Toli formou nos inícios dos anos 80 o Grupo Novo Rock, conhecido como GNR, que se encontra a celebrar 35 anos de atividade. Para além de pianista, é também baterista e guitarrista. Paralelamente a tocar neste grupo é também compositor, sendo o responsável de muitos dos êxitos dos GNR. Para além disso foi produtor de temas para António Variações e foi compositor, produtor de instrumentista de Manuela Moura Guedes, no início dos anos 80. Tóli é hoje o convidado do ESCPORTUGAL. 

“No início confesso que estranhei, mas depois de ver que este ano a RTP quer fazer diferente, aceitei o convite”. É esta a reação de Tóli César Machado ao convite da televisão pública para participar como compositor do próximo Festival da Canção (FC2017). Nesta que é a sua primeira entrevista após ter sido anunciado o novo festival, o músico do Porto falou ao ESCPORTUGAL de um convite que o apanhou desprevenido. “O festival da canção não é o meu campeonato… confesso que nunca me disse muito”, reconheceu. Contudo, “este ano o convite veio acompanhado de um desafio, de fazer algo diferente e de voltar a pôr o festival na moda. Pelas pessoas que me convidaram, ligadas à Antena 3, e do leque de outros compositores, não podia dizer que não”. Por isso, “sinto-me honrado”.

Com tantos anos de carreira - quase 40 - perguntámos se nunca tinha surgido a oportunidade de participar no festival. “O festival nunca me interessou muito… mas há muitos anos, na época em que eu trabalhava com o António Variações e a Manuela Moura Guedes, surgiu um convite da editora, mas depois acabou por não se concretizar”. Confessa, não obstante, que sempre que pode acompanha o programa anualmente. “Gosto de ver o nosso festival, mas não costumo gostar das canções… parecem sempre muito antigas, com maus arranjos… não me identifico nada!” No entanto, faz questão de ressalvar que, ao longo da História, apareceram “grande canções” destacando “E depois do Adeus pela voz do Paulo de Carvalho” ou “Eu só quero, com a Gabriela Shaff”.




A sua participação no festival de 2017 tem também um objetivo. “Espero que o festival consiga captar público novo…Eu pelo menos trabalho com gente nova e consegui trazer alguns para o meu projeto”. Tóli afirmou ao ESCPORTUGAL que a canção está concluída. “É pop, algo alegre… não sou muito de fazer baladas (risos)”. A música é de sua autoria e a letra de Joana Duarte, membro da banda The Happy Mess. Para além disso, “estou a trabalhar com dois produtores… não quero dizer que seja a ‘dream team’ mas têm imensos bons trabalhos nos seus curriculum” (risos). Fala de Ricardo Ferreira e Rui Ribeiro, este último a viver entre Portugal e a China e que trabalham com diversos artistas, nomeadamente com Áurea. O intérprete já está escolhido, mas César Machado não pode avançar com a notícia para já, adiantando contudo tratar-se "de um rapaz". “Gosto de trabalhar com gente nova… acho que faz sentido uma cara nova a interpretar com compositores e produtores experientes”.



Sobre o idioma da canção a participar no festival, Tóli irá apostar na língua inglesa. “Vou aproveitar esta porta aberta da RTP e apresentar uma canção em inglês. A ideia foi minha e convidei a Joana Duarte porque sei que escreve muitíssimo bem em inglês. Na Eurovisão não faz muito sentido esta canção ser cantada em português… em mais de 40 países, só dois ou três apostam nas suas línguas maternas”. Contudo, reconhece que “posso estar a dar um tiro nos pés, porque não sei se os portugueses serão preconceituosos ao ponto de, na hora de votar e escolher uma canção para a Eurovisão, rejeitarem esta canção por ser em inglês”. Será, portanto, mais "um desafio". 

César Machado não parte para o festival com o objetivo de ganhar. "Não estaria a ser inteligente! Se ganharmos, que seja bom para que o intérprete tenha outra visibilidade". Da Eurovisão, recorda várias canções representantes de Israel. "Têm sonoridades diferentes e sons que me agradam e ficaram na memória". 




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Fonte: ESCPORTUGAL, TÓLI CÉSAR MACHADO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

19 comentário(s):

  1. Ricardo Alves17:01

    Tóli: não te preocupes, o povo vai votar na tua canção se for a melhor, independentemente se for cantada em ingles ou portugues. É claro que eu darei prioridade a canções em ingles

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    1. Anónimo17:03

      Também acho que os portugueses não vão ser preconceituosos com músicas cantadas em inglês... se houve alguém que teve preconceito relativamente ao inglês nos últimos anos foi a RTP

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    2. Já eu acho exatamente o contrário. Acho que a RTP quis inovar (o que é ótimo!) mas o público não vai acompanhar a estação de televisão, ou seja, acho mesmo que voltaremos a levar uma música em português. Se houver boas músicas em inglês, oxalá que esteja enganado e que os portugueses votem nas músicas de outros idiomas. É esperar para ver!

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  2. Anónimo17:13

    Gostei da entrevista, exceto a parte em que diz que nao parte para ganhar

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  3. Rui Ramos17:39

    Surpreso com a entrevista. Fiquei com vontade de saber mais

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    1. Anónimo18:25

      Mesmo, já somos dois! E gostei também da honestidade dele ao confessar que sinceramente o Festival não lhe dizia nada e que não gostava das canções... mas ao menos uma coisa é certa: não foi isso que impediu de colocar mãos à obra!

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  4. Anónimo17:47

    Prefiro que a canção seja língua estrangeira mas de autor Português que o contrário! Gostei da entrevista, e que venham mais novidades! :)

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  5. Anónimo18:28

    Ele é do rock... foi buscar a Joana Duarte dos Happy Mess para a letra... e os produtores são Ricardo Ferreira e Rui Ribeiro, sendo que ambos trabalham com artistas por ex a Aurea. Quem será o intérprete? Agora vai aqui uma curiosidade!!... :o

    Boa entrevista!!

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  6. Anónimo18:46

    Acho um erro considerar se uma canção é boa ou má tendo como critério o idioma. Suspeito que vai ganhar uma canção em inglês só por ser cantada em inglês. Depois se verá na Eurovisão se é isso que é importante no meio de tantas canções em inglês, é só mais uma entre tantas! É preciso não pensar pequeno, independentemente do idioma, o que importa é mesmo ser algo que se destaque pela positiva dos outros países: atuação, voz do(a) intérprete, apresentação em palco e sobretudo uma grande orquestração e melodia excecional, e,claro, com uma grande campanha promocional.

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  7. Anónimo20:53

    Pois sim, é mesmo um tiro nos pés: o orgulho na língua vai prevalecer, quer da parte do público, quer do juri regional. Na hora de votar, preferirão sempre uma canção em português. Má aposta , portanto. E o pior é que o músico tem consciência disso.

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  8. Anónimo22:27

    Saudades da qualidade destas entrevistas exclusivas. Parabens e obrigado

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  9. Anónimo23:59

    a cancao tem de ser boa, chamar a atenção e ser distinta. O povo tem de se lembrar do que ouviu e viu na hora da votacao.

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  10. Anónimo10:59

    O júri distrital é que vai fazer prevalecer as músicas em língua portuguesa, pois deve ser composto por pessoas mais velhas e que defendem que devemos usar o nosso idioma...

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  11. A canção "Backyard girl" que está neste artigo e excelente

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  12. Gostei do que li. o Cesar Machado mostra profissionalismo e responsabilidade. Não é compositor em part time como muitos que têm particpado no Festival da Canção. A letrista tem excelentes textos. Espero que façam algo moderno europeu e nao só para o mercado local.

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  13. Anónimo15:48

    Já agora, The Happy Mess - Backyard Girl é um excelente trabalho.

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  14. Ronalda Aveiro12:02

    ai bico calado todos que aqui comentarem, que nao sabem o que dizem!

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  15. blackyard girl tá muito fixe... top 10

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  16. Anónimo19:37

    Uma parte desta entrevista que me deixou com boas expectativas para este tema foi que "a canção já está pronta", o que indica que os convites foram feitos com antecedência e as músicas, contrariamente a anos anteriores, foram pensadas com tempo e não construídas às três pancadas. Gostei também do facto de ser um tema diferente e alegre, cantado em inglês. A ver vamos quem será o intérprete, que deverá ser alguém jovem, provavelmente um ex-participante de um talent show...

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