[ESPECIAL 2017] Os 10 discos nacionais do ano

Foram muitos e bons os novos discos apresentados por artistas nacionais. Temos dado conta de alguns desses lançamentos através da “Zona de Discos” e de outras rubricas do site e hoje apresentamos 10 dos discos que achamos merecedores de serem incluídos no balanço discográfico nacional de 2017. 

Os discos aqui apresentados pertencem a artistas portugueses que já participaram no Festival da Canção e/ou Concurso Eurovisão da Canção enquanto intérpretes, independentemente de ter sido com os projetos atuais ou formações musicais passadas. Discos ao vivo, compilações com gravações originais e intérpretes que participaram no Festival da Canção apenas como letristas e/ou compositores não foram contemplados. O responsável por esta seleção foi Carlos Carvalho.


Lâmina “Lilith” 
Rock com uma boa dose de psicadelismo, stoner, doom, são ramificações musicais que estão ainda muito ausentes do universo eurovisivo e mesmo do Festival da Canção. Daí não seja de admirar que “Lilith” dos Lâmina tivesse passado despercebido das redações eurovisivas. Num cenário ideal, o Festival da Canção devia também abraçar o underground. Quem sabe um dia. Os Lâmina são constituídos por Vasco Duarte (Homens da Luta e Kalashikov) na guitarra e na voz, Sérgio Pratas da Costa na guitarra, Katari na bateria e Filipe Fonseca no baixo. Merece o #1 neste balanço do ano, não apenas por ser diferente, mas sobretudo por ser muito bom. Para ouvir bem alto!




Kika Cardoso “Kika Cardoso” 
O único programa de talentos que acompanhei foi apenas a Operación Triunfo 1 (2001-2002), por isso, até fevereiro de 2017, o nome Kika Cardoso era-me completamente desconhecido. Conhecê-la através dos Viva la Diva foi um péssimo cartão-de-visita. “Nova Glória” nada mais foi do que um desastroso estereótipo eurovisivo, acabando por me alhear por completo do álbum estreia de Kika Cardoso, isso até ao primeiro fim-de-semana de 2018… Grande álbum! Pop soul do melhor que ouvimos nos últimos anos! Voz soberba num conjunto de canções que combina qualidade e potencial comercial. Merece ser reconhecido como dos melhores álbuns nacionais de 2017! 



Alexander Search “Alexander Search” 
A histórica vitória de Salvador Sobral acarretou uma série de boas consequências e uma delas foi retirar um dos melhores projetos discográficos nacionais do total anonimato. Falamos do álbum “Alexander Search”, um disco indie / rock electrónico baseado no heterónimo de Fernando Pessoa, Alexander Search. Um disco carregado de alter-egos, com uma musicalidade aprimorada e cuidada. A voz de Salvador Sobral, ou melhor, a voz de Benjamin Cymbra, é um elemento a destacar, mas a mestria estende-se aos músicos, nomeadamente a Júlio Resende, ou melhor, a Augustus Search. Ler a crítica a “Alexander Search” AQUI

     


Sara Tavares “Fitxadu” 
Um dos regressos nacionais mais esperados de 2017 foi o novo álbum da menina que outrora recusou o sucesso fácil da pop. Ao longo dos anos, a afro-pop-soul tornou-se a sua imagem sónica e é o desenvolvimento desse cunho pessoal que testemunhamos em “Fitxadu”, um álbum que abre espaço a inúmeras participações, lançando também convite a uma presença mais notada da electrónica. O álbum está há nove semanas no top 20 dos discos mais vendidos em Portugal, chegando a alcançar o #2. Ler a crítica a “Fitxadu” AQUI

    


Luciana Abreu “Luciana Abreu” 
Só pelo simples facto de se tratar da Luciana Abreu e por estarmos perante um álbum com a chancela da Vidisco, estão reunidas as condições para as críticas destrutivas dos pseudo-experts em música. “Luciana Abreu” é um disco comercial, com vários potenciais singles, tentando aproveitar a boleia da grande exposição que a música latina e ritmos quentes estão a receber a nível mundial. “Luciana Abreu” esteve durante 7 semanas no top 50 dos discos mais vendidos em Portugal, sendo o #21 a melhor posição. Ler a crítica a "Luciana Abreu" AQUI 



Dulce Pontes "Peregrinação"
Talvez a escolha de “Nevoeiro” como primeiro tema promocional de “Peregrinação” tenha dificultado o interesse pelo tão esperado novo álbum de Dulce Pontes. Será certamente um daqueles casos em que a escolha errada para um primeiro single põe em causa um grande álbum. Esperamos que não venha a ser este a ser o caso. “Peregrinação” mostra-nos Dulce Pontes na sua artística singularidade, num álbum recheado de belos momentos, desde “Meu amor sem aranjuez”, a “Bailados do Minho”. Dulce Pontes foi e é a melhor voz de Portugal. 



Ágata “Preto no Branco” 
Muito antes de ser Ágata, tentou chegar ao palco da Eurovisão e nos anos 90 tornou-se num dos maiores ícones da música em Portugal, apesar das constantes críticas ao estilo musical que apresentava. Gostos à parte, “Preto no Branco”, com Ricardo Landum no comando técnico, apresenta o mais forte conjunto canções de Ágata desde a época de “Escrito no Céu” (1997). “Tá bonito”, “Livro de Reclamações” e “Nem morta” foram, até ao momento, os temas promovidos. Ler crítica a “Preto no Branco” AQUI

    


Marco Rodrigues “Copo meio cheio” 
Podíamos rechear este pequeno resumo com clichés promocionais tais como, “o melhor álbum de Marco Rodrigues”, ou “clássico instantâneo”, mas a verdade é que ou ouvir “Copo meio cheio” apetece-nos utilizar alguns desses clichés porque foi efetivamente a sensação que nos deixou. Um disco que, à semelhança de outros exemplos atuais, casa o fado com atuais nomes da música portuguesa de áreas alheias. “Copo meio cheio” é o primeiro top 10 de Marco Rodrigues na tabela dos discos mais vendidos em Portugal (#8), ficando mais 5 semanas no top 50. 



LOQ “Capitão Jangada” 
Apresentam-se como um projeto de indie rock e electro world music, chamam-se LOQ e são a nova proposta musical de Daniela Varela e Jorge Manuel Marques (ambos Flor-de-Lis). “Capitão Jangada” é música pelo único prazer da música, pelo prazer da experimentação instrumental e pelo amor da linguagem musical portuguesa, mas dando-lhe um toque universal. Se estivéssemos na Estónia, seria algo que teria lugar no Eesti Laul. 


Paulo de Carvalho “Duetos” 
Foi o disco com o qual iniciámos a “Zona de Discos”, dando-lhe nota máxima. É difícil encontrar palavras para criticar “Duetos” porque mais do que novas canções, o que Paulo de Carvalho apresenta neste disco é uma nova abordagem a capítulos musicais que são seus, mas que há muito extravasaram essa relação e passaram a ser também capítulos da moderna história da música portuguesa. Composições de sempre, com novos arranjos, com novas vozes. É um disco intemporal para ser descoberto. Foi #1 na tabela de vendas e está há 29 semanas no top 50. Ler crítica a “Duetos” AQUI



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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: GOOGLE  / Vídeo: YOUTUBE

1 comentário:

  1. Anónimo21:46

    Excelente seleção. Dulce Pontes is the best :)

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