Austrália: Montaigne revela que "JC Ultra" foi excluída das escolhas para Festival Eurovisão 2021


A cantora australiana Montaigne revelou que "JC Ultra", canção inspirada no Projeto MKUltra, não é a escolhida para o Festival Eurovisão 2021.

Depois de ter sido reconduzida como representante da Austrália no Festival Eurovisão em 2021, a cantora Montaigne revelou, há uns meses, que já tinha uma canção pronta para o certame: "Acho que tenho a canção para o Festival Eurovisão. Estamos abertos a novos compositores (...) mas tenho a certeza que esta é a canção" defendeu, revelando que o título do tema é "JC Ultra", sendo baseada "no MKUltra, o programa de lavagem cerebral que a CIA tentou implementar nas décadas de 1970 e 80".  

Contudo, a cantora revelou que a canção não será a escolhida para Roterdão: "A minha equipa proibiu a escolha, pois seria muito desafiador para uma audiência como a do Festival Eurovisão, o que é justo" escreveu no Twitch, destacando que "o ritmo da música não funcionava com a letra" e prometendo algo "algo divertido e com conceito único para o certame".

Apesar da emissora australiana SBS não ter revelado nenhum detalhe sobre a candidatura nem sobre as declarações de Montaigne, várias fontes avançaram que o eventual teor político-social do tema poderia violar o regulamento da EBU/UER para o concurso, o que poderia levar à exclusão da candidatura do lote de participantes do evento.
    
Com cinco participações no curriculum, a Austrália é o único país, juntamente com a Ucrânia que nunca falhou o apuramento para a Final do Festival Eurovisão, tendo como melhor resultado o 2.º lugar alcançado por Dami Im e "Sound of Silence". Em Telavive, Kate Miller-Heidke ficou em 9.º lugar na Grande Final (depois da vitória na semifinal) com "Zero Gravity" a arrecadar 285 pontos, sendo 11 oriundos de Portugal: 7 do júri e 4 do televoto. Em 2020, Montaigne representaria a Austrália com "Don't Break Me".


  
 
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Fonte: Aussevision / Imagem e Vídeo: Eurovision.tv

2 comentários:

  1. Anónimo11:12

    poderia violar o teor politico do certame? possivelmente, mas aí temos a vitoria da Jamala com uma letra nao só claramente politica e controversa mas tambem altamente politicas, afinal parece que as regras da EBU so estao quando apetece e convém a organizacao

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    1. Anónimo12:02

      Neste caso parece-me que foi a decisão de recusar a música foi da SBS e não da EBU.
      Segundo as declarações no artigo a música pode nem ter chegado à SBS e foi a produtora musical da Montaigne que recomendou algo menos controverso para não prejudicar a carreira e não perder votos

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