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BNT
Bulgária
Crimeia
ESC2017
Kristian Kostov
A comitiva da Bulgária no Festival Eurovisão 2017 lamentou a campanha de "meias verdades" lançada contra a sua candidatura no dia da semifinal.
ESC2017: Comitiva da Bulgária lamenta campanha de "meias verdades"
A comitiva da Bulgária no Festival Eurovisão 2017 lamentou a campanha de "meias verdades" lançada contra a sua candidatura no dia da semifinal.
Depois de ter conquistado a sua melhor classificação de sempre - 2.º lugar com 615 pontos - a comitiva da Bulgária, através da sua página oficial do Facebook, agradeceu a todos os que apoiaram a candidatura de Kristian Kostov no Festival Eurovisão 2017. Contudo, a comitiva lamentou a campanha de "meias verdades" lançada contra a sua candidatura no dia da semifinal, referindo às notícias na imprensa ucraniana que davam conta da visita do cantor à região da Crimeia em 2014.
"Claro que não foi esta a razão pela qual não ganhámos, mas foi decepcionante e emocionalmente desgastante (...) Não vamos falar que possa ter influenciado o voto de alguns jurados. Embora, mais uma vez, isto não teria alterado nada no resultado final" pode ler-se no post. Contudo, há que frisar, que dois dos jurados da Ucrânia colocaram a Bulgária na última posição, apesar do televoto lhe ter atribuído dois pontos.
"Tentamos evitar qualquer conotação política e mantivemos o Kristian longe disso... Ele é uma pessoa que une as pessoas e não que as divide. E podemos dizer que foi missão cumprida" continuou, revelando a vontade de vencer a competição em breve, "A Eurovisão pode construir carreira e é isto que queremos mostrar aos nossos futuros representantes. E quem sabe... um dia poderemos terminar o que começámos. Um dia, mas agora ainda não".
Fonte: eurovoix / Imagem: Eurovision.tv /Vídeo: Eurovision.tv
Bulgária
Crimeia
ESC2017
Kristian Kostov
Bulgária: Kristian Kostov não será punido por ter visitado a Crimeia
Kristian Kostov não sofrerá qualquer punição e poderá continuar a competir no Eurovision Song Contest, depois de terem surgido notícias de uma visita sua à Crimeia.
Surgiram hoje algumas notícias em relação a uma eventual visita de Kristian Kostov, representante da Bulgária na Eurovisão 2017, à Crimeia. Esta situação poderia por a participação do cantor, e do país, na Eurovisão 2017, em risco. Relembre que a Rússia desistiu de participar este ano por uma razão semelhante. A sua representante, Julia Samoylova, foi banida da Ucrânia por ter visitado a Crimeia sem a autorização dos ucranianos.
No entanto, os serviços secretos ucranianos já garantiram que Kristian Kostov não sofrerá qualquer punição por essa visita. Segundo as autoridades ucranianas, quando o cantor chegou a Kiev, para participar na Eurovisão, esta situação não era conhecida; quando visitou a Crimeia tinha apenas 14 anos e por isso não podia tomar decisões sozinho, a decisão foi tomada por um adulto; a lei que baniu Julia Samoylova só foi aprovada em 2014 e Kristian tinha visitado a Crimeia antes dessa data.
Fonte: eurovoix / Imagem: eurovision.tv
Crimeia
ESC2017
Julia Samoylova
Rússia
[VÍDEO] Rússia: Julia Samoylova deu um concerto na Crimeia
Tal como tinha sido anunciado anteriormente, Julia Samoylova atuou na Crimeia esta semana, no Dia da Vitória.
Julia Samoylova foi a cantora escolhida pela Rússia para representar o país no Festival da Eurovisão 2017. No entanto, os serviços secretos ucranianos descobriram que a cantora atuou na Crimeia em 2014 sem ter pedido autorização às autoridades ucranianas. Julia entrou na península pelo lado russo, reconhecendo assim a soberania desse país sobre a Crimeia, segundo a interpretação dos serviços secretos da Ucrânia.
Esta semana, a cantora voltou à Crimeia para dar um novo concerto, nas celebrações do Dia da Vitória. Julia Samoylova considerou esta oportunidade "excitante" e como "uma honra".
Fonte: esctoday / Imagem: google / Vídeo: youtube
Crimeia
ESC2017
Julia Samoylova
Rússia
Ucrânia
Rússia: Julia Samoylova atua na Crimeia a 9 de maio
A cantora russa Julia Samoylova atuará na Crimeia a 9 de maio, data da primeira semifinal do Festival Eurovisão 2017.
O portal russo TASS anunciou que Julia Samoylova, cantora banida do Festival Eurovisão 2017, marcará presença nas celebrações do Dia da Vitória na cidade de Sevastopol, na Crimeia. A data, comemorada nos países da extinta União Soviética como o dia da derrota dos nazis em favor das tropas aliadas na 2.ª Guerra Mundial, coincide com a primeira semifinal do Festival Eurovisão, algo que para Vyacheslav Gladkov, um dos responsáveis pelas comemorações no Porto da Crimeia, será algo "simbólico para a cantora". Contudo, até ao momento, a cantora ainda não confirmou que participará nas celebrações.
Fonte: eurovoix / Imagem: ChannelOne / Vídeo: eurovision.tv
AMPTV
Arménia
Artsvik
Crimeia
ESC2017
Rússia
Ucrânia
Arménia: Artsvik poderá estar a ser investigada pelas autoridades ucranianas
Artsvik também poderá estar a ser investigada pelos serviços secretos ucranianos por ter atuado na Crimeia.
A imprensa russa escreve hoje que Artsvik poderá estar a ser investigada, pelos serviços secretos ucranianos, por ter dado um concerto na Crimeia, desde que a península é ocupada pelos russos. A AMPTV, estação pública arménia, revelou que não recebeu qualquer notificação das autoridades ucranianas.
Segundo a imprensa russa, Anton Geraschenko, conselheiro do ministro da administração interna ucraniano, confirmou que a investigação a Artsvik existe. Se tal visita for provada, a cantora poderá ser impedida de entrar em território ucraniano, e assim não poderá representar o seu país no Festival da Eurovisão. A cantora russa Yulia Samoilova encontra-se na mesma situação (AQUI).
Fonte: eurovoix / Imagem: kremlinpalace / Vídeo: eurovision.tv
ChannelOne
Crimeia
ESC2017
Julia Samoylova
Rússia
Ucrânia
ESC2017: Ucrânia ameaça proibir a entrada de Julia Samoylova no país
A polémica em torno da participação da Rússia no Festival Eurovisão 2017 continua: um dia depois da apresentação, a imprensa ucraniana garante que Julia Samoylova pode ser proibida de entrar em território nacional. A Rússia já reagiu às notícias.
A Rússia revelou, ontem, que Julia Samoylova será a representante do país no Festival Eurovisão 2017, pondo fim aos rumores de uma eventual retirada do concurso (AQUI). Contudo, a polémica em torno da participação do país está longe de terminar: a imprensa ucraniana avança que Julia Samoylova poderá ser proibida de entrar no país.
Segundo diversas publicações ucranianas, Julia Samoylova, cantora com atrofia muscular espinhal, participou, recentemente, num concerto na península da Crimeia, território disputado pela Ucrânia e pela Rússia. O jornal Ukrainskaya Pravda recorda que a participação no concerto viola as leis ucranianas, tendo em conta que, segundo a lei de Kiev, a cantora entrou em território ucraniano sem a devida autorização.
O deputado ucraniano Antón Gueráschenko advertiu que as autoridades do país podem proibir a entrada da cantora no país se esta tecer declarações políticas, em particular sobre o apoio à anexação russa da Crimeia: "Muita gente esteve na Crimeia... (...) Mas se estamos a falar de um concurso internacional, o país internacional deve respeitar as regras que regem o certame".
Após a apresentação oficial, Julia Samoylova assegurou que não pensa em eventuais problemas que pode ter no Festival Eurovisão: "Não estou a pensar nisso. Creio que o Festival é um concurso de canções. O meu objetivo é preparar-me e cantar bem. Tenho muitos ensaios e trago uma mentalidade muito positiva. Creio que tudo irá correr bem".
Por sua vez, Dmitri Peskov, porta-voz do governo russo, reagiu às notícias sobre Julia Samoylova, apelando que a Ucrânia se abstenha de tomar decisões políticas para com a representante russa no concurso: "Há que evitar qualquer tipo de política no Festival Eurovisão. Seria totalmente intolerável deste ponto de vista que tal venha acontecer num concurso internacional" afirmou perante os jornalistas presentes.
Recorde, de seguida, ao tema que Julia Samoylova defenderá em Kiev:
Fonte: ABS / Imagem: JuliaSamylova /Vídeo: Youtube
Crimeia
ESC2017
TRT
Turquia
Ucrânia
ESC2017: Organizações não governamentais da Crimeia apelam ao regresso da Turquia
A imprensa ucraniana avança que algumas organizações não governamentais da Crimeia estão a trabalhar com a emissora turca TRT para o regresso do país na próxima edição.
Uma série de organizações não-governamentais estão a trabalhar em conjunto para o regresso da Turquia ao Eurovision Song Contest 2017. O tablóide QHA revelou que a iniciativa é encabeçada pela Crimean Tatar Organisational Platform, Crimean Turks Culture e Solidarity Association que procuram realçar os laços culturais entre a Turquia e a região da Crimeia.
Segundos dados não oficiais, existem entre 500 mil e 6 milhões de crimeanos na Turquia. Alguns meses depois da vitória, Jamala esteve no país, onde realizou alguns concertos (AQUI), sendo que esse facto está a ser utilizado pelas organizações para apelar ao regresso da TRT à competição. Contudo, apesar de ter anunciado que não tenciona regressar ao concurso (AQUI), ainda não foi dada nenhuma resposta definitiva por parte da emissora do país.
Após desistir do certame em 2012, a TRT está sempre na calha, desde então, para voltar à competição. No entanto, a emissora parece não querer abdicar das suas reivindicações. Os turcos defendem mudanças profundas no modelo do Eurovision Song Contest, nomeadamente o fim dos BIG5 (Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido), que têm lugar direto na grande final alegadamente devido às contribuições monetárias pagas à UER.
A última participação da Turquia, na Eurovisão, foi em 2012: o país fez-se representar por Can Bonomo com o tema Love Me Back. Com 112 pontos somados, a Turquia terminou em 7º lugar. Recorde a sua participação no palco de Baku:
A última participação da Turquia, na Eurovisão, foi em 2012: o país fez-se representar por Can Bonomo com o tema Love Me Back. Com 112 pontos somados, a Turquia terminou em 7º lugar. Recorde a sua participação no palco de Baku:
Fonte: eurovoix / imagem: Google / Video: YOUTUBE
Crimeia
EBU/UER
ESC2017
Rússia
Ucrânia
ESC2017: «Lista negra de artistas» será discutida pela EBU/UER com a NTU
A União Europeia de Radiodifusão irá discutir com as autoridades ucranianas as questões relacionadas com a Lista Negra, composta por indivíduos que são considerados uma ameaça à segurança da Ucrânia.
A reunião da próxima semana entre a Comissão Organizadora do Festival Eurovisão com os representantes da EBU/UER e da emissora ucraniana NTU contará a discussão de algumas questões relacionadas com a Lista Negra de artistas elaborada pelas autoridades ucranianas. Criada após a anexação da Crimeia por parte da Rússia, a lista é composta por indíviduos que são considerados uma ameaça à segurança da Ucrânia, sendo que, em maio passado, foi discutida a possibilidade desses artistas serem impedidos de participar no evento europeu (AQUI).
Face a esses desenvolvimentos, o assunto foi incluído na ordem de trabalhos da reunião, tendo Jon Ola Sand, Supervisor Executivo do evento, tranquilizado as agências de notícias russas ao afirmar que o assunto será analisado nesta semana: "Estamos cientes desses problemas e temos a certeza que será um diálogo construtivo com as autoridades para garantir que todos os delegados e artistas podem entrar e permanecer, em segurança, na Ucrânia". Por sua vez, o diretor geral da emissora anfitriã NTU afirmou que "A Eurovisão é uma competição internacional sobre o mundo da música e das canções".
A questão da lista negra voltou às manchetes da imprensa russa após os comentários do Ministro da Cultura da Ucrânia aquando da revelação da cidade anfitriã do Eurovision 2017. Nychuk afirmou que, se a Rússia seleccionasse um artista da lista negra, a entrada deste em território ucraniano seria recusada, face às regras de instauração da mesma. Um dos artistas mencionados foi Iosif Kobzon, um dos 80 indivíduos da lista e um dos maiores críticos do Festival Eurovisão e impulsionadores da criação de uma competição alternativa.
Até ao momento, a Rússia não fez qualquer declaração oficial sobre a sua posição para com o Eurovision Song Contest 2017. Contudo, devido aos conflitos armados entre os dois países e a polémica em torno do tema vencedor '1944', existem vários movimentos para que a Rússia boicote a próxima edição do evento.
Crimeia
JESC2016
Rússia
JESC2016: Sofia Fisenko é a representante da Rússia
A Rússia já escolheu os seus representantes para o Junior Eurovision Song Contest 2016: Sofia Fisenko e o tema Zhivaya voda venceram a final nacional realizada na Crimeia e representam o país em Malta.
A final nacional da Rússia para o Festival Eurovisão Júnior teve lugar na noite passada em Artek, na Crimeia ocupada, sendo que dezasseis candidatos disputaram a seletiva. Depois da vitória na votação online ocorrida nos últimos dias e que contou com 50% da votação final, Sofia Fisenko carimbou a vitória na competição com o tema Zhivaya voda. Maria Mirova e o duo Friends ocuparam a segunda e a terceira posição, respetivamente, ficando a escassos pontos de adquirirem o direito de representar o país em Malta. A transmissão da gala acontecerá durante a tarde de hoje, sendo assegurada pelo canal Karousel.
Aceda, de seguida, à tabela classificativa e conheça o tema vencedor:
1.º Sofia Fisenko – Zhivaya voda – 36 pontos
2.º Maria Mirova – Padayem i vzletayem – 29 pontos
3.º Friends – Derzhi menya za ruku – 26 pontos
4.º Yulia Asessorova – Ya ne boyus – 24 pontos
5.º Maria Zhuravleva – Nauchu mechtat – 23 pontos
6.º Alexey Zabugin – Rozhdennye pod solntsem – 20 pontos
7.º Katya Maneshina – Lyubov spasyot etot mir – 19 pontos
8.º Lilia Verdian – Tantsuy – 18 pontos
9.º Vilena Hikmatullina – Nado kruzhit – 17 pontos
10.º Alisa Khilko – Golovolomki – 16 pontos
11.º Chto skazhut deti – Bit nashego serdtsa – 15 pontos
12.º Elizaveta Kuznetsova – Prisnilos – 14 pontos
13.º Milana Pavlova – Navsegda veryu – 14 pontos
14.º Milana Zharekhina – Oglyanites – 13 pontos
15.º Sofia Pastushkova – Pover v sebya – 12 pontos
16.º Zhara – Papochka kupi gitaru – 12 pontos
Estreante em 2005, a Rússia participou em 11 edições do Junior Eurovision Song Contest, contabilizando, contudo, apenas uma vitória: as Tolmachevy Twins, representantes russas no ESC2014, venceram o concurso infantil em 2006 com Vesenniy jazz. No ano passado, Mikhail Smirnov foi o representante russo na Eurovisão Júnior com o tema Mechta (Dream) ficando na 6.ª posição com 80 pontos. Recorde de seguida a última participação russa no evento:
Fonte: escplus / Imagem e Vídeo: junioreurovision.tv
Crimeia
ESC2016
ESC2017
Jamala
Ucrânia
[VÍDEO] Ucrânia: Jamala recebida em apoteose no aeroporto de Kiev
A vencedora do Festival da Eurovisão 2016, Jamala, foi recebida por vários milhares de apoiantes no aeroporto de Kiev. Em declarações, a cantora revelou que gostava que o ESC2017 fosse sediado na Crimeia.
De regresso à Ucrânia, a vencedora da última edição do Eurovision Song Contest foi recebida, em êxtase, por vários milhares de pessoas no aeroporto de Boryspil. Visivelmente emocionada com toda a recepção, a cantora agradeceu a todos os presentes pelas mensagens de apoio e carinho e revelou o desejo de ver o Festival da Eurovisão 2017 a ser realizado na Crimeia: "Sabemos que a Crimeia está ocupada! Eu adorava que o evento fosse lá realizado, mas sabemos como está a situação... Não me interpretem mal, mas acho que para o ano ainda não seremos capazes de implementar isso".
Confrontada com os resultados, Jamala admite que entrou na competição apenas com o objetivo de dar a conhecer a todos os europeus a história do povo tártaro da Crimeia: "Essa história, que se esconde há muitos anos, nunca era ouvida! Foi diversas vezes distorcida e ninguém a queria ouvir! Resolvi fazer justiça pelo meu povo" revelou aquando da chegada ao aeroporto.
Aceda, de seguida, à chegada da cantora a Kiev e recorde a sua participação na Eurovisão:
Crimeia
ESC2016
Jamala
Rússia
Ucrânia
O vice-presidente do Governo da Crimeia, Ruslán Balbek, pediu a Kiev para não politizar a próxima edição do Festival da Eurovisão "aproveitando-se" da tragédia da comunidade tártara em 1944.
Ucrânia: Autoridades da Crimeia pedem que a Eurovisão não se torne "um concurso político"
A eleição de Jamala e do tema 1944 como representantes da Ucrânia no Festival da Eurovisão continuam a dar que falar. O tema revive o drama da comunidade tártara da Crimeia, em 1944, quando os seus integrantes foram deportados para a Ásia Central por ordem de Stalin, após acusações de colaboração com o regime nazista (AQUI).
O vice primeiro-ministro da República da Crimeia, Ruslán Balbek, reagiu à eleição dos representantes da Ucrânia lamentando que usem o concurso como uma montra política: "As autoridades ucranianas tentam tirar vantagem da canção da Jamala para fins políticos, explorando a tragédia dos tártaros da Crimeia para impor ao público europeu uma imagem sofrida, de suposta perseguição contra os membros dessa comunidade na Crimeia Russa".
O político vai mais longe e acusa Kiev de ter planos para "tornar o Festival da Eurovisão de um prestigioso certame cultural num espetáculo político orquestrado", lamentando que a cantora Jamala, descendente de tártaros da Crimeia, esteja a ser usada como instrumento de "provocações políticas": "De forma inconsciente, Jama corre o risco de converter-se numa parceira do bloqueio da Crimeia".
Crimeia
ESC2016
Jamala
NTU
Ucrânia
Ucrânia: Tártaros da Crimeia reivindicam direito ao voto na final nacional do país
Apesar de ter vencido a primeira semifinal da final nacional ucraniana, a cantora Jamala garante que muitos dos tártaros da Crimeia não puderam votar na sua candidatura. O líder do grupo étnico apelou à emissora ucraniana que arranje uma solução para as próximas transmissões.
"Escrevi o '1944' no ano passado, inspirado na história da minha bisavó Nazyl-Han e sobre a tragédia que ocorreu com a nossa família tártara da Crimeia no ano de 1944... Estou a falar da deportação forçada, onde a minha bisavó perdeu uma das suas filhas! Na verdade, o tema desta canção está perto de muitas pessoas, na maioria dos países do mundo. Muitas pessoas têm experimentado essa terrível tragédia: repressão, deportação e genocídio. E, infelizmente, as pessoas ainda não aprenderam a coexistência pacífica e a tolerância": foi, deste modo, que a cantora Jamala revelou a todos os seus seguidores nas redes sociais, o significado do tema com o qual procura representar a Ucrânia na próxima edição do Festival da Eurovisão.
Contudo, apesar de ter vencido a semifinal com 49,22% dos votos do público, a cantora lamentou que os tártaros da Crimeia não tenham tido oportunidade de votar no tema que retrata a deportação ocorrida em 1944 pelas tropas do Exército Vermelho: "Fiquei muito triste! Eu sei que muitos dos meus apoiantes estão na Crimeia e muitos deles escreveram-me mensagens a dar força para a competição, mas a dizerem que não puderam votar... Eu já lhes disse que estão a desperdiçar o seu dinheiro, pois os votos não estão a ser contabilizados, mas eles dizem que continuarão a votar" afirmou, revelando "ser muito difícil interpretar o tema, pois é um memorial e é algo que me diz bastante".
O líder dos tártaros da Crimeia, Refat Chubarov, reagiu às declarações da cantora e apelou à emissora ucraniana a trabalhar numa solução para as próximas transmissões: "Se os crimeanos não estão a conseguir votar em competições ucranianas, estamos silenciosamente a concordar com aqueles que dizem que a Crimeia não faz parte da Ucrânia".
Ani Lorak
Crimeia
ESC2008
Rússia
Ucrânia

Ucrânia: Ani Lorak poderá perder o título de 'Artista do Povo da Ucrânia'
O partido maioritário do Parlamento Ucraniano submeteu um projeto de lei que tem como intuito retirar o título de 'Artista do Povo da Ucrânia' a pró-separatistas: Ani Lorak é uma das mencionadas.
A representante da Ucrânia no Festival da Eurovisão 2008, Ani Lorak, poderá perder o título de 'Artista do Povo da Ucrânia', a mais alta distinção cultural do país, juntamente com Taisia Povaliy, Iosif Kobzon e Nikolai Baskov. Os artistas são mencionados num projeto de lei que deu entrada no Parlamento Ucraniano, tendo sido assinado pelo deputado Ivan Melnichuk do partido Petro Poroshenko Bloc, que detém a maior representação na coligação maioritária. Segundo Ivan, 'A Ucrânia vive um estado de conflito armada com o país agressor, a Rússia. No entanto, nem todos os cidadãos avaliaram adequadamente a situação. Ultraje foi o comportamento de alguns para com a cultura ucraniana, entre eles, alguns com o título de 'Artista do Povo da Ucrânia'. Vemos a cooperação ativa desses boémios com o país agressor, portanto achamos que tais são indignos de continuar a ostentar este título'.
O serviço de imprensa da cantora Ani Lorak já reagiu à notícia, acusando o governo de usar o nome da artista para ofuscar medidas polémicas: 'Nos últimos anos, muitos políticos referem-se ao nome de Ani Lorak e de outros artistas para chamar a atenção das pessoas, antes do lançamento de leis impopulares, como aumento de tarifas e cortes em programas sociais. (...) A perseguição a Ani Lorak já vem há bastante tempo: é pena que a nossa sociedade ainda seja passível de tais provocações. Da boca da cantora nunca soou nenhuma frase anti-ucraniana. Todos os concertos têm temas em ucraniano, russo e inglês. (...) Será que alguém quer parar a música para ter o caminho livre para as suas medidas?'.
O título honorífico 'Artista do Povo da Ucrânia' foi criado em 1922, durante a época soviética, e tem premiado artistas ucranianos que se destacam nas artes do espetáculo: cinema, música, dança e teatro. Philipp Kirkorov, representante russo no ESC1995, é um dos poucos artistas não ucranianos que receberam a distinção. Ruslana e Verka Serduchka, representantes do país em 2004 e 2007, respetivamente, detêm também a premiação.
Depois do segundo lugar na pré-seleção ucraniana em 2005, Ani Lorak foi a cantora escolhida pela NTU para representar o país no Festival da Eurovisão 2008. Com 'Shady Lady', a cantora conquistou a 2.ª posição na Grande Final com 230 pontos, sendo que o televoto português atribuiu-lhe a única pontuação máxima. Recorde, de seguida, a sua atuação:
Azerbaijão
Cazaquistão
Crimeia
República de Altai
Tartaristão
TDSY
TDSY2014
Türkvizyon
Turquia
Neste momento estão apenas confirmados:
Azerbaijão
Cazaquistão
República de Altai (Federação Russa)
Tartaristão (Federação Russa)
Desistências:
Crimea (Ucrânia)
Por confirmar:
Bielorússia
Bósnia-Herzegovina
Cabárdia-Balcária (Federação Russa)
Carachai-Circássia (Federação Russa)
Chipre do Norte (Estado de facto não reconhecido pela ONU)
Gagaúzia (Moldávia)
Geórgia
Iacútia (Federação Russa)
Iraque
Kosovo
Macedónia
Oblast de Kemerovo (Federação Russa)
Quirguistão
República do Bascortostão (Federação Russa)
República da Cacássia (Federação Russa)
Roménia.
Turquia
Tuva (Federação Russa)
Ucrânia
Uzbequistão
Türkvizyon 2014: Turquia ainda não confirmou participação
Depois de contar com a participação de 24 países na primeira edição, o Turkvizyion 2014 ainda só tem quatro países confirmados, sendo que nem a própria Turquia confirmou a participação.
A menos de seis meses de acontecer, uma vez que está apontada para o final de Dezembro, a Türkvizyon 2014, com sede em Cazã, no Tartaristão, conta apenas com 4 participantes confirmados. A primeira edição, realizada em dezembro passado e vencida pelo Azerbaijão, como pode recordar AQUI, contou com 24 participantes. A Turquia, organizadora do certame, é um dos países que ainda não confirmou a presença, sendo que a Crimeia abandonará a competição devido às disputas territoriais entre a Rússia e a Ucrânia.
Recordamos que o formato do Turkvizyon, o festival da canção dos países falantes da língua turca, inclui uma semifinal com todos países, sendo que apenas 12 seguem para a Grande Final. No entanto, o reduzido número de interessados poderá levar a uma mudança na estrutura da competição.
Desistências:
Por confirmar:
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Fonte: Turkvizyon / Imagem: Turkvizyon
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