Mostrar mensagens com a etiqueta Eurovisão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eurovisão. Mostrar todas as mensagens

Apostar nas Estrelas: O Lado Sombrio da Eurovisão


Existem duas tradições europeias que unem todo o Velho Continente: a Passagem de Ano e a Eurovisão. O famoso festival de música da Europa é um espetáculo que nunca dececiona, com atuações cada vez mais extravagantes e imprevisíveis ano após ano. Performances exuberantes, polémicas acaloradas e votações decididas por margens mínimas tornaram-se parte integrante da tradição eurovisiva. No entanto, por detrás dos apresentadores bem vestidos e do glamour da Eurovisão, esconde-se um segredo obscuro que pode lançar uma sombra permanente sobre todo o evento.

Prever a Eurovisão de Forma Diferente


Todos têm o seu favorito na Eurovisão, baseando as previsões em tudo, desde o orgulho nacional até ao histórico de cada artista. No entanto, há um grupo de analistas que acerta quase sempre nos resultados. Esse grupo é composto pelas equipas de análise das casas de apostas. Pode parecer estranho, mas faz todo o sentido. Se uma plataforma de apostas online definir probabilidades demasiado altas para um concorrente que tem fortes hipóteses de vencer, pode acabar por perder uma fortuna. Para as casas de apostas, prever a Eurovisão com precisão é a diferença entre um lucro sólido e um prejuízo significativo.

Um exemplo clássico disto aconteceu em 2021, quando a banda de rock italiana Måneskin foi considerada favorita logo no início pelos bookmakers. Essa aposta não se baseou apenas em tendências musicais, mas sim na intuição e na investigação minuciosa das casas de apostas. À medida que a competição avançava, os mercados de apostas consolidaram a banda como a grande favorita – o que acabou por se concretizar.

O mesmo aconteceu em 2018, quando a cantora israelita Netta já era, muito antes da final, a aposta segura das casas de apostas europeias. A sua poderosa canção "Toy" garantiu-lhe a vitória, apesar da forte concorrência de Eleni Foureira e Cesar Sampson.


A Sabedoria das Multidões

Embora as previsões das casas de apostas e dos casinos locais não sejam infalíveis, costumam estar muito perto da realidade. No entanto, existe uma teoria que pode prever a Eurovisão de forma ainda mais precisa: a chamada "sabedoria das multidões".

A teoria da "sabedoria das multidões" defende que grandes grupos de pessoas conseguem prever resultados com maior precisão do que equipas de analistas. Se, por exemplo, pedires a 100 pessoas que adivinhem o peso de uma mala e depois fizeres a média dos palpites, essa média será surpreendentemente próxima do peso real. Se aplicarmos este princípio a milhares de pessoas em toda a Europa, removendo os preconceitos comuns das sondagens tradicionais, seria possível prever o vencedor da Eurovisão com uma precisão incrível – algo que nem mesmo os mercados de apostas conseguem garantir.

Os Mercados de Apostas na Eurovisão


Os fãs regulares da Eurovisão assistem aos ensaios e conteúdos de bastidores com entusiasmo. Já os bookmakers observam tudo isso com bloco de notas na mão. Desde a encenação e qualidade vocal até à reação do público de teste, tudo é anotado e avaliado para ajustar as probabilidades de cada participante.
No entanto, a influência dos mercados de apostas não se limita às probabilidades. O setor das apostas tem um impacto significativo nos meios de comunicação, podendo aumentar a exposição mediática de um determinado concorrente. Um rumor bem distribuído ou uma onda intensa de entusiasmo podem moldar a opinião pública e, ao mesmo tempo, alterar dramaticamente as apostas. Além de influenciar os mercados, as casas de apostas também exercem pressão sobre os concorrentes através de patrocínios e expectativas acrescidas. No entanto, um artista que compete ao mais alto nível na Eurovisão está habituado a lidar com esse tipo de stress.


Os Riscos e Recompensas das Apostas na Eurovisão

Embora as probabilidades das casas de apostas se aproximem bastante das previsões corretas, há ocasiões em que falham redondamente. Um exemplo perfeito disso foi a vitória de Conchita Wurst, da Áustria, em 2014. Inicialmente, Conchita não era considerada favorita, mas conseguiu subir na classificação e conquistar o primeiro lugar com a balada "Rise Like a Phoenix". Esta vitória inesperada apanhou tanto a Eurovisão como os apostadores de surpresa.

Para minimizar o impacto de previsões incorretas, as casas de apostas diversificaram as opções de aposta. Atualmente, os fãs podem apostar não só no vencedor geral, mas também em resultados específicos, como as pontuações de cada país ou a posição final de um determinado concorrente.

Outro fator que influencia fortemente a Eurovisão e o mundo das apostas é o impacto das redes sociais. Influenciadores digitais têm o poder de moldar a opinião pública sobre um artista, afetando não apenas a sua performance no concurso, mas também as probabilidades de aposta.

A Canção da Sorte da Eurovisão

Os concorrentes da Eurovisão desafiam frequentemente as probabilidades, emergindo do anonimato para conquistar o primeiro lugar. O festival é, por natureza, imprevisível, e os momentos inesquecíveis fazem parte da sua essência. Enquanto podes acompanhar toda a ação na televisão, seguir os mercados de apostas pode ser um desafio. Em vez de perderes horas em pesquisas independentes, consulta sites especializados, tais como este, que fazem o trabalho por ti. Assim, podes simplesmente sentar-te, escolher o teu favorito e desfrutar do espetáculo!


Imprensa avança que a Islândia receberá o Festival Eurovisão em caso de vitória da Austrália


O jornal islandês Vidskiptabladid revelou que a Islândia receberá o Festival Eurovisão em caso de vitória da Austrália.

[ESPECIAL] Recorde connosco os diversos sistemas de votação do Festival Eurovisão


O sistema de votação tem passado por diversos modelos ao longo da história do Festival Eurovisão. O ESCPORTUGAL convida-o a recordar todos os modelos que já marcaram presença no concurso.

[ESPECIAL] Recorde connosco os diversos sistemas de votação do Festival Eurovisão


O sistema de votação tem passado por diversos modelos ao longo da história do Festival Eurovisão. O ESCPORTUGAL convida-o a recordar todos os modelos que já marcaram presença no concurso.

Portugal: Presidente da Câmara de Braga quer Eurovisão no "Altice FORUM Braga"

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, quer que o novo fórum da cidade seja palco de grandes eventos, incluindo o Eurovision Song Contest.

[VÍDEO] A Eurovisão celebra o Halloween!


Dia das Bruxas (Halloween é o nome original) é uma celebração de vários países, principalmente no mundo anglófono, que ocorre a 31 de outubro, véspera da festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos. Acredita-se que muitas das tradições do Halloween originaram-se do antigo festival celta da colheita, o Samhain, e que esta festividade gaélica foi cristianizada pela Igreja primitiva. O Samhain e outras festas também podem ter tido raízes pagãs. Alguns, no entanto, apoiam a visão de que o Halloween começou independentemente do Samhain e tem raízes cristãs. Entre as atividades de Halloween mais comuns, estão festas a fantasia, praticar "doce ou travessura", decorar a casa, fazer lanternas de abóbora, fogueiras, jogos de adivinhação, ir em atrações "assombradas", contar histórias assustadoras e assistir a filmes de terror.

Em plena noite de 31 de outubro, dedicamos este artigo especial ao Halloween com algumas das canções que pisaram o palco do Festival Eurovisão e que podem perfeitamente fazer parte da playlist de uma noite como esta!






















Este e outros artigos também no nosso FacebookTwitter e Instagram. Visite já!
Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

Site do Festival Eurovisão da Canção ganha "óscar" da internet

O site oficial do Festival Eurovisão da Canção venceu um "Óscar da Internet" para melhor site na categoria Televisão.

No passado dia 3 de outubro havíamos noticiado a nomeação AQUI e hoje a equipa por detrás do site oficial do Festival Eurovisão da Canção tem razões para sorrir. Foi através do Twitter oficial da Eurovisão que foi dado a saber que o site eurovision.tv venceu e leva, assim, o prémio People's Lovie Award para melhor site na categoria "Televisão".


Recordamos que os People's Lovie Awards são encarados como os "Óscares" da internet, sendo um prémio de alto prestígio do setor. Este ano de 2017 celebra a 7.ª edição do evento. Para além de manter a comunidade a par das últimas novidades acerca do Festival Eurovisão da Canção e do Grupo de Referência da EBU/UER, a eurovision.tv publica em inglês várias entrevistas e materiais acerca de personalidades relevantes do mundo eurovisivo, bem como curiosidades acerca do concurso e os desenvolvimentos das finais nacionais dos vários países participantes. Muitos dos conteúdos são, depois, partilhados nos diversos sites nas línguas nacionais, como é o caso do ESCPORTUGAL. Fica, desta forma, reconhecido todo o trabalho desenvolvido pela equipa da eurovision.tv - editores, designers, produtores multimedia e restantes criativos - pelo trabalho desenvolvido nas mais variadas plataformas digitais. 

A equipa do ESCPORTUGAL  gostaria de endereçar por esta via os nossos parabéns por este reconhecimento que tanto valoriza toda a comunidade eurovisiva. 

Recordemos uma das muitas entrevistas feitas pelo site oficial da Eurovisão:


Esta e outras notícias também no nosso FacebookTwitter e Instagram. Visite já!
Fonte: EUROVISION.TV / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

[VÍDEO] No aniversário da RTP, recordamos todos os vencedores do Festival da Canção


As emissões regulares da Rádio Televisão Portuguesa começaram a 7 de março de 1957, há precisamente 59 anos! Ainda a preto e branco, terá sido um dos maiores acontecimentos do século em Portugal – a estreia da Televisão, que muitos portugueses imaginavam, mas à qual ainda não tinham acesso.

Em 1964, Portugal participava pela primeira vez no Festival Eurovisão da Canção e, desde então, o Festival RTP da Canção fica quase sempre associado ao aniversário da Televisão em Portugal. A grande maioria das edições do Festival da Canção aconteceu precisamente no dia 7 de março ou nessa mesma semana.O Festival ficou sempre associado aos grandes momentos da Televisão em Portugal, como o início das emissões a cores ou a comemoração do seu 50.º aniversário.

Em dia de aniversário, o ESCPORTUGAL presta uma homenagem a todos os artistas que deram voz por Portugal. Que ergueram a nossa bandeira. Que cantaram, escreveram e musicaram... que produziram. Que deram o seu melhor para que Portugal não fosse ignorado na Europa da música, na Europa das canções. Que fizeram os portugueses sentirem orgulho, mesmo que as classificações não tenham sido sempre reflexo da qualidade musical apresentada.

Em dia de aniversário, não é hora de chorar derrotas, de culpar pelas ausências, mas sim a hora é de festa! É hora de FESTIVAL!



História de Portugal na Eurovisão
A RTP faz hoje 59 anos. O RTP - Festival da Canção ficou sempre associado ao aniversário da Televisão em Portugal. Recorde connosco todas as canções vencedoras, a grande maioria das quais representou o país no Eurovision Song Contest! www.escportugal.pt #Portugal #eurovision #festivaldacancao
Publicado por ESC Portugal em Segunda-feira, 7 de Março de 2016




Esta e outras notícias também no nosso Facebook e Twitter. Visite já!
Fonte: ESCPORTUGAL/ Imagem: ESCPORTUGAL /Vídeo:  ESCPORTUGAL

ESC2015: Eurovisão foi das palavras mais pesquisadas em 2015

O maior motor de pesquisas do mundo divulgou as palavras mais pesquisadas durante o ano que agora termina.


Em 2014, Eurovisão foi a 10.ª palavra e Conchita Wurst a 5.ª figura pública internacional mais pesquisada pelos portugueses no motor de busca Google. Em 2015, os Google Trends não incluem, em Portugal, qualquer menção ao Festival da Canção, à Eurovisão ou a qualquer um dos seus artistas, tal foi o descrédito e a pouca atenção dada pela RTP ao evento, fazendo com que este passasse despercebido dos media e dos portugueses em geral. Mas noutros países, o interesse do público foi grande, de acordo com a informação hoje veiculada pela Google.

Em Espanha, Eurovisión foi o 2.º evento mais pesquisado, apenas superado pelo Big Brother. Na Bélgica, Eurovision foi também o 2.º evento mais pesquisado. Surpresa, ou talvez não, a figura pública nacional mais pesquisada na Bélgica em 2015 foi Loïc Nottet, o representante do país no Festival Eurovisão. No país organizador, Áustria, Eurovision Song Contest foi o 7.º evento mais pesquisado, talvez um pouco decepcionante, dado o impacto que este terá tido naquele país. 

No Reino Unido, e apesar dos maus resultados alcançados no concurso, o Eurovision foi o evento mais pesquisado na Google. Tal como na Polónia: Eurowizja é a palavra n.º 1 das pesquisas dos polacos. 

Na Finlândia, Euroviisut foi o 3.º evento mais pesquisado, na Grécia Eurovision foi o 2.º mais pesquisado e na Irlanda Eurovision 2015 manteve-se como o 5.º evento mais pesquisado no Google. Na Holanda, o Eurovision não aparece na lista dos 10 mais, mas a cantora Trijntje Oosterhuis foi a 2.ª personalidade nacional mais pesquisada. Finalmente em Itália, o Eurovision não está na lista dos 10 eventos mais pesquisados, mas o Festival di Sanremo foi o 5.º mais pesquisado.

Já agora, em Portugal, no top das pesquisas gerais, Desafio Final 3 e Netflix ocupam o top2, Maria Zamora e Nuno Melo foram as duas figuras públicas nacionais mais pesquisadas, enquanto Taylor Swift e Selena Gomez as internacionais.


Esta e outras notícias também no nosso Facebook e Twitter. Visite já!
Fonte: GOOGLE / Imagem: EUROVISION

[AO VIVO] A Eurovisão conquistou a Invicta

No passado sábado realizou-se mais um encontro da OGAE Portugal na cidade do Porto e, desta vez, com a participação do cantor cipriota Alex Panayi, que representou o seu país em 1995 e em 2000 integrado no duo Voice. O ESCPORTUGAL acompanhou a iniciativa e traz-lhe um cheirinho da festa.

O programa eurovisivo teve início com um passeio de barco rabelo no Rio Douro. Embarcados no tema do ESC2015 Building Bridges, muitos fãs confraternizaram e observaram as belas paisagens entre as seis pontes que unem as cidades de Gaia e Porto. Visitaram também as ancestrais Caves Offley e puderam conhecer um pouco mais sobre o tão desejado Vinho do Porto e sentir a calma, os cheiros, a magia e o sabor deste vinho tão amado e único.

Seguiu-se um debate no café-concerto Rivoli. Chegada a hora da festa, cerca de 50 membros da OGAE e fãs do ESC encontraram-se no espaço Lusitano, casa mítica que recebe os eventos eurovisivos na Invicta. Após um delicioso jantar, seguiu-se um mini concerto de Alex Panayi, representante de Chipre no Festival Eurovisão por duas vezes, em 1995 e 2000. O cantor animou todos com as suas participações no ESC e brindou os mesmos com uma versão à capela de “Silêncio e tanta gente”, canção que, pela voz de Maria Guinot, representou Portugal na Eurovisão 1984.

A festa continuou pela noite dentro e a Eurovisão reinou na cidade pelas mãos do DJ Pedro Penim e DJ Jordann Santos. A pista de dança repleta dançou e cantou ao som de “Quero ser tua”, “Canta por mim”, “Bem bom”, entre muitas outras canções que marcaram não só o ESC, mas também as diversas seleções nacionais espalhadas pela Europa. Os sucessos nacionais e internacionais seguiram-se e só terminaram por volta das 4 da manhã.

A experiência nortenha foi um sucesso e, a ver pela animação e pelo convívio sentido no cheio Lusitano, é algo a repetir. Venha a próxima festa!

VEJA O VÍDEO DO ESCPORTUGAL COM ALGUNS MOMENTOS DA ATUAÇÃO DE ALEX PANAYI AO VIVO AQUI



Esta e outras informações também no nosso Facebook. Visite já!
Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: ESCPORTUGAL

[ESPECIAL] Batalha de Waterloo aconteceu há precisamente 200 anos

A Batalha de Waterloo, travada entre a França e a coligação Reino Unido-Prússia-Holanda e que deu mote a um dos maiores sucessos do Eurovision Song Contest, aconteceu há precisamente 200 anos. 


A 18 de junho de 1815, o exército de Napoleão era dizimado nos campos de Waterloo, hoje território belga, sendo muito mais que uma mera vitória de uma coligação alargada, liderada pela Prússia e pelo Reino Unido sobre a França: ela representou o fim de Napoleão e da sua era.  Em Waterloo, Napoleão tentou reverter a favor de França - e também do seu ego - as perdas da batalha da Rússia e à sua decisão de partir para a ofensiva não foi alheio, bem pelo contrário, o facto de as grandes potências estarem reunidas em Viena, numa conferência que procurava redesenhar as fronteiras internas da Europa. As decisões da reunião da capital austríaca, tomadas já sem que Napoleão "contasse", acabariam por vigorar quase um século, até à eclosão da I Guerra Mundial. Diz-se que 'Waterloo foi a morte de Napoleão' mas o imperador vivera mais seis anos, exilado em Santa Helena, um quase rochedo a meio do Atlântico.

O que levou à batalha de Waterloo?
A batalha de Waterloo resulta de vários factores. Em primeiro lugar, do facto de Napoleão Bonaparte ter fugido da ilha de Elba. Napoleão estava lá desde que os aliados - Inglaterra, Prússia, Rússia e Áustria - o exilaram, na sequência da derrota francesa na Rússia, em 1812. Ele tinha sido colocado num sistema de quase prisão, mas conseguiu organizar umas centenas de soldados e reentrar em França, destronando o rei Luís XVIII. Deu-se, então, início ao período posteriormente designado por "governo dos 100 dias", o período em que Napoleão recuperou o poder e o título de imperador, entre os inícios de Abril e os dias da Batalha de Waterloo.

Quem é que estava de cada um dos lados?
De um lado, claro, estava o exército francês, liderado pelo próprio Napoleão Bonaparte, uma força que incorporou muitos veteranos das batalhas que tinha vencido enquanto imperador, desde o início do século até à derrota na campanha da Rússia. Do lado oposto, estava uma coligação, constituída por ingleses, prussianos, russos, belgas, holandeses, austríacos, no fundo, quase que o resto da Europa. Estavam coligados e acabaram por derrotá-lo.

O que pretendia Napoleão com esse confronto?
Pretendia, de alguma maneira, vingar-se da derrota sofrida na Rússia e, numa altura em que, no chamado Congresso de Viena, o mapa da Europa estava a ser redesenhado, recuperar território perdido pela França. No fundo, o que Napoleão pretendia era derrotar todos aqueles que eram os adversários de longa data, adversários de França, a começar pela Inglaterra, que era uma potência marítima e também já industrial. Por outro lado, no alvo de Napoleão estavam alemães, austríacos e russos, as grandes potências da Europa central. Napoleão tinha um propósito: atacar de forma muito rápida, nos meados do mês de Junho. Planeou ataques separados às forças prussianas e inglesas. Visou, primeiramente, o exército da Prússia, a sul da localidade de Waterloo, a 16 de Junho, conseguindo um aparente êxito. A para ele fatídica batalha de Waterloo dá-se dois dias depois, a 18, frente a um contingente liderado pelo Duque de Wellington.

Porque perdeu essa segunda batalha, depois de ter feito recuar as forças lideradas pelos prussianos?
A derrota de Napoleão deve-se, essencialmente, a dois factores. O primeiro é que ele não conseguiu derrotar, efectivamente, os tais dois exércitos separados. Ele consegue, num primeiro momento, afastar os prussianos, mas a 18, em Waterloo, além de enfrentar os ingleses, enfrenta também as forças da Prússia que regressam ao campo de batalha. Assim, o exército francês luta contra um exército muito maior - mais poderoso, muito mais numeroso. Por outro lado, o terreno. Naquela região da Europa, chove muito e assim aconteceu, dificultando a movimentação das tropas napoleónicas. A dado momento, Napoleão esperou que o terreno secasse, para poder investir em força, mas essa espera fez com que as tropas aliadas respondessem de uma forma maciça. Este erro de análise do Napoleão conduziu à sua derrota. Permitiu que os aliados se concentrassem e que resistissem, num primeiro momento, para, depois, derrotarem de forma concludente o exército francês.

O que mudou na Europa com este desfecho?
Esta derrota francesa representou, desde logo, o fim de Napoleão e do seu império. Foi o fim do período napoleónico. A força do exército francês já tinha sido profundamente diluída com a derrota na Rússia e Waterloo acabou por ser fatal. Mas temos de ter em consideração que esta batalha ocorre durante o Congresso de Viena, onde as várias potências europeias estavam a definir o novo quadro da Europa. A posição de fraqueza da França nessa negociação motiva a acção de Napoleão, mas a derrota em Waterloo representa a sua morte política. Ele abdica, é preso e acaba, de novo, exilado, desta vez, bem longe, a meio do Oceano Atlântico, a mais de 20 mil quilómetros de França, na ilha de Santa Helena. É uma espécie de rochedo, onde Napoleão fica, com uns poucos de criados e pessoas que cuidavam da sua subsistência, até à sua morte, em 1821. Julga-se que foi assassinado, lentamente envenenado. Com Waterloo, a França napoleónica acabou. Em Viena, as delegações presentes continuam a discutir a nova política de relacionamentos dentro da Europa e o quadro político que definem vai, no essencial, manter-se durante mais um século, até à I Guerra Mundial.


Waterloo? É uma canção dos ABBA.
Em 1974, o mundo ficou a conhecer uma banda sueca chamada ABBA, cuja vitória no certame com 'Waterloo', fez com que 'o festival da Eurovisão nunca mais fosse como dantes', como diz Tozé Brito. Não é propriamente da hecatombe napoleónica que fala a letra, que constituiu "um entre vários factores desiquilibradores a favor da canção dos Abba", diz o músico letrista e produtor. "Foi inteligente a forma como eles transpuseram a batalha de Waterloo para o campo de uma batalha pessoal, das relações pessoais, afectivas, amorosas. Foi muito inteligente", sentencia Tozé Brito."O próprio recurso ao termo 'Waterloo', que é uma referência universal, funcionou como a favor dos Abba. Se eles falassem de uma batalha sueca – ou nós de Aljubarrota – ninguém saberia de que se estava a falar. O mesmo aconteceu, uns anos depois, com uma canção de Israel, o 'Hallelujah', que é uma palavra que funciona do mesmo modo em todo o mundo", recorda o músico, que também pisou palcos - e bastidores - festivaleiros. 

Se a letra foi importante para a vitória, também o foram outros factores. "Havia um modelo tradicional de canção no festival da Eurovisão e a canção dos Abba fura completamente esse modelo, não só em termos musicais, mas também pela forma como se apresentaram em placo. Ritmicamente, é uma canção bastante avançada para época", diz o ex-Quarteto 1111, reforçando: "É uma canção que veio abanar toda a estética que prevalecia nos festivais, a todos os níveis: musical, temático e a nível de apresentação em palco". "Lembro-me de que, quando ouvi a canção, achei logo que ia ganhar o festival. Estava a viver em Londres e, quando ouvi, pensei: 'É tão diferente que das duas uma: ou ganha ou é logo posta de lado'. Ganhou e ganhou bem, abrindo uma nova era: revolucionou o festival da Eurovisão, que se tornou mais alegre, visualmente mais atractivo, menos institucional", aponta. "Não é por acaso que 'Waterloo' se torna num êxito mundial, tal como os próprios Abba. Até no top dos Estados Unidos entraram, chegando a lugares destacadíssimos". Também para os próprios Abba, nada ficou igual após Brigthon 1974. "Os Abba são um caso único de uma carreira de projecção internacional lançada a partir do festival da Eurovisão", afirma Tozé Brito.

Esta e outras informações também no nosso Facebook. Visite já!
Fonte: RadioRenascença / Imagem: eurovision.tv

Dean Vuletic: "Portugal apresenta sempre músicas ultrapassadas na Eurovisão"

Dean Vuletic é um investigador australiano de 37 anos de idade, que se doutorou nos Estados Unidos da América e que estuda o impacto social e político da Eurovisão. O investigador diz, em artigo publicado na revista Sábado, que os países usam o festival para se promoverem e defende que o evento é cada vez mais visto pela comunidade gay.


As estrelas nacionais foram substituídas por concorrentes de reality shows e as canções passaram a centrar-se mais em minorias sexuais e em marginalizados. Estas são algumas das conclusões de Dean Vuletic, um australiano que estuda o impacto social e político da Eurovisão e a sua relação com a história europeia. “Acaba por ser um reflexo das mudanças que foram acontecendo”, diz.

Na sua tese escreveu que, na Eurovisão, houve três países que, desde cedo, não se enquadraram nos padrões democráticos liberais da maioria: Portugal, Espanha e Jugoslávia. "Eram Estados autoritários que politicamente estavam na periferia, mas que usavam o festival para sublinhar a pertença cultural ao ocidente, para promover o turismo e para limpar a imagem dos seus regimes".


“Já ninguém canta sobre a Europa num concurso que simboliza tanto a unidade do continente”


Em relação ao que se manteve e mudou ao longo dos anos, Vuletic defende que "a diversidade esteve sempre presente na Eurovisão. No fim das décadas de 1960 e 70 era mais de cariz étnico. Basta pensar nos cantores da Alemanha Ocidental e da Áustria, entre os quais havia imigrantes e judeus. Se olharmos para Portugal, a participação de Eduardo Nascimento em 1967 foi um reflexo disso, uma forma de mostrar que o país não estava disposto a desistir das suas colónias e que era tolerante. Hoje, a diversidade da Eurovisão é visível através da representação de minorias sexuais, caso da participação e vitória de Conchita Wurst, em 2014". As mudanças centram-se sobretudo no estatuto dos cantores: "No fim da década de 1950 e na década de 60 havia grandes nomes a concorrer. Agora temos muitos artistas que vêm de reality shows com carreiras que mal começaram". 

Sobre a controversa questão dos votos por vizinhança, escreveu que "os países com laços económicos, políticos e culturais tendem a votar uns nos outros. Os países nórdicos apoiam-se, assim como a Grécia e Chipre, por exemplo. Ao mesmo tempo, há blocos inexistentes, como o dos países que falam alemão: Alemanha, Áustria e Suíça. No ano passado muitos comentadores interpretaram os votos na Conchita Wurst como espelho de tolerância em relação às minorias sexuais. Pensava-se que os países de Leste não votariam nela por serem homofóbicos, mas o público russo e polaco apoiou-a bastante".


"A Eurovisão está a tornar-se global. Contudo, ao permitir esta entrada [da Austrália], o cariz simbólico do concurso associado à Europa perde-se. Isso reflecte também uma crise de identidade"


Até para este investigador é difícil explicar porque Portugal nunca ganhou. "É um país com uma música internacionalmente conhecida, o fado, mas tem apresentado sempre canções ultrapassadas que continuam a recorrer a velhas receitas. É verdade que ultimamente os votantes podem ter uma imagem negativa do país por causa da crise económica, mas houve países como a Grécia, Itália e Espanha que viram a sua imagem internacional mais afetada. Acho que Portugal devia ser elogiado por cantar na própria língua, já que estamos a perder diversidade linguística na Eurovisão e isso é um tesouro cultural da Europa que deve ser preservado. Ainda assim, musicalmente não se diferencia dos outros países e, para ter sucesso na Eurovisão, uma canção tem de ser memorável pela música e pela performance". 

Esta e outras informações também no nosso Facebook. Visite já!
Fonte e Imagem: Sábado

[ATUALIZADO] Festas eurovisivas para todos os gostos


Diversos são os eventos agendados para este verão por essa Europa fora, que incluem na sua programação a presença de artistas que já pisaram os palcos do Festival Eurovisão (ESC). Damos aqui 5 exemplos:

Estocolmo, Suécia - Stockholm Pride

A festa da capital sueca acontece esta semana, sendo os pontos altos agendados para 2, 3 e 4 de agosto. Diversas são as estrelas eurovisivas aguardadas, como Jedward (Irlanda 2011, 2012), Ivi Adamou (Chipre 2012), Ott Lepland (Estónia 2012) e os suecos Loreen, Eric Amarillo, Da Buzz, Sonja Aldén, Andreas Lundstedt, Sebastian Karlsson, Anniela, Star Pilots, Linda Sundblad, Sean Banan, Jessica Folcker e Håkan Lidbo.



Berlim, Alemanha – Eurovision Weekend
No próximo fim-de-semana, de 3 a 5 de agosto, a capital da Alemanha organiza o “Eurovision weekend” numa parceria da OGAE Alemanha e da OGAE Finlândia. Lys Assia, a primeira vencedora do ESC, é a convidada de honra, acompanhada entre outros artistas por Pernilla Karlsson (Finlândia 2012) e Ingrid Peters (Alemanha 1986). O DJ Ohrmeister, conhecido dos fans portugueses pois tem sido presença habitual na Eurovision Party de Setúbal, irá entreter a multidão no after party.



Antuérpia, Bélgica - Pride de Antuerpia

A cidade belga de Antuérpia organiza a sua já famosa Pride, cujo desfecho de uma semana de eventos está agendado para 12 de agosto. Diversos artistas eurovisivos preenchem o cartaz, destacando-se Alexander Rybak (Noruega 2009), Paula Seling (Roménia 2010), Kate Ryan (Bélgica 2006) e Nicole & Hugo (Bélgica 1973).



Finlândia - Cruzeiro no Báltico

A OGAE Finlândia organiza o seu terceiro cruzeiro no famoso navio "Baltic Princess". Um cruzeiro muito especial com convidados eurovisivos: Hera Bjork (Islândia 2010), Ott Lepland (Estónia 2012), Vukasin Brajic (Bosnia & Herzegovina 2010) e Laura Voutilainen (Finlândia 2002). KJ Ville, o DJ Ohrmeister e o DJ Werneri irão animar o público com mais de 400 canções eurovisivas e karaoke. O cruzeiro está agendado para 1 de setembro.



Madrid, Espanha - Congresso da OGAE Espanha

Passado o verão, Madrid recebe o 7.º congresso da OGAE Espanha em outubro. Danijela Martinović (Croácia 1998) é a primeira artista confirmada pelo clube de fans espanhol. Outros artistas seguir-se-ão.

 

Esta e outras notícias também no nosso Facebook. Visite já!
Fonte: GOOGLE; Imagem: GOOGLE

A NÃO PERDER...

TOP
© Todos os direitos reservados
Criado por Envato Personalizado por ESC Portugal - PG, 2022.