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[Olhares sobre o ESC2026] Itália e Alemanha

 

Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 continua hoje com as análises das canções de Itália e Alemanha no Festival Eurovisão 2026. Quem terá sido o mais votado do dia?


A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisa as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 24 de abril, com as análises às canções de Itália e Alemanha, país que atuam na primeira semifinal do Festival Eurovisão 2026.

Itália - "Per Sempre Sî" - Sal da Vinci


Henrique Gomes - “Per sempre si”, de Itália, é daquelas músicas que primeiro se estranham e depois se entranham. Tem um estilo leve e descontraído que pode fazer lembrar, de forma vaga, a música popular portuguesa . É uma proposta irreverente e diferente do que Itália tem apresentado ao longo dos anos, contrastando com abordagens mais clássicas como a de Lucio Corsi. Com um bom staging e uma estratégia de promoção eficaz, Itália pode destacar-se facilmente. A música é acessível no sentido em que é fácil de ouvir, memorizar e apreciar logo à primeira : não exige várias audições para ser compreendida. É uma potencial candidata ao top 10 da final deste ano . 

Luís Coelho - A Itália traz-nos qualidade. Não é por nada que, ano após ano, Itália fica nos lugares cimeiros do Festival Eurovisão. Boa voz e a língua italiana é lindíssima. Instrumental riquíssimo. 

Nuno Carrilho - Se, no decorrer do Festival di Sanremo, "Per Sempre Si" não figurava no meu lote de favoritos, a situação tem mudado ao longo destas semanas. Uma canção animada, cativante e, quer queíramos ou não, viciante, já venceu o título de meme do ano. Não antevejo grandes mudanças na atuação para Viena, mas antevejo um bom resultado.

Tomás Nabais - Atribuí 8 pontos a Itália, um dos países que mais aprecio na Eurovisão, e que volta a trazer uma proposta marcante. “Per sempre sì” destaca-se pelo seu registo disco/funk, uma escolha pouco comum no alinhamento deste ano e que lhe confere uma identidade própria. É uma canção envolvente, com um charme retro que a torna imediatamente memorável. Ainda assim, na atuação ao vivo, a voz pareceu-me por momentos algo ofegante, o que retirou alguma consistência à performance. Apesar disso, acredito que a qualidade global da música será reconhecida. Estou confiante de que terá um excelente resultado junto dos júris e, quem sabe, também conquistará o televoto.

Pontuações à canção de Itália
Adão Nogueira - 8 pontos
Alina Aleixo - 10 pontos
Gonçalo Canhoto - 6 pontos
Henrique Gomes - 10 pontos
Hugo Sepúlveda - 10 pontos
João Diogo - 8 pontos
Luís Coelho - 7 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Marcelo Silva - 5 pontos
Mário Duarte - 10 pontos
Nuno Carrilho - 10 pontos
Patrícia Gargaté - 10 pontos
Pedro Dias - 4 pontos
Rita Silva - 8 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos

TOTAL: 124 pontos

Alemanha - "Fire" - Sarah Engels


Adão Nogueira - Este ano, a proposta da Alemanha, “Fire”, segue um caminho curioso, uma vez que tem uma produção limpa, claramente pensada para soar atual, mas mesmo assim deixa um pouco a desejar no impacto geral. É daquelas faixas que parecem ter todos os ingredientes certos só que a receita final não fica tão saborosa quanto prometia. A música tenta criar uma atmosfera forte, com um refrão que deveria ser o grande momento, mas acaba por soar mais genérico do que memorável. A voz de Sarah Engels está bem captada e tecnicamente sólida, mas falta aquele toque distintivo que te faça pensar que se destaca, sem qualquer dúvida, das outras. No fundo, tudo funciona, só não impressiona. No estado atual, “Fire” é uma proposta competente, mas que não desperta grandes expectativas para o que poderá acontecer ao vivo. Fica a sensação de que, com uma direção artística mais ousada ou um arranjo menos seguro, podia ter sido algo bem mais marcante.

João Diogo - Há uma tentativa clara de construir algo competitivo e alinhado com as tendências atuais, mas o resultado acaba por ficar a meio caminho entre o seguro e o esquecível. A produção é polida e bem estruturada, com todos os elementos no sítio certo, mas falta-lhe aquela faísca que transforma uma boa canção num verdadeiro momento. O refrão, que deveria ser o ponto alto, cumpre sem surpreender, deixando uma sensação de déjà vu que não joga a seu favor. Vocalmente, a artista mostra-se competente e consistente, mas ainda não evidencia uma identidade suficientemente vincada para se destacar num alinhamento competitivo. No geral, é uma proposta sólida e bem pensada, mas que beneficiaria de um risco criativo maior — seja num arranjo mais arrojado ou numa abordagem interpretativa mais marcante. Fica a ideia de que há potencial, mas ainda não totalmente explorado.

Gonçalo Canhoto - Pensemos nos maiores clichés eurovisivos: a pirotecnia de “Fuego”, o abanar de cabelo de “Firefighter” e o dance break de “SloMo”. Uma pitada de todos esses elementos resulta em “Fire”, a aposta alemã deste ano. Estamos perante um dos bops da edição: uma canção catchy, dançável e imediatamente apelativa. Ainda assim, a sua fórmula é algo genérica, faltando-lhe um fator WOW que lhe permita marcar a diferença. O seu ponto mais forte é precisamente a sua intérprete, Sarah Engels, que se revelou tremendamente competente e capaz de sustentar e elevar esta canção. Resta saber se será suficiente para escapar aos últimos lugares — algo que, nos últimos anos, tem sido um desafio recorrente para a Alemanha.

Marcelo Silva - A Alemanha aposta numa abordagem mais contemporânea, procurando distanciar-se das escolhas menos conseguidas de anos anteriores. A inspiração numa fórmula mais “à la Suécia” é evidente, mas dificilmente terá o mesmo impacto ou eficácia. Ainda assim, a mudança na estação televisiva e na forma de selecionar o representante parece trazer uma nova dinâmica e maior cuidado na apresentação final. Resta saber se isso será suficiente para se destacar.


Pontuações à canção da Alemanha
Adão Nogueira - 5 pontos
Alina Aleixo - 6 pontos
Gonçalo Canhoto - 7 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 2 pontos
João Diogo - 5 pontos
Luís Coelho - 4 pontos
Luísa Cunha - 5 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 6 pontos
Patrícia Gargaté - 4 pontos
Pedro Dias - 8 pontos
Rita Silva - 6 pontos
Tomás Nabais - 4 pontos

TOTAL: 82 pontos


Classificação Provisória (17 países)
1.º 
Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Itália - 124 pontos
4.º Portugal - 120 pontos
5.º Grécia - 116 pontos
6.º Montenegro - 99 pontos
7.º Israel - 98 pontos
8.º Lituânia - 98 pontos 
9.º Moldávia - 93 pontos 
10.º Croácia - 92 pontos
11.º Sérvia - 84 pontos
12.º Alemanha - 82 pontos
13.º Estónia - 80 pontos
14.º Geórgia - 79 pontos
15.º Bélgica - 76 pontos
16.º Polónia - 75 pontos
17.º São Marino - 54 pontos


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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL
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