinal.
Marcelo Silva - O Azerbaijão apresenta uma proposta que soa algo inacabada, com sensação de demo e recurso a elementos já muito familiares, incluindo leves influências étnicas. A composição carece de identidade e impacto, parecendo pouco desenvolvida. Em palco, é expectável uma performance visualmente cuidada, como é habitual no país.
Pontuações à canção do Azerbaijão
Adão Nogueira - 2 pontos
Alina Aleixo - 10 pontos
Gonçalo Canhoto - 2 pontos
Henrique Gomes - 1 ponto
Hugo Sepúlveda - 2 pontos
João Diogo - 2 pontos
Luís Coelho - 10 pontos
Luísa Cunha - 2 pontos
Luísa Cunha - 2 pontos
Marcelo Silva - 1 pontos
Mário Duarte - 3 pontos
Nuno Carrilho - 7 pontos
Patrícia Gargaté - 3 pontos
Pedro Dias - 4 pontos
Rita Silva - 3 pontos
Tomás Nabais - 2 pontos
TOTAL: 54 pontos
Roménia - "Choke Me" - Alexandra Capitanescu
Alina Aleixo - A Roménia voltou ao concurso em grande, entregando uma canção crua e intensa. Com uma letra bastante gráfica, aborda de forma muito forte a ansiedade e ambientes sufocantes com metáforas que levantaram polémica. Musicalmente, tem uma garra incrível, e o toque de ópera no refrão para mim é a cereja no topo do bolo. A voz da intérprete chega a ser arrepiante e ao vivo não desilude. No entanto, esta canção peca por ser um pouco repetitiva e espero que sejam realizadas alterações no staging. Com um cenário tão denso, seria interessante ver a vocalista interagindo mais e andando pelo palco. Ainda assim, para mim merece ser finalista e acredito que possa ser um dark horse.
Hugo Sepúlveda - Roménia, um dos retornados da edição, pelo menos não veio só marcar presença. Alexandra Căpitănescu traz-nos “Choke Me”, uma canção marcada pela atmosfera obscura, sombria e com elementos rock! A presença de palco e a voz de Alexandra Căpitănescu são o ponto forte de toda esta proposta. Juntando isso aos elementos bastante orelhudos que a canção tem, facilmente damos por nós a “sufocar” enquanto entoamos o refrão! Considero que a controvérsia não teve razão de o ser e só espero que a Roménia saia desta edição, não só finalista, mas também com um bom resultado. Assim pode ser que para o ano se mantenham por “cá”!
Patrícia Gargaté - E se esta for a canção não-apurada que vai deixar todos os fãs em choque deste ano? Não me admiraria de todo. A proposta da Roménia tem tudo o que supostamente me faria feliz: Tem fusão de géneros musicais e é uma proposta com uma sonoridade mais rock... mas falta algo. Não há forma menos branda de dizer a (minha) realidade: A canção é um pouco forçada e parece um produto um tanto ou quanto artificial. Apesar de não desgostar de ouvir, sinto que estou a consumir um produto industrializado. Se é mau? Não. É como se diz em Espanha: Ni fu ni fa.
Pedro Dias- É que não desgosto! Diz que a moça é adepta de levar com a mão na garganta, e eu não critico... Aliás, até consegue mostrar esse seu desejo de uma forma bastante melodiosa, na canção que a Roménia escolheu para o seu regresso à competição. As capacidades vocais da Alexandra impressionam e prendem-nos durante todo o tema. A sua entrega e interpretação também não desiludem. E se a atuação for bem pensada e profissional, a sua presença na final vai ser uma certeza.
Pontuações à canção da Roménia
Adão Nogueira - 6 pontos
Alina Aleixo - 10 pontos
Gonçalo Canhoto - 10 pontos
Henrique Gomes - 8 pontos
Hugo Sepúlveda - 7 pontos
João Diogo - 8 pontos
Luís Coelho - 10 pontos
Luísa Cunha - 8 pontos
Luísa Cunha - 8 pontos
Marcelo Silva - 10 pontos
Mário Duarte - 8 pontos
Nuno Carrilho - 7 pontos
Patrícia Gargaté - 8 pontos
Pedro Dias - 8 pontos
Rita Silva - 8 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos
TOTAL: 124 pontos
Classificação Provisória (20 países)
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Itália - 124 pontos
4.º Roménia - 124 pontos
5.º Portugal - 120 pontos
6.º Grécia - 116 pontos
7.º Bulgária - 100 pontos
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Itália - 124 pontos
4.º Roménia - 124 pontos
5.º Portugal - 120 pontos
6.º Grécia - 116 pontos
7.º Bulgária - 100 pontos
8.º Montenegro - 99 pontos
9.º Israel - 98 pontos
10.º Lituânia - 98 pontos
11.º Moldávia - 93 pontos
12.º Croácia - 92 pontos
13.º Sérvia - 84 pontos
14.º Alemanha - 82 pontos
15.º Estónia - 80 pontos
16.º Geórgia - 79 pontos
17.º Bélgica - 76 pontos
18.º Polónia - 75 pontos
19.º Azerbaijão - 54 pontos
20.º São Marino - 54 pontos
9.º Israel - 98 pontos
10.º Lituânia - 98 pontos
11.º Moldávia - 93 pontos
12.º Croácia - 92 pontos
13.º Sérvia - 84 pontos
14.º Alemanha - 82 pontos
15.º Estónia - 80 pontos
16.º Geórgia - 79 pontos
17.º Bélgica - 76 pontos
18.º Polónia - 75 pontos
19.º Azerbaijão - 54 pontos
20.º São Marino - 54 pontos

Sem comentários
Enviar um comentário