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Daniel Deusdado
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Festival da Canção
Festival da Canção 2017
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Voz do Cidadão
Portugal: Voz do Cidadão dedicado ao Festival da Canção 2017
O programa Voz do Cidadão voltou a ser dedicado ao Festival da Canção mas, desta vez, num tom muito mais positivo do que em emissões anteriores.
O Voz do Cidadão, programa do provedor do telespectador da RTP, voltou a ser dedicado ao Festival da Canção. Jorge Wemans, o novo provedor começou por dizer que "a televisão pública escolheu um novo formato e investiu recursos muito consideráveis na concretização do novo festival". No programa foram abordados vários temas, como as redes sociais, a permissão de cantar em inglês e o novo formato da final nacional portuguesa.
Jorge Wemans revelou que a RTP recebeu várias queixas sobre a permissão de cantar em inglês. "Uns sugerem uma canção em inglês para a Eurovisão. Outros reclamam do facto de concorrentes terem cantado em línguas que não o português", disse. A transmissão em horário tardio e o facto de só se poder votar através de chamadas de valor acrescentado foram também algumas das críticas que chegaram.
O provedor recordou ainda que "amado e odiado. o Festival da Canção foi retirado das grelhas da RTP por várias vezes. A última das quais em 2016, porque a crise obriga a redefinir a programação e as audiências das edições anteriores não ajudam. Entretanto o Festival RTP da Canção regressa em 2017 reinventado, com um novo formato, mas, ainda assim, longe do unanimismo que o rodeava em tempos que já lá vão".
Nuno Galopim, assessor da RTP para o Festival da Canção, defendeu o novo modelo usado. "Resolvemos endossar convites a compositores, e a compositores que representassem várias linhas de criação na área da atual canção popular portuguesa. Várias gerações, vários géneros musicais, várias tipologias, para que houvesse diversidade. E eu creio que conseguimos ter isso nas 16 canções e, felizmente, a votação nas duas semifinais fez com que a final acabasse por refletir também esse sentido de diversidade", afirmou.
Daniel Deusdado, diretor de programas do canal público, foi também uma das caras convidadas para falar no programa. Deusdado afirmou que "a nossa ideia inicial era a de voltar a trazer a canção portuguesa e os compositores portugueses para um espetáculo de grande qualidade, e eu creio que isso ficou conseguido. Quer nas meias-finais quer na final. Pensámos em fazê-lo a partir dos compositores, e só depois dos intérpretes. E fomos aos melhores compositores, alguns quiseram vir outros não quiseram, e foi a eles que sugerimos uma música que nos pudesse representar na Eurovisão e que fossem eles a escolher as pessoas para cantar".
Joana Martins, gestora de redes sociais da RTP, falou da recetividade do tema vencedor. "As pessoas insurgiram-se muito contra aquela música [Amar Pelos Dois] porque era muito parada, não tinha aquele espetáculo que esperavam levar para a Eurovisão. E no domingo, dia da primeira semifinal, tivemos muitos comentários negativos acerca da música do Salvador. Mas não foi só em relação à música, isso é que foi mais chocante. Foi em relação à persona do Salvador, à pessoa que ele é, ao intérprete que ele é, a forma como estava vestido, àquilo que ele podia significar. Houve comentários muito cruéis e que ultrapassarem largamente o canção ser boa ou ser má. Foram ataques pessoais. E em qualquer página do Facebook da RTP ataques pessoais não são aceitáveis", rematou.
Em relação à permissão de cantar em qualquer língua, Daniel Deusdado afirmou que "quando fizemos o regulamento aceitamos músicas em português e em inglês, aliás na final estava uma das músicas em inglês, que curiosamente teve o terceiro lugar do voto do público. Há muita gente contra músicas em inglês, há pessoas que acham que só devia ser em inglês porque o objetivo é ir com uma canção para ganhar. O objetivo do Festival da Canção é escolher, por ano, a melhor canção que possa ser criada nesse ano em Portugal. Só depois é que, consequentemente, isto significa ir à Eurovisão. Nós vamos à Eurovisão com a nossa cultura, com aquilo que somos. Mas o facto de irmos em português não nos diminui, acrescenta-nos".
O televoto foi um dos temas mais quentes do programa. José Garcia, da OGAE Portugal, lembra que "este modelo do televoto, que é também o que é praticado na Eurovisão, é o que apela à participação do público. Claro que sendo uma chamada de valor acrescentado inclui custos para o votante. Isso pode ser contornado através de votação por APPs". No entanto, para Daniel Deusdado, "este sistema tem uma vantagem: ele permite que o voto seja calibrado e tenha uma máquina por trás a impedir que haja uma adulteração da vontade popular. Porque quando nós apostamos nesta fórmula, cada pessoa pensa duas vezes antes de gastar 60 cêntimos. Este sistema serve também para compensar o mecanismo de votação automático que é caro. Mas, além do mais, conseguimos criar uma barragem, que este sistema é tão perfeito, que qualquer pessoa não pode votar mais de 20 vezes por dia".
Por fim, falando da marca Festival da Canção, o diretor de programas da RTP volta a lembrar que "nós considerávamos fundamental que a marca Festival da Canção tivesse um novo fôlego, por isso o ano passado não o fizemos. Exatamente para questionar no fundo se vale a pena continuar esta marca, com o perfil que tem tido, em que muitas dos músicos em Portugal não se querem associar a ela? E esse momento de paragem foi essencial para obtermos uma massiva resposta que sim, vale a pena existir um festival da canções e de que as canções em Portugal são uma marca da nossa cultura".
Pode assistir ao programa AQUI.
Fonte e Imagem: RTP
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Festival RTP da Canção
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Voz do Cidadão
Programa do provedor volta a abordar o Festival Eurovisão da Canção
O Festival da Canção e Festival Eurovisão voltaram a estar em destaque no programa "Voz do Cidadão", o programa do Provedor da RTP. Na edição transmitida há pouco na RTP1, o provedor Jaime Fernandes foi categórico: "Mantemos o pressuposto de que este conteúdo, devidamente enquadrado e produzido a partir de ideias fortes, pode ser um bom espectáculo e uma referência, dando um contributo positivo a todos os profissionais da música".
Já por diversas vezes o programa Voz do Cidadão abordou os temas relacionados com o Festival da Canção e Eurovisão, a última das quais em maio passado quando a RTP anunciara que, para além de não participar no concurso deste ano, também não o iria transmitir. Recorde artigo AQUI.
Desta vez, o programa ouviu o autor do estudo "Que imagem do país a televisão do Estado tem exportado através do Festival da Canção?", Jorge Mangorrinha, professor de Turismo na Universidade Lusófona. Esse estudo já tinha sido referido pelo ESCPORTUGAL em 2013, como pode recordar AQUI. Dois anos depois, e tendo como base algumas das conclusões do estudo, Mangorrinha participou no Festival da Canção como letrista da canção "Um fado em Viena" interpretada por Teresa Radamanto, em 2015, mas não conseguiu um lugar ao sol: a vitória sorriu a Leonor Andrade com "Há um mar que nos separa".
O autor, que falou no programa, referiu "o papel da RTP não se deve confinar a levar uma canção à Eurovisão, mas deve ter um papel de relacionamento permanente com os autores mas também uma pedagogia à volta da música portuguesa que deve ser feita nos programas da manhã, da tarde e da noite". Outro ponto referido por Mangorrinha tem a ver com as "parcerias fundamentais que a RTP deve ter para chegar à Eurovisão para que a RTP possa chegar à Eurovisão e dizer 'nós temos as condições e queremos ganhar'". Passa também, segundo o mesmo autor, "por ter uma relação estreita com o governo, com os serviços diplomáticos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o Turismo, com a Câmara Municipal de Lisboa... a RTP não pode ser responsabilizada, por si só, por nunca ter vencido na Eurovisão, mas sobretudo deveria ter havido um projeto do país com parceiros estratégicos".
Intercalado com vídeos de participações de Portugal nos anos 60 e 70 e outros da Eurovisão de 2016, Nuno Nazareth Fernandes foi outro dos intervenientes no programa. Fernandes que foi compositor vitorioso do festival por três ocasiões, em 1967 com "O vento mudou", 1969 com "Desfolhada portuguesa" e 1971 com "Menina do alto da serra". "Já no tempo do antigo regime, eu referi que era importante para Portugal ganhar a Eurovisão", afirmou, "para aproveitar o que essa organização traria". Recordou o caso espanhol: "A TVE usou todos os truques para ganhar e ganhou mesmo com o 'La La La'". E ganharam contra o Cliff Richard! No ano seguinte Espanha teve 10 milhões de turistas".
Desta vez, o programa ouviu o autor do estudo "Que imagem do país a televisão do Estado tem exportado através do Festival da Canção?", Jorge Mangorrinha, professor de Turismo na Universidade Lusófona. Esse estudo já tinha sido referido pelo ESCPORTUGAL em 2013, como pode recordar AQUI. Dois anos depois, e tendo como base algumas das conclusões do estudo, Mangorrinha participou no Festival da Canção como letrista da canção "Um fado em Viena" interpretada por Teresa Radamanto, em 2015, mas não conseguiu um lugar ao sol: a vitória sorriu a Leonor Andrade com "Há um mar que nos separa".
O autor, que falou no programa, referiu "o papel da RTP não se deve confinar a levar uma canção à Eurovisão, mas deve ter um papel de relacionamento permanente com os autores mas também uma pedagogia à volta da música portuguesa que deve ser feita nos programas da manhã, da tarde e da noite". Outro ponto referido por Mangorrinha tem a ver com as "parcerias fundamentais que a RTP deve ter para chegar à Eurovisão para que a RTP possa chegar à Eurovisão e dizer 'nós temos as condições e queremos ganhar'". Passa também, segundo o mesmo autor, "por ter uma relação estreita com o governo, com os serviços diplomáticos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o Turismo, com a Câmara Municipal de Lisboa... a RTP não pode ser responsabilizada, por si só, por nunca ter vencido na Eurovisão, mas sobretudo deveria ter havido um projeto do país com parceiros estratégicos".
Intercalado com vídeos de participações de Portugal nos anos 60 e 70 e outros da Eurovisão de 2016, Nuno Nazareth Fernandes foi outro dos intervenientes no programa. Fernandes que foi compositor vitorioso do festival por três ocasiões, em 1967 com "O vento mudou", 1969 com "Desfolhada portuguesa" e 1971 com "Menina do alto da serra". "Já no tempo do antigo regime, eu referi que era importante para Portugal ganhar a Eurovisão", afirmou, "para aproveitar o que essa organização traria". Recordou o caso espanhol: "A TVE usou todos os truques para ganhar e ganhou mesmo com o 'La La La'". E ganharam contra o Cliff Richard! No ano seguinte Espanha teve 10 milhões de turistas".
Para o compositor e músico, o ano em que estivemos mais perto de ganhar foi em 1971: teve-se a noção que a Eurovisão era um negócio. Jogou-se tudo... ate tenho versões da 'Menina' em finlandês!" Como eu escrevi na altura, estávamos a contar com um dos três primeiros lugares [alcançou-se o 9.º, o melhor até então] , mas provavelmente com o grande horror para a RTP, que se via já a ter de organizar uma coisa daquelas no ano seguinte". Nazareth Fernandes não poupa a RTP: "Nuca houve uma vontade explicita da RTP em se meter a fundo no assunto".
Jaime Fernandes terminou o programa, referindo o aumento exponencial de telespectadores na edição de 2016, que contou com a presença de Justin Timberlake como convidado especial. Sinal de que a organizarão pretende "dinamizar a participação dos seus membros e estimular a criatividade dos autores e das canções a concurso. Do nosso ponto de vista, a RTP não pode, nem deve, ficar de fora deste circuito. Antes, deve empenhar-se em acompanhar as novas tendências, apresentando-se com ideias renovadas e dignas de competir com os melhores".
Pegando nesta última intervenção do provedor, seria útil ouvir, num próximo programa, autores, interpretes e músicos que fazem da Música a sua carreira e profissão, que vendem música e enchem concertos, as editoras e empresas de espetáculos. No fundo, aqueles que devem ser os principais protagonistas de um qualquer Festival da Canção. E que fazem música todo o ano e não só, pontualmente, no Festival RTP da Canção.
Jaime Fernandes terminou o programa, referindo o aumento exponencial de telespectadores na edição de 2016, que contou com a presença de Justin Timberlake como convidado especial. Sinal de que a organizarão pretende "dinamizar a participação dos seus membros e estimular a criatividade dos autores e das canções a concurso. Do nosso ponto de vista, a RTP não pode, nem deve, ficar de fora deste circuito. Antes, deve empenhar-se em acompanhar as novas tendências, apresentando-se com ideias renovadas e dignas de competir com os melhores".
Pegando nesta última intervenção do provedor, seria útil ouvir, num próximo programa, autores, interpretes e músicos que fazem da Música a sua carreira e profissão, que vendem música e enchem concertos, as editoras e empresas de espetáculos. No fundo, aqueles que devem ser os principais protagonistas de um qualquer Festival da Canção. E que fazem música todo o ano e não só, pontualmente, no Festival RTP da Canção.
Fonte: VOZ DO CIDADAO / Imagem: GOOGLE
Obituário
Paquete de Oliveira
Provedor do Telespectador
RTP
Voz do Cidadão
Faleceu antigo Provedor do Telespectador Paquete de Oliveira
Paquete de Oliveira foi o primeiro Provedor do Telespectador da RTP em 2006. Faleceu hoje com 79 anos de idade.
Sociólogo de formação académica, Paquete de Oliveira foi o primeiro Provedor do Telespectador da RTP em 2006. Atualmente era Provedor do Leitor do jornal Público. Faleceu este sábado, com 79 anos de idade, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado há dois dias. José Manuel Paquete de Oliveira foi padre, jornalista, sociólogo pioneiro de estudos dos media em Portugal, professor e terminou como um provedor mais “didático” do que dado a conflitos, um perfil que condizia com a sua personalidade. Desde 2013 era provedor do leitor do PÚBLICO.
Em 2006 inaugurou esta figura de Provedor na RTP, "personagem" que foi criada para defender os interesses dos telespectadores. Nessa qualidade, dedicou alguns programas ao Festival da Canção e à Eurovisão, nomeadamente às "reclamações" de muitos quanto "à falta de investimento" da RTP em ambos os programas. Um dos programas foi emitido logo após o Festival da Canção de 2008: telespectadores, artistas e músicos queixaram-se quanto ao televoto do festival que, pelas reclamações apresentadas, fechou as linhas de algumas canções, inviabilizando ou limitando o voto nalgumas canções, facto que foi, na altura, confirmado ao Provedor por fontes da RTP.
O Presidente da República considerou a morte do sociólogo "uma perda para a comunidade académica e para o mundo da comunicação social portuguesa". "Paquete de Oliveira deixa um contributo incontornável no jornalismo, na universidade, na investigação relativa aos mass media", diz a nota de Marcelo Rebelo de Sousa enviada à Lusa. O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, por sua vez, “lamenta profundamente o falecimento deste colega e amigo. Era um homem bom, sério e rigoroso, construtor de soluções”.
O ESCPortugal deixa a mais sentidas condolências a todos os familiares, amigos e colegas de trabalho de Paquete de Oliveira.
Fonte: RTP; PUBLICO, ESCPORTUGAL / Imagem:RTP
Daniel Deusdado
ESC2017
escportugal
FC2017
Portugal
RTP
Voz do Cidadão
O programa Voz do Cidadão, da RTP1, foi novamente dedicado à Eurovisão. O ESCPortugal esteve em grande destaque.
Portugal: "Em 2017 vamos ter um Festival da Canção bem pensado e participação na Eurovisão"
Da responsabilidade do provedor do telespectador, Jaime Fernandes, o programa Voz do Cidadão é exibido semanalmente através de diversos canais de televisão da RTP. Reflete o tratamento dos casos mais significativos em cada semana trazidos à apreciação do provedor pelos telespectadores.
O programa desta semana é dedicado à decisão da não transmissão do Festival Eurovisão (ESC2016), entretanto revogada. O provedor do telespetador começou por dizer que "o Festival da Canção tem perdido protagonismo ao longo dos anos" e que já foi alvo de análise neste programa, sendo que a maior parte das queixas reside na "falta de qualidade das cantigas". Jaime Fernandes reconheceu que o evento continua, no entanto, "a mobilizar uma adesão relevante" nas outras emissoras europeias.
O programa desta semana é dedicado à decisão da não transmissão do Festival Eurovisão (ESC2016), entretanto revogada. O provedor do telespetador começou por dizer que "o Festival da Canção tem perdido protagonismo ao longo dos anos" e que já foi alvo de análise neste programa, sendo que a maior parte das queixas reside na "falta de qualidade das cantigas". Jaime Fernandes reconheceu que o evento continua, no entanto, "a mobilizar uma adesão relevante" nas outras emissoras europeias.
O ESCPORTUGAL esteve em grande destaque ao longo de toda a emissão, tendo a página de facebook do maior site eurovisivo em português sido apresentada por diversas vezes. Um dos espetadores, que enviou uma queixa para a RTP, referiu que tomou conhecimento da decisão de não transmissão do ESC2016 pela "consulta dos sites de fãs". Também os administradores do ESCPORTUGAL, Nuno Carrilho e Nelson Costa, estiveram em destaque no programa, tendo Nuno Carrilho referido que a desculpa dada pela RTP para não participar no evento europeu não é convincente.
Depois de apresentadas as queixas dos telespetadores, foi dada a palavra a Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP. Daniel Deusdado afirmou que "a RTP tem uma série de compromissos inadiáveis, como os Jogos Olímpicos e a Champions, e por isso teve de fazer uma reflexão importante sobre qual o Festival da Canção que queremos em Portugal". O diretor de programas disse ainda que a proposta para o FC2016 "não era consistente" e por isso a estação pública decidiu retirar-se do certame.
Quanto à transmissão do Eurovision Song Contest 2016, Daniel Deusdado revelou que a RTP contactou a União Europeia de Radiodifusão pedindo "um preço especial para transmitir o certame pois existia esse interesse". A UER acedeu ao pedido português.
Daniel Deusdado terminou dizendo que "em 2017 vamos ter um Festival da Canção bem pensado e uma participação no Festival Eurovisão da Canção de 2017 para celebrar os 60 anos da RTP".
Aceda ao programa na íntegra AQUI.
Fonte: RTP; ESCPortugal / Imagem: ESCPortugal
ESC2016
Portugal
RTP
Voz do Cidadão
Portugal: Festival Eurovisão estará em destaque no Programa do Provedor
O programa "Voz do Cidadão" vai voltar a dar voz ao Festival Eurovisão da Canção e ao facto da RTP deixar de transmitir o maior evento de música no mundo.
Da responsabilidade do Provedor do Telespectador, Jaime Fernandes, o programa "Voz do Cidadão" é exibido semanalmente através de diversos canais de televisão da RTP. Reflete o tratamento dos casos mais significativos em cada semana trazidos à apreciação do Provedor pelos telespectadores.
O próximo programa dará destaque ao facto da RTP ter anunciado que não irá transmitir o Festival Eurovisão (ESC2016), tal como anunciámos em primeira mão AQUI num artigo logo replicado por diversos órgãos de informação e blogues. O Provedor dará voz a alguns fãs e à direção da RTP. Será, se a RTP entretanto não alterar a decisão, a primeira vez desde 1963 que a RTP não transmite o ESC.
Já não é a primeira vez que o Provedor do Telespectador aborda questões em torno da Eurovisão. Em novembro passado, dedicou um programa ao facto da RTP ter anunciado a sua retirada da Eurovisão 2016. Em junho de 2015, o tema foram os maus resultados de Portugal na Eurovisão e a falta de estratégia da RTP no concurso. Em 2014, foram dois programas dedicados ao assunto pouco tempo depois do Festival da Canção e ao Festival Eurovisão.
A ver vamos se, desta vez, a Voz do provedor terá eco junto de quem toma decisões...
"A Voz do Cidadão" será transmitido nos seguintes dias, horas e canais:
RTP Internacional, sábado dia 16, 12h44
RTP1, sábado dia 16 - 14h10
RTP Memória, sábado dia 16 - 16h49
RTP2, domingo dia 17 - 12h45
RTP África, domingo, dia 17 - 11h30
Fonte: RTP /Imagem: GOOGLE
ESC2015
FC2015
Portugal
RTP
Voz do Cidadão
Portugal: Festival da Canção foi recordado no programa 'Voz do Cidadão'
O Festival da Canção 2015 e a participação de Portugal no ESC2015 foram considerados como um dos temas quentes do ano do programa 'Voz do Cidadão'.
A RTP1 continua a transmitir episódios especiais do programa Voz do Cidadão onde recorda os temas que mais polémica causaram, no programa, ao longo do ano. O Festival da Canção 2015 e a participação de Portugal no Festival Eurovisão da Canção de 2015 fizeram parte do programa de hoje.
A estação pública portuguesa voltou a transmitir a opinião de alguns fãs eurovisivos portugueses, do produtor Ramon Galarza e da chefe de delegação da RTP na Eurovisão Carla Bugalho. A peça transmitida incidiu, sobretudo, no facto de Portugal optar por cantar em português na Eurovisão e no modelo de seleção do nosso representante para o concurso europeu.
O programa 'Voz do Cidadão' é da responsabilidade do provedor do telespectador, Jaime Fernandes. O programa que é exibido regularmente através de todas as estações do serviço público de televisão, reflete o tratamento dos casos mais significativos em cada semana trazidos à apreciação do provedor pelos telespectadores.
Pode recordar, na íntegra, o que foi transmitido no programa de hoje AQUI .
Fonte: ESCPORTUGAL; RTP / Imagem: RTP
Festival da Canção
RTP
Voz do Cidadão
[VÍDEO] Retirada da RTP do Festival da Eurovisão em destaque no 'A Voz da Cidadão'
A retirada da RTP do Festival Eurovisão da Canção foi um dos temas do programa A Voz do Cidadão emitido hoje pela emissora nacional, totalmente dedicado à música nacional e ao seu destaque na RTP.
Jaime Fernandes, provedor do telespectador RTP, abriu o programa de hoje do 'A Voz do Cidadão' fazendo alusão à retirada de Portugal do Festival da Eurovisão. O Provedor referiu que "o interesse desvaneceu e o Festival da Canção é uma tímida sombra do que foi", apontado que uma das razões foi "a fraca prestação portuguesa nas finais da Eurovisão". Além disso, reiterou que "o formato nunca teve um modelo estabilizado e coerente", deitando culpas à emissora portuguesa que, segundo o mesmo, "promove muito pouco os programas musicais, excepto os programas de sábado à tarde onde o playback é rei e senhor e a música ligeira se sobrepõe aos restantes géneros musicais". No fim da intervenção inicial, deixou a pergunta aos telespetadores: "Deveria a RTP dar mais espaço à música e aos músicos portugueses?".
Pedro Abrunhosa foi o primeiro a intervir, afirmando que considera o "conceito de festival interessante" devido a ser o "único formato televisivo onde vemos autores a competir contra outros autores". Rui Vieira Nery, musicólogo, mostrou-se bastante crítico para com o concurso da RTP: "Tenho dúvidas sobre o que é o festival da canção e da Eurovisão", afirmando que, durante um período largo, "O Festival foi uma plataforma de divulgação de músicos, compositores e poetas e onde a Eurovisão fazia o mesmo, mas à escala europeia." Contudo, lamenta que tal não aconteça atualmente: "Há muitos anos que não se vê um artista ou canção, a nível nacional ou internacional a marcar a vida musical europeia (...) Há qualquer coisa errada no investimento que se faz, que se torna em algo fugaz do qual não fica absolutamente nada". Rui Nery vai mais longe nas críticas e apelida o concurso europeu como uma "sucessão de clichés", defendendo que o mesmo não seja uma "prioridade essencial por parte da RTP".
Outro dos intervenientes no programa foi o cantor Tiago Bettencourt que, por sua vez, afirmou que "O Festival não é um Festival da Canção, mas sim do espetáculo", afirmando que o palco eurovisivo pode ser comparado a "uma nave espacial". Por fim, lamenta que o programa se tenha tornado num programa de entretenimento, o que "faz fugir os cantores". Kátia Guerreiro também defende que "O Festival da Canção já teve o seu tempo", tendo "perdido interesse, qualidade e critério ao longo dos anos".
ACEDA AQUI AO DESTAQUE SOBRE O FESTIVAL A PARTIR DAS 14:11.
Fonte/Imagem/Vídeo: RTP
FC2014
Portugal
RTP
Voz do Cidadão
Portugal: Festival da Canção em destaque na Voz do Cidadão
A Voz do Cidadão, desta semana, teve em especial destaque a importância da música na televisão pública, sendo que o Festival da Canção foi um dos temas mais polémicos do programa.
"A música em televisão só serve de separador, não tem o destaque que merece" foi uma das expressões recebidas pela emissora pública portuguesa e que deu mote ao tema do programa desta semana.
Depois de se falar da importância da música no serviço público e nas dificuldades dos artistas se afirmarem em Portugal, o Festival da Canção e o seu papel no serviço público foi o tema em debate. A cantora e compositora Mafalda Veiga afirmou que "o Festival da Canção é uma instituição e é um programa que faz todo os sentido, mas é algo pontual! Não é o dia a dia dos músicos!" criticando a cadeia televisiva pelo fim do programa musical TOP+.
Por outro lado, e num tom bastante mais crítico para com o certame, Pedro Abrunhosa afirma que "O FC perdeu o seu prestigio e charme e sobretudo o seu papel sociológico. Havia um papel europeu no festival... Era uma das formas de afirmação na música, porque não havia muitas outras plataformas". Além disso, o cantor afirmou que muitas vezes foi abordado pelo facto de nunca ter enviado qualquer tema para a competição, ao qual responde: "Eu participo em coisas que dignificam a capacidade de autor e a função de cantor. Há que impôr uma fasquia na qualidade, se não vamos cair no mais fácil. E o Festival caiu nisso...".
Tiago Palma, jornalista, também comentou o papel do "mítico" programa da televisão pública portuguesa, criticando as restrições na escolha dos participantes e na qualidade desses: "No Festival da Canção quem vai, vai por convite... E a julgar pela edição deste ano, a qualidade deste foi regulada por baixo". Luís Guerra, editor da revista Blitz, foi a voz mais crítica do certame, estendendo as suas críticas ao certame europeu: "O Eurofestival não é um bom programa de música! É um bom programa de artes cénicas e artes visuais! É um festival de malabarismos! Não é um programa que faça sentido em 2014 num canal de serviço público... Do Festival fica a anedota, o riso e um bocadinho de entretenimento em vão de algum tempo que passa rapidamente... não fica música nenhuma".
Aceda ao programa na íntegra, AQUI!
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Fonte e Imagem: RTP
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