Quando a música e o desporto se encontraram em 2021

Ao longo dos anos têm sido vários os atletas que tentaram uma carreira musical, alguns de uma forma mais séria, outros de uma forma mais casual. Também têm acontecido de quando em vez episódios em que a música se intrometeu no universo desportivo, se bem que de uma forma mais pontual. E 2021, apesar de algumas contingências decorrentes da recente emergência higiénico-sanitária, não foi uma excepção.

No entanto, este foi um ano com colaborações e participações inusitadas e inesperadas. Algumas delas nem a Bettilt Portugal, a casa de apostas especializada em eventos deste género, foi capaz de antever. Fizemos então um apanhado dos melhores momentos de 2021 em que o mundo da música e o do desporto se encontraram.


KAWHI LEONARD DANÇA COM DRAKE NO SEU NOVO SINGLE

Drake tornou-se numa das celebridades mais populares nos campos da NBA, sucedendo a Spike Lee ou Jack Nicholson, que se notabilizaram por acompanharem de perto as suas equipas em luga-res bem junto à linha lateral. No entanto, a ligação de Drake aos seus Toronto Raptors tem ido bem mais longe, com o cantor a ser considerado Embaixador Global da equipa canadiana e a desenvol-verem em conjunto vários projectos sociais para a comunidade.

Em 2021 Drake lançou o seu mais recente álbum de originais, intitulado “Certified Lover Boy”, que sucede ao bem sucedido “Scorpion”, que já data de há 3 anos atrás. O lançamento foi acompanha-do com uma série de tweets de jogadores da NBA e da NFL, mas o encontro entre música e despor-to deu-se logo com o single “Way 2 Sexy”, em que a estrela dos New York Clippers, Kawhi Leonard, aparece a dançar com o cantor no vídeo que reencena o clássico vídeo de “Water Runs Dry”, da boys band Boyz II Men.


RAMMSTEIN DÃO MÚSICA AOS PARALÍMPICOS ALEMÃES

Um dos encontros mais inusitados entre a indústria musical e a do desporto em 2021 deu-se com a equipa paralímpica alemã e a banda de rock industrial Rammstein. A comitiva alemã partiu para Tóquio, onde foi participar na mais importante competição de desporto adaptado do mundo, os Jo-gos Paralímpicos, ao som de “Ich Will”, o clássico dos Rammstein, adoptado como hino oficial da equipa.

Além disso, a banda alemã cedeu ainda a sua música para mais uma série de vídeos promocionais. Este encontro não só serviu para motivar os atletas paralímpicos alemães, como serviu igualmente para colocar os holofotes sobre esta competição e estas modalidades, que muitas vezes acabam por acontecer na sombra dos próprios Jogos Olímpicos. Uma excelente ideia de ambas as partes.


LEBRON JAMES VOLTA A CANTAR O HINO… DO CANADÁ

Em Agosto de 2020 LeBron James, o rei incontestável que ocupa o trono a NBA há já vários anos, deu nas vistas ao cantar o hino do Canadá, “O Canada”, antes de uma partida contra os Toronto Raptors. Na altura, o episódio fez correr alguma tinta pelo curioso e caricato da situação, até porque “King James” falhara alguns versos aqui e ali.

Agora, em 2021, LeBron James volta a cantar o hino do Canadá, sem ninguém saber muito bem o que isso significa. No entanto, a especulação voltou a aumentar. Estará LeBron James a pensar mudar-se para os Raptors? O que é certo é que no jogo dos All-Star referente à última época des-portiva da NBA, a cantora Alessia Cara foi a convidada para interpretar o hino nacional canadiano. E enquanto interpretava “O Canada” as câmaras voltaram a apanhar a estrela dos Los Angeles Lakers a acompanhar a artista.


BOB MARLEY OFICIALMENTE HOMENAGEADO PELO AJAX

Nos últimos anos, a música “Three Little Birds”, de Bob Marley, tornou-se numa espécie de hino oficioso do Ajax, a maior equipa de futebol dos Países Baixos. A ligação começou quando os seus fãs, numa partida europeu contra o Cardiff FC, começaram a entoar a canção nas bancadas, aca-bando por se tornar numa tradição do clube. Até o filho de Bob Marley, Ky-Mani Marley, já teve oportunidade de interpretar o tema em pleno relvado, com o estádio cheio.

Agora, para a época futebolística que agora começou, o Ajax decidiu homenagear oficialmente a lenda do reggae, nomeadamente no seu equipamento alternativo. Ao contrário do que é habitual, o Ajax vai passar a envergar as cores da Jamaica, num equipamento alternativo muito particular, que não só presta tributo a Bob Marley, como evoca os valores da sua música da igualdade, paz e inclu-são. Uma óptima mensagem num desporto que, por vezes, leva as rivalidades longe demais.


THE WEEKND NO INTERVALO DO SUPERBOWL

É o maior evento anual que junta desporto e música. A Final do Superbowl, o campeonato de fute-bol americano, é o maior evento desportivo do mundo e, ao intervalo, existe sempre um artista con-vidado, transmitido para milhões de pessoas em todo o planeta. Essa curta actuação é tão ansiada quanto o próprio vencedor da partida.

Nesta edição do Superbowl, que celebrou o seu 50º aniversário, o artista escolhido foi o canadiano The Weeknd, que se apresentou num formato reduzido devido às contingências da covid-19. Não houve convidados especiais, mas houve uma actuação robusta e competente, que deixou a crítica e o público rendido. Pode não ter tido a componente de espectáculo de anos anteriores, como a de Prince, por exemplo, mas voltou a não deixar os seus louros por mãos alheias.


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