[OPINIÃO] "(Já não) Andamos todos a rodar na roda antiga, (nem) cantando nesta língua que é de mel e de sal"

O Festival da Canção 2020 foi o último grande evento a acontecer em Portugal no pré-pandemia... e, um ano depois, o concurso foi realizado à porta fechada. Numa edição completamente atípica, nem os resultados poderiam ser os esperados. Agora não leiam um livro pela capa: neste caso, um artigo pelo título.


"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"  mas há coisas que nunca mudam: o gosto de rever o Festival da Canção e falar sobre o mesmo... mas apenas duas semanas depois da transmissão. Talvez seja o tempo necessário para recuperar de uma pré-temporada eurovisiva, para sarar as feridas festivaleiras e, acima de tudo, dar a minha opinião sincera, sem ser afetado por fenómenos externos. Contudo, apraz-me recordar o artigo que escrevi em março de 2020: a pandemia estava nos primeiros estágios em Portugal e a ilusão era que a situação estaria resolvida em poucos meses. Inocente... E um ano depois, cá continuamos a rodar na roda antiga... mas a isto já lá vamos.

Com meio-Mundo fechado (e a outra metade a precisar de ser fechada), a RTP decidiu, numa atitude louvável e com todo o meu respetio, realizar o Festival da Canção em plena pandemia. Foi o serviço público a funcionar e a dar emprego e trabalho a várias dezenas de profissionais que, no último ano, pouco ou nada têm trabalhado... E não, nem todos os artistas são multimilionários. A aposta arriscadíssima da RTP, em que um surto poderia condicionar a realização do mesmo, teve as suas consequências e uma delas obrigou-me a acompanhar o Festival da Canção em casa... pela primeira vez desde 2009. Se foi triste? Foi apenas estranho (mas as minhas costas até agradeceram o sacríficio a que as poupei).

Depois de duas semifinais, onde pela primeira vez acertei na grande maioria dos apurados, foram dez as canções que conquistaram um lugar na Grande Final do Festival da Canção 2021. Com apresentação de Vasco Palmeirim e Filomena Cautela pelo terceiro ano consecutivo e sem esquecer a perninha de Inês Lopes Gonçalves na condução, admito que a abertura da transmissão era um dos momentos que mais esperava. Sem as euforias em palco de Portimão e de Elvas, o trio brincou com a situação do Festival ser realizado sem público e levou o público a conhecer os bastidores da RTP ao som de P'ro Boneco, uma versão de Playback. Com a presença de vários rostos da RTP e com o humor que caracteriza os três, este foi, sem dúvida nenhuma, um dos melhores momentos de televisão do ano. E repito a pergunta feita no ano passado: porque não uma aposta igual nas semifinais? Mas que venham as canções...

Com a díficil tarefa de abrir a semifinal, os Karetus & Romeu Bairos defenderam aquele que era um dos temas mais díficeis de colocar em palco. Nunca escondi que "Saudade" era uma das minhas canções favoritas, sendo que a atuação da semifinal não me convenceu... mas também não me desiludiu. No entanto, na Grande Final, os artistas repensaram toda a sua atuação e muitos dos erros que haviam sido cometidos foram corrigidos. Contudo, apesar de todas as mudanças, continuo a achar que o principal problema da atuação... foi a realização. Mas isto são contas de outro rosário... Uma das atuações mais animadas da noite e uma das melhores canções da edição que, na minha opinião, teria figurado no pódio da edição. Contudo, o júri do Norte decidiu que era a pior canção da noite... Opiniões. 

Longe daquilo que poderiamos esperar da Joana Alegre no Festival da Canção, "Joana do Mar" foi uma das canções mais cativantes e interessantes da edição. Com uma interpretação exemplar numa das canções mais difíceis de defender que tivemos naquela noite, a Joana voltou a mostrar todo o seu poder e controlo vocal durante os três minutos... desta vez com uma atuação que a canção precisava. Sem dúvida, uma das melhores evoluções da semifinal para a Final. Numa qualquer edição anterior, "Joana do Mar" teria conseguido uma melhor classificação, tal como merecia. Nota positiva para os jurados do Centro e do Alentejo que colocaram a canção no top da votação. Contudo, apesar de sentir que merecia melhor, não me chocou o resultado que alcançou. Sem dúvida que será uma artista que irei acompanhar nos próximos tempos.

Estamos em 2021 mas, por vezes, sinto que a Humanidade recuou aos seus primórdios, tal é o teor de comentários e opiniões (se é que lhe posso chamar isso...) que leio diariamente nas redes sociais... e não só. A Fábia Maia foi, este ano, o saco de pancada para muitos dos infelizes da vida. Todos somos livres de gostar ou não de uma canção, mas daí a pôr em causa o trabalho ou talento de outrém vai muito... ou devia. Como o disse anteriormente, "Dia Lindo" não foi uma canção que bateu imediatamente: mas quando bateu, bateu forte. Não é uma canção para ouvir banalmente no dia a dia, mas sim para momentos, dias ou estados de alma específicos... E foi essa a emoção que a Fábia Maia transmitiu numa das mais bem conseguidas atuações da noite, pois a canção não pedia mais que aquela simplicidade que foi passada. Já gostava e passei a gostar mais depois da Grande Final, onde, na minha opinião, merecia ter conquistado um melhor resultado. No entanto, percebo quem não goste da canção... 

"Na Mais Profunda Saudade" era a canção mais portuguesa a concurso no Festival da Canção 2021. E mesmo não sendo um fado puro, o tema de Hélder Moutinho foi o que mais se aproximou à essência do estilo musical em mais de cinco décadas de história do concurso. Se na semifinal acusou algum nervossismo, a jovem Valéria (a GRANDE revelação do Festival da Canção 2021) esteve irrepreensível na atuação da Grande Final, fazendo a melhor prestação da edição. Nota positiva também para a mudança de vestido e pela introdução dos bordados de Castelo Branco no novo figurino. O único não da atuação foram aquelas imagens da guitarra portuguesa ao contrário. No entanto, ESTA teria sido a melhor aposta de Portugal para o Festival Eurovisão, mesmo não sendo a minha favorita. Opinião contrária tiveram 6 dos 7 júris regionais que a colocaram nos últimos cinco lugares, com excepção do júri do Alentejo, que a colocou em 3.º lugar. Sem dúvida alguma, a maior injustiçada da noite!

Nunca o escondi (e acho que espelhar a minha opinião nas minhas redes sociais não é crime algum... apesar de muitos o acharem) que "Por Um Triz" era a minha canção favorita do Festival da Canção 2021. Não sou fã acerrímo da Carolina Deslandes mas, a presença dela no alinhamento no concurso deste ano, mostrou um dos pontos positivos do formato nos últimos anos... Se na semifinal foi uma das atuações que mais me surpreendeu, admito que na Final foi daquelas que me deixou aquele sentimento de soube a pouco. Não sei se foi pela proximidade das duas prestações, de ter ouvido/visto a atuação vezes sem conta durante a semana ou apenas pelo meu estado de espírito: contudo, sem dúvida, uma das prestações mais bem conseguidas da edição. Depois do certame, "Por Um Triz" continua a ser a canção do Festival da Canção 2021 que mais ouço e, na minha opinião, teria sido a vencedora da edição. Se teria grandes hipóteses no Festival Eurovisão? Nunca saberemos... 

Partindo como uma das grandes favoritas à vitória, "Dancing in the Stars" foi, desde muito cedo, a canção que me fez mudar a opinião sobre o inglês no Festival da Canção, depois de vários anos a opor-me à permissão da língua no concurso português. "Cantar em inglês não é tirar mérito à língua portuguesa" foi uma das frases que retirei da conversa que tive com o Neev, o intérprete da canção. Se na versão estúdio, a emoção de "Dancing in the Stars" fez-se sentir... na atuação em palco, tal não foi refletido. Aconteceu na semifinal e, apesar do abrir de olhos (que na minha opinião pareceu bastante forçado e pouco natural), voltou a acontecer na Grande Final. Talvez merecesse uma melhor realização, talvez uma atuação diferente... não sei. Continua a ser das minhas canções favoritas, ao contrário do que me acusaram nas redes sociais, e ficou num lugar bastante ajustado àquilo que apresentou em palco. É um dos artistas que vou manter debaixo de olho nos próximos anos e que, infelizmente, sofreu de uma das maiores síndromes festivaleiras: o ultrafanatismo por parte dos seguidores do certame. Espero que esta seja a rampa de lançamento para o lugar que realmente merece na música portuguesa.

Depois de ter sido o primeiro intérprete a cantar uma canção totalmente em inglês no Festival da Canção, Pedro Gonçalves voltou a entrar na história do concurso ao ser o primeiro artista a repetir a participação desde a implementação do novo modelo no concurso. "Não Vou Ficar" não foi feita para o Festival da Canção e mostrou o cantor e compositor na sua essência: uma canção agradável, bem produzida e bem interpretada. No entanto, o grande ponto negativo, apesar de ter sido atenuado quando comparado com a semifinal, foi a atuação: achei-a forçada e pouco fluída conforme o tema pedia. No entanto, a canção veio comprovar que o Festival da Canção precisa de contar com maior peso do público, depois das duas canções da livre submissão terem sido autênticas lufadas de ar fresco. Pela canção, não merecia ter ficado em penúltimo mas, reflectindo sobre o que foi feito em palco, não acho injusto o resultado alcançado. No entanto, torço para que não haja duas sem três e que a terceira seja de vez para o Pedro Gonçalves.

"Contramão" foi, sem dúvida, uma das melhores surpresas do Festival da Canção 2021. Desde o lançamento da lista de compositores que o Filipe Melo foi um dos nomes que mais inquietação me causou, apesar de ter plena consciência que levaria algo de grande qualidade ao Festival: não falhei, mas uma canção como "Contramão" é muito díficil de alcançar. A fragilidade da Sara conciliada com a emoção transmitida na voz da intérprete tornaram a atuação (simples, mas tal como a canção pedia) num dos momentos mais bonitos do Festival da Canção 2021. Apesar de gostar mais da atuação da semifinal, ao recordar a prestação da Grande Final, duas semanas depois, voltei a sentir a emoção que senti no primeiro dia. É das canções que mais ouço do concurso e, merecia, sem dúvida alguma, entrar no pódio do certame. Magnífica canção! Magnífica atuação! Magnífico tudo!

Apesar de reconhecer que "VOLTE-FACE" transborda qualidade, admito que foi uma das canções que nunca me disse rigorosamente nada antes da Final do Festival da Canção 2021. Contudo, há dias, dei por mim a trautear a canção e mudei de opinião sobre a mesma (estão a ver a necessidade dos quinze dias de descanso para o artigo?). O timbre do EU.CLIDES é outro dos pontos fortes da canção cujo jogo de palavras vai muito além do banal e forçado como muitos apelidaram... Falhou a produção e o passar da emoção na profundidade que o tema precisava. Contudo, apesar de não mudar muito no meu top pessoal, sinto que poderia ter tido um melhor resultado... mas a Final deste ano foi muito renhida e disputada. 

E em velocidade foguetão (e nem o espectáculo a meio ia), chegámos à última canção da noite: "Love Is On My Side". E para não ser acusado de ser tendencioso, fui recuperar os meus comentários sobre a canção na semifinal: "arrisco-me a dizer que foi das canções que mais me cativaram durante a transmissão (...) Uma interpretação irrepreensível dos já conhecidos The Black Mamba que, apesar da simplicidade da atuação, conseguiram captar toda a atenção.". Repito tudo o que escrevi, admitindo que jamais pensei que fosse esta a canção vencedora da noite. Com anos de estrada e de palcos, os The Black Mamba foram fiéis a si mesmo e trouxeram uma atuação bastante simples, mas que impactou... e de que maneira. No final das atuações dei por mim a trautear o refrão da canção, algo tão raro nas últimas edições. Mas sobre a reação aos resultados, falarei um pouco mais à frente...

Recordadas as atuações da noite, eis chegado um dos momentos mais esperados da noite: a homenagem a Carlos do Carmo. E ao contrário do que esperara, os temas que defendeu no Festival da Canção de 1976 foram recordados e nem mesmo o tão esquecido "Flor de Verde Pinho" ficou de fora do alinhamento. Bonita homenagem que apenas pecou por ser tardia... E que bom foi ver o Ricardo Ribeiro, o Camané e a Ana Moura (!!!!) no palco do Festival da Canção 2021. 

No entanto, a grande homenagem a Carlos do Carlos e um dos melhores momentos da noite estaria guardada para a segunda parte do programa: a interpretação de Dino d'Santiago com "Os Putos"! Que espetáculo! Momento único, arrepiante e emotivo! Dos melhores momentos já vistos no palco do concurso. See por um lado gostei das homenagens a Carlos do Carmo, o mesmo não consigo dizer do interval act dedicado aos 50 anos do lançamento dos álbuns "Cantigas de Maio", "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades" e "Sobreviventes". Momento musical demasiado moroso e pouco cativante que fez com que perdesse o foco da transmissão... que só recuperaria com "Esta é a canção", outro dos melhores momentos da noite. E repito: porque não este dinamismo nas semifinais?

E a abrir a terceira (e última) parte do programa, eis "Medo de Sentir", a única canção vencedora da final nacional portuguesa para o Festival Eurovisão... que nunca chegou ao concurso internacional. Foi um momento de introspeção: a vitória em Elvas pareceu que foi ontem... mas já passou um ano. Um ano em que o que era garantido passou a ser uma incerteza. Um ano em que perdemos alguns dos nossos entes queridos. Um ano em que a Humanidade tinha de mudar... mas tende a resistir! Que bom a Elisa ter aproveitado a rampa do Festival da Canção e de estar a conquistar o seu lugar na música portuguesa! É o Festival da Canção a dar frutos!

A passos largos para o final da transmissão, chegou o momento de conhecermos os resultados dos júris regionais, responsáveis por 50% da votação final. Não me vou alongar sobre as votações, visto que frisei alguns pontos nas análises aos temas, mas deixo algumas situações que me inquietaram: Não deveriam ser mais do que três elementos por região? Não deveriam ser conhecidas as votações discriminadamente? E pior de tudo: porque raio fazem suspense nos 12 pontos... quando todos sabem para quem vai a pontuação máxima? RTP, por favor, "ouve as minhas preces". (PS: E este ano não tivemos empates no júri...).

Depois do júri chegou a vez do público dar a sua votação... e o momento em que as chapadas de luva branca multiplicaram-se junto da comunidade eurovisiva. Durante dias a fio, li comentários do género: "Está tudo feito para a Carolina", "O Neev não ganha porque o júri não gosta de canções em inglês" e "A Carolina ganha facilmente o televoto". Todas essas teorias mayanas caíram com aquela que foi, na minha opinião, a votação mais surpreendente da história do Festival da Canção. Quando tudo pensava que a vitória caíria para a Carolina Deslandes, a favorita do júri, eis que os The Black Mamba, pelos pingos da chuva, arrecadaram o triunfo com a mesma proeza que Elisa no ano passado: sem os doze pontos de nenhuma votação, tornaram-se os grandes vencedores da noite.

E num ano atípico, Portugal rompe com a tradição e leva a sua primeira canção totalmente interpretada em inglês ao Festival Eurovisão. É caso para dizer: "(já não) andamos todos a rodar na roda antiga, (nem) cantando nesta língua que é de mel e de sal", aludindo a "O Meu Coração Não Tem Cor". Se vejo algum mal em cantar em inglês na Eurovisão? Não. Sempre fui adepto de apenas canções em português marcarem presença no Festival da Canção, mas tanto "Love Is On My Side" como "Dancing in The Stars" me fizeram mudar de opinião. Se são cantores, músicos e compositores portugueses (!!!) com carreiras em inglês, porque teriam de cantar em português para representar o seu país? Sobre o que poderá acontecer em Roterdão, estou bastante curioso e expectante. 

E pela centésima vigésima nona vez (exagero, eu sei!) não ganhou a minha canção favorita: no único ano que ganhou, o Festival da Eurovisão foi cancelada. Contudo, a partir do momento da vitória, "Love Is On My Side" é a canção representante do meu país no Festival Eurovisão, apenas o maior espetáculo de música do Mundo. É o momento de deixarmos as mágoas e as revoltas de lado e aproveitarmos o melhor que a Eurovisão nos dá: uma união de povos, de religiões, de culturas e de pessoas, como não acontece em mais lado nenhum. E cantando em português ou em inglês, não importa: os The Black Mamba são a prova da qualidade musical que há em Portugal! Agora que venha maio...

Nuno Carrilho


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Fonte: Opinião de Nuno Carrilho/Imagem: Pedro Pina | RTP /Vídeo: RTP

10 comentários:

  1. Anónimo00:41

    Eu concordo totalmente que a música da Valéria era a que nos poderia dar mais hipótese mas infelizmente o juri não entendeu assim...
    Também acho que o juri deveria ser mais alargado para haver maior diversidade de voto (e já agora que não sejam amiguinhos dos concorrentes, não é?)
    E lá está, é também aquilo que nós fãs do festival temos falado desde 2018... Que as semifinais deviam seguir o mesmo conceito da final com coisas divertidas. Acho que muita gente depois de ver as semifinais perde vontade de ver!
    Um último comentário para a RTP deixar de fazer palcos com quadradinhos atráz... Uma produção em condições ou tem um ecra LED em condições ou entao não o tem!

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  2. Anónimo02:50

    E a abrir a terceira (e última) parte do programa, eis "Medo de Sentir", a única canção vencedora da final nacional portuguesa para o Festival Eurovisão... que nunca chegou ao concurso internacional. Errado ! Em 2000 tivemos uma vencedora que também não foi

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    1. Tanto em 1970 como em 2000, o Festival da Canção foi realizado já sabendo que Portugal não marcaria presença no Festival Eurovisão. A única vez que o Festival da Canção foi realizado enquanto final nacional portuguesa e a canção nunca chegou ao Festival Eurovisão foi em 2020

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  3. Anónimo03:42

    Não tinha pensado nisso, mas têm 100% de razão. A Valéria era a artista mais eurovision-friendly a concurso. A voz dela, e em particular aquela nota final, iria impressionar os júris internacionais e pôr os fans a delirar e a gritar "Salay Qwenn!!!!!", mas, to be fair, a culpa não é dos júris, o público também não a apoiou...

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  4. Anónimo13:10

    Não consigo perceber este fascínio que se lê por aí na música da Valéria. Um autêntica confusão, uma cacofonia tremenda que nem a melodia se percebe. Parecem duas canções marteladas numa só. Apenas se salva a voz e a simpatia da Valéria porque de resto, para mim era uma das piores da final.

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    1. Anónimo17:18

      Concordo em absoluto. a voz era impressionante e ela fez o melhor que podia com a música. que tinha, que era muito fraquinha. Parecia que o que estava a ser cantado não acompnahava a linha musical original. A voz dela num fado do Tiago Machado, por exemplo, resposnável por Oh gente da Minha Terra. éra top 5 na boa!

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  5. Sem querer melindrar ninguém e se não é muita ousadia da minha parte eu pergunto apenas se os artigos de opinião não deviam ser assinados. Será o Nuno Carrilho? Tenho dúvidas porque ele não costuma recear
    apresentar-se.

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    1. Caro DAN CARV

      Tens toda a razão e por lapso não colocámos o nome do autor no texto dentro do artigo mas apenas na partilha do Facebook. Já corrigimos. Obrigado pelo alerta

      Cumprimentos
      Nuno

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  6. Diogo12:24

    Não concordo com o que escreveste sobre a Fábia Maia. Pelo contrário, até fiquei supreendido pelo mau perder dela e pela agressividade latente que ela demonstrou por ter ficado em último.

    Quanto ao mau perder / agressividade / reação da Carolina Deslandes, nem me vou dar ao trabalho de comentar, porque já sabemos de que tipo de pessoa se trata.

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    1. Bruno Barão15:30

      Concordo. A Fábia Maia demonstrou muita falta de humildade. No mundo da música, ela terá que rever um pouco a postura dela se quiser singrar.

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