O Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 continua hoje na segunda semifinal do concurso com as análises das canções da Suíça, Chipre e Letónia.
A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 27 de abril, com análises das canções da segunda semifinal do concurso, com os temas do Suíça, Chipre e Letónia.
Suíça - "Alice" - Veronica Fusaro
Henrique Gomes - A Suíça apresenta uma proposta totalmente distinta da linha seguida por Nemo (2024) e Zoe Me (2025). Com Alice, a aposta recai numa letra bonita e numa mensagem inspiradora, mas a canção carrega um tom agridoce dado que ou consegue destacar-se pela sua sensibilidade e profundidade no meio de propostas mais explosivas, ou corre o risco de passar totalmente despercebida. O sucesso dependerá da capacidade de Veronica Fusaro em prender o espetador, pois a linha entre ser um momento marcante ou tornar-se irrelevante é muito ténue.
Luís Coelho - Mais uma vez, a Suíça traz qualidade musical ao palco do Festival Eurovisão. "Alice" tem um instrumental muito acima da média e tem um refrão estonteante, com a candidatura a ser premiada com a belíssima voz de Veronica Fusaro.
Nuno Carrilho - Depois de ter uma das minhas canções favoritas da edição em Basileia, a Suíça aposta numa canção que, sinceramente, não me diz nada de nada. Reconheco-lhe qualidade e potencial para um bom resultado, mas depois de "Voyage" tudo me soa a pouco... e esta soa mesmo.
Tomás Nabais - Da Suíça chega-nos “Alice”, interpretada por Veronica Fusaro, uma proposta de pop alternativo que se destaca claramente das restantes canções deste ano. Essa diferença acaba por ser, sem dúvida, o seu maior trunfo. A voz da cantora é melodiosa, cativante e traz uma identidade muito própria ao tema. Fico particularmente curioso em relação ao staging, pois poderá elevar ainda mais a performance. Por ser uma canção fora da caixa, existe o risco de não conquistar o grande público. Ainda assim, acredito que poderá ser bastante valorizada pelos júris. O seu resultado é, por isso, algo imprevisível.
Pontuações à canção da Suíça
Adão Nogueira - 4 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 6 pontos
Henrique Gomes - 7 pontos
Hugo Sepúlveda - 4 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 12 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 6 pontos
Patrícia Gargaté - 8 pontos
Pedro Dias - 7 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 6 pontos
TOTAL: 105 pontos
Chipre - "JALLA" - Antigoni
Adão Nogueira - E chega a vez de Chipre com “Jala”, interpretada pelo bela e poderosa Antigoni. É uma daquelas entradas que se percebe imediatamente que foram pensadas para soar bem em estúdio e conseguem. A produção é moderna, limpa e com aquele toque mediterrânico que Chipre costuma dominar quando quer apostar numa sonoridade mais envolvente. A canção tem um refrão que se instala com facilidade e uma construção que mantém o interesse do início ao fim, sem se perder em excessos. A cantora entrega uma interpretação sólida, com carisma suficiente para dar personalidade à música sem a tornar pesada. Há uma fluidez natural na forma como tudo se encaixa, o que faz com que a canção se destaque pela consistência e pelo bom gosto. No geral, é uma proposta que se ouve com prazer e que mostra Chipre a jogar de forma inteligente: sem exageros, mas com identidade e qualidade suficientes para marcar presença no alinhamento deste ano. É uma daquelas músicas que, mesmo sem depender de truques, consegue ficar no ouvido.
João Diogo - Chipre regressa à sua zona de conforto com “JALLA”, apostando num pop dançável e envolvente, com aquele toque mediterrânico que resulta quase sempre. A Antigoni tem carisma e presença, elevando uma canção que, apesar de não ser particularmente inovadora, é eficaz e fácil de memorizar. Com uma boa encenação, tem tudo para funcionar muito bem em palco e conquistar o público.
Gonçalo Canhoto - Após o sobressalto do ano passado, Chipre regressa ao terreno onde se sente mais confortável, apresentando “JALLA”: um pop dançável, fresco e com raízes étnicas bem vincadas.
Trata-se de uma proposta contagiante, energética e que convida o público a dançar desde o primeiro momento. Antigoni é uma intérprete extremamente carismática e possui um timbre distinto, que eleva significativamente a canção. “JALLA” promete transformar a arena numa festa ao pôr do sol no Mediterrâneo. Figura entre as minhas favoritas do ano, e estou convicto de que Chipre lutará, com toda a legitimidade, por um lugar no top 10 do certame.
Marcelo Silva - Chipre volta a apostar numa fórmula “à la Fuego”, com uma canção claramente pensada para o palco e para impacto imediato. O foco estará na performance, coreografia e presença da Antigoni, que tem carisma de sobra. “JALLA” é eficaz, ainda que pouco inovadora. Com uma encenação forte, tem tudo para conquistar o televoto. Um bom resultado parece bem encaminhado.
Pontuações à canção de Chipre
Adão Nogueira - 10 pontos
Alina Aleixo - 3 pontos
Gonçalo Canhoto - 10 pontos
Henrique Gomes - 10 pontos
Hugo Sepúlveda - 10 pontos
João Diogo - 8 pontos
Luís Coelho - 8 pontos
Luísa Cunha - 8 pontos
Luísa Cunha - 8 pontos
Marcelo Silva - 12 pontos
Mário Duarte - 8 pontos
Nuno Carrilho - 12 pontos
Patrícia Gargaté - 10 pontos
Pedro Dias - 10 pontos
Rita Silva - 10 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos
TOTAL: 137 pontos
Letónia - "Ena" - Atvara
Alina Aleixo - Uma balada bastante emotiva sobre traumas na infância provenientes de um ambiente familiar instável. É uma canção sublime, pessoal, profunda, com uma explosão no final que a faz terminar em grande. Visualmente, espero que o ambiente escuro e os efeitos visuais se mantenham, até porque ilustram de forma perfeita o drama. Mesmo quem não compreende a letra, conseguirá ter a perceção do que se trata. Pessoalmente, adoro e acredito que a Letónia irá conseguir uma pontuação agradavelmente inesperada.
Hugo Sepúlveda - Num ano cheio de ritmo, a Letónia tem potencial para se destacar por contraste. Atvara canta “Ēnā”, uma balada íntima, emotiva e que nos envolve numa atmosfera melancólica. A voz da intérprete é sem dúvida o grande ponto forte e acredito que, pelo menos no júri, seja valorizada. Quanto ao público, há sempre aquela dúvida de que a canção possa ser demasiado “discreta” e passe despercebida no meio de um alinhamento mais “mexido”. Acredito que fazendo as escolhas certas na encenação e com a entrega emocional de Atvara, a Letónia possa lutar pela qualificação e não ficar "na sombra" da semifinal.
Patrícia Gargaté - A Letónia leva ao palco da Eurovisão uma balada bonita com uma letra forte. Reconheço as qualidades desta canção mas é um facto que, para mim, acaba por perder-se no meio das outras canções a concurso. Não sou especialmente fã dos agudos da Atvara mas também lhe reconheço a qualidade técnica. A apresentação em palco é impactante e bem trabalhada, só perde para um grande número de propostas que conseguem ser mais fortes a vários níveis.
Pedro Dias- Com uma voz angelical, a nossa Atvara entrega-nos uma interpretação sólida, cheia de emoção e significado. Não tem a força da balada da Albânia, mas é sem dúvida uma canção que vai estar, merecidamente, na final. A atuação no festival da Letónia já estava excelente, por isso não são precisas grandes alterações. Basta manter, para facilmente se tornar na canção báltica mais bem classificada da Eurovisão de 2026.
Pontuações à canção da Letónia
Adão Nogueira - 3 pontos
Alina Aleixo - 10 pontos
Gonçalo Canhoto - 6 pontos
Henrique Gomes - 2 pontos
Hugo Sepúlveda - 6 pontos
João Diogo - 4 pontos
Luís Coelho - 8 pontos
Luísa Cunha - 4 pontos
Luísa Cunha - 4 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 5 pontos
Nuno Carrilho - 7 pontos
Patrícia Gargaté - 5 pontos
Pedro Dias - 8 pontos
Rita Silva - 5 pontos
Tomás Nabais - 7 pontos
TOTAL: 88 pontos
Classificação Provisória (26 países)
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Chipre - 137 pontos
4.º Itália - 124 pontos
5.º Roménia - 124 pontos
6.º Portugal - 120 pontos
7.º Grécia - 116 pontos
8.º Suíça - 105 pontos
9.º Chéquia - 100 pontos
10.º Bulgária - 100 pontos
1.º Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Chipre - 137 pontos
4.º Itália - 124 pontos
5.º Roménia - 124 pontos
6.º Portugal - 120 pontos
7.º Grécia - 116 pontos
8.º Suíça - 105 pontos
9.º Chéquia - 100 pontos
10.º Bulgária - 100 pontos
11.º Montenegro - 99 pontos
12.º Israel - 98 pontos
13.º Lituânia - 98 pontos
14.º Arménia - 93 pontos
15.º Moldávia - 93 pontos
16.º Croácia - 92 pontos
17.º Letónia - 88 pontos
18.º Luxemburgo - 87 pontos
19.º Sérvia - 84 pontos
20.º Alemanha - 82 pontos
21.º Estónia - 80 pontos
22.º Geórgia - 79 pontos
23.º Bélgica - 76 pontos
24.º Polónia - 75 pontos
25.º Azerbaijão - 54 pontos
26.º São Marino - 54 pontos
12.º Israel - 98 pontos
13.º Lituânia - 98 pontos
14.º Arménia - 93 pontos
15.º Moldávia - 93 pontos
16.º Croácia - 92 pontos
17.º Letónia - 88 pontos
18.º Luxemburgo - 87 pontos
19.º Sérvia - 84 pontos
20.º Alemanha - 82 pontos
21.º Estónia - 80 pontos
22.º Geórgia - 79 pontos
23.º Bélgica - 76 pontos
24.º Polónia - 75 pontos
25.º Azerbaijão - 54 pontos
26.º São Marino - 54 pontos

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