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[Olhares sobre o ESC2026] Albânia, Malta e Noruega

Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 encerram hoje as análises da segunda semifinal do concurso com as canções da Albânia, Malta e Noruega.


A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 29 de abril, com análises das canções da Dinamarca, Austrália e Ucrânia, encerrando as análises da segunda semifinal do formato.

Albânia - "Nan" - Alis


Henrique Gomes A Albânia apresenta-se com Alis e "Nân", uma proposta onde se destaca uma voz muito poderosa e uma entrega emocional profunda. A letra, que significa "Mãe", remete para o sentimento de saudade e para a partida de um ente querido. Pela sua composição e qualidade lírica, é sem dúvida uma das melhores letras deste ano, conseguindo prender o espectador ao ecrã. Embora as casas de apostas a coloquem atualmente na borderline, a probabilidade de qualificação é real, talvez devido ao júri, que tende a privilegiar a qualidade da canção e a técnica vocal em detrimento do espetáculo visual.

Luís Coelho -  A Albânia quer ganhar o Festival Eurovisão (e já o merecia...). A proposta deste ano eé uma música épica que "respira" balcãs a 100%. Arrisco-me a dizer que é uma canção boa demais para a Eurovisão. 

Nuno Carrilho - A Albânia abriu as hostilidades do ano com uma das suas melhores propostas dos últimos anos. Uma balada tipicamente balcã, interpretada na sua língua nacional e com uma das interpretações mais seguras do ano. Para mim é finalista certo e candidato a um top10 na Final. Contudo, sinto que poderá passar mais despercebida do que merecia... Veremos!

Tomás Nabais - "Nân” é uma proposta delicada e carregada de identidade, que aposta mais na emoção contida do que no impacto imediato. Alis entrega uma interpretação honesta e sensível, conseguindo transmitir a essência íntima da canção com autenticidade. A sonoridade, fortemente enraizada em influências tradicionais, confere-lhe um carácter distinto no conjunto, ainda que por vezes lhe falte alguma evolução ou momento verdadeiramente marcante. É uma canção que se aprecia mais pelo ambiente que cria do que pelo efeito que provoca. Creio que estará na final em Maio com ajuda do televoto.

Pontuações à canção da Albânia
Adão Nogueira - 8 pontos
Alina Aleixo - 4 pontos
Gonçalo Canhoto - 7 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 7 pontos
João Diogo - 8 pontos
Luís Coelho - 10 pontos
Luísa Cunha - 7 pontos
Marcelo Silva - 10 pontos
Mário Duarte - 7 pontos
Nuno Carrilho - 10 pontos
Patrícia Gargaté - 7 pontos
Pedro Dias - 12 pontos
Rita Silva - 8 pontos
Tomás Nabais - 7 pontos

TOTAL: 118 pontos

Malta - "Bella" - AIDAN


Adão Nogueira - Malta este ano é representada por “Bella” e interpretada por Aidan. Por vezes não se
concretiza o ditado e só à quarta é que é de vez., e desta vez a aposta acerta em cheio. Há canções que funcionam bem em estúdio, mas esta vai além disso, pois cria um ambiente tão envolvente que quase nos puxa para dentro dela. Desde a produção, rica em detalhes e com uma construção muito bem pensada, até à interpretação segura do intérprete, tudo contribui para uma experiência coesa e marcante. A voz dele destaca-se pela clareza e pelo controlo, transmitindo emoção sem cair no exagero. A cenografia e o conceito visual reforçam ainda mais a identidade da música, criando um universo próprio que se sente imediatamente. É uma atuação que combina carisma, presença e uma estética pop moderna, alinhada com aquilo que Malta tem vindo a desenvolver nos últimos anos. Com um refrão que fica no ouvido e uma vibe contemporânea que se encaixa perfeitamente nas tendências do pop europeu, “Bella” mostra Malta a jogar com confiança e visão artística. É uma proposta sólida, cativante
e com personalidade, exatamente o tipo de entrada que se destaca num ano competitivo.

João Diogo - Confesso que “Bella” não é uma proposta que me conquiste particularmente. Apesar de reconhecer o cuidado na produção e a intenção de criar uma atmosfera elegante e nostálgica, a canção acaba por não me envolver emocionalmente como seria esperado para este tipo de balada. Sinto que, embora tecnicamente competente, lhe falta um elemento diferenciador que a torne verdadeiramente memorável no meio de tantas outras propostas. A interpretação é segura, mas não me transmite a intensidade necessária para elevar o tema a outro nível. Ainda assim, percebo o seu apelo e acredito que possa encontrar o seu público, especialmente entre jurados, mas pessoalmente acaba por me passar um pouco ao lado.

Gonçalo Canhoto AIDAN alcança finalmente o almejado palco eurovisivo após várias tentativas recentes na seletiva maltesa. Devolvendo o maltês ao certame após um hiato de 54 anos e afastando-se do registo frenético das participações mais recentes, "Bella" impõe-se como uma balada de uma elegância clássica irrepreensível, evocando a estética dos anos 50 do século passado. Trata-se de uma proposta sóbria, sofisticada e elegante, que floresce a cada audição e transmite uma nostalgia requintada. Beneficiando inequivocamente do regresso do júri às semifinais, acredito que Malta garantirá o seu lugar na final, podendo mesmo vir a afirmar-se como um dos dark horses da edição.

Marcelo Silva - Finalmente, Aidan regressa com uma proposta que aquece o coração. Bella é uma “Che Bella Canzone” destaca-se pela sua sensibilidade e elegância. A execução ao vivo será crucial para elevar a candidatura ao seu máximo potencial. São três minutos que prometem ser memoráveis e emocionalmente envolventes. Tem tudo para conquistar tanto o público como os jurados, num momento sofisticado e tocante.



Pontuações à canção de Malta
Adão Nogueira - 12 pontos
Alina Aleixo - 7 pontos
Gonçalo Canhoto - 8 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 5 pontos
João Diogo - 3 pontos
Luís Coelho - 6 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Marcelo Silva - 12 pontos
Mário Duarte - 7 pontos
Nuno Carrilho - 10 pontos
Patrícia Gargaté - 8 pontos
Pedro Dias - 10 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 3 pontos

TOTAL: 110 pontos

Noruega - "Ya Ya Ya" - Jonas Lovv


Alina Aleixo - Esta canção começa incrivelmente bem, e deixa-me na expectativa de que o refrão será épico, icónico... Só que, na verdade, soa-me um pouco desenquadrado e oco. Entendo que a ideia seja o "ya ya ya" ficar no ouvido, mas há algo aqui que não resulta. Além disso, quando a canção termina, fico com a impressão de que o último minuto soa um pouco vazio... parece que a letra ficou por finalizar e em vez disso preferem destacar o instrumental. Até mesmo a própria letra tem um tema tão vago que nem dá para perceber muito bem do que se trata. Relativamente à atuação, faz-me lembrar outras canções eurovisivas de anos anteriores e, portanto, não traz nada de novo. Muito honestamente, e talvez para surpresa de muitos, acho que vai ficar pela semifinal...

Hugo Sepúlveda - Ao contrário dos restantes nórdicos a concurso, a Noruega decidiu que não queria apostar em força no ESC em 2026, o que se notou na edição fraca que foi o MGP este ano. Pelo menos o vencedor não foi o Alexander Rybak, mas sim Jonas Lovv, que nos traz “ Ya Ya Ya”, um “banger” leve, comercial e divertido. O melhor de todo este conjunto é mesmo a presença de palco de Jonas Lovv e o seu carisma! Quanto à canção, “Ya Ya Ya” tem daqueles refrões muito orelhudos e uma letra bem acessível, o que ajuda a ficarmos com ela na cabeça, repetitivamente. Quer se queira, quer não, penso que damos por nós a alinhar na vibe que Lovv nos transmite.


Patrícia Gargaté  "Ya ya ya" é leve e animada e pode não ser uma obra prima de inovação, mas é revitalizante. O Jonas é surrealmente bom tanto a nível vocal como a nível interpretativo, super carismático e profissional. A canção cola como uma pastilha elástica (no bom sentido)! Sabe sempre bem ouvir uma sonoridade mais rock aliada a uma boa prestação, carisma e leveza. Quando as coisas são reais e naturais dá para sentir e é isso mesmo que esta canção e atuação transmitem: leveza, energia e carisma aos montes! Para terminar, deixem-me só desabafar e dizer que não foi o Damiano dos Maneskin que inventou as calças de cintura alta com suspensórios. Obrigada.

Pedro Dias- É consensual que, este ano, os países nórdicos apresentam propostas fortíssimas. Sendo que a Noruega é quase sempre apontada como o país mais fraco entre eles. Mas, muito sinceramente, não compreendo o porquê... Se metessem Franz Ferdinand, Freddie Mercury, Måneskin e uma pitada de purpurinas num copo liquidificador, e dessem três golpes de turbo, o resultado iria ser muito semelhante a Ya Ya Ya. O carisma e a presença em palco de Jonas Lovv são poderosos. Ele tem uma entrega ao tema magistral, e sabe prender quem o vê. Tudo isto, associado a uma canção ultra eficaz, contagiante, e que fica na cabeça em poucos segundos, após a primeira audição, tem tudo para alcançar, merecidamente, o top 10, na final da Eurovisão.

Pontuações à canção da Noruega
Adão Nogueira - 3 pontos
Alina Aleixo - 5 pontos
Gonçalo Canhoto - 5 pontos
Henrique Gomes - 7 pontos
Hugo Sepúlveda - 5 pontos
João Diogo - 7 pontos
Luís Coelho -  4 pontos
Luísa Cunha - 5 pontos
Marcelo Silva - 10 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 8 pontos
Patrícia Gargaté - 8 pontos
Pedro Dias - 10 pontos
Rita Silva - 6 pontos
Tomás Nabais - 7 pontos

TOTAL: 96 pontos

Classificação Provisória (32 países)
1.º 
Finlândia - 164 pontos
2.º Austrália - 145 pontos
3.º Dinamarca - 144 pontos
4.º Suécia - 144 pontos
5.º Chipre - 137 pontos
6.º Itália - 124 pontos
7.º Roménia - 124 pontos
8.º Portugal - 120 pontos
9.º Albânia - 118 pontos
10.º Grécia - 116 pontos
11.º Malta - 110 pontos
12.º Suíça - 105 pontos
13.º Chéquia - 100 pontos
14.º Bulgária - 100 pontos
15.º Montenegro - 99 pontos
16.º Israel - 98 pontos
17.º Lituânia - 98 pontos
18.º Noruega - 96 pontos 
19.º Ucrânia - 94 pontos
20.º Arménia - 93 pontos
21.º Moldávia - 93 pontos 
22.º Croácia - 92 pontos
23.º Letónia - 88 pontos
24.º Luxemburgo - 87 pontos
25.º Sérvia - 84 pontos
26.º Alemanha - 82 pontos
27.º Estónia - 80 pontos
28.º Geórgia - 79 pontos
29.º Bélgica - 76 pontos
30.º Polónia - 75 pontos
31.º Azerbaijão - 54 pontos
32.º São Marino - 54 pontos

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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL
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