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[Olhares sobre o ESC2026] São Marino, Polónia e Sérvia

Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 continua hoje com as análises das canções de São Marino, Polónia e Sérvia no Festival Eurovisão 2026, fechando a primeira semifinal do concurso deste ano.


A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 23 de abril, com as análises às canções de São Marino, Polónia e Sérvia, encerrando as análises dos temas que disputam, a 12 de maio, a primeira semifinal do Festival Eurovisão 2026.

São Marino - "Superstar" - Senhit


Henrique Gomes - Senhit apresenta-se desta vez na Eurovisao com Superstar , em parceria com Boy George. Comparando com 2021, "Adrenalina" era superior a Superstar e mesmo assim só ficou 9º lugar na semifinal. Embora a qualidade de "Superstar" possa parecer reduzida , o histórico da Senhit mostra que ela é mestre em transformar canções através de revamps e de uma presença de palco explosiva. Se a equipa seguir a estratégia de polimento visual e sonoro de 2021, a parceria com Boy George pode ser o trunfo necessário para surpreender os céticos e garantir o apuramento.

Luís Coelho - Fórmula repetida, já vista e já gasta. Convidar um nome conhecido da música internacional para aparecer por uns segundos também não me parece nada de especial, mas gosto do refrão. 

Nuno Carrilho - "Superstar" fica na cabeça? Confere. "Superstar" é uma boa proposta? Ehhh... Se a Eurovisão fosse os Jogos Olímpicos, diria que esta proposta de São Marino cumpria os mínimos olímpicos e/ou que tinha ganho uma daquelas vagas dadas meio que por solidariedade. É tudo estranho e sinto que é das (ou até, a) propostas mais fracas do ano... Contudo, de tão estranho que tudo pode vir a ser, pode ser uma das surpresas da noite. Para mim, se ficar de fora do último lugar da semifinal, será uma surpresa.

Tomás Nabais - A participação de São Marino deste ano traz alguns factos curiosos que merecem destaque. Senhit regressa ao palco da Eurovisão pela quarta vez, reforçando a sua ligação ao concurso. Além disso, não é a primeira vez que aposta numa colaboração com um artista internacional: em 2021 contou com o rapper norte-americano Flo Rida em “Adrenalina” e, este ano, apresenta “Superstar” ao lado de Boy George. Se nessa edição conseguiu garantir um lugar na Grande Final, este ano duvido que o mesmo aconteça. A canção soa demasiado datada e a letra revela-se pouco cativante. Ainda que Senhit mantenha uma boa prestação vocal, isso poderá não ser suficiente para convencer. Salvo uma surpresa inesperada, o apuramento parece pouco provável.

Pontuações à canção de São Marino
Adão Nogueira - 4 pontos
Alina Aleixo - 6 pontos
Gonçalo Canhoto - 3 pontos
Henrique Gomes - 3 pontos
Hugo Sepúlveda - 2 pontos
João Diogo - 2 pontos
Luís Coelho - 3 pontos
Luísa Cunha - 2 pontos
Marcelo Silva - 6 pontos
Mário Duarte - 3 pontos
Nuno Carrilho - 5 pontos
Patrícia Gargaté - 3 pontos
Pedro Dias - 7 pontos
Rita Silva - 3 pontos
Tomás Nabais - 2 pontos

TOTAL: 54 pontos

Polónia - "Pray" - Alicja


Adão Nogueira - A Polónia este ano apresenta-nos “Pray”, interpretada por Alicja. Apresenta-se com uma produção polida e uma identidade clara, mas mesmo assim deixa um pouco a desejar quando comparada com outras entradas deste ano. A faixa tem boas intenções, há uma melodia interessante aqui e ali, uma atmosfera que tenta ser moderna e emocional ao mesmo tempo, mas falta-lhe aquele elemento que realmente a faça destacar-se. É como se tudo estivesse “quase lá”, mas sem nunca chegar ao impacto que promete. A voz da cantora soa competente no estúdio, mas não há aquele momento marcante que te faça pensar, ok, isto vai arrasar ao vivo. No geral, acaba por ser uma proposta agradável, mas que não cria grande expectativa para a performance final. Fica a sensação de que, com um arranjo mais ousado ou uma direção artística mais forte, podia ter sido algo bem mais memorável.

João Diogo - Sinto que esta canção, que fica a anos luz daquela que Alicja iria defender em 2020, acaba por ser um tudo e um nada. Perde-se no meio de tanta coisa que tentaram meter em três minutos e acaba sem despertar qualquer sentimento. Para mim, não passa.

Gonçalo Canhoto - A Polónia apresenta-se este ano a concurso com uma proposta insossa e desprovida de identidade, ficando a milhas da qualidade com que ALICJA já nos brindou. Embora a intérprete se revele vocalmente irrepreensível, "Pray" é uma composição que não me transmite qualquer emoção e que progride de forma estranha, não chegando a lado algum. A meu ver, o país falha em cativar, resultando num momento que não justifica a presença na final. É uma aposta estéril, que se perde na ausência de um rasgo criativo que lhe permita destacar-se. No que me diz respeito, não merecia a qualificação. Next!

Marcelo Silva - E finalmente temos Alicja de volta! “Pray” é uma canção acessível e facilmente memorável, com potencial para conquistar os jurados. A performance ao vivo irá conquistar, sobretudo porque o nível do vocal, a presença e carisma da artista são indiscutíveis. Com uma execução sólida, poderá garantir uma qualificação confortável para a final. Não seria surpresa vê-la afirmar-se como um verdadeiro dark horse desta edição.


Pontuações à canção da Polónia
Adão Nogueira - 4 pontos
Alina Aleixo - 5 pontos
Gonçalo Canhoto - 4 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 3 pontos
João Diogo - 4 pontos
Luís Coelho - 5 pontos
Luísa Cunha - 3 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 5 pontos
Nuno Carrilho - 5 pontos
Patrícia Gargaté - 5 pontos
Pedro Dias - 5 pontos
Rita Silva - 5 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos

TOTAL: 75 pontos

Sérvia - "Kraj Mene" - Lavina


Alina Aleixo - Esta canção começa com instrumental bastante imersivo que nos leva até a um refrão com melodia rock, onde se torna evidente de que o intérprete tem uma voz poderosa. Até aqui tudo certo, adoro. Só que, no último minuto dá-se uma explosão que me soa um pouco exagerada, e para mim arruína a atmosfera. Há quem seja fã, mas infelizmente não é para mim. A vibe melancólica sobre uma dor profunda provocada por uma relação unilateral está presente do início ao fim e relativamente à atuação não considero que deveria sofrer alterações. Na Eurovisão acredito na possibilidade de conquistar um lugar na final.

Hugo Sepúlveda - Se a “Andromeda” croata nos traz um ritual místico, a Sérvia leva-nos à obscuridade total. Lavina trazem-nos uma das canções com uma sonoridade mais “forte” e “pesada” da edição e é das que ainda não saiu do meu top10 desde que foi escolhida. Ainda que possa fugir ao gosto do espectador mais comum, é sempre bom quando os países arriscam e espero que seja valorizada. A garra, o dramatismo e a emoção crua que a canção carrega, bem como a atmosfera sombria da própria atuação, são sem dúvida o ponto forte. A Sérvia fechar a semifinal também foi uma surpresa, mas acabar com aquele clímax de emoção, vocais intensos e pirotecnia vai ser incrível! Vão contar com o meu voto! 

Patrícia Gargaté - Começo por dizer que, para surpresa de zero pessoas, esta é a minha canção favorita desta edição... e talvez dos últimos anos. Autenticidade e sentimento são as palavras de ordem e, mesmo não percebendo uma palavra de sérvio, a canção conquistou-me à primeira audição. Impressiona-me a inteligência da banda, que claramente sabe para onde vai, pois constrói a performance e ajusta a interpretação ao que se pede. Depois de conhecer a discografia dos Lavina, fiquei com 100% de certeza de que eles sabem o que é a Eurovisão e como ajustar o seu produto ao formato. Com uma discografia de comparar aos grandes do prog, como os Dream Theater, os Lavina optam por "Kraj Mene" para Viena, não inocentemente, pois aqui conseguem um refrão orelhudo, uma melodia memorável e uma construção de performance, vocal e instrumental, perfeitas. Percebo que não seja para o consumo geral, mas há espaço para uma boa franja de pessoas conectarem com a canção e apreciarem o que de melhor se faz na Eurovisão. Que lufada de ar fresco sair um pouco da mesmice, que não tem que ser má, mas que permite reforçar que o Festival é um concurso com variedade e para todos. Obrigada pelo arrojo e espero que mais países sigam o exemplo, tanto neste género musical como em tantos outros que são marginalizados na Eurovisão.

Pedro Dias- Vamos lá ver... Como é que hei-de dizer isto sem ser cancelado? Eu sou um forte defensor da diversidade musical, e acho que todos os géneros e estilos devem ter lugar na Eurovisão. Mas se é para ser uma canção de metal progressivo, então que não a encham de dormidina, com um espasmo lá pelo meio que ainda dá alguma esperança ao ouvinte, mas que rapidamente se esbate em camomilas, lavandas, passifloras e valerianas... Penso que passará à final só porque eles se vestem de preto e têm caras de mau, mas para mim voltavam a casa mais cedo. Ou melhor, nem saiam de casa, que sempre poupavam no gasóleo.


Pontuações à canção da Sérvia
Adão Nogueira - 2 pontos
Alina Aleixo - 4 pontos
Gonçalo Canhoto - 5 pontos
Henrique Gomes - 4 pontos
Hugo Sepúlveda - 8 pontos
João Diogo - 7 pontos
Luís Coelho -  5 pontos
Luísa Cunha - 5 pontos
Marcelo Silva - 7 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 5 pontos
Patrícia Gargaté - 12 pontos
Pedro Dias - 3 pontos
Rita Silva - 6 pontos
Tomás Nabais - 5 pontos

TOTAL: 84 pontos

Classificação Provisória (15 países)
1.º 
Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Portugal - 120 pontos
4.º Grécia - 116 pontos
5.º Montenegro - 99 pontos
6.º Israel - 98 pontos
7.º Lituânia - 98 pontos 
8.º Moldávia - 93 pontos 
9.º Croácia - 92 pontos
10.º Sérvia - 84 pontos
11.º Estónia - 80 pontos
12.º Geórgia - 79 pontos
13.º Bélgica - 76 pontos
14.º Polónia - 75 pontos
15.º São Marino - 54 pontos


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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL
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