[Rumo a Roterdão] Festina Mejzini: "A minha canção está relacionada com a situação que vivemos"


Festina Mejzini é uma das cantoras que regressa à corrida pelo Festival Eurovisão através do Festivali i Këngës deste ano. A artista esteve à conversa com o ESCPORTUGAL na rubrica Rumo a Roterdão.

Tal como tem sido habitual nos últimos anos, a Albânia será o primeiro país a realizar a sua final nacional para o Festival Eurovisão 2021, com 26 artistas a concurso no Festivali i Këngës 59. Depois de Orgesa Zaimi (AQUI), Rosela Gjybegu (AQUI), Gjergj Kaçinari (AQUI) e Evi Reçi (AQUI), o ESCPORTUGAL esteve à conversa com Festina Mejzini, cantora que regressa, este ano, ao concurso albanês.

Separar a música de Festina é quase impossível, "Posso dizer que a minha carreira musical começou na escola primária, onde participei em diversos programas escolares. O grande passo na minha carreira foi dado com a participação na primeira edição do X-Factor, na Albânia. Foi com este programa que consegui crescer e fui até selecionada para a fase final. O facto de ser um programa muito popular na Albânia deu-me uma base forte para construir a minha carreira" confessou-nos Festina.

No entanto, a cantora destacou também a influência familiar na sua carreira, bem como participações em vários programas albaneses, "Um grande impacto na minha carreira foi também dado pelo meu avô, que costumava ser um popular compositor e cantor e tocador de bandolim. Depois da participação no programa X-Factor, a minha carreira continuou em diferentes programas de entretenimento tradicionais na Albânia, como o Festivali I Këngës, Shkelzen Doli Concert, Top Fest, Kenga Magjike, Kenga Ime, Beer Festivals, 100vjet Music, entre outros eventos mais pequenos".

Em 2018, Festina Mejzini resolveu entrar no Festivali I Këngës com "Atje Lart", tendo falhado o apuramento para a Grande Final, "Foi a minha primeira vez. Foi uma grande emoção e uma grande experiência competir num festival nacional com uma grande orquestra a tocar ao vivo e a competir com artistas tão experientes perante um público tão vasto".

O regresso neste ano foi da responsabilidade de Flamur Shehu, compositor de "Kush je ti dashuri", "O compositor escolheu-me para fazer parte da sua criação e aceitei com grande prazer", revelou, descrevendo a sua canção como "muito especial": "Está relacionada com a situação atual que estamos a viver enquanto população mundial. A música e a letra descrevem a importância do amor para o ser humano, que é extremamente necessário para todos nestes tempos mais difíceis. Outro aspeto importante é que estou a colaborar com profissionais muito experientes, que deram muito valor ao Festivali I Kënges durante muitos anos. Por isso, acho que temos uma canção muito bonita e, atrás dessa canção, uma equipa muito forte." defendeu.

Sem querer desvendar detalhes sobre a sua atuação no palco do concurso, a cantora manifestou-se de acordo com a decisão da RTSH em realizar o certame ao ar livre e com atuações pré-gravadas, "é a decisão mais acertadas nestes tempos incomuns", deixando para o compositor a decisão de cantar em inglês no Festival Eurovisão em caso de vitória.

Questionada sobre Portugal, a cantora recordou, imediatamente, o triunfo de Salvador Sobral em 2017 com "Amar Pelos Dois", "A minha música e o meu cantor favorito, acreditem ou não, é por coincidência Salvador Sobral, que me impressionou com a sua modéstia e a sua música muito, muito bonita. Ainda me recordo das suas palavras depois de vencer o Festival Eurovisão da Canção: “A música não é fogo-de-artifício, música é sentimento.". Por fim, Festina não quis deixar passar a oportunidade e deixou uma mensagem para todos os leitores do ESCPORTUGAL.

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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

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