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David Gomes
Entrevista
FC2017
Joana Sequeira Duarte
Portugal
Tóli César Machado
[ENTREVISTA] David Gomes: "O Festival sempre fez parte da minha vida"
David Gomes irá interpretar a canção n.º 1 da semifinal 2 do Festival da Canção 2017 intitulada “My paradise”. No dia em que se soube oficialmente que será um dos concorrentes desta edição, mostrou “total felicidade” e “muita emoção” quando entrevistado pelo ESCPORTUGAL.
Em entrevista ao ESCPORTUGAL pouco tempo depois da divulgação oficial dos concorrentes da semifinal 2 por parte da RTP, David Gomes não conseguiu esconder a sua alegria e satisfação. “Foi super difícil conseguir guardar segredo mais de um mês, de que seria um dos participantes do festival”, afirmou. “Estou super feliz, é a concretização de um sonho de criança”.
David Gomes não é uma cara estranha à maioria de nós: Participou, enquanto criança, no programa “Uma canção para ti”, da TVI, mais tarde no “The Voice Portugal 4”, passando também por séries e telenovelas da TVI e da RTP bem como pelo grupo Like Us. Uma vasta experiência para um jovem com apenas 20 anos de idade.
Até à confirmação final, David teve de passar por um casting organizado pela equipa do compositor, Tóli César Machado. “Tive de cantar a canção do festival perante a equipa dos produtores e compositor e, até saber a decisão, nem conseguia dormir”, recordou.“Quando me ligaram explodi de alegria mas, ao mesmo tempo, tive de pensar muito como é que iria conseguir esconder durante tanto tempo. (risos)”
O festival sempre foi presença em sua casa, e não só uma vez por ano. “O Festival sempre fez parte da minha vida! Quando comecei a cantar ao vivo e a entrar no mundo dos palcos, tinha uns 10 anos de idade, só ouvia e cantava música dos festivais”, disse a sorrir. No seu primeiro programa televisivo, onde se deu a conhecer ao grande público no “Uma canção para ti”, da TVI, “cantei tantas canções do festival”: “Menina do alto da serra”, “Desfolhada portuguesa”, “Senhora do Mar” ou “Chamar a música” foram interpretadas por David ainda em criança. Foi, aliás, com a canção representante de Portugal na Eurovisão 1994 que David ganhou esse concurso.
De sonho de criança, a intérprete de canções que passaram pelo festival até ser, ele mesmo, protagonista desta bonita história de encantar, vai um abrir e fechar de olhos. “Ainda parece um sonho… nem estou em mim”, disse verdadeiramente emocionado.
“My Paradise” será, então, a canção que irá defender no palco do Festival da Canção. “É um pop/rock divertido, alegre… acaba por ser um pouco um hino, uma canção poderosa”, adjetivou. “Cada ouvinte terá, depois, a sua opinião, mas eu amo esta música! Ainda agora estava a ouvir no telemóvel (risos). Temos estado imensas vezes em estúdio, a acrescentar novos arranjos, a gravar e a regravar. A equipa é fantástica, tem ouvido também a minha opinião e a adaptar à minha voz”. David espera “que a mensagem e a melodia passem para as pessoas”, deixando até um desejo. “Gostava que os portugueses pudessem ouvir a canção antes da noite da semifinal, nem que fosse um excerto na internet… estou ansioso para que todos possam escutá-la!”
Questionámos David Gomes sobre o facto da sua canção ser das poucas que será cantada em inglês. “Fiquei super feliz com isso!”, respondeu sem hesitar. “Sei que há pessoas que defendem que devemos cantar em português na Eurovisão, outros que acham que deve ser em inglês… eu estou muito contente que esta equipa tenha arriscado no inglês! Portugal já concorreu várias vezes com português, não precisamos de provar nada a ninguém quanto à importância da nossa língua no mundo. Mas acho que agora devemos dar oportunidade a coisas novas. Devemos arriscar! Adoro cantar em português, mas acho que devemos ver se resulta em inglês, tal como faz a maioria dos países. Já temos tantos cantores a cantar em português no estrangeiro (Mariza, Tony Carreira, Dulce Pontes), em termos competitivos, na Eurovisão, devemos comunicar em inglês”.
Sobre os seus estilos musicais, David não tem dúvidas. “Gosto de cantar de tudo”. Contudo, “gosto muito de pop e R&B.
Expectativas para o festival? “Sonho em ganhar! Não sei se isso vai acontecer este ano… sonho muito… às vezes tenho de pôr um travão (risos) para não me iludir. Mas este ano há tantos e tão bons concorrentes e de certeza que há canções brutais como a minha. Mesmo que eu não ganhe, espero que a canção tenha sucesso!”
Numa entrevista sem pressas nem reservas, falámos de festivais de outros tempos. “Eu via sempre todos os anos religiosamente até 2008. Quando vi que a Vânia Fernandes não ganhou com a ‘Senhora do Mar’ pensei: ‘Se não ganhámos com isto, nunca mais ganhamos’. Fiquei mesmo revoltado com o resultado e desanimado. Ainda hoje, quando vejo na net a atuação em Belgrado fico emocionado e a pensar como é que não ganhámos”.
Perante o lote de concorrentes de 2017, há quem ache a semifinal 2 mais fácil que a primeira. David Gomes, consciente dessa opinião de algumas pessoas, destaca: “Ao contrário do ‘The Voice’ onde o importante é a voz, aqui o que contam são as canções”, sublinha.
Entrevista
FC2017
Joana Sequeira Duarte
Tóli César Machado
[ENTREVISTA] Joana Duarte: “Desejo que as pessoas não tenham preconceitos de qualquer espécie”
Joana Sequeira Duarte é a autora da canção “My Paradise”, uma das poucas escritas em inglês no Festival da Canção 2017. “O meu desejo: que as pessoas não tenham preconceitos de qualquer espécie”, afirmou em entrevista com o ESCPORTUGAL.
“My Paradise” é a canção n.º 1 da semifinal 2, agendada para 26 de fevereiro. Foi “inesperado” o convite para participar no Festival da Canção 2017 “por parte do Toli César Machado e do Paulo Carvalho [agente dos GNR]”, começou por afirmar Joana Sequeira Duarte em entrevista esta noite com o ESCPORTUGAL. Trata-se da sua primeira experiência no festival. “Já não vejo um Festival da Canção há imensos anos”, reconheceu, “mas, apesar de não seguir, continuo a ter o mesmo respeito de quando era miúda e via as edições todas e cantava as músicas todas com as minhas amigas nas noites de verão”.
De espectadora assídua em criança a autora do mítico programa da RTP foi um abrir e fechar dos olhos. “Ter a oportunidade de escrever uma letra para o festival é desde logo uma honra, principalmente para uma canção do Toli. O meu contributo é mesmo este, dar forma através de palavras a uma canção e fazer com que essas palavras tenham espaço e força em si próprias para chegar a mais pessoas”.
Joana Sequeira Duarte escreve habitualmente em inglês. Esse foi, aliás, um dos critérios para a escolha da letrista, nas palavras de Tóli César Machado em entrevista recente ao ESCPORTUGAL: “Vou aproveitar esta porta aberta da RTP e apresentar uma canção em inglês. A ideia foi minha e convidei a Joana Duarte porque sei que escreve muitíssimo bem em inglês. Na Eurovisão não faz muito sentido esta canção ser cantada em português… em mais de 40 países, só dois ou três apostam nas suas línguas maternas”. Recorde essa entrevista AQUI.
Joana Sequeira Duarte é membro ativo da banda The Happy Mess, um dos projetos mais criativos da nova música portuguesa. “Escrevo algumas coisas para The Happy Mess”, afirmou, “mas escrevo mais em trabalhos próprios, individualmente ou em co-autoria”. A sua inspiração surge por vezes nos locais mais inesperados. “Geralmente viagens de comboio, de avião, de autocarro, sempre a ouvir boa música… são bons momentos de inspiração”. Um dos singles que destacamos com letra da própria Joana Sequeira Duarte é este:
A RTP abriu, pela primeira vez, a porta a canções escritas em qualquer idioma. Contudo, apenas três em 16 canções foram escritas em inglês. Perguntámos à nossa interlocutora se pensa que isso será prejudicial à sua candidatura ou poderá até ganhar pontos pela diferença. “O meu desejo: que as pessoas não tenham preconceitos de qualquer espécie. E que acreditem, sobretudo, no que estão a ouvir, sem evidenciar o facto de estar escrito (ou estar a ser cantado) em chinês, inglês, português ou sueco. É só um desejo”.
De espectadora assídua em criança a autora do mítico programa da RTP foi um abrir e fechar dos olhos. “Ter a oportunidade de escrever uma letra para o festival é desde logo uma honra, principalmente para uma canção do Toli. O meu contributo é mesmo este, dar forma através de palavras a uma canção e fazer com que essas palavras tenham espaço e força em si próprias para chegar a mais pessoas”.
Joana Sequeira Duarte escreve habitualmente em inglês. Esse foi, aliás, um dos critérios para a escolha da letrista, nas palavras de Tóli César Machado em entrevista recente ao ESCPORTUGAL: “Vou aproveitar esta porta aberta da RTP e apresentar uma canção em inglês. A ideia foi minha e convidei a Joana Duarte porque sei que escreve muitíssimo bem em inglês. Na Eurovisão não faz muito sentido esta canção ser cantada em português… em mais de 40 países, só dois ou três apostam nas suas línguas maternas”. Recorde essa entrevista AQUI.
Joana Sequeira Duarte é membro ativo da banda The Happy Mess, um dos projetos mais criativos da nova música portuguesa. “Escrevo algumas coisas para The Happy Mess”, afirmou, “mas escrevo mais em trabalhos próprios, individualmente ou em co-autoria”. A sua inspiração surge por vezes nos locais mais inesperados. “Geralmente viagens de comboio, de avião, de autocarro, sempre a ouvir boa música… são bons momentos de inspiração”. Um dos singles que destacamos com letra da própria Joana Sequeira Duarte é este:
A RTP abriu, pela primeira vez, a porta a canções escritas em qualquer idioma. Contudo, apenas três em 16 canções foram escritas em inglês. Perguntámos à nossa interlocutora se pensa que isso será prejudicial à sua candidatura ou poderá até ganhar pontos pela diferença. “O meu desejo: que as pessoas não tenham preconceitos de qualquer espécie. E que acreditem, sobretudo, no que estão a ouvir, sem evidenciar o facto de estar escrito (ou estar a ser cantado) em chinês, inglês, português ou sueco. É só um desejo”.
Falámos do título da canção. “My Paradise foi o título que o Toli escolheu depois de ter lido a letra. My Paradise é um poema e é um lugar de crença positiva, de ausência, de amor fragmentado bem como fragmentada a Europa, de nostalgia e novamente de crença”.
Sem podermos ouvir a canção nem revelar ainda o nome do jovem intérprete da canção, perguntámos se "My paradise" poderia fazer parte do reportório de canções a interpretar pela própria Joana. A resposta foi pronta: "Sim... desde que os outros Happy Mess concordassem" (risos).
Joana é arquiteta, coreógrafa, faz parte dos The Happy Mess … é a verdadeira mulher dos 7 ofícios com uma criatividade fora do vulgar. “O seu dia tem quantas horas?”, perguntámos a sorrir. “As mesmas 24 horas”, respondeu com o mesmo sorriso. “De momento estou mais focada nos Happy Mess, no agenciamento e road manager de artistas na área da Música”.
Numa conversa sem pressas nem reservas, houve espaço para falar de festivais de outros tempos. “Já não vejo um festival há imensos anos”, lamentou. “Hoje em dia, volta e meia, costumo ver no YouTube as edições da década de 70. Cantores que muito admiro com letras super poderosas.... canções belíssimas”. Joana também não segue o festival Eurovisão. “Não sigo, não tenho uma opinião sustentada. Só do que me recordo enquanto criança, que torcíamos sempre muito por Portugal e, como quase sempre, ficávamos no fim da lista. É difícil para um país como o nosso sobreviver, não por falta de qualidade (já se sabe) mas porque ninguém leva a sério a nossa pequena presença no mundo (risos)". Não quisemos, mesmo assim, deixar de desafiar Joana Duarte para nos destacar duas canções. "Do festival, “Cavalo à Solta” (1971), interpretada por Fernando Tordo, com letra Ary dos Santos, e da Eurovisão “Conquistador” (1989), interpretada por Da Vinci com letra Ricardo e Pedro Luís".
Sem podermos ouvir a canção nem revelar ainda o nome do jovem intérprete da canção, perguntámos se "My paradise" poderia fazer parte do reportório de canções a interpretar pela própria Joana. A resposta foi pronta: "Sim... desde que os outros Happy Mess concordassem" (risos).
Joana é arquiteta, coreógrafa, faz parte dos The Happy Mess … é a verdadeira mulher dos 7 ofícios com uma criatividade fora do vulgar. “O seu dia tem quantas horas?”, perguntámos a sorrir. “As mesmas 24 horas”, respondeu com o mesmo sorriso. “De momento estou mais focada nos Happy Mess, no agenciamento e road manager de artistas na área da Música”.
Numa conversa sem pressas nem reservas, houve espaço para falar de festivais de outros tempos. “Já não vejo um festival há imensos anos”, lamentou. “Hoje em dia, volta e meia, costumo ver no YouTube as edições da década de 70. Cantores que muito admiro com letras super poderosas.... canções belíssimas”. Joana também não segue o festival Eurovisão. “Não sigo, não tenho uma opinião sustentada. Só do que me recordo enquanto criança, que torcíamos sempre muito por Portugal e, como quase sempre, ficávamos no fim da lista. É difícil para um país como o nosso sobreviver, não por falta de qualidade (já se sabe) mas porque ninguém leva a sério a nossa pequena presença no mundo (risos)". Não quisemos, mesmo assim, deixar de desafiar Joana Duarte para nos destacar duas canções. "Do festival, “Cavalo à Solta” (1971), interpretada por Fernando Tordo, com letra Ary dos Santos, e da Eurovisão “Conquistador” (1989), interpretada por Da Vinci com letra Ricardo e Pedro Luís".
FC2017
Portugal
Tóli César Machado
Portugal: Conhecido o primeiro título em inglês do Festival da Canção
No Festival da Canção 2017, três canções foram escritas na língua inglesa. Revelamos o primeiro título em inglês da próxima edição do festival.
Na entrevista que concedeu ao ESCPORTUGAL em vésperas do Natal, o músico Tóli César Machado, convidado pela RTP para criar uma canção para o Festival da Canção 2017, revelou que “vou aproveitar esta porta aberta da RTP e apresentar uma canção em inglês. A ideia foi minha e convidei a Joana Duarte porque sei que escreve muitíssimo bem em inglês. Na Eurovisão não faz muito sentido esta canção ser cantada em português… em mais de 40 países, só dois ou três apostam nas suas línguas maternas”. Recorde essa entrevista AQUI.
O ESCPORTUGAL sabe que o título da canção é "My paradise", tratando-se de uma letra de Joana Duarte, membro da banda The Happy Mess, para uma canção "pop". Até ao registo das canções na Sociedade Portuguesa de Autores, todos os títulos são provisórios, sendo que a lista final só será anunciada pela RTP em fevereiro. Atualizamos o artigo com as informações básicas de cada canção AQUI.
A composição de "My paradise" é do próprio Tóli César Machado. Será a primeira canção a ser ouvida na semifinal 2 do dia 26 de fevereiro. Nessa entrevista, o músico não revelou o nome do seu intérprete: “Gosto de trabalhar com gente nova… acho que faz sentido uma cara nova a interpretar com compositores e produtores experientes”. O ESCPORTUGAL sabe que se trata de um jovem que participou em programas recentes de caça-talentos em diferentes canais de televisão. A lista oficial dos intérpretes da segunda semifinal será divulgada na próxima quinta-feira.
Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: A CERTEZA DA MÚSICA
Entrevista
FC2017
Portugal
Tóli César Machado
[ENTREVISTA] Tóli César Machado: É um desafio apresentar “uma canção em inglês” no Festival...
Toli formou nos inícios dos anos 80 o Grupo Novo Rock, conhecido como GNR, que se encontra a celebrar 35 anos de atividade. Para além de pianista, é também baterista e guitarrista. Paralelamente a tocar neste grupo é também compositor, sendo o responsável de muitos dos êxitos dos GNR. Para além disso foi produtor de temas para António Variações e foi compositor, produtor de instrumentista de Manuela Moura Guedes, no início dos anos 80. Tóli é hoje o convidado do ESCPORTUGAL.
“No início confesso que estranhei, mas depois de ver que este ano a RTP quer fazer diferente, aceitei o convite”. É esta a reação de Tóli César Machado ao convite da televisão pública para participar como compositor do próximo Festival da Canção (FC2017). Nesta que é a sua primeira entrevista após ter sido anunciado o novo festival, o músico do Porto falou ao ESCPORTUGAL de um convite que o apanhou desprevenido. “O festival da canção não é o meu campeonato… confesso que nunca me disse muito”, reconheceu. Contudo, “este ano o convite veio acompanhado de um desafio, de fazer algo diferente e de voltar a pôr o festival na moda. Pelas pessoas que me convidaram, ligadas à Antena 3, e do leque de outros compositores, não podia dizer que não”. Por isso, “sinto-me honrado”.
Com tantos anos de carreira - quase 40 - perguntámos se nunca tinha surgido a oportunidade de participar no festival. “O festival nunca me interessou muito… mas há muitos anos, na época em que eu trabalhava com o António Variações e a Manuela Moura Guedes, surgiu um convite da editora, mas depois acabou por não se concretizar”. Confessa, não obstante, que sempre que pode acompanha o programa anualmente. “Gosto de ver o nosso festival, mas não costumo gostar das canções… parecem sempre muito antigas, com maus arranjos… não me identifico nada!” No entanto, faz questão de ressalvar que, ao longo da História, apareceram “grande canções” destacando “E depois do Adeus pela voz do Paulo de Carvalho” ou “Eu só quero, com a Gabriela Shaff”.
A sua participação no festival de 2017 tem também um objetivo. “Espero que o festival consiga captar público novo…Eu pelo menos trabalho com gente nova e consegui trazer alguns para o meu projeto”.
Tóli afirmou ao ESCPORTUGAL que a canção está concluída. “É pop, algo alegre… não sou muito de fazer baladas (risos)”. A música é de sua autoria e a letra de Joana Duarte, membro da banda The Happy Mess. Para além disso, “estou a trabalhar com dois produtores… não quero dizer que seja a ‘dream team’ mas têm imensos bons trabalhos nos seus curriculum” (risos). Fala de Ricardo Ferreira e Rui Ribeiro, este último a viver entre Portugal e a China e que trabalham com diversos artistas, nomeadamente com Áurea. O intérprete já está escolhido, mas César Machado não pode avançar com a notícia para já, adiantando contudo tratar-se "de um rapaz". “Gosto de trabalhar com gente nova… acho que faz sentido uma cara nova a interpretar com compositores e produtores experientes”.
Sobre o idioma da canção a participar no festival, Tóli irá apostar na língua inglesa. “Vou aproveitar esta porta aberta da RTP e apresentar uma canção em inglês. A ideia foi minha e convidei a Joana Duarte porque sei que escreve muitíssimo bem em inglês. Na Eurovisão não faz muito sentido esta canção ser cantada em português… em mais de 40 países, só dois ou três apostam nas suas línguas maternas”. Contudo, reconhece que “posso estar a dar um tiro nos pés, porque não sei se os portugueses serão preconceituosos ao ponto de, na hora de votar e escolher uma canção para a Eurovisão, rejeitarem esta canção por ser em inglês”. Será, portanto, mais "um desafio".
César Machado não parte para o festival com o objetivo de ganhar. "Não estaria a ser inteligente! Se ganharmos, que seja bom para que o intérprete tenha outra visibilidade". Da Eurovisão, recorda várias canções representantes de Israel. "Têm sonoridades diferentes e sons que me agradam e ficaram na memória".
Com tantos anos de carreira - quase 40 - perguntámos se nunca tinha surgido a oportunidade de participar no festival. “O festival nunca me interessou muito… mas há muitos anos, na época em que eu trabalhava com o António Variações e a Manuela Moura Guedes, surgiu um convite da editora, mas depois acabou por não se concretizar”. Confessa, não obstante, que sempre que pode acompanha o programa anualmente. “Gosto de ver o nosso festival, mas não costumo gostar das canções… parecem sempre muito antigas, com maus arranjos… não me identifico nada!” No entanto, faz questão de ressalvar que, ao longo da História, apareceram “grande canções” destacando “E depois do Adeus pela voz do Paulo de Carvalho” ou “Eu só quero, com a Gabriela Shaff”.
César Machado não parte para o festival com o objetivo de ganhar. "Não estaria a ser inteligente! Se ganharmos, que seja bom para que o intérprete tenha outra visibilidade". Da Eurovisão, recorda várias canções representantes de Israel. "Têm sonoridades diferentes e sons que me agradam e ficaram na memória".
Fonte: ESCPORTUGAL, TÓLI CÉSAR MACHADO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE
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