Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Fernando. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Fernando. Mostrar todas as mensagens
FC1983
FC1985
FC1990
FC2017
Jorge Fernando
novos lançamentos
TOP
Zona de Discos
[ZONA DE DISCOS #57] Jorge Fernando - "De mim para mim"
Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Hoje o destaque vai para novo álbum de Jorge Fernando, "De mim para mim".
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Lançamento: 04 de maio de 2018
Nota: 9/10
Jorge Fernando é um figura
incontornável da música portuguesa, do Novo Fado, do Fado, mas que,
injustamente é ainda muitas vezes reduzido ao homem do “Umbadá” ou ao “viola da
Amália”. A responsabilidade e o contributo de Jorge Fernando vão desde a oferta
de canções intemporais à história da música portuguesa, à descoberta de muitos
dos novos nomes da nova geração de fadistas. Como podem ver abaixo, na
entrevista concedida ao “Inferno”, o próprio brinca com a situação, o que, por
um lado demonstra agradecimento pela sua rampa de lançamento e, por outro, a
humildade comum aos grandes artistas, mesmo quando esses artistas atingem
patamares artísticos supostamente superiores aos do começo. Este
reconhecimento, em nome da nostalgia, deu direito a uma revistada versão de
“Umbadá” no novo álbum intitulado “De mim para mim”. Mas este é apenas um
momento de um disco que promete (e deve) marcar o ano de 2018.
“De mim para mim” é o primeiro
trabalho discográfico desde “Chamam-lhe Fado” (2012), representando, assim, a
maior pausa discográfica de Jorge Fernando em nome próprio desde o lançamento
do seu primeiro single, no final dos anos 70, “Trigueirinha”. Apesar das letras
e músicas serem da autoria de Jorge Fernando (à exceção das músicas “Traço” e
“O Pobre” da autoria de Guilherme Banza”), “De mim para mim” é um trabalho de
equipa. Uma equipa da qual se destacam os nomes de Dino D’ Santiago nos
arranjos vocais e vozes, Fred Ferreira na programação electrónica e de Fábia
Rebordão na produção executiva. Um álbum que ainda é enriquecido com as
participações de Agir em “Lobisomem” (voz e programação electrónica), António
Zambujo em “Sr. Doutor” e Jorge Nunes (seu filho) em “Menino Triste”.
Ou seja, em “De mim para mim” temos Jorge Fernando na
incessante nova abordagem do fado, na procura de sons mais atuais, mas sem
nunca colocar em causa a essência artística da sua marca. “De
mim para mim” continua, assim, ao fim de 40 anos de edições discográficas, o
trabalho ímpar de Jorge Fernando, trabalho este que tem no seu catálogo álbuns
representativos do que melhor se fez na década de 90 – destaco, de modo
particular, o subvalorizado “Terra d’Água”, 1997.
No novo álbum, para além da
frescura vocal de Jorge Fernando, temos a intuição imediata de que Jorge
Fernando conseguiu uma vez mais a proeza de compor futuros clássicos da música
portuguesa, destacando-se “Lobisomem” e “O Pobre”. Como escutas recomendadas
(apetecia-me escrever “obrigatórias”), “Menino Triste” e principalmente
“Estranhamente” são imperdíveis.
Na semana de lançamento, “De mim
para mim” entrou diretamente para o #10 dos álbuns mais vendidos em Portugal,
permanecendo no top 40 durante mais 3 semanas. Bom desempenho, mas merece mais
e cremos que assim vai acontecer….
Em 2004, a Universal, inserida na
coleção “A arte e a música”, lançou uma compilação de Jorge Fernando, na qual é
possível ler o seguinte:
“Jorge Fernando é um artista de
corpo inteiro, que recusa quaisquer catalogações na música que faz: é possível
ser clássico e ligeiro, moderno e popular ao mesmo tempo, e é isso que Jorge
Fernando insiste em ser, como poucos outros entre nós o conseguem”.
“De mim para mim” comprova o que
acima foi transcrito e é de escuta obrigatória. Um álbum moderno com travo a
intemporalidade.
Atuações televisivas
De mim para mim
Bola P'ra Frente
Temas destacados por
Carlos Carvalho: “O Pobre” e “Estranhamente”
Alinhamento
De
mim para mim
Sr.
Doutor (com António Zambujo)
Bola
p’ra frente
Traço
Lobisomem
(voz, Agir)
O
Pobre
Desalento
Menino
Triste (com Jorge Nunes)
Estranhamente
A
minha história
Umbadá
Barquito
corcel
Pode
ouvir o disco AQUI
A ver
"De Mim Para Mim", de
Jorge Fernando | Inferno
Entrevista
FC1985
FC2017
Jorge Fernando
[ENTREVISTA] Jorge Fernando: “Músicas como o fado estão a prender a atenção das pessoas”
Jorge Fernando é um dos nomes incontornáveis do fado, como intérprete e como compositor. É autor de canções como "Boa noite solidão", "Búzios", "Quem vai ao fado", "Chuva" ou "Umbadá". Para o Festival da Canção 2017 pretende revelar um novo talento, Beatriz Felício. Eis a entrevista ao ESCPORTUGAL especialmente para os nossos leitores.
Ao falarmos de fado, temos necessariamente que incluir o nome de Jorge Fernando como um dos compositores do fado contemporâneo. Com quatro anos de idade já acompanhava o avô a cantar fado. Mas foi com 16 anos que teve a sua primeira experiência a sério, quando trabalhou com Fernando Maurício, considerado o "rei" do fado. Com essa tenra idade compôs “Boa noite solidão” para Fernando Maurício que ainda hoje é uma referência no fado. Do seu curriculum, destaca-se os 6 anos que acompanhou Amália Rodrigues à viola. Como produtor assinou o primeiro álbum de Mariza, "Fado em mim", os mais recentes de Ana Moura, Maria da Fé e Fábia Rebordão, Patrícia Rodrigues, Ricardo Ribeiro e João Pedro, entre outros.
Recuperamos o vídeo de “Chuva”, numa interpretação acústica de Jorge Fernando com Dino D’Santiago:
O ESCPORTUGAL conversou com Jorge Fernando esta tarde, um dia depois de chegar do Brasil onde protagonizou diversos concertos com Fábia Rebordão, e no meio das gravações da versão definitiva da canção “Ao teu olhar”, com a qual vai concorrer ao Festival da Canção 2017 na voz de Beatriz Felício. “Aceitei muito bem o convite da RTP para participar no festival”, começou por afirmar. “Tudo na vida é um ciclo: o festival, que já teve como finalidade ser a grande montra da música que se faz em Portugal, fugiu desse objetivo nos últimos anos, mas agora parece que irá voltar às suas origens”. Para o compositor, a televisão tem poucos ou nenhuns programas de música, sendo o Festival da Canção a grande exceção. “Entendo que os programas que têm existido nas televisões são, sobretudo, para revelar novos talentos que cantam quase igual aos artistas originais, colam-se a versões mas com pouca interpretação própria. São programas de entretenimento e têm de ser vistos apenas como tal, na minha opinião”. O festival tem o dom “de revelar canções e intérpretes de canções originais. Por alguma coisa – completou – muitos dos jovens que saem desses programas quando depois cantam canções originais ‘falta qualquer coisa’”.
Por outro lado, o Festival da Canção “tem o dom de juntar compositores, letristas e interpretes num mesmo programa! Vemo-nos tão poucas vezes e esta é uma excelente oportunidade para tal”. Recordámos que o festival é também um concurso, mas Jorge Fernando não o vê desse prisma. “Eu e os compositores que conheço não olhamos só para o lado competitivo; o objetivo do festival será destacar novos talentos e dar espaço àqueles que, infelizmente, estão mais desaparecidos dos palcos”.
Para esta edição do Festival da Canção Jorge Fernando escolheu Beatriz Felício, a mais jovem interprete desta edição. Recorde a sua entrevista com o ESCPORTUGAL AQUI. “Reconheço à Beatriz um talento enorme”, não hesitou em afirmar. “Não chega ter uma grande voz, que a tem. Tem um timbre lindo, a interpretação é genuína, isso faz como que seja diferente. É uma menina que está a crescer. Reconheço-lhe grande qualidade”. Ao gravar hoje a versão definitiva do tema, Jorge Fernando mostrou satisfação com o resultado final. “Estou muito contente!”, exclamou.
Convidámos o nosso interlocutor a falar do tema. “Não quero dizer que seja um fado, é uma canção”, faz questão de esclarecer. “Porque estamos a falar de uma canção que poderá nos representar na Eurovisão, tem de ter algo nosso, a portugalidade para se tornar distintiva. Não é essencialmente um fado, mas tem um cheirinho de fado. A Eurovisão não é um festival de música étnica, tem de chegar a um público mais vasto, tem de ter sons mais vastos e abrangentes”.
Para Jorge Fernando, que tem viajado pelo mundo quer a solo, quer acompanhando outros fadistas, “está a abrir-se um novo ciclo, novamente, em que toda a música que é feita para consumir e deitar fora está a perder lugar”. Por isso, “músicas como o fado estão a prender a atenção das pessoas”, destacou. “Acho que será mais interessante um tema que mostre perfeitamente que é portuguesa do que ser mais um tema misturado com outros temas pop”, sublinhou.
Na nossa conversa com Jorge Fernando, houve tempo para falar de outros festivais. O músico e intérprete tem três participações no Festival da Canção no currículum: A primeira em 1983 com “Rosas brancas para o meu amor”; em 1985 regressa com “Umbadá” e em 1990 com “Via Aérea”. Mas “Umbadá” não o largou mais desde 1985. “Costuma-se dizer que o povo português tem memória curta, mas esta canção veio provar exatamente o contrário”, disse a sorrir. “Ainda hoje, adolescentes, que em 1985 nem sequer eram projeto, me pedem para cantar Umbadá”(risos).
Recordemos uma homenagem feita pela RTP em 2012 a propósito desta canção:
Por outro lado, o Festival da Canção “tem o dom de juntar compositores, letristas e interpretes num mesmo programa! Vemo-nos tão poucas vezes e esta é uma excelente oportunidade para tal”. Recordámos que o festival é também um concurso, mas Jorge Fernando não o vê desse prisma. “Eu e os compositores que conheço não olhamos só para o lado competitivo; o objetivo do festival será destacar novos talentos e dar espaço àqueles que, infelizmente, estão mais desaparecidos dos palcos”.
Para esta edição do Festival da Canção Jorge Fernando escolheu Beatriz Felício, a mais jovem interprete desta edição. Recorde a sua entrevista com o ESCPORTUGAL AQUI. “Reconheço à Beatriz um talento enorme”, não hesitou em afirmar. “Não chega ter uma grande voz, que a tem. Tem um timbre lindo, a interpretação é genuína, isso faz como que seja diferente. É uma menina que está a crescer. Reconheço-lhe grande qualidade”. Ao gravar hoje a versão definitiva do tema, Jorge Fernando mostrou satisfação com o resultado final. “Estou muito contente!”, exclamou.
Convidámos o nosso interlocutor a falar do tema. “Não quero dizer que seja um fado, é uma canção”, faz questão de esclarecer. “Porque estamos a falar de uma canção que poderá nos representar na Eurovisão, tem de ter algo nosso, a portugalidade para se tornar distintiva. Não é essencialmente um fado, mas tem um cheirinho de fado. A Eurovisão não é um festival de música étnica, tem de chegar a um público mais vasto, tem de ter sons mais vastos e abrangentes”.
Para Jorge Fernando, que tem viajado pelo mundo quer a solo, quer acompanhando outros fadistas, “está a abrir-se um novo ciclo, novamente, em que toda a música que é feita para consumir e deitar fora está a perder lugar”. Por isso, “músicas como o fado estão a prender a atenção das pessoas”, destacou. “Acho que será mais interessante um tema que mostre perfeitamente que é portuguesa do que ser mais um tema misturado com outros temas pop”, sublinhou.
Na nossa conversa com Jorge Fernando, houve tempo para falar de outros festivais. O músico e intérprete tem três participações no Festival da Canção no currículum: A primeira em 1983 com “Rosas brancas para o meu amor”; em 1985 regressa com “Umbadá” e em 1990 com “Via Aérea”. Mas “Umbadá” não o largou mais desde 1985. “Costuma-se dizer que o povo português tem memória curta, mas esta canção veio provar exatamente o contrário”, disse a sorrir. “Ainda hoje, adolescentes, que em 1985 nem sequer eram projeto, me pedem para cantar Umbadá”(risos).
Recordemos uma homenagem feita pela RTP em 2012 a propósito desta canção:
Não ganhou o Festival de 1985, mas “Umbadá” tornou-se numa das canções mais reconhecidas e populares de sempre do Festival da Canção. Pegando nesta deixa, afirmou de imediato. “Espero que as pessoas oiçam a Beatriz e que contribuam para que ela tenha a carreira que merece”, rematou.
“Ao teu olhar”, com letra e música de Jorge Fernando para a voz de Beatriz Felício, será a 3.ª canção a ser escutada na 2.ª semifinal do Festival da Canção 2017, agendada para dia 26 de fevereiro.
“Ao teu olhar”, com letra e música de Jorge Fernando para a voz de Beatriz Felício, será a 3.ª canção a ser escutada na 2.ª semifinal do Festival da Canção 2017, agendada para dia 26 de fevereiro.
Beatriz Felício
Entrevista
FC2017
Jorge Fernando
Portugal
[ENTREVISTA] Beatriz Felício: “Quero que o meu fado transmita sentimento”
Beatriz Felício é a mais jovem concorrente do Festival da Canção. Em entrevista com o ESCPORTUGAL esta noite, partilhou connosco alguns detalhes da canção “Ao teu olhar”, um fado de autoria de Jorge Fernando.
“Ao teu olhar” é o título da canção a interpretar por Beatriz Felício, participante da semifinal 2 do Festival da Canção 2017. Com 18 anos de idade, é a mais jovem concorrente da edição deste ano. Contudo, a sua cara não nos é estranha: Há 5 anos concorreu ao programa da TVI “Uma canção para ti” e há um ano no “The Voice Portugal 3”. Para além de estudar ciências e tecnologias no 12.º ano de escolaridade, é fadista residente da casa “Coração da Sé”, todos os sábados em Alfama, Lisboa.
Recorde a participação de Beatriz em ambos os programas:
Agora, abraça de corpo e alma a participação no Festival da Canção. Beatriz conta-nos como tudo começou. “Eu já conhecia o Jorge Fernando do circuito de fado e, no ‘Coração da Fé’, onde canto todos os sábados, ele perguntou-me um dia se eu estaria interessada em participar no Festival da Canção. Eu respondi logo ‘como é óbvio’ (risos) Eu sempre sonhei participar no festival e ser convidada pelo Jorge Fernando, que sempre foi um icon para mim, é algo que eu nunca imaginei que algum dia viesse a acontecer”. Passados uns dias, “fui ouvir a canção. Quando ouvi o tema apenas tocado à viola eu disse ‘wow meu Deus’. Adorei! A melodia fica mesmo no ouvido”.
Os primeiros ensaios tiveram o apoio da fadista Fábia Rebordão. “A Fábia começou a cantar a música e a ajudar-me na harmonia”, recordou. A partir desse momento, “comecei a ensaiar em casa e no estúdio.”
O Festival da Canção sempre foi evento presente em sua casa. “O festival diz-me muito”, confessa. “Sempre acompanhei… adorava ouvir as músicas e os artistas e dizia aos meus pais ‘Um dia gostaria de estar ali’. E eles respondiam sempre da mesma maneira: ‘Trabalha para isso!” (risos)
Questionámos Beatriz sobre o facto de não ser muito comum o fado estar presente no Festival da Canção. “Eu sei que não é comum”, respondeu, “mas eu acho que os portugueses vão gostar. Diria que não é um fado puro apenas acompanhado por viola e guitarra portuguesa… tem alguma batida e ritmo. Vai ficar no ouvido, acaba por ter uma melodia contagiante. É alegre e bem-disposto. Tem sentimento”. Por ser também o único fado a concurso, “pode ser que isso jogue a meu favor, por ser diferente”.
Apesar de ainda não estar definida a apresentação em palco, Beatriz adianta que, para além de dois músicos (com viola e guitarra portuguesa) irá contar com elementos de coro.
A RTP abre a porta a que, este ano, as canções possam ser interpretadas em qualquer idioma, e não só em português. Beatriz concorda com esta medida: “Acho que faz sentido. A criatividade da escrita não pode estar cingida a um só idioma”. E isto apesar de, ela própria, cantar em português. “Esta canção, este fado, só faz sentido ser cantado em português. Apesar de não ser um fado puro, não me estou a imaginar cantá-lo noutra língua”, reconhece.
Expectativas para o festival? “Sinto-me tão feliz por ter sido convidada…! Quero aproveitar o momento ao máximo! Acho que os portugueses vão gostar, mesmo que eu não consiga ganhar. Desejo conseguir transmitir e explicar a canção para o público, que sintam aquilo que eu estou a dizer. Cada palavra e cada gesto. Quero que o meu fado transmita sentimento.”
Sabemos que Beatriz é admiradora do Festival da Canção desde sempre. Desafiámos a escolher duas canções, uma do festival português, outra do europeu. “Do nosso escolho ‘Umbadá”, do Jorge Fernando. Mesmo não tenho ganhado o festival, foi uma canção que marcou e ganhou muita notoriedade ao ponto de , mesmo hoje, o público o obrigar a cantar em espetáculos”. Da Eurovisão, “gostei muito da participação da Jamala na última edição. Pela interpretação, teve uma postura brutal. E depois a música é lindíssima”.
Ao Vivo
Fábia Rebordão
FC1985
Fnac
Jorge Fernando
Matosinhos
[AO VIVO] Fábia Rebordão apresentou o seu "Eu" na Fnac
Fábia Rebordão protagonizou, este fim-de-semana, dois showcases em Lisboa e em Matosinhos para apresentar o seu novo álbum “Eu”. O ESCPORTUGAL acompanhou este lançamento na Fnac do Norteshopping.
Em duas atuações este fim-de-semana na Fnac do Chiado, em Lisboa, e do Norteshopping, em Matosinhos, Fábia Rebordão demonstrou, uma vez mais, que já passou a “promessa do fado” para uma artista já na fase de maturidade, vivendo de corpo e alma o fado bem português cantado no feminino. Fábia Rebordão (sobrinha-neta de Amália e Celeste Rodrigues) tem, neste álbum, o melhor exemplo de como perpetuar esse legado de Amália e da sua conexão à música tradicional. Mas, para além de fados mais nostálgicos, “Eu” foi beber das influências da ginga brasileira, do calor africano e, como não podia deixar de ser, do coração da guitarra portuguesa.
“Obrigada por terem vindo! É para mim um prazer enorme estar neste espaço, numa cidade que me é muito especial, onde vivi três anos e fui muito feliz”. Foi, assim, que a artista começou a sua atuação de 40 minutos, pautada na íntegra por temas que integram o seu novo álbum intitulado “Eu”. A abrir a atuação, “Alice”: aqui, o público que a não conhecia, rapidamente se apercebeu do poder vocal de Fábia Rebordão. Na versão original, Custódio Castelo, nome maior da Guitarra Portuguesa, é convidado especial. Seguiu-se no alinhamento “Pergunta a Quem Quiseres” uma composição de Alfredo Marceneiro com poema de Mário Rainho, e “Retorno”, tema que tem assinatura da própria cantora. Neste momento, Fábia aproveitou para agradecer a colaboração, para este CD, de “três produtores incríveis” New Max (Expensive Soul), Hugo Novo e Jorge Fernando. Mais próximo do ambiente do fado seguiu-se “Morri por Hoje” para, depois, a viagem continuar com “Suspiro”, tema que tem um lado gingão, entre o fado e o fandango, entre o Brasil e o reggae. “99”, “Não sei dizer” e, por fim, o single de apresentação “Falem agora”, completaram o alinhamento.
Fábia esteve acompanhada por Bruno Chaveiro (guitarra portuguesa), João Domingos (viola de fado), Ivo Martins (percussão) e Zé Ganchinho (baixo).
Veja um excerto, em vídeo do ESCPORTUGAL, de alguns momentos da atuação:
O álbum conta com fados originais com a assinatura de nomes como Pedro Silva Martins, Dino D'Santiago, para além da própria Fábia Rebordão. Outros nomes, que já passaram pelo Festival da Canção, também assinam temas do álbum, como Jorge Fernando, Tozé Brito, Rui Veloso, ou da própria Fábia Rebordão. Jorge Fernando, nome maior do fado português e que, infelizmente (dizemos nós…) já não participa há muitos anos no Festival da Canção, é também o produtor executivo. Apesar de não ter subido ao palco neste showcase, o músico esteve presente no espaço, acompanhando toda atuação.
O percurso de Fábia no fado não é de agora: Aos 15 anos, apaixona-se pela canção nacional, pela voz de Amália Rodrigues, e começa a cantar profissionalmente nas casas típicas de alfama. Embora o fado seja a grande matriz da sua paixão pela música, as suas influências musicais são diversas e vão da soul, à bossa nova, à morna, ao blues ou ao jazz. É esta versatilidade que leva Fábia a participar na segunda edição da “Operação Triunfo”, da qual foi uma das finalistas e onde o seu nome se torna conhecido do grande público.
A parceria com Jorge Fernando é antiga; o primeiro álbum de Fábia, lançado em 2011, foi produzida pelo músico que, em 1985, participou no Festival da Canção com Umbadá mas há mais de 30 anos se tem destacado de forma notável no fado.
“Obrigada por terem vindo! É para mim um prazer enorme estar neste espaço, numa cidade que me é muito especial, onde vivi três anos e fui muito feliz”. Foi, assim, que a artista começou a sua atuação de 40 minutos, pautada na íntegra por temas que integram o seu novo álbum intitulado “Eu”. A abrir a atuação, “Alice”: aqui, o público que a não conhecia, rapidamente se apercebeu do poder vocal de Fábia Rebordão. Na versão original, Custódio Castelo, nome maior da Guitarra Portuguesa, é convidado especial. Seguiu-se no alinhamento “Pergunta a Quem Quiseres” uma composição de Alfredo Marceneiro com poema de Mário Rainho, e “Retorno”, tema que tem assinatura da própria cantora. Neste momento, Fábia aproveitou para agradecer a colaboração, para este CD, de “três produtores incríveis” New Max (Expensive Soul), Hugo Novo e Jorge Fernando. Mais próximo do ambiente do fado seguiu-se “Morri por Hoje” para, depois, a viagem continuar com “Suspiro”, tema que tem um lado gingão, entre o fado e o fandango, entre o Brasil e o reggae. “99”, “Não sei dizer” e, por fim, o single de apresentação “Falem agora”, completaram o alinhamento.
Fábia esteve acompanhada por Bruno Chaveiro (guitarra portuguesa), João Domingos (viola de fado), Ivo Martins (percussão) e Zé Ganchinho (baixo).
Veja um excerto, em vídeo do ESCPORTUGAL, de alguns momentos da atuação:
Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL /Vídeo: ESCPORTUGAL e YOUTUBE
agenda
Amália Rodrigues
Anabela
ESC1965
ESC1969
ESC1993
FC1985
Jorge Fernando
Simone de Oliveira
[AGENDA] Olympia de Paris recebe homenagem a Amália Rodrigues
Uma homenagem à grande voz do fado. É assim divulgado o espetáculo que terá lugar na mais antiga e conceituada sala de Paris, o Olympia.
O Olympia de Paris recebe a 9 de outubro um espetáculo de homenagem a Amália Rodrigues. Os grande sucessos da voz do fado serão interpretados por Anabela, Simone de Oliveira, Cláudia Costa, Joana Amendoeira e Fábia Rebordão, acompanhados por Jorge Fernando, Custódio Castelo e Carlos Menezes.
Amália Rodrigues faleceu em 1999 com 79 anos de idade. Foi a fadista mais aclamada de todos os tempos, geralmente considerada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres. Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Até a sua morte, 170 álbuns haviam sido editados com seu nome em 30 países, vendendo mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. Todos os fados inicialmente interpretados por si, e muitos também de sua autoria, são hoje reinterpretados por diversos cantores, nomeadamente aqueles que estarão no Olympia em Paris. A própria Amália cantou no Olympia, com enorme sucesso.
Amália Rodrigues faleceu em 1999 com 79 anos de idade. Foi a fadista mais aclamada de todos os tempos, geralmente considerada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres. Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Até a sua morte, 170 álbuns haviam sido editados com seu nome em 30 países, vendendo mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. Todos os fados inicialmente interpretados por si, e muitos também de sua autoria, são hoje reinterpretados por diversos cantores, nomeadamente aqueles que estarão no Olympia em Paris. A própria Amália cantou no Olympia, com enorme sucesso.
Fonte: DYAM / Imagem: GOOGLE
Fábia Rebordão
FC1985
Jorge Fernando
[VÍDEO] Fábia Rebordão lança "Falem agora" de autoria de Jorge Fernando
Fábia Rebordão acaba de lançar "Falem agora", com música e letra de Jorge Fernando. Trata-se do single de apresentação de um novo CD da cantora que deverá ser lançado no final do ano.
"Falem agora" mostra-nos um fado urbano, multicultural, com influências da ginga brasileira, do calor africano e do coração da guitarra portuguesa. Fábia Rebordão regressa, assim, às luzes da ribalta, com um look mais arrojado e irreverente. "Falem agora" tem música e letra de Jorge Fernando e produção de Hugo Novo e New Max (Expensive Soul), estes últimos também como produtores do segundo álbum de estúdio, que deverá ser lançado no final deste ano.
Veja o vídeoclip de "Falem agora" de seguida:
O percurso de Fábia no fado não é de agora: Aos 15 anos, apaixona-se pela canção nacional, pela voz de Amália Rodrigues, de quem ainda é prima, e começa a cantar profissionalmente nas casas típicas de alfama.
Embora o fado seja a grande matriz da sua paixão pela música, as suas influências musicais são diversas e vão da soul, à bossa nova, à morna, ao blues ou ao jazz.
É esta versatilidade que leva Fábia a participar na segunda edição da “Operação Triunfo”, da qual foi uma das finalistas e onde o seu nome se torna conhecido do grande público.
A parceria com Jorge Fernando é antiga; o primeiro álbum de Fábia, lançado em 2011, foi produzida pelo músico que, em 1985, participou no Festival da Canção com Umbadá mas há mais de 30 anos se tem destacado de forma notável no fado. Em fevereiro foi condecorado pelo Presidente da República, como publicámos AQUI.
A parceria com Jorge Fernando é antiga; o primeiro álbum de Fábia, lançado em 2011, foi produzida pelo músico que, em 1985, participou no Festival da Canção com Umbadá mas há mais de 30 anos se tem destacado de forma notável no fado. Em fevereiro foi condecorado pelo Presidente da República, como publicámos AQUI.
Fonte: FÁBIA REBORDÃO, ESCPORTUGAL / Imagem: GOOGLE /Vídeo: YOUTUBE
Ao Vivo
Festival Caixa Ribeira
Filipa Cardoso
Jorge Fernando
Maria da Fé
Paulo de Carvalho
Raquel Tavares
Simone de Oliveira
[AO VIVO] Festival Caixa Ribeira em imagens
O
Festival Caixa Ribeira regressou à Invicta com um cartaz de excelência.
Simone de Oliveira, Raquel Tavares, Ana Sofia Varela, entre muitos
outros, num desfile que incluiu 40 artistas e 10 palcos.
Durante
dois dias, mais de 40 fadistas atuaram em 10 palcos distintos,
situados na Ribeira do Porto, numa iniciativa da Caixa Geral de
Depósitos e da Música no Coração, com o apoio da Câmara Municipal do
Porto, através da Porto Lazer. Paulo de Carvalho (ESC1974), Filipa Cardoso (FC2007), Maria da Fé (FC1969), Raquel Tavares (EDC2008), Jorge Fernando (FC1985), Florência (FC1979), Simone de Oliveira (ESC1965/1969, FC2015), Sérgio Martins (FC2000) e Ana Sofia Varela (FC1995) foram alguns dos nomes de destaque. A organização já anunciou o regresso da iniciativa em 2017.
Fique com uma seleção de imagens do evento:
Fonte:CAIXA RIBEIRA / Imagem:PORTO LAZER
FC1983
FC1985
FC1990
FC2012
Jorge Fernando
Presidente da República
A Ordem do Infante D. Henrique é uma distinção de mérito entregue pelo Presidente da República Portuguesa, em nome dos portugueses, pela prestação de serviços relevantes a Portugal, no país ou no estrangeiro, ou serviços na expansão da cultura portuguesa, sua História e seus valores. Esta tarde, Cavaco Silva distinguiu o compositor, músico e cantor Jorge Fernando, nos últimos anos mais conhecido pela sua ligação ao fado. São da sua autoria canções como Boa noite solidão, Búzios, Quem vai ao fado ou Chuva, celebrizados pelo próprio e por diversos intérpretes como Ana Moura, Mariza e Fábia Rebordão. A cerimónia decorreu no Palácio de Belém.
Jorge Fernando condecorado pelo Presidente da República
O músico, compositor e cantor Jorge Fernando foi condecorado esta tarde pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.
A Ordem do Infante D. Henrique é uma distinção de mérito entregue pelo Presidente da República Portuguesa, em nome dos portugueses, pela prestação de serviços relevantes a Portugal, no país ou no estrangeiro, ou serviços na expansão da cultura portuguesa, sua História e seus valores. Esta tarde, Cavaco Silva distinguiu o compositor, músico e cantor Jorge Fernando, nos últimos anos mais conhecido pela sua ligação ao fado. São da sua autoria canções como Boa noite solidão, Búzios, Quem vai ao fado ou Chuva, celebrizados pelo próprio e por diversos intérpretes como Ana Moura, Mariza e Fábia Rebordão. A cerimónia decorreu no Palácio de Belém.
Jorge Fernando, 58 anos, iniciou a sua carreira na música aos 16 anos de idade. Participou no Festival da Canção em 1983 (com Rosas Brancas para o meu amor), 1985 (com Umbadá) e 1990 (com Via aérea), sempre como intérprete. Em 2012, foi convidado pela RTP para compor um fado para a voz de Filipa Sousa, contudo, mais tarde declinou o convite.
O ano passado, Umbadá voltou a ser recordada de forma massiva pelos portugueses. Trazemos o momento protagonizado pelo músico na Rádio Comercial:
O ano passado, Umbadá voltou a ser recordada de forma massiva pelos portugueses. Trazemos o momento protagonizado pelo músico na Rádio Comercial:
Fonte: PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ESCPORTUGAL /Imagem: GOOGLE /Vídeo: YOUTUBE
Jorge Fernando
novos lançamentos
Telmo Pires
CD "Ser fado":
1 Pode ser | It may be
Letra: Telmo Pires Musica: Francisco Viana | Fado Vianinha
2 Amor escondido | Hidden love
Letra: Daniel Costa-Lourenço Musica: Jaime Santos | Fado Alfacinha
3 No meu olhar | In my eyes
Letra: Telmo Pires Musica: Alfredo Marceneiro | Fado Versículo
4 Ao passar por Braga abaixo | Passing through Braga
Letra | Musica: António Variações
5 As mãos que trago | The hands I carry
Letra: Cecília Meireles Musica: Alain Oulman
6 Fado Fantasma | Phantom Fado
Letra: Nuno Miguel Guedes Musica: José Marques | Fado Triplicado
7 Malaventurado | Unlucky fellow
Letra: Bernadim Ribeiro Musica: Alain Oulman
8 Desfeito | Undone
Letra: Telmo Pires Musica: Davide Zaccaria
9 Marujo Português | Portuguese sailor
Letra: Linhares Barbosa Musica: Artur Ribeiro
10 Ausente | Absent
Letra: Jorge Fernando Musica: Custódio Castelo
11 Amanhã no mar | Tomorrow on the sea
Letra: Tiago Espírito Santo Musica: Davide Zaccaria
12 Silêncio no meu coração | Silence in my heart
Letra: Telmo Pires Musica: Alfredo Marceneiro | Fado Bailado
[ÁUDIO] Telmo Pires apresenta "Ser fado"
Em fevereiro de 2016, Telmo Pires edita o seu álbum “Ser Fado”, produzido por Davide Zaccaria e com um tema assinado por Jorge Fernando.
No novo álbum "Ser Fado", que Telmo Pires apresenta depois de mais uma digressão de enorme sucesso na Alemanha, o cantor interpreta 12 temas, muitos dos quais assinados pelo próprio. O lançamento em Portugal está previsto para fevereiro e o lançamento internacional um mês depois. "Um álbum com o qual desejo dar-me a conhecer de forma
mais alargada em Portugal", afirmou ao ESCPORTUGAL. No novo trabalho produzido por Davide Zaccaria sob a chancela da editora Traumton Records, o intérprete contou com o acompanhamento de 8 músicos, concretamente Fernando Silva e Sandro Costa (guitarra portuguesa), Cajé Garcia (viola), Fred Gato (baixo), Jorge Carreiro (contrabaixo), Paolo Massamatici (oboé), Amadeu Magalhães (concertina e bombo) e o produtor Davide Zaccaria (percussão, viola e violoncelo).
Três dos temas assinados por Telmo Pires são interpretados nas melodias
tradicionais do Fado Vianinha, de Francisco Viana, "Pode ser", do Fado
Versículo, de Alfredo Marceneiro, "No meu olhar", e no Fado Bailado,
também de Marceneiro, "Silêncio no meu coração". Davide Zaccaria musicou "Desfeito", também assinado por Telmo Pires, e ainda "Amanhã no mar", de Tiago Espírito Santo. Telmo Pires interpreta igualmente “Ao Passar por Braga Abaixo”, tema inédito de um dos maiores e mais emblemáticos compositores nacionais, António Variações.
A dupla Jorge Fernando (FC1985) e Custódio Castelo assina "Ausente".
Do novo álbum, está apenas disponível para áudio o tema "Fado Fantasma".
1 Pode ser | It may be
Letra: Telmo Pires Musica: Francisco Viana | Fado Vianinha
2 Amor escondido | Hidden love
Letra: Daniel Costa-Lourenço Musica: Jaime Santos | Fado Alfacinha
3 No meu olhar | In my eyes
Letra: Telmo Pires Musica: Alfredo Marceneiro | Fado Versículo
4 Ao passar por Braga abaixo | Passing through Braga
Letra | Musica: António Variações
5 As mãos que trago | The hands I carry
Letra: Cecília Meireles Musica: Alain Oulman
6 Fado Fantasma | Phantom Fado
Letra: Nuno Miguel Guedes Musica: José Marques | Fado Triplicado
7 Malaventurado | Unlucky fellow
Letra: Bernadim Ribeiro Musica: Alain Oulman
8 Desfeito | Undone
Letra: Telmo Pires Musica: Davide Zaccaria
9 Marujo Português | Portuguese sailor
Letra: Linhares Barbosa Musica: Artur Ribeiro
10 Ausente | Absent
Letra: Jorge Fernando Musica: Custódio Castelo
11 Amanhã no mar | Tomorrow on the sea
Letra: Tiago Espírito Santo Musica: Davide Zaccaria
12 Silêncio no meu coração | Silence in my heart
Letra: Telmo Pires Musica: Alfredo Marceneiro | Fado Bailado
Fonte e imagem: TELMO PIRES / Áudio: YOUTUBE
FC1985
Jorge Fernando
Rádio Comercial
Ricardo Araújo Pereira
Jorge Fernando, interprete do tema, já reagiu ao movimento ao site oficial do Festival da Canção. 'Não posso deixar de expressar um sentimento de gratidão pelos portugueses' foi assim que o cantor e compositor reagiu ao movimento. 'Costuma-se dizer que o povo português tem memória curta, mas esta situação veio provar exatamente o contrário', e ainda remata dizendo 'ainda hoje, nos meus concertos de fado pedem para cantar Umbadá, e muitos deles são jovens que nem eram nascidos da altura.'
Festival da Canção 1985 causa furor na rádio e redes sociais
Trinta anos depois, o Festival da Canção 1985 causa furor na rádio e redes sociais. Ricardo Araújo Pereira afirma que uma 'injustiça' aconteceu e lançou o movimento 'Umbadá Never Forget'. Jorge Fernando, cantor do tema, já reagiu ao movimento.
O programa Mixórdia de Temáticas da Rádio Comercial de hoje esteve em destaque a edição de 1985 do Festival da Canção RTP. Ricardo Araújo Pereira afirma que uma 'injustiça aconteceu' e que ninguém sabe o tema que venceu naquele ano, mas todos recordam o Umbadá.
#umbadáneverforget! Em 1985 havia duas grandes tendências no Festival RTP da Canção: o parêntesis e a jardinagem. Havia três temas com parêntesis, a saber: a canção nº 2, “Mágica (entre nós)”, a canção “Mulher só (mulher giesta)”, e a canção nº 10, “Penso em ti (eu sei)”. E havia dois temas sobre jardinagem: a canção nº 1, “Meu amor, minha dor, meu jardim”, e a canção nº 3, “Portugal, meu jardim”. Ora, “Umbadá” rompeu e evitou parêntesis e jardins. E apresentou uma letra que os estrangeiros iam perceber, na eurovisão. Ficou em 4º. E eu presto aqui a minha homenagem ao júri de Faro, de Bragança, de Vila Real, do Funchal e de Portalegre, os únicos que viram mais longe e deram 12 pontos ao “Umbadá”."
Jorge Fernando, interprete do tema, já reagiu ao movimento ao site oficial do Festival da Canção. 'Não posso deixar de expressar um sentimento de gratidão pelos portugueses' foi assim que o cantor e compositor reagiu ao movimento. 'Costuma-se dizer que o povo português tem memória curta, mas esta situação veio provar exatamente o contrário', e ainda remata dizendo 'ainda hoje, nos meus concertos de fado pedem para cantar Umbadá, e muitos deles são jovens que nem eram nascidos da altura.'
Esta e outras informações também no nosso Facebook. Visite já!
Fonte e Imagem: RadioComercial
Subscrever:
Mensagens (Atom)














