Nicolau Santos, presidente do Conselho de Administração da RTP, revelou que a emissora portuguesa sofreu "uma enorme pressão" para não participar no Festival Eurovisão 2026 devido à presença de Israel.
O presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos, revelou, esta tarde, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, que a emissora portuguesa RTP sofreu "uma enorme pressão" para não participar no Festival Eurovisão 2026 devido à presença de Israel.
"A RTP, em Assembleia Geral da EBU/UER, votou pela mudança do sistema de votação, que permite ter uma maior transparência e maior controlo" defendeu, em resposta a uma questão colocada pelo Chega que questionou a neutralidade da transmissão do concerto Juntos por Gaza, frisando ainda que o resultado positivo da votação concretizou que "a Eurovisão contaria com todos os que quisessem participar, incluindo Israel".
De realçar que a RTP já havia garantido a participação no Festival Eurovisão 2026 após a Assembleia Geral da EBU/UER, ainda que cinco países (Espanha, Eslovénia, Irlanda, Islândia e Países Baixos) tenham boicotado a edição. Além disso, vários artistas concorrentes do Festival da Canção já confirmaram que, em caso de vitória, não participarão em Viena: deste modo poderá acontecer que, pela primeira vez na história portuguesa no certame internacional, o vencedor do Festival da Canção não seja efetivamente o representante de Portugal no Festival Eurovisão.
Estreante em 1964, Portugal conta com 56 participações no Festival Eurovisão, tendo 47 presenças na Grande Final e a vitória de 2017 como melhor resultado. Em Basileia, os NAPA representaram o país com "Deslocado": depois do 9.º lugar na semifinal, onde alcançaram o inédito quinto apuramento consecutivo para Portugal, a banda madeirense alcançou o 21.º lugar na Grande Final com 50 pontos, fruto do 21.º lugar no televoto (13) e o 19.º no júri (37).

As ditaduras não cedem a pressões.
ResponderEliminarEu diria que o bom senso não cedeu à intimidação e ao assédio da extrema esquerda e do activismo ideológico e moralista. Não à censura.
ResponderEliminarPortanto ser contra o extermínio de um povo é ser da extrema esquerda? Deixem me rir...
EliminarEu diria que o bom senso não cedeu à intimidação e ao assédio da extrema esquerda e do activismo ideológico e moralista. Não à censura.
ResponderEliminarAcho mal, gostaria que tivesse havido mais boicotes para que houvesse consequências - todos sabemos que não se vai passar nada, o concurso (ESC) vai só ficar cada vez pior ano após ano.
ResponderEliminarO Festival Eurovisão é um concurso de canções, não de política. Os concorrentes do Festival da Canção que não querem participar no Eurofestival como forma de protesto estão a tirar o lugar àqueles artistas que genuinamente gostariam de participar no Festival como no Eurofestival. Esses concorrentes protestam selectivamente... porque não protestam contra a operação militar contra Nagorno-Karabakh (Artsakh), um enclave de maioria arménia? Porque não protestam contra a perseguição religiosa na Nigéria e outros países? Porque não protestam contra a pobreza dos Portugueses. Onde está a sua consciência quando o dinheiro dos contribuintes serve para eles participarem no Festival da Canção em vez de ajudar os Portugueses que estão em dificuldade.
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