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Ary dos Santos
Cristina Bacelar
Fernando Tordo
novos lançamentos
Tozé Brito
[VÍDEO] Cristina Bacelar apresenta novo álbum "Nem Tudo é Fado"
"Nem tudo é fado" é o novo trabalho a solo de Cristina Bacelar, uma viagem pelo fado e pelo flamenco, resultante das várias experiências musicais vividas nos últimos anos. Neste álbum, o xaile negro do fado e o mantón de manila do flamenco vestem-se na Cidade Invicta, através da voz e da guitarra de Cristina Bacelar.
Ary dos Santos
Sociedade Portuguesa de Autores
[AGENDA] SPA homenageia Zeca Afonso e recorda vida e obra de Ary dos Santos
A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) homenageia Zeca Afonso no Teatro da Trindade e irá recordar vida e obra de Ary dos Santos.
No dia 21 de março, Dia Mundial da Poesia, estará em cena no Teatro da Trindade, numa parceria da SPA com a Fundação Inatel, o espectáculo "Zeca Afonso-Coro da Primavera", com direcção artística de Carlos Alberto Moniz e com o objetivo de assinalar a passagem do 30º aniversário da morte do cantor e autor de "Grândola, Vila Morena" que foi associado da SPA desde 1960 e seu cooperador desde 1978. Também nesse dia, a SPA divulgará a mensagem do Dia da Poesia, da autoria do poeta e ficcionista Gonçalo M. Tavares, cooperador da SPA, que a escreveu a convite da cooperativa dos autores portugueses.
O espectáculo, com cenografia de António Casimiro, conta com as participações, entre outros, de Francisco Fanhais, Vitorino, Samuel, Carlos Alberto Moniz, Lúcia Moniz e Diogo Leite, Ana Laíns e Paulo Loureiro, Rumos Ensemble, Silvestre Fonseca e Banda Filarmónica Matos Galamba de Alcácer do Sal, Rumos Ensemble e Tuna Académica Feminina do IST. Cândido Mota será o apresentador.
"Zeca Afonso-Coro da Primavera" resulta da parceria da SPA com o Teatro da Trindade/Fundação Inatel, que incluirá sessões de leitura de textos teatrais naquele teatro, um espectáculo de homenagem a José Carlos Ary dos Santos, em fase de montagem, apoio à edição de livros e outras realizações culturais e artísticas. O Teatro da Trindade, sala emblemática da vida artística da capital, completa este ano um século e meio de existência.
Recorde-se que Ary dos Santos foi um dos mais proeminentes autores portugueses, tendo participado em diversas edições do Festival da Canção nomeadamente com as canções vencedoras "Desfolhada Portuguesa" (1969), "Menina do alto da serra" (1971), "Tourada" (1973) e "Portugal no Coração" (1977).
Fonte: SPA / Imagem: GOOGLE
Agora nós
Ary dos Santos
FC1969
FC1971
FC1973
FC1977
Henrique Feist
Nuno Feist
Nuno Nazareth Fernandes
RTP
Tânia Ribas de Oliveira
Vitor de Sousa
Depois de recordarem outros temas escritos por Ary dos Santos, os irmãos Feist juntaram-se à conversa, tendo Henrique garantido que "não há melhor sumo do que as letras do Ary", lamentando o afastamento da sociedade atual à obra do poeta.
[VÍDEO] Portugal: Agora Nós homenageou Ary dos Santos
No dia seguinte ao 33.º aniversário do seu desaparecimento físico, o programa Agora Nós recordou a vida e a obra de José Carlos Ary dos Santos, vencedor de quatro edições do Festival da Canção.
Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos dedicaram, esta tarde, parte do programa Agora Nós ao poeta José Carlos Ary dos Santos, um dia depois de se assinalar 33 anos da sua morte. Os irmãos Feist abriram a homenagem ao recordar três temas escritos pelo poeta e que venceram o Festival da Canção: "Menina" (1971), "Tourada" (1973) e "Desfolhada" (1969).
Nuno Nazareth Fernandes, vencedor do FC por três ocasiões, duas delas com Ary dos Santos, e Vítor de Sousa foram os convidados especiais da trasmissão, recordando as memórias que têm do poeta e, especialmente, "do amigo Ary". "Ímpar, único e quase irrepetível na sociedade portuguesa" foi a descrição utilizada pelo apresentador do programa para se referir a Ary dos Santos.
O compositor de "Desfolhada", "Menina" e "O Vento Mudou" garante ser impossível "contar uma história... estariamos aqui a tarde inteira a contar mil e umas", mas recorda o lado inquietante do colega com quem formou uma "dupla imbatível": "Hoje em dia, se o Zé Carlos não tivesse morrido, das duas uma: o Zé Carlos já não seria o Zé Carlos ou Portugal estaria muito diferente". Vítor de Sousa mostrou-se orgulhoso por ter conhecido José Carlos Ary dos Santos ainda muito novo, através do seu irmão, tendo recitado um dos poemas mais conhecidos do poeta: Auto-Retrato.
O compositor de "Desfolhada", "Menina" e "O Vento Mudou" garante ser impossível "contar uma história... estariamos aqui a tarde inteira a contar mil e umas", mas recorda o lado inquietante do colega com quem formou uma "dupla imbatível": "Hoje em dia, se o Zé Carlos não tivesse morrido, das duas uma: o Zé Carlos já não seria o Zé Carlos ou Portugal estaria muito diferente". Vítor de Sousa mostrou-se orgulhoso por ter conhecido José Carlos Ary dos Santos ainda muito novo, através do seu irmão, tendo recitado um dos poemas mais conhecidos do poeta: Auto-Retrato.
Depois de recordarem outros temas escritos por Ary dos Santos, os irmãos Feist juntaram-se à conversa, tendo Henrique garantido que "não há melhor sumo do que as letras do Ary", lamentando o afastamento da sociedade atual à obra do poeta.
Aceda AQUI, a partir do minuto 40, à homenagem no Agora Nós.
Recorde, de seguida, as quatro vitórias de Ary dos Santos no Festival da Canção:
Ary dos Santos
Carlos Paião
ESC1981
novos lançamentos
Yolanda Soares
Pode-se dizer que este álbum da cantora Yolanda Soares segue as pisadas do seu primeiro “Fado em Concerto” lançado em 2006 pela Universal. Inspira-se novamente em Fados Amalianos (sua grande influência dentro do fado). Mas numa época muito específica da carreira de Amália, onde o fado sofreu uma “transformação”, quer com a escolha de autores mais eruditos (como Camões por exemplo) quer pelas melodias mais complexas e elaboradas (principalmente as do compositor Alain Oulman). Nessa época os guitarristas tinham alguma dificuldade em abordar tais fados, e em tom irónico diziam: “... lá vai ela para as óperas...” . Foi exactamente este termo que serviu de inspiração para todo um conceito onde Yolanda Soares recria alguns fados Amalianos, dando-lhes o carácter romântico da ópera e acrescentando também sonoridades da World Music (flamenco, tango, oriental etc...).
Neste álbum, Yolanda decidiu abordar os fados de Amália escolhendo a harpa como instrumento “chave” para esta abordagem. Assim, decidiu convidar uma artista muito especial, oriunda do País de Gales (ao qual a harpa está muito associada), a ex harpista oficial da casa Real Inglesa Claire Jones.
O álbum inclui 11 faixas. De Ary dos Santos, Yolanda canta "Amêndoa Amarga" e de Carlos Paião "O nosso povo", cujo videoclip foi lançado em junho como single promocional deste novo álbum. Pode ver ou rever de seguida:
[VÍDEO] "Royal Fado" o novo álbum de Yolanda Soares encontra-se à venda
Ary dos Santos e Carlos Paião são dois dos autores interpretados por Yolanda Soares no seu novo álbum "Royal Fado" que já está à venda.
Pode-se dizer que este álbum da cantora Yolanda Soares segue as pisadas do seu primeiro “Fado em Concerto” lançado em 2006 pela Universal. Inspira-se novamente em Fados Amalianos (sua grande influência dentro do fado). Mas numa época muito específica da carreira de Amália, onde o fado sofreu uma “transformação”, quer com a escolha de autores mais eruditos (como Camões por exemplo) quer pelas melodias mais complexas e elaboradas (principalmente as do compositor Alain Oulman). Nessa época os guitarristas tinham alguma dificuldade em abordar tais fados, e em tom irónico diziam: “... lá vai ela para as óperas...” . Foi exactamente este termo que serviu de inspiração para todo um conceito onde Yolanda Soares recria alguns fados Amalianos, dando-lhes o carácter romântico da ópera e acrescentando também sonoridades da World Music (flamenco, tango, oriental etc...).
Neste álbum, Yolanda decidiu abordar os fados de Amália escolhendo a harpa como instrumento “chave” para esta abordagem. Assim, decidiu convidar uma artista muito especial, oriunda do País de Gales (ao qual a harpa está muito associada), a ex harpista oficial da casa Real Inglesa Claire Jones.
O álbum inclui 11 faixas. De Ary dos Santos, Yolanda canta "Amêndoa Amarga" e de Carlos Paião "O nosso povo", cujo videoclip foi lançado em junho como single promocional deste novo álbum. Pode ver ou rever de seguida:
Ary dos Santos
Carlos Cruz
Carlos Mendes
esc1968
esc1972
FC1968
FC1972
Portugal
Carlos Mendes: "Ameacei que não atuava no Festival Eurovisão"
Carlos Mendes, representante português no Festival Eurovisão de 1968 e 1972, revelou, recentemente, alguns pormenores das suas participações eurovisivas: "Quando vou para a Eurovisão prendem o Adriano no avião, e eu ameacei que não atuava".
No ano em que comemora 50 anos de carreira (AQUI), Carlos Mendes, arquiteto, cantor, compositor e ator português, esteve em grande destaque no Jornal i. Desde os tempos em que recebia uma "sandes e um sumo como ordenado, dado que não tinha idade para tocar em discoteca", passando pelos tempos da descoberta da música e pelos planos para sair do país, Carlos revelou alguns detalhes sobre as suas duas participações no Festival da Eurovisão.
A música apareceu cedo na sua vida, mas houve uma altura em que sentiu a necessidade de "cortar relações" com a mesma, dedicando-se totalmente aos estudos. Contudo, em 1968, Pedro Osório é o causador do reatar: "Ele estava em Engenharia, foi lá a casa e propôs-me participar no Festival, que eu achava que era uma cedência, porque era uma coisa muito reacionária (...). Lá me deu a volta e vou" afirmou, tendo confessado que a experiência poderia ter sido mais produtiva: "Ganhei e vou a Londres, mas não participei como devia. Fui curtir, faltei a um jantar importantíssimo: o Carlos do Carmo nunca mais me perdoou isso, um jantar organizado pela BBC com o Cliff Richard. Eu andava na borga, fiz aquilo muito na curtição" revelando ter rejeitado uma tournée pela Europa.
Quatro anos depois regressa ao palco europeu, tornando-se o segundo cantor português a conseguir tal proeza, depois de Simone de Oliveira: "Em 1973 já era diferente. Eu já tinha muita atividade na escola e estava no último ano" disse, confessando que tudo aconteceu por "mero acaso": "Estava aqui sentado com o pai da Ana Maria Lucas, minha ex-mulher, que me diz «Está aqui um anúncio no jornal em que sicrano e beltrano pedem um cantor para participar»" referindo-se a José Niza e a José Calvário. A escolha foi feita por "um dó li tá" calhando-lhe José Niza. A ambição da vitória apareceu ainda antes de conhecer a música:"Telefonei para ele a dizer que estava interessado e apenas aceitei ouvir a música porque dizer que não seria arrogância a mais".
No entanto, o que pouca gente sabe é que Carlos Mendes ameaçou não subir ao palco do Festival Eurovisão de 1972: "Há uma história que é muito pouco contada que é a minha ida em 1972 ao Festival da Eurovisão, quando o Adriano Correia de Oliveira é preso no avião. E eu ameaço que então não vou cantar. E aí muitas pessoas percebem que eu tenho uma posição política." revelou, tendo confirmado que foi o próprio que o fez mudar de ideias: "Ele disse «vai cantar, pá. Eu garanto que estarei na plateia e até vou lá chegar primeiro do que tu, sempre que vou viajar eles fazem-me isto». O que é certo é que quando eu cheguei a Londres ele já lá estava".
Carlos Cruz e Dinis Abreu, integrantes da comitiva portuguesa, foram essenciais no momento: "No avião está um staff enorme com gente da editora e os jornalistas, e a certa altura o avião não sai, e entra a polícia para sacar o Adriano. E o Adriano sai, e eu disse aos gajos: “Se ele não vem comigo eu não canto”. E toda a gente a tentar acalmar-me, a dizer, “calma”. Mas eu nem medi bem o que dizia, porque nunca fui preso, nem quero ser preso, mas foi uma coisa espontânea". No entanto, além de uma das melhores classificações de Portugal no evento, Carlos Mendes garante que "passamos uns tempos geniais em Edimburgo".
A inimizade com Fernando Tordo e Ary dos Santos e a posterior amizade com o cantor da Tourada, bem como a profecia de Duarte Mendes de que o "25 de Abril estava para chegar" são outros tópicos que poderá ler na entrevista na íntegra AQUI.
Fonte: jornali / Imagem: BE / Vídeos: YOUTUBE
Ary dos Santos
Biblioteca Municipal Ary dos Santos
ESC1969
ESC1971
ESC1973
ESC1977
Portugal
Sacavém
Ary dos Santos dá nome a Biblioteca Municipal de Sacavém
Foi inaugurada ontem, em Sacavém, a Biblioteca Municipal Ary dos Santos, uma forma de perpetuar o nome de um dos autores mais geniais de Portugal.
Ao dar o nome de Ary dos Santos à nova biblioteca municipal, que assume assim a responsabilidade de preservar e divulgar a vasta obra poética do autor, a Câmara de Loures pretende homenagear o poeta e declamador português que permanece na memória de todos devido à atualidade dos poemas que escreveu e que continuam a ser interpretados por vozes maiores da música portuguesa.
O poeta do povo, conforme é conhecido, mantém-se na memória de todos nós devido à sua poesia que foi interpretada não só por muitas figuras incontornáveis da música portuguesa mas também por muitos que continuam a declamar e a cantar os poemas de Ary dos Santos por estes manterem atualidade e por terem sido escritos, de uma forma ímpar, por Ary dos Santos.
A Biblioteca Municipal Ary dos Santos, inaugurada ontem, disponibiliza aos seus utilizadores um fundo documental de carácter enciclopédico, abrangendo todas as áreas do saber, composto por 12.800 títulos de documentação: livros, publicações em série, registos sonoros, registos audiovisuais, livros em braille e audiolivros. A Biblioteca possui dois fundos bibliográficos especiais: Fundo Herberto Goulart (espólio bibliográfico doado pela família) e Fundo Natália Miranda (livros de autoria e coautoria da escritora). Além do fundo documental em suporte físico, a Biblioteca disponibiliza ainda o acesso aos recursos informativos disponibilizados via Internet.
“A inauguração de uma nova Biblioteca é uma festa. Com este patrono é uma festa a dobrar”, afirmou outro dos autores geniais de Portugal, José Fanha.
Ary dos Santos, falecido há 32 anos, é autor, entre outros, de "Desfolhada Portuguesa", "Um Homem na Cidade", "Os putos", "Tourada", "Alfama" e "Lisboa menina e moça", letras de canções frequentemente recriadas pelos novos intérpretes. "Ele tinha as palavras do povo e a capacidade pronta de improvisar", disse numa entrevista o guitarrista José Fontes Rocha, falecido há cerca de 5 anos. Segundo o músico, "é este o segredo para as canções e os fados de Ary [dos Santos] continuarem a ser cantados até pelos amadores, e pela gente comum". "Mostra uma tal facilidade que uma palavra puxa a outra, e temos o poema de memória", rematou o músico.
José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu aos 46 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984. Por quatro vezes venceu o Festival RTP da Canção com as canções "Desfolhada", por Simone de Oliveira, em 1969, "Menina do alto da serra", por Tonicha, em 1971, "Tourada", por Fernando Tordo, em 1973, e "Portugal no coração", pelo grupo Os Amigos, em 1977. Deste grupo, entre outros, faziam parte Ana Bola, Luísa Basto, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Fernando Piçarra. O produtor musical QuimZé Lourenço, que recentemente realizou um espetáculo com base nas cantigas de Ary dos Santos, salientou à Lusa que o poeta "fez canções como nenhum outro, sem perder o lirismo e a sofisticação das palavras e conseguiu chegar às massas".
Hoje vários são os intérpretes que têm recriado as suas letras como, entre outros, Mariza, Camané, Pedro Moutinho e Mayra de Andrade. Em 2009, quando passavam 25 anos sobre a morte do poeta, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti recuperaram algumas das suas canções no projeto "Rua da Saudade", designação que evoca o lugar na encosta do Castelo de São Jorge, onde Ary dos Santos viveu.
EUROVISÃO 1969
EUROVISÃO 1971
EUROVISÃO 1973
EUROVISÃO 1977
Fonte: MUNICIPIO LOURES, ESCPORTUGAL / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE
Ary dos Santos
FC1969
FC1971
FC1973
FC1977
José Carlos Ary dos Santos faleceu há 30 anos
Assinala-se amanhã 30 anos sobre a morte do poeta José Carlos Ary dos Santos, muito ligado à música de intervenção e ao Festival da Canção. A LUSA dedica-lhe um grande destaque durante o dia de hoje.
Ary dos Santos, falecido há 30 anos, é autor, entre outros, de "Desfolhada Portuguesa", "Um Homem na Cidade", "Os putos", "Tourada", "Alfama" e "Lisboa menina e moça", letras de canções frequentemente recriadas pelos novos intérpretes. "Ele tinha as palavras do povo e a capacidade pronta de improvisar", disse numa entrevista o guitarrista José Fontes Rocha, falecido há cerca de três anos. Segundo o músico, "é este o segredo para as canções e os fados de Ary [dos Santos] continuarem a ser cantados até pelos amadores, e pela gente comum". "Mostra uma tal facilidade que uma palavra puxa a outra, e temos o poema de memória", rematou o músico.
José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu aos 46 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984, passam 30 anos no próximo sábado. Por quatro vezes venceu o Festival RTP da Canção com as canções "Desfolhada", por Simone de Oliveira, em 1969, "Menina do alto da serra", por Tonicha, em 1971, "Tourada", por Fernando Tordo, em 1973, e "Portugal no coração", pelo grupo Os Amigos, em 1977. Deste grupo, entre outros, faziam parte Ana Bola, Luísa Basto, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Fernando Piçarra. O produtor musical QuimZé Lourenço, que recentemente realizou um espectáculo com base nas cantigas de Ary dos Santos, salientou à Lusa que o poeta "fez canções como nenhum outro, sem perder o lirismo e a sofisticação das palavras e conseguiu chegar às massas".
Fernando Tordo foi dos que mais canções cantou e musicou de Ary dos Santos, cerca de cem poemas, dos quais se destacam "Cavalo à solta", "Carta de longe", "Tourada" e "Minha laranja amarga e doce". Aos poemas de Ary juntavam-se as composições originais de nomes como Nuno Nazareth Fernandes, José Luís Tinoco, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Mário Moniz Pereira, Alain Oulman, Tozé Brito, entre outros. Sobre a facilidade de escrever ou alterar uma poesia sua, Fontes Rocha contou que, no poema "Alfama", uma criação de Amália Rodrigues, com música de Oulman, a fadista não gostava do verso "Alfama não cheira a fado/Cheira a sardinha com pão", e "de imediato, ali, Ary puxou o papel que Amália lia e emendou para 'Alfama não cheira fado/Cheira a povo e a solidão'".
Ary dos Santos foi criativo na agência de publicidade Espiral, e militante ativo do Partido Comunista Português, ao qual, entre outras, dedicou a poesia "Cravo de Abril". O PCP é, aliás, o detentor do espólio do poeta. Sobre Ary dos Santos, o actual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, afirmou que "foi um homem do excesso e da transgressão, um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável". Foi - qualificou José Jorge Letria - "um homem que teve sempre uma atitude desmedida de coragem, força, generosidade e solidariedade, cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras das canções que escreveu". Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Maria Armanda, Vasco Rafael, Paulo de Carvalho, Samuel, Teresa Silva Carvalho, Tonicha, Beatriz da Conceição, Luísa Basto foram alguns dos artistas que interpretaram letras de Ary dos Santos, assim como Carlos do Carmo, de quem foi amigo e com quem teve um projecto discográfico, do qual se destaca o álbum "Um Homem na Cidade".
Hoje vários sãos os intérpretes que têm recriado as suas letras como, entre outros, Mariza, Camané, Pedro Moutinho e Mayra de Andrade. Em 2009, quando passavam 25 anos sobre a morte do poeta, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti recuperaram algumas das suas canções no projecto "Rua da Saudade", designação que evoca o lugar na encosta do Castelo de São Jorge, onde Ary dos Santos viveu.
Ary dos Santos, falecido há 30 anos, é autor, entre outros, de "Desfolhada Portuguesa", "Um Homem na Cidade", "Os putos", "Tourada", "Alfama" e "Lisboa menina e moça", letras de canções frequentemente recriadas pelos novos intérpretes. "Ele tinha as palavras do povo e a capacidade pronta de improvisar", disse numa entrevista o guitarrista José Fontes Rocha, falecido há cerca de três anos. Segundo o músico, "é este o segredo para as canções e os fados de Ary [dos Santos] continuarem a ser cantados até pelos amadores, e pela gente comum". "Mostra uma tal facilidade que uma palavra puxa a outra, e temos o poema de memória", rematou o músico.
José Carlos Pereira Ary dos Santos faleceu aos 46 anos, no dia 18 de Janeiro de 1984, passam 30 anos no próximo sábado. Por quatro vezes venceu o Festival RTP da Canção com as canções "Desfolhada", por Simone de Oliveira, em 1969, "Menina do alto da serra", por Tonicha, em 1971, "Tourada", por Fernando Tordo, em 1973, e "Portugal no coração", pelo grupo Os Amigos, em 1977. Deste grupo, entre outros, faziam parte Ana Bola, Luísa Basto, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Fernando Piçarra. O produtor musical QuimZé Lourenço, que recentemente realizou um espectáculo com base nas cantigas de Ary dos Santos, salientou à Lusa que o poeta "fez canções como nenhum outro, sem perder o lirismo e a sofisticação das palavras e conseguiu chegar às massas".
Fernando Tordo foi dos que mais canções cantou e musicou de Ary dos Santos, cerca de cem poemas, dos quais se destacam "Cavalo à solta", "Carta de longe", "Tourada" e "Minha laranja amarga e doce". Aos poemas de Ary juntavam-se as composições originais de nomes como Nuno Nazareth Fernandes, José Luís Tinoco, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Mário Moniz Pereira, Alain Oulman, Tozé Brito, entre outros. Sobre a facilidade de escrever ou alterar uma poesia sua, Fontes Rocha contou que, no poema "Alfama", uma criação de Amália Rodrigues, com música de Oulman, a fadista não gostava do verso "Alfama não cheira a fado/Cheira a sardinha com pão", e "de imediato, ali, Ary puxou o papel que Amália lia e emendou para 'Alfama não cheira fado/Cheira a povo e a solidão'".
Ary dos Santos foi criativo na agência de publicidade Espiral, e militante ativo do Partido Comunista Português, ao qual, entre outras, dedicou a poesia "Cravo de Abril". O PCP é, aliás, o detentor do espólio do poeta. Sobre Ary dos Santos, o actual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, José Jorge Letria, afirmou que "foi um homem do excesso e da transgressão, um poeta que esteve presente nas canções, na publicidade, na política, que escrevia para revista, mas acima de tudo um grande poeta que usou as palavras de modo único e inimitável". Foi - qualificou José Jorge Letria - "um homem que teve sempre uma atitude desmedida de coragem, força, generosidade e solidariedade, cuja obra poética é muitas vezes abafada pelas letras das canções que escreveu". Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Maria Armanda, Vasco Rafael, Paulo de Carvalho, Samuel, Teresa Silva Carvalho, Tonicha, Beatriz da Conceição, Luísa Basto foram alguns dos artistas que interpretaram letras de Ary dos Santos, assim como Carlos do Carmo, de quem foi amigo e com quem teve um projecto discográfico, do qual se destaca o álbum "Um Homem na Cidade".
Hoje vários sãos os intérpretes que têm recriado as suas letras como, entre outros, Mariza, Camané, Pedro Moutinho e Mayra de Andrade. Em 2009, quando passavam 25 anos sobre a morte do poeta, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti recuperaram algumas das suas canções no projecto "Rua da Saudade", designação que evoca o lugar na encosta do Castelo de São Jorge, onde Ary dos Santos viveu.
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Fonte: LUSA/SOL
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