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[ÁUDIO] Recorde o 23.º episódio do 'Coisas do Festival'



O vigésimo terceiro episódio do "Coisas do Festival", rubrica do ESCPortugal na Rádio Sim, recordou a participação de Cândida Branca Flor no Festival da Canção de 1982 com "Trocas e Baldrocas".

[ESPECIAL] 31 anos de saudade de Carlos Paião


Depois da tragédia acontecida no Chiado, Portugal recebia no dia seguinte outra trágica notícia: a morte de Carlos Paião. Com apenas trinta anos, o compositor e cantor deixou mais de 300 temas, estando alguns deles ainda na memória de todos os portugueses.

Portugal: Cândida Branca Flor completaria hoje 69 anos de idade


Cândida Branca Flor, a eterna cantora de 'Trocas e Baldrocas', completaria hoje 69 anos de idade, se fosse viva. Recorde connosco os melhores momentos da vida e da carreira da cantora alentejana.

[VÍDEO] Programa "Agora nós" recorda Carlos Paião e Cândida Branca Flor



O programa "Agora Nós" da RTP1 recordou os cantores Carlos Paião e Cândida Branca Flor. As canções, curiosidades da vida e da obra marcaram a tarde de hoje no canal público.

Carlos Paião foi esta tarde recordado e homenageado no programa "Agora Nós", apresentado por Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos. Como convidado, António Sala, que gravou canções em conjunto com o saudoso músico. "Até algum tempo atrás, eu tinha alguma dificuldade de falar de Carlos Paião desta maneira... era o meu melhor amigo", confessou António Sala, que abriu o livro das recordações:  "O Carlos era um grande amigo, um grande colega, fomos cúmplices de muita coisa, na música, em programas de televisão". Recordou com especial carinho o programa "O foguete", que apresentou na RTP1 no início dos anos 80 com Carlos Paião e Luís Arriaga. Musicalmente, aos 21 anos de idade, Paião já tinha mais de 200 canções gravadas. "Ele foi tão importante na música portuguesa  que passados este anos todos, são muitos os jovens que nasceram depois da sua morte, e que adoram as coisas do Carlos Paião e conhecem o seu reportório." Questionado sobre a sua canção favorita de Carlos Paião, António Sala refere "História linda", incluída no seu último álbum.

No programa, foram recordadas as três participações de Carlos Paião no Festival da Canção, em 1980, 1981 e 1983.

Veja o programa na Parte 3, a partir do minuto 01'30'' AQUI

Agora Nós de 11 Out 2016 - RTP Play - RTP

David Antunes e a Midnight Band tocaram e cantaram um medley dedicado a Carlos Paião. Eis o vídeo



Cândida Branca Flor, participante no Festival da Canção 1983 precisamente em dueto com Carlos Paião, foi outra das artistas recordada e homenageada esta tarde de forma póstuma. Como convidado o compositor e produtor Tozé Brito, que conheceu a cantora quando esta se lançou a solo. Para este responsável, Cândida transformava-se em cima do palco. "A Cândida ouvia as canções e minutos depois estava a cantá-las, super finada, com uma voz inconfundível... ainda hoje a reconhecemos... tem carisma". Para além de ter estas características, "podia ter cantado canto lírico", opinou.

Veja o programa na Parte 3, a partir do minuto 19'05'' AQUI e na parte 4 AQUI


David Antunes & Midnight Band num medley dedicado à cantora:





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Fonte e imagem: AGORA NÓS / Vídeo: FACEBOOK AGORA NÓS

Cândida Branca Flor completaria hoje 66 anos de idade

Cândida Branca Flor, a eterna cantora de 'Trocas e Baldrocas', completaria hoje 66 anos de idade, se fosse viva. Recorde connosco os melhores momentos da vida e da carreira da cantora alentejana.


Nascida a 12 de novembro de 1949 na vila de Beringel, em Beja, com o nome de Cândida Maria Coelho Soares, tendo adoptado o nome Branca Flor devido a um tema que cantou no início da sua carreira.

Foi na televisão que Cândida se revelou, em 1976, pela mão de Júlio Isidro na apresentação do Fungagá da Bicharada, tendo posteriormente sido a voz da banda sonora do programa. Ainda nesse ano, a sua voz chamou a atenção no álbum 'Coisas do Arco da Velha' da Banda do Casaco, grupo onde entrou na carreira artística, ainda como Cândida Soares. Um dos temas desse álbum, considerado Disco do Ano de 1976, 'Romance de Branca Flor' deu-lhe a inspiração para criar o seu nome artístico.


Em 1979 participa, pela primeira vez, no Festival da Canção com o tema 'A Nossa Serenata', tendo ficado de fora das eleitas da RTP para o evento. Nesse mesmo ano faz sucesso no programa Pisca-Pisca com o tema 'Banho de Lua'. Em 1982 regressa ao Festival da Canção pela mão do seu grande amigo Carlos Paião com o tema 'Trocas e Baldrocas'. Favorita à vitória, a cantora acabou por perder o 1.º lugar para as Doce por apenas 8 pontos, mas conquista um lugar na memória de todos os portugueses.


No ano seguinte, novamente pela mão de Carlos Paião, regressa ao concurso com Vinho do Porto (Vinho de Portugal), em dueto com o autor e compositor do tema. Terminaram na quarta posição, sendo a última presença de ambos no mítico concurso da emissora.


Em 1985 lança o disco infantil 'Cantigas da Minha Escola', enquanto que em 1987 lança 'Cantigas da Nossa Terra', discos que tiveram a colaboração de Carlos Paião e lançaram a cantora para o topo do panorama discográfico em Portugal. Com mais de 140 concertos por ano em Portugal e nas comunidades, Cândida Branca Flor participa em programas históricos da RTP, como Casino Royal, Parabéns e Piano Bar, sendo a sua presença bastante acarinhada pelo público. 



Contudo, os últimos anos de vida ficaram marcados pela dor. Um divórcio conturbado, a morte de grandes amigos e os sucessivos aproveitamentos de 'outros', cujos amigos da cantora descreveram como 'abutres que lhe roubaram a paz', fizeram com que a cantora metesse fim à sua vida no seu apartamento em Massamá, a 11 de julho de 2001. Segundo os amigos, a cantora repousa agora "em traquilidade e na paz que sempre procurou em vida, mas que nunca encontrou". Encontra-se sepultada no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Fica, aqui, a homenagem póstuma do ESCPORTUGAL a Cândida Branca Flor precisamente no dia do seu aniversário. 




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Fonte: ESCPortugal/Publico/RTP / Imagem: Publico / Vídeo: Youtube

[ESPECIAL] Homenagem a Carlos Paião

Depois da tragédia acontecida no Chiado, Portugal recebia no dia seguinte outra trágica notícia: a morte de Carlos Paião. Com apenas trinta anos, o compositor e cantor deixou mais de 300 temas, estando alguns deles ainda na memória de todos os portugueses.

"A amizade é o que fica depois das teias da lei. Por isso, até qualquer dia que da vossa simpatia nunca mais me esquecerei" foram palavras do cantor, que em 1981 representou Portugal na Eurovisão com o tema que criticava os cantores da época que recorriam ao playback, alguns meses antes do seu desaparecimento físico. Apenas físico, porque na memória dos portugueses, o cantor que se formou em Medicina jamais desaparecerá, como provam a quantidade de covers e sucessos que os seus temas ainda fazem nos dias de hoje, inclusive nas gerações mais jovens que acabaram por não contactar diretamente com o cantor. 

Assinala-se hoje o vigésimo quinto aniversário sobre a sua morte e o ESCPortugal não quis ficar de fora da onda de homenagem à vida e carreira de um cantor único. Deste modo, durante a tarde de hoje serão colocados variados êxitos de Carlos Paião que foram cantados por ele próprio, mas também por inúmeros cantores que fizeram sucesso em Portugal.

Herman José (FC1983) - "Serafim Saudade" e "Jose Estebes"
Muitos foram os cantores que deram voz às criações de Carlos Paião, sendo que Herman José foi o que mais temas interpretou, em conjunto com Cândida Branca Flor. A célebreque nos últimos tempos fez parte da banda sonora de uma telenovela, foi composta por Paião, sendo ainda hoje um dos grandes sucessos da carreira de Herman.



A personagem Serafim Saudade, personagem criada por Herman para o programa "Hermanias", teve todo o seu reportório composto por Paião. Numa das emissões, o cantor mascarou-se de Indio Nelson e interpretou o tema "Prás Sogras que Encontrei na Vida" em dueto com Serafim Saudade, mostrando o lado humorístico que tanto o caracteriza.



Carlos Paião foi ainda o compositor do hino não oficial da Seleção Nacional de Futebol para o Mundial do México, ao qual Jose Estebes, personagem de Herman José no programa "O Tal Canal", deu a voz, contando com um coro do qual faziam parte nomes como Marco Paulo, Jorge Fernando e Vitorino.


Amália Rodrigues
A eterna rainha do Fado, Amália Rodrigues, gravou em 1981 dois temas da autoria de Carlos Paião: "O Senhor ExtraTerrestre" e o "Nosso Povo". Amália, que nessa altura sofria fortes repercussões do 25 de Abril escasseando os convites para os programas nacionais, interpretou o primeiro tema no programa "Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro mascarada, o que segundo o apresentador foi dos maiores atos de coragem da cantora no decorrer da sua carreira.


Cândida Branca Flor (FC1979/1982/1983)
Precocemente desaparecida, Cândida Branca Flor foi a cantora que mais colaborou com Carlos Paião, sendo a sua carreira praticamente composta apenas por temas da autoria do seu amigo. O auge da sua carreira acontece em 1982, quando defende o tema "Trocas e Baldrocas" no Festival RTP da Canção, cuja autoria pertence a Carlos Paião.


No ano seguinte, Cândida volta ao Festival RTP da Canção com o tema "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)" em dueto com Carlos Paião, que compôs o tema. Apesar do grande sucesso do tema, acabam por ficar em quarto lugar, sendo essa a última participação de ambos no certame, como intérpretes.




Lenita Gentil (FC1971/1989)
Participou por duas ocasiões no Festival RTP da Canção, mas foi em 1982 que atingiu o auge da sua carreira com o tema "Eles foram tão longe" de autoria de Carlos Paião, sendo essa apenas uma das inúmeras músicas que Paião compôs para a cantora.


José Alberto Reis (FC1989)
No ano seguinte ao desaparecimento de Carlos Paião, José Alberto Reis sobe ao palco do Festival RTP da Canção com o tema "Palavras Cruzadas", da autoria de Carlos Paião, marcando assim a última participação do compositor no certame.


Estes são apenas alguns dos cantores que cantaram temas de Carlos Paião, sendo que também António Mourão, Joel Branco, Nuno da Câmara Pereira, Peter Petersen, Florbela Queirós, Octávio de Matos, Alexandra, Rodrigo, Ana, Carlos Quintas, Gabriel Cardoso, Pedro Couceiro, Vasco Rafael, Luis Arriaga, Florência, Norberto de Sousa, Ana Bela Alves, Mísia, António Sala e Pedro Brito deram voz a temas de autoria de Paião.


Apesar de compor muitos temas para outros cantores, Carlos Paião reuniu em poucos anos de carreira um conjunto de êxitos que faz inveja a qualquer outro trabalhador na área musical. Um dos seus primeiros grandes sucessos foi "Playback", tema com o qual venceu o Festival RTP da Canção em 1981 e representou Portugal na Irlanda, onde conquista o antepenúltimo lugar. Contudo, o desaire eurovisivo não afecta a sua carreira e no ano seguinte lança outro dos seus grandes sucessos: "Pó de Arroz". Segue-se "Marcha do Pião das Nicas" onde volta a mostrar o seu lado humorístico, que se volta a repetir em "Zero a Zero". "O Foguete", gravado com António Sala e António Arriaga, serve de genérico ao programa homónimo transmitido em 1984 pela RTP. "Versos de Amor", "Arco Iris", "Cegonha" e "Lá Longe Senhora" são lançados nos anos seguintes, sendo os últimos temas apresentados pelo cantor antes do seu desaparecimento em 1988. Postumamente é lançado o álbum "Intervalo", que o cantor tinha preparado, onde se destaca o tema "Quando as nuvens chorarem", gravado com Dina.

Carlos Paião acreditava na vida depois da morte e dizia por várias vezes que "nunca desapareceria...só se ausentaria", o que se tem demonstrado ao longo desses 25 anos! Carlos desapareceu fisicamente, mas jamais partiu da memória dos portugueses que o elegem como um dos melhores (se não o melhor) compositor e cantor da música ligeira portuguesa! E para terminar este artigo, incompleto, pois é impossível mencionar todo o seu trabalho, deixamos o tema que Carlos Paião gravou em 1984 e que mais gerações atravessou, tornando-se no maior sucesso da sua carreira: "Cinderela".



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Fonte: ESCPortugal / Imagem: ESCPortugal/Sabado

Você na TV: Conheça o livro de homenagem a Cândida Branca Flor

Adaptado da peça intitulada "Cândida - Uma história portuguesa", André Murraças reescreveu a história passada na noite do Festival da Canção 1982 e em que recorda a vida da cantora que nos deixou em 2001, dando origem ao livro que hoje apresentou.

O programa matinal da TVI, 'Você na TV', recebeu hoje o escritor André Murraças, que apresentou o livro de homenagem a Cândida Branca Flor. Adaptado da peça de teatro apresentada no ano passado, mas com novos capítulos e novas personagens, o drama da história acontece na noite do Festival da Canção de 1982, onde a cantora conseguiu o segundo lugar com o tema "Trocas e Baldrocas".

No decorrer das 132 páginas do livro é abordada a história da vida da cantora, uma vida marcada pela solidão, sendo a própria cantora "uma pessoa triste, que só vivia para a música". 

Aceda à conversa entre André Murraças e os apresentadores do programa, Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira, AQUI.

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Fonte: Você na TV / Imagem: ESCPortugal

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