O Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 continua hoje com as análises das canções de Israel, Bélgica e Lituânia no Festival Eurovisão 2026.
A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisará as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 22 de abril, com as análises às canções de Israel, Bélgica e Lituânia. Descobre qual foi a canção mais votada do dia e as principais mudanças da tabela.
Israel - "Michelle" - Noam Bettan
Henrique Gomes - A proposta de Israel evoca imediatamente Stromae, equilibrando uma introdução atmosférica com um refrão rítmico e contagiante. Esta dinâmica de crescimento musical, se aliada a um staging impactante, tem um enorme potencial de performance em palco. Todavia , é impossível dissociar o contexto artístico do geopolítico; desde o escalar do conflito, o padrão de votação tem demonstrado uma mobilização massiva por parte do público. Por isso, a canção , a meu ver será a potencial vencedora do televoto ou, no mínimo, presença garantida no Top 3 do público .
Luís Coelho - Adoro a voz do Noam Bettan e o facto da canção ser bilingue, eleva em muito o seu potencial, algo que é enriquecido pelo instrumental do tema que é, sem dúvida, um dos mais interessantes da edição. Candidata ao pódio.
Luísa Cunha - A proposta de Israel deixa-me algo indecisa. Há elementos muito interessantes, sobretudo na construção da canção e na forma como vai crescendo até ao refrão, que acaba por resultar e criar impacto. O Noam Bettan tem uma voz agradável e segura, o que ajuda a sustentar bem a narrativa do tema. Ainda assim, sinto que falta um pouco mais de identidade para se destacar verdadeiramente no meio de tantas propostas fortes. A mistura de idiomas é curiosa, mas nem sempre soa totalmente natural. No geral, vejo potencial para um bom resultado, mas talvez não o suficiente para se afirmar como uma das grandes favoritas.
Nuno Carrilho - É quase impossível ser indiferente ao estado em que tudo chegou... e não falo na Eurovisão porque, realista sendo, a Eurovisão deve ser a menor das nossas preocupações. Contudo, ainda assim, tenho Israel no lote das minhas quase favoritas. Longe do registo das participações anteriores, vejo em "Michelle" um potencial de alcançar novos públicos de forma gratuita, ainda que a viabilidade da canção poder competir seja um dos mistérios do ano. É uma clara finalista e veremos o que depois acontecerá...
Tomás Nabais - Israel continua em competição na Eurovisão, apesar dos apelos de alguns países para a sua exclusão devido à grave situação na Faixa de Gaza. Ainda assim, deixando de lado a vertente política — até porque este é um concurso de canções — importa focar em “Miichelle”. Trata-se de um pop contemporâneo com traços de balada emotiva, agradável mas não particularmente marcante. Um dos pontos negativos é a mistura de três idiomas — francês, hebraico e inglês —, que soa algo pouco coesa. A voz de Noam Bettan é competente, embora não se destaque significativamente. Ainda assim, acredito que a canção tem potencial para se qualificar para a final. Não me surpreenderia que alcançasse um resultado sólido.
Pontuações à canção de Israel
Adão Nogueira - 10 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 1 ponto
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 5 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 10 pontos
Luísa Cunha - 4 pontos
Luísa Cunha - 4 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 8 pontos
Patrícia Gargaté - 1 ponto
Pedro Dias - 10 pontos
Rita Silva - 6 pontos
Tomás Nabais - 5 pontos
TOTAL: 98 pontos
Bélgica - "Dancing on the ice" - ESSYLA
Adão Nogueira - A proposta da Bélgica este ano é “Dancing on the ice” interpretada pela Essyla. Foi um daqueles momentos em que a transição do estúdio para a primeira prestação ao vivo simplesmente não correu como esperava. A canção tem tudo para resultar, produção moderna, atmosfera forte e um refrão que, em teoria, podia ter criado impacto, mas ao vivo acabou por contar outra história. A cantora parecia desconfortável desde os primeiros segundos, como se estivesse constantemente a tentar recuperar o controlo da performance. A afinação teve altos e baixos, a respiração soou presa em vários momentos e a presença em palco nunca chegou a ganhar a força que a música exigia. A certa altura, parecia que o palco estava a dominar a artista, e não o contrário. No fim ficou marcada mais pelo que faltou do que pelo que entregou. A Bélgica já nos habituou a performances sólidas e bem construídas, mas o ponto a favor é que ainda têm algum tempo para melhorar e elevar a sua performance.
João Diogo - A proposta da Bélgica não me conseguiu convencer em nenhum dos momentos. Apesar de reconhecer alguma qualidade na produção, sinto que falta identidade e impacto real. Ao vivo, a ESSYLA pareceu insegura e isso acabou por comprometer totalmente a canção. Nunca houve um momento em que sentisse que a atuação estava sob controlo, e isso torna difícil envolver-me. Para mim, é uma proposta que passa um pouco ao lado.
Gonçalo Canhoto - A Bélgica procura inverter o rumo com “Dancing on the Ice”. Trata-se de um europop dançável, vibrante e com replay value, acabando por se entranhar com várias audições. É uma das canções que mais tem crescido em mim e já dei por mim a cantarolá-la ao longo do dia, embora considere que este magnetismo possa não ser suficiente para a tornar memorável. Do pouco que já foi possível observar da sua apresentação ao vivo, ESSYLA é uma intérprete tecnicamente competente, embora lhe faltem o carisma e a energia em palco exigidos numa proposta deste género, o que poderá revelar-se fatal em Viena.
Marcelo Silva - A Bélgica apresenta uma proposta moderna, com influências de pop alternativo e eletrónico. No entanto, a canção soa algo desorganizada, como uma mistura de ideias que não chega a formar um todo coerente. Em palco, será fundamental criar uma atmosfera visual forte que compense essa falta de identidade. Os vocais levantam algumas dúvidas, o que pode comprometer o impacto geral da atuação.
Rita Silva - “Dancing on the Ice” tem uma base interessante e até um certo potencial comercial, mas acaba por não se destacar como seria esperado. A Bélgica traz algo contemporâneo, mas falta-lhe aquele elemento diferenciador que fica na memória. A ESSYLA é competente, mas a atuação ao vivo mostrou algumas fragilidades, tanto a nível vocal como de presença em palco. No geral, é uma proposta que se ouve bem, mas dificilmente marca.
Pontuações à canção da Bélgica
Adão Nogueira - 4 pontos
Alina Aleixo - 3 pontos
Gonçalo Canhoto - 7 pontos
Henrique Gomes - 5 pontos
Hugo Sepúlveda - 4 pontos
João Diogo - 3 pontos
Luís Coelho - 5 pontos
Luísa Cunha - 3 pontos
Luísa Cunha - 3 pontos
Marcelo Silva - 5 pontos
Mário Duarte - 5 pontos
Nuno Carrilho - 5 pontos
Patrícia Gargaté - 7 pontos
Pedro Dias - 7 pontos
Rita Silva - 5 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos
TOTAL: 76 pontos
Lituânia - "Solo Quero Más" - Lion Ceccah
Alina Aleixo - Musicalmente considero das canções mais merecedoras da vitória! Quando a ouvi pela primeira vez, no início pensava que era mais uma balada aborrecida, mas fui completamente apanhada de surpresa quando cheguei ao refrão e escutei aquela batida eletrónica... wow! E depois o revamp veio torná-la ainda melhor. É uma canção sobre resiliência e de facto é um abraço. O fator multilingue da letra, a mistura de vários idiomas foi bastante inteligente e soa muito bem. Tenho a certeza de que atuação ao vivo vai surpreender – quem fica indiferente a um intérprete cheio de glitter? – e acredito que esta performance seja mais impactante do que a da final nacional. Acredito que chegará pelo menos ao top 10 e efetivamente sólo quiero más!
Hugo Sepúlveda - Lituânia é a definição de “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Lion Ceccah e "Sólo Quiero Más" vão ser daquelas actuações que, quando estamos a ver pela primeira vez, ficamos reticentes com os visuais excêntricos e a mistura de idiomas, mas que depois somos arrebatados pelo espectáculo de todo o conjunto. Lion Ceccah tem uma voz incrível e traz-nos uma canção com uma autenticidade muito vincada e uma sonoridade mais alternativa, ao estilo lituano. Tendo em conta o primeiro impacto, especialmente no público, espero que a Lituânia consiga providenciar uma actuação sólida e que seja recebido como algo mais do que “apenas” extravagante.
Mário Duarte - A canção da Lituânia é diferente e isso joga tanto a favor como contra. Não me conquistou logo, mas o refrão acaba por ficar no ouvido. O Lion Ceccah tem boa presença e segura bem a atuação, embora o conceito visual por vezes pareça um pouco excessivo. É uma proposta que pode dividir opiniões, mas tem personalidade.
Patrícia Gargaté - Sólo quiero que esta canción pase a la final! Será pedir muito? Confesso que a canção da Lituânia não me conquistou à primeira e a atuação em palco causou-me alguma estranheza. Foi o refrão orelhudo que acabou por conquistar-me e que me levou a prestar mais atenção aos pormenores. Acredito que há imensa margem de melhoria para a performance em palco, mas o Lion é um artista, tem um vozeirão surreal e uma visão artística diferenciada. Tenho receio que a europa sinta o mesmo que eu: estranheza à primeira audição... e que isso acabe por não beneficiar esta proposta. Espero uma melhoria visual, uma vez que a nível vocal já está muito bom! Boa sorte Lituânia !
Pedro Dias - Pergunta: A Greta sabe da quantidade de água que este artista gasta para retirar o betume prateado com que barra a face? Já vi criarem flotilhas por bem menos... Bem, mas focando-me na canção que o nosso leão da Lituânia apresenta a concurso, das duas uma: ou é artisticamente tão evoluída que eu não tenho capacidade para a compreender ou é simplesmente fraquinha, sem grande interesse. Se passar à final é só mais um sinal de que o espalhafato e a excentricidade, por vezes, se sobrepõem à qualidade... Olé! (só para dar aquele toque castelhano que o Sr. Ceccah tanto aprecia).
Pontuações à canção da Lituânia
Adão Nogueira - 6 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 6 pontos
Henrique Gomes - 5 pontos
Hugo Sepúlveda - 8 pontos
João Diogo - 4 pontos
Luís Coelho - 4 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Marcelo Silva - 6 pontos
Mário Duarte - 7 pontos
Nuno Carrilho - 6 pontos
Patrícia Gargaté - 10 pontos
Pedro Dias - 5 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 6 pontos
TOTAL: 98 pontos
Classificação Provisória (12 países)
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Portugal - 120 pontos
4.º Grécia - 116 pontos
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Portugal - 120 pontos
4.º Grécia - 116 pontos
5.º Montenegro - 99 pontos
6.º Israel - 98 pontos
7.º Lituânia - 98 pontos
8.º Moldávia - 93 pontos
9.º Croácia - 92 pontos
10.º Estónia - 80 pontos
11.º Geórgia - 79 pontos
12.º Bélgica - 76 pontos
6.º Israel - 98 pontos
7.º Lituânia - 98 pontos
8.º Moldávia - 93 pontos
9.º Croácia - 92 pontos
10.º Estónia - 80 pontos
11.º Geórgia - 79 pontos
12.º Bélgica - 76 pontos

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