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[ESPECIAL 2022] As polémicas mais marcantes e inusitadas de 2022!

 

Continuamos a fazer um balanço do ano de 2022 e, desta vez, vamos recordar algumas das polémicas mais marcantes (e inusitadas) do ano que terminou. Recorde connosco:


Vitória de Chanel no Benidorm Fest 2022
Ainda que a participação da cubano-espanhola em Turim tenha culminado com o 3.º lugar na Grande Final, o melhor resultado de Espanha desde 1995, a escolha de "SloMo" através do Benidorm Fest 2022 foi uma das maiores polémicas do ano. A artista venceu o concurso com a pontuação máxima do júri, o segundo lugar no júri demoscópico e o terceiro lugar no televoto, sendo que na última parcela registou apenas 3,97% dos votos contra os 70,75% alcançados pelas Tanxugueiras. Depois do concurso, inúmeras alegações de favoritismo e de manipulação dos resultados, com Miryam Benedited, membro do júri do certame, a receber ameaças de morte devido ao suposto favoritismo dado à artista com quem já havia trabalhado anteriormente. A RTVE emitiu um comunicado reconhecendo a insatisfação dos telespectadores com os resultados e prometendo discutir o formato do mesmo, descartando qualquer possibilidade de repetição da gala. Rigoberta Bandini e Tanxugueiras, 2.ª e 3.ª classificadas, respetivamente, também expressaram o seu apoio a Chanel e pediram que os seus seguidores aceitassem o resultado.


Alina Pash desiste da participação em Turim depois da entrega de documentos falsos
Após a polémica em 2019, a UA:PBC introduziu uma nova regra no Vidbir 2022 proibindo a participação de artistas que tenham atuado na Rússia ou entraram na Crimeia desde 2014. Alina Pash sagrou-se vencedora da competição com "Shadows of Forgotten Ancestors", com a vitória a ficar marcada pelos protestos dos Kalush Orchestra que acusaram a organização de falsificar os resultados com a revelação dos pontos a ficar marcada por problemas técnicos. Contudo, dois dias depois, a cantora Alina Pash foi acusada de entrar na Crimeia pela Rússia, tendo a artista desmentido as acusações com a entrega de vários documentos comprovativos que, dias depois, foram considerados falsificados pelas autoridades ucranianas. A artista apresentou a sua desistência da participação eurovisiva, com os Kalush Orchestra a serem convidados a representar o país em Turim com "Stefania", tema que viria a triunfar no certame.


Rússia excluída do Festival Eurovisão 2022 após ameaços de boicotes
Com o início da invasão russa à Ucrânia a 24 de fevereiro, a emissora ucraniana UA:PBC apelou junto da EBU/UER para a suspensão dos associados russos e a exclusão do país do Festival Eurovisão, com o organismo internacional a citar a natureza não política do evento numa primeira instância e a manter a Rússia na competição. Contudo, as emissoras da Dinamarca, Estónia, Finlândia, Islândia, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Polónia e Suécia apelaram à exclusão da Rússia, com vários ameaças de boicote à competição. No dia seguinte, a EBU/UER anunciou a exclusão da Rússia da competição, com os mesmos associados da Rússia a retirarem-se da organização seguidamente. Ainda que não tenha sido oficialmente confirmado pela emissora russa, a imprensa do país revelou, posteriormente, que Yaroslav Simonova, artista invisual de 18 anos, teria sido a escolhida para representar o país em Turim.


Israel ponderou a retirada do Festival Eurovisão 2022 por lacunas na segurança da delegação
Depois da escolha de Michael Ben David e "I.M" para o Festival Eurovisão 2022, a emissora israelita KAN revelou, a 12 de abril, que o país estava fora por enquanto do concurso internacional devido à greve do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Segundo o canal oficial israelita, o Serviço Geral de Segurança não conseguiu garantir a integridade da delegação israelita, com o acordo entre a KAN, o Shin Bet e o Ministério dos Negócios Estrangeiros a ser alcançado apenas no final de abril, com a delegação israelita a rumar a Turim em duas fases e com a segurança a ser também assegurada por uma empresa privada italiana.


EBU/UER apela a mudanças na atuação da Albânia por ser "muito provocadora"
O primeiro ensaio individual no palco do Festival Eurovisão ficou marcado por outra das maiores polémicas do ano. Após a prestação de Ronela Hajati com "Sekret", a EBU/UER eliminou alguns dos registos da atuação das plataformas oficiais e apelou a mudanças na coreografia da artista, considerando-a "muito provocadora" para o concurso. Contudo, a artista recusou as alterações e manteve a coreografia original, mas acabou por falhar o apuramento para a Grande Final ainda que tenha sido uma das artistas em maior destaque nas comunidades de seguidores do evento.


Estrutura do palco do Festival Eurovisão ficou imóvel durante as atuações
A 30 de abril de 2022, data do primeiro dia de ensaios em Turim, os jornais italianos avançaram que o sol cinético do palco do Festival Eurovisão 2022 apresentava problemas técnicos e que os seus arcos não conseguiam alcançar a velocidade esperada. A EBU/UER confirmou a situação alguns dias depois, a 2 de maio, com várias delegações, como Bélgica, Dinamarca, Estónia, Finlândia e Lituânia, a mudarem os seus planos de atuações face à decisão de manter os arcos estáticos durante as atuações. Durante a primeira ronda de ensaios foi possível observar alguns problemas com as imagens do painel de LED nas atuações da Roménia, Portugal e Sérvia, entre outros.


Andrea atira a bandeira da Macedónia do Norte ao chão e o país ponderou a retirada
A 8 de maio de 2022, no decorrer da Turquoise Carpet, aconteceu uma das polémicas mais inusitadas do ano: Andrea, a representante da Macedónia do Norte em Turim, atirou a bandeira nacional ao chão para posar para a imprensa. A emissora MRT emitiu um comunicado condenando a ação que descreveu como "profanação de um símbolo nacional, punível pela lei macedónia", tendo referido também a possibilidade de retirar a sua participação do concurso. A artista gravou um vídeo nesse dia a pedir desculpas pelo sucedido, com a MRT a revelar, dias depois, a manutenção da sua candidatura, mas a abertura de um inquérito para sancionar os responsáveis, levantando a possibilidade de não participar em 2023 devido à publicidade negativa causada pelo incidente. Meses depois a MRT revelou que não estaria a concurso em Liverpool mas alegou dificuldades financeiras.


Kalush Orchestra pediram apoio para a Ucrânia e para a cidade de Mariupol
Depois da atuação na Grande Final, onde sairiam como grandes vencedores, os Kalush Orchestra, através do seu vocalista Oleh Psiuk, apelaram ao apoio europeu à Ucrânia: "Peço a todos vocês. Por favor ajudem a Ucrânia. Mariupol. Ajudem Azovstal, agora mesmo!". As regras do concurso impedem declarações ou mensagens políticas e vários comentadores frisaram que as declarações de Oleh Psiuk poderiam violar o regulamento. No entanto, a EBU/UER considerou a declaração de "natureza humanitária e não política" não tendo sido feita qualquer advertência aos artistas. Também Malik Harris e Systur, representantes da Alemanha e da Islândia, respetivamente, mostraram o seu apoio à Ucrânia em palco após as atuações, enquanto outras delegações se muniram de bandeiras ucranianas na green room do evento. No dia seguinte, a Rússia voltou a bombardear a cidade, que seria tomada a 17 de maio, partilhando várias imagens nas redes sociais com mensagens alusivas aos Kalush Orchestra escritas  nas bombas.

Irregularidades na votação do júri de 6 países no Festival Eurovisão 2022
A votação da Grande Final do Festival Eurovisão 2022 ficou marcada pelos diversos "erros de ligação" anunciados, com Martin Österdahl a revelar a votação de alguns países. Contudo, momentos depois, a EBU/UER revelou que a votação de seis países (Azerbaijão, Geórgia, Polónia, Montenegro, São Marino e Roménia) foi anulada na semifinal e na Grande Final pela deteção de padrões de votação irregulares. Azerbaijão, Roménia e Geórgia recusaram anunciar os votos que foram obtidos pela média de outros países durante a Grande Final, com várias ameaças dos países em retirar-se do concurso do ano seguinte, algo que não se veio a confirmar.


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Fonte:ESCPortugal/ Imagem/Vídeo: ESCPortugal
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