O Melodifestivalen 2018 está a ser uma dor de cabeça para a SVT. Ontem três músicas foram disponibilizadas na internet antes das semifinais e o número de votos recebidos caiu 1,8 milhões da 1.ª para a 3.ª semifinal.
A Suécia escolhe tradicionalmente o seu representante no Festival da Eurovisão através do Melodifestivalen. É uma das finais nacionais mais aguardadas por todos os fãs da Eurovisão e considerada por muitos como uma versão mais reduzida do evento europeu. O programa é também um grande sucesso na Suécia, desde audiências à atenção dada pelos meios de comunicação social.
No entanto, em 2018, o formato tem vivido crise após crise. Depois da polémica em torno da possível desqualificação de Kamferdrops (AQUI) e da queda de 400 mil espetadores e de um milhão de votos da 1.ª para a 2.ª semifinal (AQUI), a 3.ª semifinal trouxe uma revelação atempada das músicas na internet, o que não deveria ter acontecido. Da 2.ª para a 3.ª semifinal, que teve lugar ontem, a queda foi de 800 mil votos.
Christer Björkman, produtor executivo do Melodifestivalen, afirmou que estas revelações foram "um ato de sabotagem de alguém fora do país. Consciente ou inconscientemente é uma violação das regras. A SVT e as editoras concordaram em procurar a fonte e explicar-lhes que isto não é o que se deve fazer".
A Warner Music Sweden, editora dos três artistas que viram as suas músicas serem reveladas na totalidade na internet, emitiu um comunicado onde se lê que "isto é uma violação dos direitos autoriais e das regras da competição. Contactámos a sede das organizações que têm o poder de bloquear as músicas nas diversas plataformas, como o YouTube".
Anette Helenius, diretora de projetos da SVT, afirmou que "agora todas as semanas temos uma reunião sobre a revelação das músicas, temos de rever as nossas diretrizes, porque isto não pode acontecer. Queremos manter a surpresa para os espetadores por isso temos de encontrar uma solução".
Estreante em 1958, a Suécia participou em 57 edições do Festival Eurovisão, tendo falhado apenas um apuramento para a grande final (em 2010), sendo um dos países mais bem sucedidos no evento com seis vitórias no curriculum (1974, 1984, 1991, 1999, 2012 e 2015). Em Kiev, Robin Bengtsson e I Can't Go On foram os representantes do país, tendo conquistado o 5.º lugar com 344 pontos: esta foi a primeira vez que o país conquistou um lugar entre os cinco primeiros pela quarta vez consecutiva.
Fonte: Wiwibloggs / Imagem: SVT / Vídeo: Eurovision.tv














