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[AGENDA] Portugal: NAPA anunciam concertos nos Coliseus para 2026

 
Os NAPA anunciaram dois concertos nos Coliseus no Porto e em Lisboa para janeiro de 2026.

[AGENDA] Portugal: Fernando Daniel anuncia novo álbum e concertos nos Coliseus


Fernando Daniel, finalista do Festival da Canção 2017, anunciou um novo álbum e a sua estreia nos palcos do Coliseu dos Recreios e do Coliseu do Porto.

[AGENDA] Salvador Sobral estreia-se nos Coliseus para apresentar novo álbum


Pela primeira vez, Salvador Sobral vai atuar em nome próprio nos Coliseus de Lisboa e do Porto e vai apresentar as canções do novo álbum, a editar em Março. Os bilhetes já estão à venda.

[AO VIVO] Yolanda Soares “ousada” entre o lírico e o fado no Coliseu do Porto

O romantismo da ópera unido ao fado com sonoridades da world music num projeto que homenageia Amália Rodrigues. Foi este o contexto do concerto de Yolanda Soares. O ESCPORTUGAL esteve no Coliseu do Porto. 

[AO VIVO] Uma viagem pela vida e carreira de Simone de Oliveira no Coliseu do Porto

Uma verdadeira lenda viva Simone de Oliveira vê a sua vida e carreira retratadas no teatro. Uma peça biográfica de Tiago Torres da Silva chegou na noite passada ao Porto e o ESCPORTUGAL assistiu à estreia. 

Já pisou palcos de norte a sul do país e também no estrangeiro. Já perdeu a conta às personagens que interpretou. Aos 79 anos de vida e com 60 anos de carreira, Simone de Oliveira é homenageada em “Simone, O Musical”, um espetáculo em dois atos que esteve em cena em Lisboa e está este fim-de semana no Porto. O ESCPORTUGAL marcou presença em setembro na estreia no Teatro Tivoli como pode recordar AQUI e na noite passada na primeira das três sessões no Coliseu do Porto.


O musical, que tem texto e encenação de Tiago Torres da Silva e direção musical de Renato Júnior (a mesma equipa que levou Simone ao Festival da Canção em 2015 com “À espera das canções”), tem a inovação de ter a homenageada em palco, algo inédito em Portugal. O espetáculo apresenta a vida e a carreira de Simone de Oliveira, cuja música atravessou gerações de norte a sul do país. E foi uma amostra desta heterogeneidade de público que esteve na noite passada no Coliseu do Porto, completamente lotado.

Neste musical em forma de drama, Simone partilha as suas memórias, as lutas e as vitórias ao longo de toda uma vida. Simone de Oliveira é sinónimo de força, autenticidade e muita coragem para enfrentar tudo aquilo que a vida lhe oferece, tanto de bom como de mau. Fez-se ouvir numa sociedade onde as mulheres não tinham voz e foi por duas vezes a “voz de Portugal” na Europa. Um timbre de voz inconfundível, uma personalidade forte, sempre rebelde e lutadora.

A peça começa numa noite de trovoada. Simone no camarim. A ansiedade de subir ao palco. O medo de falhar. “Com este temporal, como é que tanta gente saiu de casa para me ouvir cantar?”, repetiu algumas vezes. De repente, eis uma visita inesperada e surpreendente: do seu Varela Silva, aqui encarnado pelo ator José Raposo, presente em vários momentos da noite.



Todas as vicissitudes que lhe aconteceram na vida, Simone conseguiu dar a volta por cima com uma gargalhada. Uma vontade férrea de viver fizeram-na derrubar muitas barreiras. Esta é uma mensagem transversal a toda a peça.

Mas a peça também tem diversos momentos de humor: a chegada a Santa Apolónia vinda da Eurovisão em Madrid com vários fãs vindos de todo o país, foi um quadro que pôs o Coliseu a rir com os atores Ruben Madureira e Pedro Pernas  a serem os protagonistas.

Das canções que ficaram aos episódios da vida que mais a marcaram, o elenco dá vida a nomes como Ary dos Santos, Henrique Mendes ou Carlos do Carmo, mas há também quem faça de Simone de Oliveira quando a artista tinha 30 anos de idade: Sissi Martins encarna Simone enquanto jovem, até perder a voz no Porto. Temos aqui uma grande atriz, já mostrado e demonstrado em diversos outros musicais. Sissi traz na perfeição a revolta da época da ditadura na voz e nas palavras cantadas por Simone, tendo a responsabilidade de cantar “Desfolhada portuguesa” com o vestido original que a cantora levou a Madrid em 1969. As críticas da sociedade por ser mãe solteira, o namoro com Henrique Mendes e a perda de voz são alguns dos momentos encenados pela jovem. 


Maria João Abreu desdobrou-se em personagens mas também encarnou a Simone na idade adulta, quando esta recomeçou a cantar no Casino da Figueira da Foz por iniciativa de Carlos do Carmo, aqui interpretado por FF Fernando Fernandes. Foi, sem dúvida, um desafio superado. Para além de vestir a pele de Carlos do Carmo, FF levou o charme de Henrique Mendes para o palco.

O espetáculo fez-se, como não podia deixar de ser, de muita música: destacamos “7 letras” e “Maldita cocaína” na voz de Ruben Madureira; “Lisboa menina e moça” e “Tango ribeirinho” por FF; “"Poeta Castrado, Não” por José Raposo; “The Shadow Of Your Smile” por Maria João Abreu; e, na voz de Simone, “No teu poema” e “Apenas o meu povo”, a canção com a qual regressou aos palcos, precisamente no Festival RTP da Canção em 1973. Uma palavra de reconhecimento para os demais atores Marta Andrino, Pedro Pernas, Soraia Tavares e Salvador Nery e pelos músicos que tocaram ao vivo encabeçados por Hélder Godinho. No final, uma apoteótica salva de palmas com todo o público em pé, que emocionou todo o elenco e muito em especial Simone de Oliveira que recebeu muitas flores da plateia.

Este sábado, “Simone o Musical” está em cena no Porto em mais duas sessões à tarde e à noite. A 17 e 18 de novembro a viagem faz-se no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz; em janeiro e fevereiro já há datas marcadas para Faro, Setúbal, Estoril e Leiria. 


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL 

[AO VIVO] Diogo Piçarra chegou, viu e venceu no Coliseu do Porto

Foi com “Dois”, um dos temas do álbum “do=s”, que Diogo Piçarra abriu o concerto da noite passada no Coliseu do Porto, o primeiro que o artista protagonizou a solo na maior e mais icónica sala da cidade invicta. O ESCPORTUGAL esteve lá. Diogo Piçarra é um dos mais talentosos intérpretes da sua geração e no Coliseu não deixou créditos por mãos alheias e por várias vezes colocou o público a cantar, a gritar e até a fazer coreografias “iluminadas” dando um colorido especial ao espaço. 

Diogo Piçarra atuou a solo no Coliseu do Porto na noite de ontem. Fãs de todo o país lotaram a sala nobre da cidade invicta, para assistir à estreia do cantor naquele palco mítico. Foi o apogeu dos concertos de apresentação do seu novo álbum “do=s”, lançado em março passado e que já alcançou o n.º 1 do top dos álbuns mais vendidos em Portugal e a marca de disco de ouro. Ao longo da noite cantou também temas do seu álbum anterior “Espelho” e outros nunca gravados em álbum. Recorde-se que Diogo Piçarra é um dos compositores convidados pela RTP para participar no Festival da Canção 2018.


O artista preparou o concerto ao pormenor e recheou-o de surpresas, dança e convidados especiais, concretamente Jimmy P, que protagonizou um dos momentos mais fortes e intimistas da noite ao cantar em dueto com Piçarra o bem-sucedido ‘Entre as Estrelas’; April Ivy foi muito ovacionada quando entrou em palco para cantar ‘Não Sou Eu’; e Valas, que cantou em ‘Ponto de Partida’. Por seu turno, o duo feminino brasileiro Anavitória cantou e encantou em ‘Trevo’, distribuindo trevos de cartão ao público localizado na fan zone, dando um colorido e uma animação diferente ao espaço. A plateia estava sem cadeiras, com uma zona vip para fãs previamente inscritos, e toda uma área ampla que permitiu que o público também dançasse ao som dos temas. Em palco, Diogo Piçarra para além de cantar, mostrou ser multi-instrumentista, tocando guitarra, bateria e piano. Esteve acompanhado pelo seu habitual trio de músicos: Francisco Aragão (guitarras, teclados e programações), Filipe Cabeçadas (bateria e programações) e Miguel Santos (baixo e teclado). 


Pode ver um pequeno momento em vídeo de alguns momentos cheios de emoção AQUI.

Durante mais de duas horas, a julgar pela reação apoteótica do público durante todo o concerto, Diogo Piçarra não desiludiu! Veio ao Porto apresentar um grande espetáculo de pop, com direito a efeitos de luz, fumo e um grupo de dança que criou outro espetáculo dentro do concerto. Com um alinhamento marcado pelos seus grandes êxitos, o artista conseguiu facilmente agarrar o público com temas como “Só existo contigo”, “Breve”, “Sopro”, “Verdadeiro”, “Volta”, entre outros.

Foram duas horas onde Piçarra quase não conseguiu respirar. Nem o público. O jovem que se notabilizou no 'Ídolos' em 2012 e que a cada tema que lança alcança recordes de visualizações no youtube, soube interagir perfeitamente com o seu público e mostrou um excelente poder vocal, uma voz limpa e melodiosa que sabe ser também viril quando o tema assim o exige.

No dia 3 de novembro, o segundo round será no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, num concerto também esgotado.



Aqui fica o alinhamento do concerto:
Dois
Já não falamos
Erro
Caminho
Ponto de Partida ft Valas
90
Só existo contigo
Meu é teu
Não sou eu ft April Lvy
Breve
Sopro
Verdadeiro
Trevo ft Anavitória
História
200
Wall of love
Margem
Longe
Numb (Linkin Park)
Entre as Estrelas ft Jimmy P
Volta
Tu e eu
Mágico
Dialeto



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Fonte:  ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL e DIOGO PIÇARRA (ultima imagem)

[AO VIVO] O esplendor de Dulce Pontes no Coliseu do Porto

Nesta quarta-feira, dia 11, Dulce Pontes tomou conta do palco do Coliseu do Porto, apresentando-se em grande forma e obtendo estrondosas ovações ao longo de aproximadamente uma hora e meia de espetáculo. O ESCPORTUGAL esteve no Coliseu e traz-lhe as nossas impressões da noite. 

No Porto, o ambiente no Coliseu era eletrizante, quando finalmente a escuridão abriu alas à entrada da protagonista da noite. Dulce Pontes a sós entrou pelo lado esquerdo do palco e logo foi recebida por uma grande ovação. De imediato, juntou-se ao seu fiel piano, o seu ambiente natural, começando por tocar “Grito”, canção celebrizada por Amália Rodrigues presente no último álbum de Dulce com um novo e arrojado arranjo.  Seguiu-se o clássico “La Bohème” e, ainda ao piano, “Nevoeiro”. Antes de introduzir “Ondeia”, Dulce dedica o tema a um “amigo que perdeu a vida numa missão no Mali”. O silêncio encheu o Coliseu e no final mais um entusiasmante aplauso. Deixa o piano e dirige-se para o centro do palco, recebendo fervorosas palmas e retribuindo com sopros de beijos.

Os primeiros acordes de “Cantiga da roda” trazem no seu ritmo os primeiros passos de dança, entre o entusiasmo de um público que via as suas melhores expectativas confirmadas. Dulce mostra-se genuinamente descontraída. O folclore continua com “Canto do risco” e “Bailados do Minho”. Dulce Pontes entrelaça nos dedos o micro-xaile e com a sua imponente voz - ainda mais intensa ao vivo - deixa o “Alfama” entre as invectivas do público, transformando o Coliseu em gigante casa de fados. As guitarras de Marta Pereira da Costa e João Filipe foram imponentes, dando corpo a este fado que também se ouve no último álbum de Dulce. 


O clássico “Meu amor sem Aranjuez” e “La legienda del tiempo” sugerem um percurso por vários estados de alma e por outros tempos entre Portugal, Galiza e a América Latina. O mesmo ritmo sensual em “Maria de Buenos Aires”. Para além, claro, da sua capacidade de se reinventar, Dulce já com o público totalmente entregue ao espetáculo, viajou depois para o tango, onde mostra toda a sua alma e poder de interpretação com a sua voz aveludada que modela a gosto tanto no ataque às notas musicais, como no prolongamento das mesmas. Dulce brinca com o pianista Juan Carlos Cambas, ele próprio natural da Argentina. 

O encore veio com a mais que esperada “Canção do Mar”, música colada à pele de Dulce Pontes, que desfruta ao máximo o momento. A despedida sentida com a vocalista e os músicos alinhados em pé, com o público a aclamar todo o conjunto, emulando um terramoto ao bater com os pés no chão.


Dulce Pontes estará já a preparar a viagem para a Polónia onde, no próximo sábado, irá partilhar o palco de Łódź com o maestro Ennio Morricone, sua grande referência. Dois dias depois, será o público de Praga, na República Checa, que terá a mesma sorte que teve o público do Porto, ao poder ver e sobretudo ouvir ao vivo a nossa Dulce Pontes.

Alinhamento:
Grito
La Bohème
Nevoeiro
Ondeia (Água)
Cantiga da roda
Canto do risco
Bailados do Minho
Alfama
Meu amor sem Aranjuez
La legienda del tiempo
Afonsina
Martin Codax
Maria de Buenos Aires
Encore: Canção do Mar

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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL 

[AO VIVO] Marco Paulo encerra comemorações dos 50 anos de carreira


Marco Paulo inicia neste momento o ciclo de três concertos, que encerra as celebrações dos 50 anos de carreira. O ESCPORTUGAL está no Coliseu do Porto lotado a acompanhar mais este marco na carreira de Marco Paulo. 

Marco Paulo e a sua orquestra atuam neste momento no Coliseu do Porto para o primeiro de três concertos que completam as comemorações dos 50 anos de carreira do artista. No dia 1 de dezembro, Marco Paulo estará no Pavilhão Multiusos, em Guimarães, e no dia 10 do mesmo mês no Campo Pequeno, em Lisboa. Este último espectáculo será gravado em vídeo para uma edição dvd. No passado mês de março estivemos na mesma sala a assistir ao primeiro dessa série de concertos, como pode recordar AQUI.

O Coliseu do Porto está esgotado. Celebra-se uma carreira, mas também uma vida dedicada à música popular portuguesa. Uma personalidade vibrante, carismática e lutadora e que apaixona o público. Prova disso, o concerto lotado esta noite.

Marco Paulo está a ser acompanhado, no coro, por três artistas bem nossos conhecidos: Filipa Ruas, participante do Festival da Canção 2011 e atual membro do grupo 7 Saias; Ana Sofia Gonçalves, membro do palco da Eurovisão 2007 e elemento do grupo Ouro do Festival de 2010; e Telmo Miranda, participante do Festival da Canção 1997, um ano depois de ter feito parte da equipa de Lúcia Moniz na Eurovisão 1996.

Os grandes êxitos de sempre voltam a estar em destaque neste concerto. De acordo com o alinhamento que tivemos acesso, algumas das canções que serão interpretadas por Marco Paulo são “Lágrimas de amor”, “Amor sem limite”, “Mulher de 40”, “Anita”, “Amor eterno”, “Que pecado”, “O que fazes esta noite”, “Toda uma vida”, “Na hora do adeus”, “Sempre que brilha o sol”. “Amar-te é um prazer”, bem como “Nossa Senhora”. Entre cada canção, Marco Paulo dirige-se ao público em jeito de balanço por estas cinco décadas de música.

Marco Paulo anunciou um novo álbum para 2017. Mais do que um artista, Marco Paulo é uma lenda viva.


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL

[AO VIVO] Mickael Carreira apresenta o seu novo “Instinto” com Coliseu esgotado



Mickael Carreira está de volta aos discos com "Instinto", o primeiro trabalho do músico editado pela Universal Music Portugal. A assinalar 10 anos de carreira, o cantor apresentou o novo trabalho no Coliseu do Porto. O ESCPORTUGAL acompanhou o concerto e falou com o artista. 

Mickael Carreira subiu ao palco, pela primeira vez, em 2001. Aos 15 anos de idade pisava a mítica sala de espetáculos de Paris Olympia, onde cantou um dueto com o pai, Tony Carreira, perante uma plateia de milhares de pessoas. Estava dado o primeiro passo para uma carreira meteórica, feita de espetáculos esgotados, recordes de vendas, vários discos de platina e uma legião de fãs. Na passada sexta-feira, o Coliseu do Porto encheu para o último concerto da atual digressão de Mickael Carreira, digressão esta que contou com mais de 80 datas em todo o país e estrangeiro. O último concerto foi o primeiro para as canções do seu último CD “Instinto”, à venda precisamente a partir desse dia. “Instinto” inclui 12 faixas, variando entre as baladas, o reggaeton e o electrónico, muito dançáveis para serem apresentadas ao vivo. Mickael assina muitas das canções, tanto como letrista como compositor, mas outros nomes saltam à vista: Paulo Martins, autor e compositor de Deixa-me sonhar (só mais uma vez) de Rita Guerra, é aqui autor e compositor de 5 canções, incluindo o single de apresentação “Fácil”. Diogo Piçarra é autor/compositor de outras 4. Ambos em parceria com outros músicos. Neste disco participam de igual modo o cantor colombiano Sebastian Yatra e o cantor cubano El Micha.


Mas para estar em palco do Coliseu do Porto, Mickael convidou o irmão David Carreira e Marisa Liz. O dueto com a vocalista dos Amor Electro em “Rosa Sangue” foi um dos momentos mais emotivos da noite, acompanhados simplesmente ao piano por Tiago Pais Dias.


Mas foi com “Fácil” que Mickael abriu as hostes do concerto. Mal as luzes do Coliseu se apagaram, abriu-se a cortina e um grande cronómetro começa a contagem decrescente para a entrada apoteótica do artista. A entrada de Mickael em palco é acompanhada por um conjunto de 6 bailarinos, outros tantos músicos e dois backing singers, com muita energia, dança e movimentos acrobáticos. De imediato o público levantou-se e o histerismo das vozes (sobretudo feminino que estava em maioria) e com elas os smartphones em riste. Estava dado o mote para o que seriam as duas horas de concerto e as duas dezenas de canções. Seguiu-se “Só mais uma noite” e “Viver a vida”, temas de anteriores álbuns. Antes de entrar em “Ya ya ya”, outra canção do novo álbum, Mickael confessou ao público: “Eu amo esta cidade! Já disse muitas vezes que, qualquer dia, mudo-me para o Porto! Por isso fiz questão que o lançamento fosse aqui”. Palavras que foram de imediato correspondidas por uma enorme salva de palmas.

Seguiu-se “Amor” e “Bailando”, com o videoclip a ser projetado no ecrã gigante que ocupava todo o fundo do palco. A interação com o público continuou e até uma fã teve oportunidade de subir ao palco e dançar com o artista. “Como uma tatuagem”, “Sorry”, “Tudo o que tu quiseres”, “Así” e “Imaginamos” foram cantadas pelo público, como se de um grande coro se tratasse.

Entra-se depois na parte mais romântica do concerto, com as baladas “Podem passar mil anos”, “Ela” e “Porque ainda te amo”. Entre temas, Mickael chama a sua colega mentora do The Voice Portugal, Marisa Liz, e, juntos, cantam “Rosa sangue”. “Gosto tanto deste tema que até me emocionei a cantar”, afirmou Mickael no final. Foi, mesmo, o momento de maior cumplicidade de todo o concerto.


Depois de agradecer a presença da família – mãe, pai e a companheira Laura estavam presentes no Coliseu – Mickael fez uma revelação. “Anuncio que vamos ser pais! Sabemos há algum tempo, mas fizemos questão de guardar esta revelação para este concerto no Porto”. O público mostrou felicidade pela notícia dada em primeira mão.


Mickael chamou, então, o irmão para cantarem em dueto “Señorita”, “a balada mais bonita que escrevi”, confessou o mais velho do clã Carreira. Até ao fecho, “Depois dessa noite” e “Só me faltas tu”. O público não deixou o artista encerrar o concerto e, já no encore, “Señorita buena” e, de novo, “Bailando” cantados e dançados pelas centenas de pessoas presentes no espaço.

O ESCPORTUGAL falou com Mickael Carreira sobre o Festival da Canção e Eurovisão, em declarações que publicamos AQUI


 Alguns momentos da noite, num vídeo do ESCPORTUGAL especialmente para os nossos leitores: 




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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL /Vídeo: ESCPORTUGAL 

[AO VIVO] Público rendeu-se aos 50 anos de carreira de Marco Paulo

Legiões de fãs encheram o Coliseu Porto, no concerto esgotado do carismático, popular e inconfundível intérprete de várias gerações. O ESCPORTUGAL esteve no concerto e traz-lhe o registo da noite.


50 anos de canções românticas. Foi este o mote do concerto que, no passado sábado, encheu o Coliseu do Porto. É impossível, em Portugal, existir alguém que nunca tenha escutado uma canção de Marco Paulo. Em 1966 lançou o primeiro disco, um ano depois participa, pela primeira vez, no Festival da Canção (voltaria a repetir a experiência em 1982) e desde então nunca mais parou. Kitch ou não, o certo é que foram 4 milhões e meio de discos vendidos, mais de 70 edições discográficas, quase 150 galardões de platina, ouro, prata e um exclusivo de diamante.

No concerto de sábado, a noite teve muito mais do que música. Teve emoção. Teve agradecimentos. Teve nostalgia. Teve afetos. “Tenho muito orgulho por ter feito toda a minha carreira em Portugal e em português”, disse do alto dos seus 71 anos de idade e mantendo uma voz forte, firme e totalmente afinada. E o público reagiu durante mais de duas horas, cantando todas as canções como se de um grande coro se tratasse. Para além dos aplausos fervorosos foram muitos aqueles que atiraram flores para o palco. E a todos, Marco Paulo agradeceu, em muitos momentos visivelmente emocionado e com voz embargada.

Quem não conhece “Morena morenita”, “Joana”, “Amor sem limite” ou “Taras e manias”? Pois bem, estas foram apenas 4 das 21 canções que cantou no concerto, provenientes de álbuns editados ao longo destas 5 décadas, dos mais antigos aos mais modernos, como “Além da cama”.




Às 22 horas em ponto, as cortinas abriram, a banda começou a tocar e os coros fizeram um rápido medley com diversas canções da carreira do artista. Ao mesmo tempo, fotos eram projetadas no ecrã, passando em revista a vida de Marco Paulo. Do lado direito do palco (a única superstição que mantém até hoje, segundo o que já afirmou em diversas entrevistas), Marco Paulo surge aos olhos do público, que o recebe com um forte aplaudo ao som da canção “Como passaram os anos”. Seguiu-se no alinhamento “Lágrimas de amor”, “Amor sem limite”, “Mulher de 40”, “Anita”, “Amor eterno”, “Que pecado”, “O que fazes esta noite”, “Toda uma vida”, “Na hora do adeus” e “Sempre que brilha o sol”. Momento da noite a canção “Amar-te é um prazer”, acompanhado por orquestra, bem como “Nossa Senhora”: por momentos, no Coliseu fez-se um enorme silêncio.

Marco Paulo confessou que nunca gostou da canção que acabou por marcar a sua carreira “Eu tenho dois amores”. Mas aqui cantou uma “nova versão”, acústica, mas o público acompanhou com o ritmo da canção original.

Entre todas as canções, uma palavra para o público, a contextualização do tema. “Gostava de estar aí no meio de vós”, repetiu.

Marco Paulo foi acompanhado, no coro, por três artistas bem nossos conhecidos: Filipa Ruas, participante do Festival da Canção 2011 e atual membro do grupo 7 Saias; Ana Sofia Gonçalves, membro do palco da Eurovisão 2007 e elemento do grupo Ouro do Festival de 2010; e Telmo Miranda, participante do Festival da Canção 1997, um ano depois de ter feito parte da equipa de Lúcia Moniz na Eurovisão 1996.

No próximo sábado, é a vez do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, receber também a Tour 50 anos e em 24 de abril a Arena de Portimão. Outras datas estão já agendadas um pouco por todo o país até final de 2016.









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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL, AIR / Vídeos: YOUTUBE

[AO VIVO] Coliseu do Porto invadido pela onda ‘côderosa’

O concerto solidário em favor da Associação Princesa Leonor viveu de amor, afeto, esperança e solidariedade. O ESCPORTUGAL acompanhou esta onda “côderosa” que invadiu o Coliseu do Porto.

A história de Leonor comoveu o país. Nonô, como era carinhosamente tratada, lutou contra um cancro até partir, com apenas cinco anos de idade. A menina acabou por impulsionar a criação da Associação Princesa Leonor - Aceita e Sorri, que procura tornar mais feliz a vida de tantas crianças que se debatem com doenças oncológicas. 

No passado sábado, o Coliseu do Porto celebrou a vida com um concerto solidário cujo objetivo seria angariar fundos para que a associação pudesse dar continuidade à sua missão de levar ajuda e apoio a crianças e jovens com doença oncológica, bem como às suas famílias. À causa juntaram-se diversos artistas que, de forma graciosa, levaram do melhor da música nacional até junto do público do Porto, que se quis associar a esta causa.



O concerto arrancou com a emocionante e emocionada atuação de Tó Cruz, acompanhado pela Orquestra de Cordas da Casa Pia de Lisboa, dirigida pelo maestro Carlos Gomes. Durante cerca de 4 horas de festa, o público foi presenteado por estilos musicais tão diversos, protagonizados por Carolina Deslandes, os The Guest, Anjos, Paula Teixeira, Mafalda Arnauth, Berg, o jovem talento Maria, João Só, André Indiana, Mónica Ferraz, acompanhada por Patrícia Silveira e Patrícia Antunes, Kátia Aveiro, Edmundo Vieira e Ricardo Fonseca, D8 e Áurea. Lara Afonso, tia da pequena Nonô, deu voz a um dos momentos mais tocantes da noite ao interpretar, rodeada por crianças, a canção “Só tu”.

Veja o VÍDEO do ESCPORTUGAL, com o excerto de alguns momentos marcantes do concerto:



Concerto Solidário Princesa Leonor Coliseu Porto [30-01-2016]
Veja os emocionantes momentos do III Concerto Solidário Princesa Leonor, Os Aprendizes da Nono, no Coliseu. Com Carolina Deslandes, António TC Cruz, The Guest, AnjosOnline, Paula Teixeira, Lara Afonso, Mafalda Arnauth, Teófilo Sonnemberg - Berg, João Só, Mónica Ferraz Oficial, Katia Aveiro, Edmundo Vieira, entre outros. www.escportugal.pt #PrincesaLeonor #OsAprendizesdaNono #ColiseuPorto
Publicado por ESC Portugal em Domingo, 31 de janeiro de 2016



A noite foi feita de emoções fortes. Carolina Deslandes dedicou a canção “Mountains” à mãe da pequena Nonô. “A Vanessa Afonso consegue mover montanhas”, afirmou antes de interpretar o tema acústico, acompanhada por Diogo Clemente, na guitarra. O público acompanhou como se de um grande coro se tratasse. Os The Guest dedicaram “Tudo e tão pouco”, que cantaram em conjunto com os Anjos, “às mães guerreiras”.
Berg, por seu turno, estreou o tema “Tempo”, que espera lançar em breve nas plataformas digitais. Mónica Ferraz, a jogar em casa, conseguiu pôr o público todo em pé cantando com a artista “Go, go, go”.

Um dos momentos mais divertidos da noite teve como protagonista Edmundo Vieira que, cantando pelo meio da plateia, interpretou “É tão bom” em conjunto com Ricardo Fonseca. Para além desse tema, a todos emocionou ao interpretar “Sorri”, dedicado a todas as crianças que sofrem com cancro.



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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem:ESCPORTUGAL / Video: ESCPORTUGAL

[AGENDA] Concerto Solidário Princesa Leonor no Coliseu do Porto

O Concerto Solidário Princesa Leonor vai decorrer, no próximo sábado, no Coliseu do Porto pela primeira vez em três anos. Lara Afonso, Berg, João Só, TC e Áurea estão entre os muitos artistas presentes.


A história de Leonor comoveu o país. Nonô, como era carinhosamente tratada, lutou contra um cancro até partir, com apenas cinco anos de idade. Também foi esta menina que impulsionou a fundação da Associação Princesa Leonor - Aceita e Sorri, que procura tornar mais feliz a vida de tantas crianças que se debatem com doenças oncológicas. No próximo sábado, o Coliseu do Porto irá celebrar a vida com um concerto solidário cujo objetivo é angariar fundos para que a Associação Princesa Leonor - Aceita e Sorri possa dar continuidade à sua missão de levar ajuda e apoio a crianças e jovens com doença oncológica, bem como às suas famílias. À causa juntam-se as vozes de TC com a Orquestra de Cordas da Casa Pia, Lara Afonso, Berg, João Só, Áurea, Anjos, Mafalda Arnauth, João Paulo Rodrigues, Carolina Deslandes, D8, Kátia Aveiro, André Indiana, Paula Teixeira, The Guest e Ricardo Romero (projeto Matilha).

Ao ESCPORTUGAL, Vanessa Afonso, dirigente da Associação, afirmou ser um desafio este concerto no Porto. "É a primeira vez que saímos da nossa 'zona de conforto', mas também é muito gratificante podermos estar mais perto de outras famílias". Todos os participantes desta gala, do staff aos artistas, fazem-no de forma voluntária. "Desde o staff, artistas, músicos, técnicos... todos trabalhamos graciosamente! Esta gala é muito importante pois é com a bilheteira que conseguimos financiar as nossas atividades durante alguns meses do ano". E são mais de 40 as famílias sinalizadas pela Associação, muitas das quais economicamente fragilizadas, e que recebem bens alimentares mas também a concretização de "desejos" por parte de crianças e jovens.   

Os bilhetes podem ser comprados nos locais habituais, como na Ticketline por exemplo. Um espectáculo a não perder, pelo leque de artistas de elevada qualidade, mas também pelo alcance social desta iniciativa.

Lara Afonso, tia da pequena Nonô, é uma das convidadas especiais da gala. Recorde a sua participação no Festival da Canção 2014:


 

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Fonte e Imagem: ASSOCIAÇÃO PRINCESA LEONOR ACEITA E SORRI / Vídeo: YOUTUBE

[AO VIVO] Mariza apresentou o seu “Mundo” no Coliseu

Mariza está a protagonizar uma série de concertos em diversas partes do mundo para apresentar o seu novo CD “Mundo”. O primeiro em Portugal decorreu no Coliseu do Porto nas duas últimas noites esgotadas e o ESCPORTUGAL pôde comprovar porque é Mariza considerada a voz de Portugal no mundo.



Gotemburgo, Estocolmo, Malmo, Nova Iorque, Washington DC, Nova Jérsia, Montreal, Toronto, Geneva e Viena. Foram estas as cidades de dois continentes que ouviram, nas últimas semanas, a voz de Mariza, a embaixadora da música portuguesa no mundo. E é precisamente “Mundo” o título que deu ao seu novo trabalho de originais. O disco inclui 14 temas, muitos deles assinados por nomes bem nossos conhecidos: Rosa Lobato de Faria, Tiago Machado, Miguel Gameiro, Jorge Fernando, Paulo Abreu Lima, Paulo de Carvalho e Rui Veloso, tal como anunciámos AQUI . Rui Veloso, homem do Porto, estava sentado na primeira fila na noite do dia 26.

Que Mariza é A Artista em palco já sabíamos há muito. As capacidades vocais continuam irrepreensíveis, o seu contacto com o público está melhor e mais sedutor que nunca e o reportório que esta noite apresentou no Porto, amplamente baseado no seu último álbum, é o melhor de sempre. Perante isto, o público rendeu-se por completo à voz sobrenatural e à presença magnetizante de Mariza.



Mariza chega ao palco em penumbra a fazer lembrar as velhas casas de fado da Mouraria. Mas mesmo na sombra, o público reconhece o vulto ao entrar em cena e depressa reage com uma enorme salva de palmas. É assim que iniciamos a viagem pelo novo álbum. Uma viagem guiada por uma voz inconfundível e por quatro músicos. A mulher alta e magra diante de nós canta-nos a alma, a paixão e a maldição e também nos fala de um sol que anda na sua rua…

Fadista louco
tem honras de abertura. Apenas a voz de Mariza faz calar a sala cheia do Coliseu Porto. Envergando um vestido longo negro, Mariza senta-se num banco alto no centro do palco e começa a soltar a voz. Anda o sol na minha rua e Maldição seguem-se no alinhamento. Só depois, as luzes acendem-se e as cores fortes enchem o palco, com Mariza a surgir de vestido vermelho.




Ao longo de mais de duas horas e meia, a cantora canta sobretudo as canções do seu último disco, talvez o mais intimista dos 7 que já editou. Apresentou também alguns dos êxitos dos álbuns anteriores. Contámos 21 temas, a maioria dos quais cantados também pelo público, como se de um grande coro se tratasse. Seguiu-se, no alinhamento, dois temas de fado tradicional, Dona Rosa e Primavera. Depois, 9 temas de “Mundo”, Missangas, Adeus, Sem ti, Sombra, Alma e Rio de Mágoa. Em Caprichosa conseguiu soltar muitas gargalhadas do público, introduzindo aqui a língua espanhola no seu reportório. Eis que o silêncio se apodera novamente da sala. Melhor de mim, talvez o tema mais bem conseguido deste álbum. Em Padoce faz recordar as suas raízes africanas, ensaiando o refrão com o público.

Ao longo da noite, Mariza mostrou ser uma comunicadora nata. Nos diversos diálogos que protagonizou com o público, explicou a razão porque esteve cinco anos sem gravar. “Esse tempo foi uma grande lição, fez-me crescer, olhar a vida de forma diferente e é um convite a todos vós a entrarem no meu mundo musical e tentarem perceber aquilo que eu transformei nestes últimos anos”.

Em Chuva, Mariza dá tudo de si e, de emoção em emoção, abraça depois Barco negro com o público todo de pé e encerra com Rosa Branca e Paixão para descontrair um pouco o ambiente.

O público queria mais e Mariza regressa ao palco. E aqui cumprimenta a família, toda presente na plateia. Aos primeiros acordes de O tempo não para, pega no filho ao colo. Num espetáculo pensado de forma cuidada, onde se criou um clima de magia e de grande cumplicidade entre toda a equipa, esta foi uma oportunidade rara de assistir a Mariza numa enorme declaração de amor à sua família mas, especialmente, ao seu filho.

Novo encore com o imprescindível Ó Gente da minha terra. Mariza percorre a sala e, com a ajuda do público, canta o tema-âncora da sua carreira. Por fim, e para terminar em festa, Saudade solta. Muita alegria e confetis no ar.

O concerto desta noite no Coliseu do Porto foi dedicado à Dama do Fado - Beatriz da Conceição, desaparecida precisamente nesse dia.


VEJA UM PEQUENO EXCERTO DO ESCPORTUGAL, COM UM DOS MOMENTOS EMOCIONANTES DA NOITE

Mariza no Coliseu do Porto [2015-11-27]
Veja um dos momentos mais emocionantes do concerto de Mariza no Coliseu Porto. www.escportugal.pt #Mariza #ColiseuPorto
Publicado por ESC Portugal em Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015




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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: FACEBOOK ESCPORTUGAL

[AO VIVO] Depois do livro e do filme… 50 sombras chegou ao palco em musical

Fantasias sexuais, dominação sadomasoquista, vendas e algemas, chicotes, latex e muita sedução. Tudo isto e muito mais não faltou à peça da UAU 50 sombras, inspirada no livro soft-porn 50 sombras de Grey. Na noite passada no Coliseu Porto, tudo foi servido com muito humor e muita música.

Depois de ter passado pelo Teatro Tivoli, em Lisboa, a comédia 50 sombras chegou ao Coliseu Porto, onde terminou com casa cheia. Uma paródia ao livro com o mesmo nome, que não deixou ninguém indiferente com a ousadia do texto mas, sobretudo, com a qualidade musical e a excelência das vozes.



Pam (Catarina Guerreiro), Bea (Rita Cruz) e Carol (Marta Andrino). Três amigas que se juntam num clube de leitura à descoberta do livro 50 sombras de Grey. As meninas vão ficando cada vez mais “doidas” dada a temperatura do livro. Enquanto Pam desfruta das tórridas cenas do livro, a ingénua Carol tem dificuldade em encontrar a sua "deusa interior". Sissi Martins dá corpo e voz à inocente Anastasia Steele e Pedro Pernas a Christian Grey.

Os filhos da terra Sissi Martins e Ruben Madureira voltaram a (en)cantar o público, depois de terem sido vistos meses a fio no Teatro Rivoli noutros musicais. Já era tempo de ser dada a oportunidade a estes dois grandes cantores de entrarem numa carreira na música. Sissi vestiu, então, a pele de Anastasia Steele, a protagonista da história, uma jovem de 21 anos de idade muito pura e inocente, que sonha com o preenchimento de um grande vazio dentro si. Perdida entre os problemas de uma mãe complicada, um trabalho que não gosta e um amigo fotógrafo que luta pela conquista do seu amor, a sua vida muda no dia em que a sua melhor amiga, Kate, lhe pede para fazer uma entrevista ao milionário mais misterioso e arrogante do mundo, Christian Grey. Anastasia entra, então, num mundo perigoso e sombrio, mas aqui, na peça, proporcionando dos momentos mais divertidos da noite.


Ruben Madureira vestiu a pele de José Antunes, fotógrafo profissional, com carregadíssimo sotaque da Ribeira do Porto e um andar extremamente cómico. A sua maior paixão, a seguir ao FCP, é Anastasia Steele, a sua musa inspiradora, a única, a escolhida, a tal! Desinibido e divertido, a sua personagem foi, seguramente, das mais bem conseguidas do musical, merecendo todos os aplausos que recebeu. O bailarino Filipe Rico teve, a par de Pedro Pernas, os papéis mais ousados da noite. Representou aqui “o universo fantasioso das leitoras sedentas de prazer”.


Transformar esta história, que não é estranha a ninguém, em comédia musical, terá sido um grande desafio. A reunião de atores/cantores com talento para a representação, o canto e a dança foi bem conseguida. Contacto direto com o público e pelo meio da audiência, também foi uma constante. Não é demais repetir a grande qualidade vocal de todos os atores, muito evidenciado também pelo soberbo arranjo musical que acompanha todo o espetáculo. A direção musical pertenceu a Artur Guimarães, também ele um homem do norte, e que conhecemos no Festival da Canção 2011, compositor do tema Em Nome do Amor interpretado por Rui Andrade. Foi bom vê-lo de novo nas luzes da ribalta pois aqui mostrou, mais uma vez, ser um génio em potência. Dino Alves foi responsável pelos figurinos; ainda recentemente teve a responsabilidade de vestir Leonor Andrade no palco do Festival Eurovisão, em Viena.


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: UAU e ESCPORTUGAL

[AO VIVO] Adriana Lua e o fenómeno de sucesso afro-brasileiro em Portugal

Adriana Lua encheu o Coliseu do Porto de muita música, ritmo, dança e movimentos sensuais no palco da maior sala de concertos do norte do país. Fomos ao espetáculo "As fases da lua" e rapidamente percebemos o segredo deste fenómeno de sucesso em Portugal.


Muitos de nós já nos questionámos sobre o porquê de alguns fenómenos musicais de sucesso no nosso país, vindos sobretudo do Brasil e Angola, e que têm destronado, dos tops de vendas e da edição de discos, cantores consagrados nacionais. Em vésperas de começar a quinzena do maior concurso de música na Europa, o Festival Eurovisão da Canção, fomos ao concerto de Adriana Lua, nome que anualmente é apontado pelos fãs da cantora como desejada representante de Portugal e da Lusofonia na Eurovisão.

Coliseu do rubro

Adriana Lua nasceu há 35 anos no Rio de Janeiro mas há 12 radicou-se em Portugal onde iniciou uma carreira de sucesso. Os ritmos quentes das canções que interpreta, os sons pop latino tão do agrado dos portugueses e toda a produção inerente a cada tema, a cada videoclip e a cada espetáculo, cedo catapultaram para os tops de vendas esta cantora que, no Brasil, não granjeou tão depressa o sucesso que alcançou em Portugal.

Adriana Lua surgiu no palco ao descer de um baloiço vindo “dos céus” do Coliseu e mostrando uma excelente forma física. E assim a cantora conseguiu pôr a multidão em histerismo num concerto, intitulado “As fases da Lua”, e que foi integralmente gravado para dar lugar a um DVD ao vivo.

Durante cerca de duas horas, Adriana cantou os seus maiores sucessos axé, kizomba e pop, e o público correspondeu, vibrando com ela ao som de “Vem que eu quero te amar”, “O movimento”, “Esta noite é nossa”, “Você é o meu mundo”, “Se vocês quer me amar”, “A festa começou” ou “Só quero teu beijo”. Mas o maior dos aplausos da noite e onde Adriana conseguiu que ninguém ficasse sentado, aconteceu com “Sem você”, um dos maiores sucessos da sua carreira. A acompanhar a cantora, dois outros cantores de suporte, cinco músicos e uma dezena de bailarinos.

No final das duas horas de concerto, de dezenas de músicas e 4 mudas de roupa e acessórios, Adriana não deu ares de cansaço. O relax surgiu apenas quando recordou Luiz Gonzaga, o chamado “Rei do Baião”, e Ney Matogrosso, ícone da musica brasileira e mundial.


Fenómeno de popularidade


Mas, afinal, o que levou Adriana Lua a deixar o Brasil e passar a viver em Portugal para ser um fenómeno de popularidade em território luso? Do que vimos do concerto de ontem, a cantora atrai gente de todas as idades, das crianças aos idosos. Adriana tem o que muitos artistas nacionais também tinham nos anos 60, 70 e 80 e que se perdeu a partir da década seguinte: um conhecimento profundo dos gostos e necessidades do público português, que gostam – adoram – ritmos quentes, sensuais, melodiosos e que fazem vibrar o corpo e dançar. Tem uma música extremamente ritmada e alegre, pop, e que chega facilmente às pessoas. Será que essa falta de conhecimento dos gostos do público também é causadora das poucas vendas de discos e dos mais resultados na Eurovisão?

Muitos dos produtores e artistas nacionais não souberam agarrar esta necessidade do público, mas artistas estrangeiros - cantando em português - como Adriana Lua ou Anselmo Ralph, depressa preencheram esse vazio. Artistas estrangeiros que até têm máquinas bem oleadas de músicos e produtores portugueses. Por outro lado, Adriana Lua é assessorada por produtores, agentes e marketeers nacionais, que sabem o que o público quer. Por fim, e não menos importante: todos os vídeoclips e espetáculos ao vivo são pensados ao pormenor, não descurando um cuidadoso trabalho de produção. Para além do talento e da popularidade, o segredo do sucesso destes artistas afro e brasileiros radicados em Portugal é cruzar referências pop com as suas raízes e fazê-lo de forma contemporânea e atual. Ruben Almeida e Alain Santos, como produtores e diretores musicais de Adriana Lua, estão por trás do sucesso da cantora, que não se cansou de os elogiar em palco.

Será que estas parcerias pop e latinas poderão chegar a outros artistas e, quem sabe, à Eurovisão? Fica a pergunta no ar…


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Fonte e Imagens: ESCPORTUGAL

[AO VIVO] Rita Guerra voltou a surpreender o Coliseu do Porto

O Coliseu do Porto recebeu na noite passada o concerto de Rita Guerra, que interpretou muitos dos seus sucessos de 30 anos de carreira, temas do mais recente disco Volta e ainda surpreendeu o muito público presente com fado. O ESCPORTUGAL também esteve na mais emblemática sala de espetáculos da cidade invicta.


A voz de Rita Guerra é distinta, poderosa e transmite paixão em todos os registos, da mais comum das baladas, ao pop, passando pelo rock e também pelo inusitado fado. Foi desta viagem de sons que se fez o espetáculo de uma das mais conhecidas cantoras femininas a solo do país. Foi a sua filha Madalena que se ouviu a anunciar o espetáculo, não deixando ninguém indiferente com a ternura das voz e das palavras. “Sejam felizes”, pediu a pequenina em off, antes de a mãe subir ao palco e logo abraçar o piano. E de imediato provocou uma enorme ovação com Sentimento, êxito de 2007 mas que ninguém dispensa nos seus concertos.

Foram 30 anos de carreira que encheram o Coliseu do Porto em 90 minutos de concerto, numa viagem por duas dezenas de temas que todos conhecemos desde o seu primeiro álbum de 1990 Pormenores sem a mínima importância, até ao mais recente Volta lançado no final de 2014. A cantora foi alternando nos momentos mais intimistas, sentada ao piano, e outros mais ritmados que fizeram levantar o público das cadeiras.


E apesar de ter afirmado, no concerto de Oliveira de Azeméis em outubro passado (e ao qual reportámos AQUI), que não voltaria a interpretar Deixa-me sonhar (só mais uma vez), tema com o qual participou no Festival Eurovisão 2003, o mesmo fez-se ouvir no Coliseu, transformando-se num dos momentos mais intimistas da noite.

A voz inconfundível e incomparável de Rita Guerra surpreendeu também ao trazer novas roupagens de temas de sempre, como Só tu, tema do álbum Rita e que, em 2005, atingiu quatro discos de platina, ou No meu canto, o primeiro tema escrito e composto pela própria intérprete. E o público não se fez rogado ao acompanhar a cantora em coro. “É sempre rejuvenescedor voltar aqui”, respondeu Rita em jeito de agradecimento ao público do norte.

Em homenagem ao seu pai, cantou Nem às paredes confesso, celebrizado por Amália Rodrigues, e, numa brincadeira, Fado do Embuçado com os membros da banda e o público a responderem ao desafio da cantora com “Olha o pincel, tem tinta azul”.


Mikkel Solnado foi o convidado da noite. “É terceira vez que venho ao Porto este mês, mas é a primeira que estou à frente de tanta gente”, afirmou o músico e produtor do álbum Volta, antes de cantar um acústico de Get up, êxito do verão de 2014.

Aqui fica um pequeno excerto do concerto da noite passada:




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Fonte, Imagens e Vídeo: ESCPORTUGAL

[AO VIVO] Dulce Pontes emociona o Coliseu do Porto


Uma sala lotada recebeu Dulce Pontes, 20 anos depois do seu último concerto no mítico Coliseu do Porto. Os mais de 3000 espetadores viveram uma viagem musical por diversos portos de abrigo…



A última vez que pisou o palco do Coliseu do Porto foi a 5 de maio de 1995. 20 anos depois, os mais de 3000 espetadores que lotaram a mítica sala do Porto perceberam desde os primeiros acordes que as saudades da cantora por este espaço e pelo seu público eram muitas. “Voltar ao Coliseu do Porto tem um sabor a abraço, amor e verdade, tem sabor a saudade”. Foi desta forma que Dulce Pontes revelou este tão aguardado regresso a uma das melhores salas de espetáculos do país. Mas, para muitos, sobretudo os fãs que não deixaram de acompanhar a sua carreira, foram poucas as letras que não foram trauteadas em coro. A enorme simpatia da cantora e a qualidade ímpar da sua voz conquistaram os espetadores que, ontem, não a quiseram perder. Até porque nunca se sabe quando será a próxima oportunidade…

Dulce entrou no palco descalça e assim ficou durante mais de duas horas do concerto. Todo o intimismo e a sensibilidade da cantora foram canalizados, primeiramente, para o piano. A minha Barquinha seguida de La Bohème, numa versão em castelhano, foram as duas primeiras canções da noite. Alguns temas depois, e quando se aproximou mais do público, este não se fez rogado e acompanhou a cantora, muitas vezes de pé. Para além dos temas do seu mais recente álbum “Portos de abrigo”, o público vibrou sobretudo com os temas mais conhecidos. A voz de Dulce em Laurindinha, Canção do Mar, Lágrima, Senhora do Almortão, O Ardinita, Júlia Galdéria ou Os Índios da Meia Praia foi quase abafada pelo público, que sabia de cor as letras. Não foi preciso, por isso, a cantora desafiar o público a acompanhá-la…

Duas horas depois, Dulce teve de subir mais duas vezes ao palco, respondendo assim a tantos pedidos do público que não arredava pé. E o fecho não podia ser mais apoteótico: O Amor a Portugal levou Dulce Pontes às lágrimas, emocionando também a audiência. Só faltou mesmo Lusitana Paixão para o concerto ser mais-que-perfeito.

Dulce Pontes é, mesmo, e há muito tempo, um caso único da música nacional. Não obstante ter estado afastada dos palcos portugueses tantos anos, não tem parado de encher salas por todo o mundo. Ainda nos próximos dias, começa mais uma digressão europeia, em concertos a solo e a convite do maestro Ennio Morricone.

Um pequeno minuto com sons da noite passada no Coliseu do Porto:




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    Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL/ Vídeo: YOUTUBE

[AO VIVO] Miguel Gameiro e os Pólo Norte 'abraçaram' Coliseu

Miguel Gameiro ‘abraçou’ o Coliseu do Porto, que encheu para participar no concerto que assinalou 20 anos de carreira do músico dos Pólo Norte e que contou com as participações especiais de Mariza, Pedro Abrunhosa e Boss AC. O ESCPORTUGAL esteve no concerto da noite passada.


Há 20 anos nasciam para a música os Pólo Norte, banda sensação dos anos 90 que tantos e tantos sucessos trouxeram para diversas gerações de portugueses. Afastados há 6 anos, eis que o grupo voltou a reencontrar-se para assinalar o feito com dois concertos, em Lisboa e no Porto, com gravação de CD e DVD para memória futura. Nestes 6 anos, Miguel Gameiro, alma e voz do grupo, seguiu carreira a solo, lançou dois álbuns em nome próprio, escreveu temas para outros nomes grandes da música nacional e até participou no Festival da Canção 2012 como autor e compositor de “Fica a saudade” para a voz escolhida pela RTP Pamela Salvado.

À hora certa, Miguel Gameiro surgiu num palco ‘intimista’ onde se via apenas uma mesa de café e duas cadeiras. O cantor surgiu só, com uma guitarra na mão, sentou-se e começa a contar a história…. Eis que surge também o ator Aldo Lima e, ambos, com a ajuda de um iPad, desfilaram no ecrã gigante fotos com diferentes momentos da história e das histórias da banda.

Terminada a nostalgia, abre-se o pano e eis que sobem ao palco todos os demais elementos do grupo, dando início, assim, a duas horas de muita música e muitas emoções. Não faltaram temas que toda a gente conhece 'Lisboa', 'Grito', e 'Dá-me um Abraço'. E no Porto, o público não se fez rogado: em diversos momentos da noite, as cerca de 3000 vozes presentes abafaram a voz de Gameiro que, por tantas vezes, agradeceu tamanho “abraço” do público, repetindo que “não há” público como o do Norte.

Numa noite de emoções, os amigos de sempre. Antes do clássico “Aprender a ser feliz”, Gameiro pede para subir ao palco António Vilas Boas, guitarrista e um dos fundadores da banda que a vida os separou mas o Porto os fez reencontrar.



Miguel Gameiro, para além de intérprete, é um músico exímio destacando-se de forma notória ao piano. E foi ao piano que protagonizou um dos momentos mais intimistas da noite com a cantora Mariza, que mereceu uma das maiores ovações. Ambos tocaram e cantaram, de forma muito cúmplice, o último grande êxito da fadista, “O tempo não para”, curiosamente escrito por Gameiro. Uma interpretação sublime que levou o público ao rubro. Seguiu-se "Aquela Canção" e, aqui, ambos desfilaram pelo meio da audiência, cantando em conjunto com o público.


Com Boss AC, outro convidado da noite, o registo mudou como é óbvio, mas sempre a mesma participação do público. Aqui o Coliseu quase “vinha abaixo” pois todos dançaram e cantaram "O homem e a bala". Já depois do encore, e quando menos se esperava, eis que Pedro Abrunhosa também sobe ao palco e, como já era de esperar, recebeu tantos aplausos que o obrigaram a parar a interpretação. E como bom filho da terra, não foi preciso puxar pelo público para este cantar e dançar com energia dois temas que partilhou com Gameiro. O público vibrou e, claro, Abrunhosa excêntrico como é costume, fez o público vibrar ainda mais.


O público do Porto não se cansa… uma das noites mais bonitas que tivemos em 20 anos”, terminou Miguel Gameiro que, no fim, prometeu voltar em breve à estrada.

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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL

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