O Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 continua hoje na segunda semifinal do concurso com as análises das canções da Dinamarca, Austrália e Ucrânia.
A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 28 de abril, com análises das canções da segunda semifinal do concurso, com os temas do Dinamarca, Austrália e Ucrânia.
Dinamarca- "For vi går hjem" - Søren Torpegaard Lund
Henrique Gomes - A Dinamarca traz este ano uma das propostas mais vibrantes da edição, onde o grande trunfo é a entrega emocional que se sente na voz. Soren apresenta-se com um registo vocal muito poderoso, capaz de sustentar uma performance cénica que torna o conjunto visualmente muito interessante. É uma candidatura que equilibra bem a técnica com a energia, fugindo ao risco de ser apenas mais uma balada ou um tema pop genérico. Pela qualidade da execução e pelo impacto que causa à primeira audição, acredito que a Dinamarca é um qualificado óbvio para a final, tendo todas as ferramentas necessárias para garantir um lugar no top 10.
Luís Coelho - Depois de alguns desaires nos últimos anos, a Dinamarca veio para o Festival Eurovisão 2026 com a força toda. Contudo, continua longe das minhas favoritas...
Nuno Carrilho - Adoro “Før vi går hjem”, foi daquelas que me conquistou mesmo sem estar à espera. Há algo muito especial na forma como a canção se constrói, com uma intensidade que vai crescendo e nos envolve completamente. E o facto de ser cantada em dinamarquês só acrescenta — dá-lhe uma autenticidade e identidade que a destacam logo à partida. A interpretação do Søren é super sentida e consegue transmitir tudo sem parecer forçado. Para mim, é claramente uma das grandes surpresas deste ano e merece chegar longe.
Tomás Nabais - “Før vi går hjem” é uma daquelas canções que se insinuam lentamente e, quando damos por isso, já nos envolveram por completo. A interpretação de Søren Torpegaard Lund é intensa e sentida, elevando cada palavra a um plano quase teatral, sem nunca perder autenticidade. A melodia, subtil mas eficaz, acompanha na perfeição a tensão emocional da letra, criando uma atmosfera íntima e ligeiramente inquietante. Há aqui uma beleza crua na forma como se explora o desejo e a fragilidade humana. Não é uma canção imediata, mas recompensa quem a escuta com atenção. Facilmente na Grande Final e poderá surpreender na votação.
Pontuações à canção da Dinamarca
Adão Nogueira - 6 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 10 pontos
Henrique Gomes - 12 pontos
Hugo Sepúlveda - 10 pontos
João Diogo - 8 pontos
Luís Coelho - 5 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Marcelo Silva - 12 pontos
Mário Duarte - 8 pontos
Nuno Carrilho - 12 pontos
Patrícia Gargaté - 7 pontos
Pedro Dias - 12 pontos
Rita Silva - 10 pontos
Tomás Nabais - 10 pontos
TOTAL: 144 pontos
Austrália - "Eclipse" - Delta Goodrem
Adão Nogueira - A Austrália este ano é representada por Delta Goodrem com “Eclipse”. Uma proposta que se destaca pela forma como combina modernidade com uma execução muito segura. A produção é polida, cheia de pequenos detalhes que mostram cuidado e intenção, e a música tem aquela fluidez que prende a atenção sem precisar de recorrer a grandes artifícios. Delta entrega uma performance vocal muito sólida, com um timbre que encaixa perfeitamente no estilo da faixa. Há uma confiança natural na forma como conduz a melodia, o que dá à canção uma presença imediata. Além disso, a construção musical tem um crescendo subtil que mantém o interesse até ao final, sem nunca perder o equilíbrio. No geral, é uma proposta que transmite maturidade e consistência. Não tenta reinventar a roda, mas sabe exatamente o que quer ser, e isso nota-se perfeitamente. É uma música que se afirma pela qualidade e pela clareza artística, e que facilmente se destaca num alinhamento competitivo como o ESC.
João Diogo - Gosto da Delta Goodrem, sempre achei que ela tem uma grande voz e presença, mas “Eclipse” não me diz assim tanto. Está tudo lá — boa produção, vocais impecáveis — mas a música em si não me prende muito. Acabo por ouvir e achar competente, mas falta-lhe qualquer coisa para me conquistar mesmo. Ainda assim, percebo o apelo e acredito que possa resultar bem no palco.
Gonçalo Canhoto - As nossas preces foram ouvidas: Delta Goodrem estreia-se (finalmente!) no palco eurovisivo e traz tudo aquilo que dela poderíamos esperar. "Eclipse" é uma balada pop com uma produção soberba e moderna, sustentada por vocais irrepreensíveis. Oh, sim, muitos vocais. Sem recorrer a grandes artefactos, acredito que a sua aparente simplicidade lhe permitirá chegar ao público e ao júri de forma consensual. A Austrália entra diretamente para o lote dos candidatos à vitória.
Marcelo Silva - Desde pequeno, enquanto muitos ouviam Britney Spears ou Christina Aguilera, eu sempre fui “team” Delta Goodrem. Entre concertos, CDs autografados e memórias, vê-la agora no palco eurovisivo é um momento épico “Aí Coração”. “Eclipse” é uma das propostas mais completas deste lote, combinando qualidade vocal, produção moderna e uma identidade artística muito bem definida fiel à Delta, mas sem soar datada. A canção cresce de forma envolvente até um clímax poderoso e impactante. Se a realização acompanhar essa intensidade, pode destacar-se claramente da concorrência. Para mim, é uma forte candidata à vitória. Em maio, serei totalmente “Delta”.
Pontuações à canção da Austrália
Adão Nogueira - 10 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 12 pontos
Henrique Gomes - 12 pontos
Hugo Sepúlveda - 8 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 12 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Marcelo Silva - 12 pontos
Mário Duarte - 10 pontos
Nuno Carrilho - 12 pontos
Patrícia Gargaté - 6 pontos
Pedro Dias - 7 pontos
Rita Silva - 10 pontos
Tomás Nabais - 10 pontos
TOTAL: 145 pontos
Ucrânia - "Ridnym" - LELEKA
Alina Aleixo - Pessoalmente não é das minhas canções favoritas este ano. Reconheço a vulnerabilidade do tema, tendo em conta a situação que se mantém neste país. É sobre enfrentar os medos, encontrar força na natureza e voltar para casa. São interessantes as oscilações na melodia que, num momento é suave e angelical, e de repente um bocadinho mais rápida e agressiva. Musicalmente, o refrão faz-me lembrar as canções eurovisivas nos anos 2000. A high note é sem dúvida o ponto alto numa harmonia espetacular, mas acho um bocadinho ‘seca’ a forma quase repentina como a canção termina. Seria bonito se terminasse acapella. Relativamente ao staging, o da final nacional é perfeitamente aceitável, mas espero ver algo mais elaborado. Sinceramente, acho que será finalista.
Hugo Sepúlveda - Leléka não era a minha favorita para ganhar esta edição do Vidbir, tanto que a minha primeira impressão de “Ridnym” não era a melhor. No entanto, certo dia, consegui ver o potencial que a canção tem. A identidade cultural está bem presente, ao estilo daquilo que a Ucrânia nos habituou. Os vocais de Leléka, juntamente com a crescente sonoridade folk com um toque electrónico criam uma atmosfera imersiva cativante. Poderá depender de uma boa aposta cénica e uma actuação sólida e competente, mas acredito que a Ucrânia poderá ter um (mais) um bom resultado, ainda que não pareça reunir tanto consenso como noutros anos.
Patrícia Gargaté - A Ucrânia volta a apostar em grande e à semelhança do ano passado arrisca em algo que não entrega tudo à primeira. É de génio porque todos sabemos a qualidade que o país costuma entregar e o esmero que colocam em cada canção e atuação. "Ridnym" é leve, angelical e tem no seu instrumental algumas características mais industriais que me cativam imenso. É um turbilhão de emoções e tem a capacidade de soar transcendente. E que dizer da capacidade vocal da Leléka... surreal aquela nota longa no fim da canção e mais surreal ainda a forma suave como prossegue. Sem dúvida uma das melhores canções deste ano, não duvido que fará um brilharete em Viena.
Pedro Dias- A presença na final é certa! Ucrânia é Ucrânia e as suas atuações na Eurovisão nunca desiludem. Mas verdade seja dita, que este Ridnym está a anos-luz das melhores canções que já representaram a Ucrânia. Tirando a fantástica nota onde a Leléka demonstra todo o seu poderio vocal, e ter um folego fora de série, a restante canção é bastante monótona e sem grandes momentos de interesse. Por mim não merecia ir à final da Eurovisão, mas como isso não é questão, espero que pelo menos, haja justiça, e fique fora do top 10.
Pontuações à canção da Ucrânia
Adão Nogueira - 8 pontos
Alina Aleixo - 6 pontos
Gonçalo Canhoto - 4 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 6 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 6 pontos
Luísa Cunha - 5 pontos
Luísa Cunha - 5 pontos
Marcelo Silva - 4 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 7 pontos
Patrícia Gargaté - 12 pontos
Pedro Dias - 5 pontos
Rita Silva - 6 pontos
Tomás Nabais - 7 pontos
TOTAL: 94 pontos
Classificação Provisória (29 países)
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Austrália - 145 pontos
3.º Dinamarca - 144 pontos
4.º Suécia - 144 pontos
5.º Chipre - 137 pontos
6.º Itália - 124 pontos
7.º Roménia - 124 pontos
8.º Portugal - 120 pontos
9.º Grécia - 116 pontos
10.º Suíça - 105 pontos
11.º Chéquia - 100 pontos
12.º Bulgária - 100 pontos
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Austrália - 145 pontos
3.º Dinamarca - 144 pontos
4.º Suécia - 144 pontos
5.º Chipre - 137 pontos
6.º Itália - 124 pontos
7.º Roménia - 124 pontos
8.º Portugal - 120 pontos
9.º Grécia - 116 pontos
10.º Suíça - 105 pontos
11.º Chéquia - 100 pontos
12.º Bulgária - 100 pontos
13.º Montenegro - 99 pontos
14.º Israel - 98 pontos
15.º Lituânia - 98 pontos
16.º Ucrânia - 94 pontos
17.º Arménia - 93 pontos
18.º Moldávia - 93 pontos
19.º Croácia - 92 pontos
20.º Letónia - 88 pontos
21.º Luxemburgo - 87 pontos
22.º Sérvia - 84 pontos
23.º Alemanha - 82 pontos
24.º Estónia - 80 pontos
25.º Geórgia - 79 pontos
26.º Bélgica - 76 pontos
27.º Polónia - 75 pontos
28.º Azerbaijão - 54 pontos
29.º São Marino - 54 pontos
14.º Israel - 98 pontos
15.º Lituânia - 98 pontos
16.º Ucrânia - 94 pontos
17.º Arménia - 93 pontos
18.º Moldávia - 93 pontos
19.º Croácia - 92 pontos
20.º Letónia - 88 pontos
21.º Luxemburgo - 87 pontos
22.º Sérvia - 84 pontos
23.º Alemanha - 82 pontos
24.º Estónia - 80 pontos
25.º Geórgia - 79 pontos
26.º Bélgica - 76 pontos
27.º Polónia - 75 pontos
28.º Azerbaijão - 54 pontos
29.º São Marino - 54 pontos

Sem comentários
Enviar um comentário