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Daniel Deusdado
FC2018
Gonçalo Madail
Nuno Artur Silva
RTP
Rui Pêgo
Portugal: "O Festival da Canção é uma peça fundamental na estratégia ampla da RTP"
Gonçalo Madaíl, Nuno Artur Silva, Rui Pêgo e Daniel Deusdado receberam, esta tarde, os 26 compositores participantes no Festival da Canção 2018 na sede da RTP.
Depois de revelados os compositores participantes no Festival da Canção 2018, como pode recordar AQUI, a RTP recebeu, na sua sede em Lisboa, os concorrentes na próxima edição do certame nacional. Nuno Artur Silva, da administração da RTP, deu as boas-vindas aos compositores, tendo recordado a conversa que teve na reunião da edição passada: "O nosso esforço é fazer com que a variedade, a riqueza da música pop portuguesa esteja no festival. Porque isto, muito para além de uma competição, é uma mostra da vitalidade da música portuguesa. Se a RTP puder contribuir nas suas três valências – rádio, televisão e multimédia – para essa promoção, melhor.".
Nuno Artur Silva foi mais longe e garantiu que a missão do serviço público continua a ser dar lugar para a expressão total da diversidade que faz a força da música nacional, garantindo a sua genuinidade: "O Festival da Canção é uma peça fundamental na estratégia ampla da RTP de dar lugar à música em Portugal". Além disso, o representante da Administração da RTP confirmou a presença de Henrique Amaro e Nuno Galopim na equipa diretiva do certame, repetindo as participações da edição passada.
Subdiretor de programas da RTP1 e diretor da RTP Memória, Gonçalo Madaíl, recordou a todos os presentes o caminho feito por Salvador Sobral desde o Festival até à vitória em Kiev, com apoio, conselho e entusiasmo da equipa RTP: "Apesar de muitos conselhos e ideias externas, o que nos limitámos a fazer foi a promover a integridade artística da atuação do Salvador. Não quisemos que todo o aparato da Eurovisão corrompesse a simplicidade da performance que tinha funcionado cá (…) O Festival da edição passada foi carregado de ética e civismo.".
Recordando o episódio em torno de Nuno Markl, Gonçalo Madaíl realçou o espírito de camaradagem entre os 16 compositores a concurso no Festival da Canção 2017: "O grupo sempre se mostrou respeitoso e curioso sobre o trabalho alheio e foi com eles e por causa deles que se conseguiu criar um Festival da Canção memorável. (...) Criámos uma fábrica de conchas e depois apareceu a pérola".
Fonte e Imagem: RTP
ESC2018
Lisboa
Nuno Artur Silva
RTP
Nuno Artur Silva: "Somos a terceira estação pública europeia com menos dinheiro"
Nuno Artur Silva, administrador da RTP, falou da escolha de Lisboa como sede do Festival Eurovisão 2018, admitindo que a emissora portuguesa é a estação pública com menos dinheiro "a seguir à Roménia e à Albânia".
A menos de um ano de terminar o mandato, Nuno Artur Silva, administrador da RTP, deu uma entrevista à revista Visão onde a organização do Festival Eurovisão 2018 esteve em grande destaque. O desafio de organizar um espetáculo para 200 milhões de pessoas e com custos na ordem dos 30 milhões de euros não faz temer o fundador das Produções Fictícias que, admite, não acha graça "nenhuma às restrições orçamentais da RTP".
"A Eurovisão não é apenas o recinto onde se faz a transmissão televisiva." admite quando questionado sobre o facto de Lisboa ser a escolha previsível para receber o Festival Eurovisão 2018, "Há toda uma série de atividades à volta. O festival será no Parque das Nações e no Terreiro do Paço, que acolherá o Village, uma área de atividades paralelas ao festival. Estes serão os dois polos fortes do festival, entre outros sítios à beira-rio. O critério de escolha tem a ver com a capacidade da cidade em termos turísticos. Há uma série de exigências relacionadas com capacidade hoteleira, oferta cultural, entretenimento, lazer, proximidade do aeroporto… Foi uma proposta nossa, mas teve de ser aprovada pela Eurovisão. Avaliámos várias cidades e equipamentos possíveis, todos a norte, e daí resultou que a final do Festival da Canção da RTP será em Guimarães."
"Ganhámos da melhor maneira possível, com uma canção e uma interpretação extraordinárias. Ninguém nos tira essa alegria" confessou o administrador, fazendo alusão a uma "alegria infantil", desmentindo que a vitória na Eurovisão se tenha tornado uma dor de cabeça para a RTP: "A RTP tem a tradição de estar à altura dos grandes desafios. Claro que temos restrições orçamentais, a seguir à Albânia e à Roménia somos a estação pública europeia com menos dinheiro. A Eurovisão é o maior evento de entretenimento a seguir à Liga dos Campeões, tem mais espectadores do que o Super Bowl americano, estamos a falar de um público potencial de 200 milhões, fora as redes sociais. Envolve 42 delegações, 1500 jornalistas durante 15 dias, visitantes de todo o mundo, é uma escala enorme. O género Eurovisão, em termos musicais, não é muito conceituado, mas em termos de espetáculo televisivo, sim. Organizá-lo é puxar a televisão pública portuguesa para a linha da frente da produção."
"Fazer mais com menos" é um dos motes para a organização do evento pela RTP. "Claro que é muito difícil fazer um espetáculo desta dimensão sem “fogo de artifício”, mas é possível fazê-lo com rigor orçamental, convocando todos os parceiros que pudermos para comporem o financiamento" confessou.
Aceda AQUI à entrevista na íntegra.
Fonte: Visão / Imagem: RTP
FC2018
Festival da Canção
Nuno Artur Silva
RTP
Nuno Artur Silva: "A RTP tem todas as capacidades para montar um evento memorável"
O Festival da Canção 2018 continuará a seguir a mesma fórmula da edição de 2017: "Convidar os mais relevantes compositores da música popular portuguesa para criarem canções originais e de qualidade". Foi esta a garantia dada pelo administrador da RTP, Nuno Artur Silva, em entrevista à Notícias Magazine.
O administrador com a pasta de conteúdos do serviço público de televisão e rádio, Nuno Artur Silva, deu uma entrevista à revista Notícias Magazine. Os temas dominantes foram o Festival da Canção e o Festival Eurovisão de 2018, ambos a organizar pela RTP.
Este responsável afirmou que, depois de uma pausa em 2016, ano em que a RTP não organizou o Festival da Canção nem participou na Eurovisão, a receita para voltar a trazer o público para o Festival da Canção foi convidar nomes com créditos firmados na música portuguesa a criar as suas canções. "O mote era sempre este: músicas bem compostas, bem interpretadas, com qualidade", afirmou este responsável, que recordou que os convites foram endereçados pelo crítico musical, Nuno Galopim, e por Henrique Amaro, da Antena 3. "Eles convidaram uma lista enorme de compositores e houve menos recusas do que eu esperaria. Um dia, reuni-me com os autores todos na RTP e a única coisa que lhes pedi foi para se preocuparem em fazer boas cantigas. Não estávamos interessados em copiar o caminho que muitos países europeus hoje cumprem, de grande espetacularização, de fogo-de-artifício. Queríamos boa música e pronto".
Para 2018, a fórmula irá manter-se: "Convidar os mais relevantes compositores da música popular portuguesa para criarem cantigas originais e de qualidade", escreveu a Notícias Magazine citando Nuno Artur Silva, que não descarta uma futura convocatória pública. "Talvez com o tempo possamos abrir candidaturas espontâneas e democratizar o processo, mas agora é necessário fazer apostas em autoria e qualificação do que apresentamos".
Mesmo com a primeira vitória no festival da Eurovisão, Nuno Artur Silva acredita que continua a faltar espaço audiovisual para destacar o que tem sido esquecido. "Há mesmo boa música em Portugal", sublinha. "E há que valorizá-la!", exclama.
Da alegria da vitória da Eurovisão, vista em casa frente à TV, em família, mas partilhada com amigos e colegas em todo o mundo via telefone, segue-se o desafio de organizar o Festival Eurovisão da Canção 2018. "A Eurovisão é de uma exigência enorme. É o maior evento europeu na área do entretenimento e isso significa uma grande responsabilidade". Nos próximos meses, uma boa parte da sua vida será passada a tratar de um projeto inédito em Portugal. Mas Nuno Artur Silva não parece estar minimamente assustado. Diz, aliás, que "a RTP tem todas as capacidades para montar um evento memorável. E talvez nem seja preciso gastar um balúrdio para fazer uma grande festa".
Este administrador garante que a cidade anfitriã do Festival Eurovisão 2018 ainda não está escolhida. Contudo, recorda: "Tem de ser um lugar com capacidade não só hoteleira como de acolhimento para os múltiplos eventos que a Eurovisão acarreta. Não são só a final e as semifinais. São semanas de preparação e desmontagem, receção de canais da Europa toda", destaca. Em termos de orçamento, Nuno Artur Silva não se assusta com os tais 30 milhões de Euros de que se fala. "Se saísse do nosso budget seria demasiado caro. Mas, além de a EBU suportar uma parte dos custos, há um potencial que vai permitir congregar financiadores e mecenas". Há uma certeza: "Tecnologicamente vai ser um desafio mas temos todas as condições para montar uma grande Eurovisão". O caderno de encargos não dá grande margem para manobra, são regras bastante rígidas – "e tem mesmo de ser assim, porque são muitos países e muito diferentes".
Este responsável afirmou que, depois de uma pausa em 2016, ano em que a RTP não organizou o Festival da Canção nem participou na Eurovisão, a receita para voltar a trazer o público para o Festival da Canção foi convidar nomes com créditos firmados na música portuguesa a criar as suas canções. "O mote era sempre este: músicas bem compostas, bem interpretadas, com qualidade", afirmou este responsável, que recordou que os convites foram endereçados pelo crítico musical, Nuno Galopim, e por Henrique Amaro, da Antena 3. "Eles convidaram uma lista enorme de compositores e houve menos recusas do que eu esperaria. Um dia, reuni-me com os autores todos na RTP e a única coisa que lhes pedi foi para se preocuparem em fazer boas cantigas. Não estávamos interessados em copiar o caminho que muitos países europeus hoje cumprem, de grande espetacularização, de fogo-de-artifício. Queríamos boa música e pronto".
Para 2018, a fórmula irá manter-se: "Convidar os mais relevantes compositores da música popular portuguesa para criarem cantigas originais e de qualidade", escreveu a Notícias Magazine citando Nuno Artur Silva, que não descarta uma futura convocatória pública. "Talvez com o tempo possamos abrir candidaturas espontâneas e democratizar o processo, mas agora é necessário fazer apostas em autoria e qualificação do que apresentamos".
Mesmo com a primeira vitória no festival da Eurovisão, Nuno Artur Silva acredita que continua a faltar espaço audiovisual para destacar o que tem sido esquecido. "Há mesmo boa música em Portugal", sublinha. "E há que valorizá-la!", exclama.
Da alegria da vitória da Eurovisão, vista em casa frente à TV, em família, mas partilhada com amigos e colegas em todo o mundo via telefone, segue-se o desafio de organizar o Festival Eurovisão da Canção 2018. "A Eurovisão é de uma exigência enorme. É o maior evento europeu na área do entretenimento e isso significa uma grande responsabilidade". Nos próximos meses, uma boa parte da sua vida será passada a tratar de um projeto inédito em Portugal. Mas Nuno Artur Silva não parece estar minimamente assustado. Diz, aliás, que "a RTP tem todas as capacidades para montar um evento memorável. E talvez nem seja preciso gastar um balúrdio para fazer uma grande festa".
Este administrador garante que a cidade anfitriã do Festival Eurovisão 2018 ainda não está escolhida. Contudo, recorda: "Tem de ser um lugar com capacidade não só hoteleira como de acolhimento para os múltiplos eventos que a Eurovisão acarreta. Não são só a final e as semifinais. São semanas de preparação e desmontagem, receção de canais da Europa toda", destaca. Em termos de orçamento, Nuno Artur Silva não se assusta com os tais 30 milhões de Euros de que se fala. "Se saísse do nosso budget seria demasiado caro. Mas, além de a EBU suportar uma parte dos custos, há um potencial que vai permitir congregar financiadores e mecenas". Há uma certeza: "Tecnologicamente vai ser um desafio mas temos todas as condições para montar uma grande Eurovisão". O caderno de encargos não dá grande margem para manobra, são regras bastante rígidas – "e tem mesmo de ser assim, porque são muitos países e muito diferentes".
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