[ESPECIAL] Curiosidades sobre a Grande Final do Festival Eurovisão 2021

 Itália pôs fim a um período de mais de 30 anos sem nenhuma vitória do Festival Eurovisão, numa edição em que nenhum país alcançou a sua melhor classificação de sempre. Recorde connosco algumas das curiosidades do concurso deste ano.


Precisamente uma semana depois da Grande Final do Festival Eurovisão 2021, o ESCPORTUGAL traz, até si, uma série de curiosidades sobre o concurso que foi ganho por Itália, país que pôs fim a um período de mais de 30 anos sem vitória e que se tornou no segundo Big5 a vencer o certame desde a criação do grupo em 2000. 

Recorde connosco alguns dos momentos do concurso e use a caixa de comentários para deixar mais curiosidades sobre a edição deste ano:

Itália venceu o Festival Eurovisão 2021 com "Zitti E Buoni" interpretada pelos Maneskin, sendo a terceira vitória do país depois dos triunfos de 1964 e 1990, colocando fim ao período de 31 anos sem vitórias no certame. O triunfo acontece dez anos depois do regresso ao concurso: em 10 participações, o país conquistou uma vitória (2021), dois segundos lugares (2011 e 2019), um terceiro posto (2015) e ficou fora do top10 em apenas duas ocasiões (21.º em 2014 e 16.º em 2016).

Além disso, Itália torna-se o segundo Big5 a vencer o concurso depois da Alemanha em 2010, sendo a segunda vitória de um elemento do grupo desde a criação do mesmo em 2000. Esta é a primeira vez que uma banda vence o concurso desde 2006, ano em que os Lordi venceram pela Finlândia, bem como a primeira vez desde a instauração do sistema de votação que o vencedor não fica no pódio das duas votações: os Maneskin ficaram em 4.º lugar no júri e venceram o televoto. Por sua vez, a vencedora da votação do júri não vence o concurso pela terceira edição consecutiva, sendo também necessário recuar a 2017 para observarmos consenso entre as duas votações.

O guitarrista dos Maneskin, Thomas Raggi, entra para a história do Festival Eurovisão ao ser o primeiro artista no século XXI a triunfar no certame: o artista nasceu a 18 de janeiro de 2001.

A posição 24 no alinhamento continua a ser a registar os melhores resultados no Festival Eurovisão nos últimos anos: com uma média de 7,12, a posição conta com 1 vitória (2021), 1 segundo lugar (2014), 2 quartos lugares (2019 e 2013) e um quinto (2017). com as restantes participações a ficarem entre o 12.º e o 16.º posto.

Pela primeira vez desde 1995, nenhuma canção em inglês ficou no pódio do Festival Eurovisão. 

Com 499 pontos, mais do que a soma das últimas três participações no certame, França ficou em 2.º lugar na Final do Festival Eurovisão 2021, sendo o melhor resultado do país desde 1991, ano em igalou pontualmente a vencedora da edição. Curiosamente, os Maneskin e Barbara Pravi não foram reconduzidos para o concurso desde ano, tendo vencido as respetivas finais nacionais de Itália e França.

Pelo segundo ano consecutivo, a Suíça voltou a registar o melhor resultado dos últimos anos, com Gjon's Tears e "Tout l'Univers" a ficarem em terceiro lugar na Final, o melhor registo helvético desde 1993. Esta é a melhor série de resultados do país desde 1981 e 1982, sendo também a primeira vez que a Suíça vence a votação do júri desde 1988, ano em que Celine Dion ganhou o certame.

Depois da Austrália ter recorrido à atuação backup na semifinal, a Islândia fez-se representar pela gravação do segundo ensaio individual, sendo a primeira atuação da Final que não foi realizada ao vivo. Além disso, Dadi Freyr e "10 Years" alcançaram o 4.º lugar na Grande Final, sendo o terceiro melhor resultado do país no concurso e o melhor desde 2009.

Representada pela primeira vez por uma canção totalmente em ucraniano, a Ucrânia ficou em quinto lugar na Grande Final, tendo sido a segunda mais votada pelo público europeu com 267 pontos, sendo a sétima melhor classificação de sempre do país. Além disso, com o desaire da Austrália, a Ucrânia é o único país que nunca falhou o apuramento para a Final do concurso.

Com 54 participações desde 1961, a Finlândia conquistou o seu segundo melhor resultado de sempre em Roterdão, com os Blind Channel a alcançarem o sexto posto com 301 pontos, superando a marca de Marion Rung em 1973 (6.º com 93 pontos) e ficando apenas atrás do 1.º lugar dos Lordi em 2006.

Com o melhor resultado de Malta desde 2005, Destiny e "Je Me Casse" conquistaram também a maior pontuação do televoto do país dos últimos anos, apesar de não ter ido além do 14.º lugar na votação do público com 47 pontos. Desde 2009 e exceptuando a edição de 2013, Malta nunca havia passado a marca de 20 pontos do televoto: "Chameleon" (20 pontos), "What If We" (18 pontos), "Walk On Water" (16 pontos), "Coming Home" (12 pontos) e "This Is The Night" (10 pontos).

Vencedora do Festival Eurovisão Júnior 2015, Destiny igualou o melhor resultado de uma vencedora júnior no Festival Eurovisão, terminando na mesma posição que as Tolmachey Sisters em 2014. Stefania, representante neerlandesa no concurso infantil de 2016, tornou-se a primeira cantora a representar países diferentes nos dois concursos, terminando em 10.º lugar na Final pela Grécia.

Estreante em 1994, a Lituânia ficou pela terceira vez no top10 do Festival Eurovisão, ao terminar em 8.º lugar na Grande Final. "Discoteque" tornou-se na segunda melhor classificação do país, apenas atrás do sexto lugar de "We Are The Winners", sendo a canção com maior pontuação de sempre, com mais 20 pontos que "I've Been Waiting For This Night".

Rússia conquista o televoto mais baixo desde 2005: Manizha e "Russian Woman" recolheram 100 pontos do público, o valor mais baixo desde os 57 pontos ganhos por Natalia Podolskaya em 2005. O recorde russo continua a pertencer a Sergey Lazarev com 361 pontos em 2016.

Seis edições depois, a Grécia regressou ao top10 do Festival Eurovisão, com Stefania e "Last Dance" a ficarem em 10.º lugar com 170 pontos. Por sua vez, em igualdade pontual, a Bulgária registou a quarta melhor classificação de sempre, naquela que foi a sua quinta presença numa Grande Final.

Com a primeira canção interpretada integralmente em inglês da sua história, Portugal conquistou a segunda melhor classificação dos últimos 20 anos, com "Love Is On My Side" a alcançar o 12.º lugar na Grande Final com 153 pontos, sendo que 6 pontos foram oriundos do júri búlgaro, um dos dois júris que não atribuiram qualquer ponto a Portugal em 2017.

A maior diferença entre o televoto e o júri na Final do Festival Eurovisão 2021 foi de doze posições em três países: a Sérvia foi 9.ª no televoto e 21.ª no júri, a Bulgária ficou em 18.º no televoto e 6.º no júri internacional e Portugal classificou-se em 19.º no público e em 7.º lugar na votação dos jurados.

Com 109 pontos e o 14.º lugar na classificação final, a Suécia ficou de fora do top10 do Festival Eurovisão pela segunda vez desde 2010, ano em que ficou de fora da Final. A última vez acontecera em 2013, ano em que ficou também na 14.ª posição da classificação.

Pela terceira vez consecutiva na Grande Final, algo inédito na sua história, a Albânia registou a sua pior classificação de sempre com "Karma" a ficar-se no 21.º lugar com 57 pontos, sendo que o país nunca havia ficado abaixo da 17.ª posição na Final.

Apesar de ser considerado o flop da edição, São Marino conquistou a segunda melhor classificação na Grande Final, naquela que foi a sua terceira presença. Senhit e "Adrenalina" ficaram em 22.º lugar com 50 pontos, ultrapassando o 24.º lugar de Valentina Monetta e ficando aquém do 19.º posto de Serhat em 2019. Esta também foi a primeira vez que Portugal e São Marino estiveram juntos na Grande Final.

Pela primeira vez desde a instauração do novo sistema de votação em 2016, um país terminou sem qualquer pontuação: o Reino Unido ficou a zeros no final da votação do júri e do público, repetindo o feito de 2003, ano em que não foi pontuado por nenhum dos país. 

Por outro lado, Países Baixos, Espanha, Alemanha e Reino Unido conquistaram nul points na votação do público, sendo a primeira vez desde 1965, edição com um sistema de votação bastante diferente, que quatro países não recolheram pontos na votação. A Alemanha ficou a zeros na votação do público pela segunda edição consecutiva, algo que não acontecia desde 1964-1965, também com a Alemanha.

Espanha mantém o seu recorde de ser o único país na história eurovisiva com seis participações consecutivas abaixo do 20.º lugar na Grande Final: Blas Cantó foi 24.º classificado, repetindo o feito de Edurne (21.º), Barei (22.º), Manel Navarro (26.º), Amaia & Alfred (23.º) e Miki (22.º).

Oito países estiveram em concordância nas suas votações atribuíndo a pontuação máxima do júri e do televoto ao mesmo candidato: a Suíça recebeu os 24 pontos da Albânia, França recebeu a dobradinha de Espanha e Países Baixos, a Grécia e Chipre partilharam as pontuações máximas, Itália recebeu o máximo de pontos da Ucrânia, que por sua vez recebeu da Lituânia, enquanto a Macedónia do Norte deu os 24 pontos à Sérvia.

São Marino recebeu a primeira pontuação máxima na Grande Final, oriundo do júri da Polónia. A Suíça também recebeu os primeiros doze pontos na votação individual da Final desde 2006 e a Islândia desde 2011. Malta e Ucrânia não recebiam desde 2016, Portugal e Bulgária desde 2017 e Albânia, França, Lituânia e Moldávia. Por fim, Azerbaijão, Chipre, Grécia, Itália, Rússia e Sérvia receberam novamente uma pontuação máxima, depois de terem também sido premiados em Telavive.

Pela primeira vez desde 2001, o vencedor do Festival Eurovisão do edição anterior não marcou presença. Duncan Laurence testou positivo à Covid-19 depois da primeira semifinal e ficou de fora da Grande Final.

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Fonte: ESCPortugal / Imagem e Vídeo: Eurovision.tv

5 comentários:

  1. Anónimo22:51

    A Itália alcançou a sua melhor classificação de sempre! 1° lugar à frente de 25 países. O primeiro lugar de 1991 foi à frente de 21 países.

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    1. Anónimo09:25

      Eu não sei se tem relevância para esta análise, mas a Suiça ficou em 2.º lugar em 1986 antes da vitória da Céline Dion dois anos depois, tendo sido o segundo melhor resultado dessa década.

      Acho no entanto hilariante o paralelismo entre falar de 1964-1965 com 2019-2021 na Alemanhã, pois apesar de fatual, o semântica por detrás de ter os "infamous" 0 pontos nessa altura era sinónimo de puro silêncio e caída no abismo por parte dos artistas, pois era visto como um momento de humilhação televisiva para a estação televisiva e para o país. Hoje, ter zero pontos não abre carreiras musicais de forma visível, mas pelo menos cria um mediatismo nauseabundo nas redes sociais, nas quais a trocas de opiniões, críticas, ofensas e insultos são o pão nosso de cada dia. O país e a cadeia televisva viram a página. mas as os internatuas e artistas respiram cada segundo desta bolha 2.0. Os tempos mudam e ... para pior? melhor? Confuso ...

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  2. Porque é que será que em 2017, o júri da Bulgária não deu nenhum ponto à Portugal?... 🤔🤔🤔

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    1. Anónimo14:07

      e vice-versa

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    2. Anónimo14:35

      Possivelmente pela mesma razão que o de Portugal também não deu nenhum ponto a Bulgária - concorrente direto a vitória. Este ano pontuaram-se mutuamente e Portugal deu mesmo inclusive os 12 pontos a Bulgária

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