[Rumo a Roterdão] Gjergj Kaçinari: "Não sou muito bom no karaoke, mas vou dar o meu melhor"



Estreante como intérprete no Festivali i Këngës, Gjergi Kaçinari é um dos mais experientes músicos no concurso deste ano. O artista esteve à conversa com o ESCPORTUGAL na rubrica Rumo a Roterdão.


Tal como tem sido habitual nos últimos anos, a Albânia será o primeiro país a realizar a sua final nacional para o Festival Eurovisão 2021, apesar do adiamento para a próxima semana, com 26 artistas a concurso no Festivali i Këngës 59. Depois de Orgesa Zaimi (AQUI) e Rosela Gjybegu (AQUI), o ESCPORTUGAL esteve à conversa com Gjergj Kaçinari, músico que fará, este ano, a sua estreia no concurso albanês enquanto intérprete, com "Më jep jetë".

"Acima de tudo, sou músico" começa por dizer Gjergj Kaçinari ao ESCPORTUGAL, revelando que a música esteve presente desde muito cedo na sua vida, muito por influência do seu pai Alfred Kaçinari, conhecido compositor e produtor, "Comecei aos 3 anos a tocar e a estudar piano. Depois continuei com a bateria, a guitarra, o baixo... basicamente tudo o que tinha cordas, passando também pela percussão e agora pelo cantor. Por volta dos 14 anos, as coisas evoluiram e comecei a trabalhar e a gravar em estúdio com o meu pai".

No entanto, a grande rampa de lançamento da sua carreira foi a participação na edição inaugural do The Voice Albania  em 2011: "Em 2011 participei no The Voice. Desde então, a minha vida mudou e cantei imenso. Viajei pela Europa com o Phil X, dos Bon Jovi, e fiz três tournées pelos Balcãs com a minha banda, Kachinari. Penso que, em 2021, surgirá algo novo... diferente, mas muito motivador".

O Festivali i Këngës também fez parte da sua vida desde muito cedo, apesar da estreia enquanto intérprete apenas acontecer em 2020: "Tenho inúmeras memórias do concurso, muito devido às músicas do meu pai. Além disso, fiz parte do festival durante quase 10 anos como baterista, teclista, compositor e arranjador. Estou bastante familiarizado, mas esta será a primeira vez que participo enquanto intérprete. Tudo será bastante interessante, especialmente devido à situação da pandemia e ao facto do festival ocorrer ao ar livre. Estou muito curioso para saber como vai ser".

Questionado sobre a decisão da RTSH, o cantor e músico garante que não foi a melhor decisão para o concurso: "Na minha opinião, não é a melhor decisão que já foi tomada. Admito que vai ser divertido, visto que estou habituado a atuar ao ar livre e não será um grande problema" referiu, lamentando também a exclusão da orquestra do Festivali i Këngës 59, "Não sou muito bom no karaoke, admito, mas vou dar o meu melhor".

"Apesar de tudo, o Festivali i Këngës continua a ser «O» festival. A música, as vozes, a orquestra... tudo! Mesmo que a orquestra tenha sido eliminada e não me conforme com a decisão" defendeu o artista, falando também do tema que defenderá no concurso, "Pessoal. É a melhor forma de descrever a canção. É uma música sobre estar num lugar onde nenhum de nós jamais desejou estar. Não é sobre mim ou dedicado a alguém, mas é uma canção com que as pessoas se irão identificar".

Questionado sobre uma possível vitória no concurso, que lhe dará acesso ao Festival Eurovisão 2021, o artista garante que a canção será interpretada em albanês: "A canção foi escrita originalmente em inglês e adaptada em albanês para o concurso. Mas em caso de vitória, continuará em albanês". Tal como as anteriores convidadas do Rumo a Roterdão, o cantor também integrou o coro da Albânia no Festival Eurovisão: "Acompanhei a Lindita no Festival Eurovisão 2017 e foi uma experiência incrível" recordou, frisando que as melhores memórias de Kiev estão relacionadas com Portugal, "O Salvador Sobral foi das melhores memórias do concurso. Ele tinha uma essência única e linda. Um artista incrível e um ser humano muito gentil e humilde. Tenho, realmente, as melhores memórias dele".

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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

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