JESC2020: Festival Eurovisão Júnior 2020 em risco de cancelamento?


Depois de quatro desistências oficializadas e várias dúvidas levantadas por outros países, uma possível segunda vaga da pandemia de Covid-19 na Europa poderá levar ao cancelamento do Festival Eurovisão Júnior 2020.

Depois do cancelamento do Festival Eurovisão 2020 e do adiamento do Festival Eurovisão de Jovens Músicos para data incerta, o Festival Eurovisão Júnior 2020, que terá lugar a 29 de novembro em Varsóvia, foi o único evento da EBU/UER que não foi alterado devido à pandemia de Covid-19. No entanto, apesar da intenção de realizar o evento num estúdio de televisão em vez de uma arena, o evento poderá também ser cancelado numa altura em que a Europa antevê a chegada de uma segunda vaga da pandemia.
 
As desistências da Austrália, Irlanda, Macedónia do Norte e País de Gales da participação em 2020 devido à pandemia de Covid-19 são o primeiro indicador de um possível cancelamento, sendo necessário recuar a 2012 para igualar o número de desistências numa única edição. No entanto, as desistências podem não ficar por aqui...

A Bielorrússia, um dos países que participou em todas as edições do certame infanto-juvenil, também poderá falhar a edição de 2020 devido à crise social provocada pelos últimos resultados eleitorais. Nas últimas semanas, vários funcionários da BTRC pararam de trabalhar em protesto, estando a emissora a funcionar com ajuda da congénere russa. Relativamente ao certame infantil, a BTRC anunciara a escolha de 15 candidatos "até 24 de agosto", algo que não aconteceu, sendo que a final nacional decorreria até 7 de setembro... algo que dificilmente acontecerá.

Para além da Bielorrússia, a lista de países confirmados conta também com Alemanha (país estreante), Cazaquistão, Espanha, França, Geórgia, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Rússia, Sérvia e Ucrânia. Contudo, conforme foi avançado pela RTP em declarações exclusivas ao ESCPORTUGAL, a participação de Portugal apenas acontecerá se o evento tiver lugar, confirmando a instabilidade de realização do Festival Eurovisão Júnior de 2020 devido à pandemia de Covid-19.

O mesmo acontece com a Polónia, país anfitrião do concurso deste ano, cuja emissora estatal revelou que, caso o evento seja cancelado, o vencedor do Szansa na Sukces - Eurowizja Junior 2020 terá uma vaga no Festival de Opoli em 2021. Por outro lado, Geórgia, Alemanha, Cazaquistão, Países Baixos e Ucrânia continuam, normalmente, com as suas finais nacionais, enquanto que outros países revelarão mais detalhes nos próximos dias. Albânia, Arménia e Itália, países participantes em 2019, também não confirmaram a participação em 2020.

A União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) também não teceu nenhum comentário sobre um eventual cancelamento do concurso, com a última comunicação oficial a remontar... a maio, aquando do anúncio de Varsóvia como cidade anfitriã. Tanto os possíveis locais para receber o evento como o alargamento do prazo de pré-inscrição dos países foram anunciados por algumas das emissoras participantes no concurso, sendo desconhecida a data de revelação de mais detalhes sobre o Festival Eurovisão Júnior 2020.

A realização do Festival Eurovisão Júnior 2020 estará então dependente do desenrolar da pandemia de Covid-19 na Europa nas próximas semanas. Um possível fecho de fronteiras externas ou internas e/ou a obrigatoriedade de realizar quarentenas aquando de viagens ao exterior poderão levar à retirada de novas delegações, mesmo que o evento seja organizado num estúdio de televisão onde seja garantido o distanciamento social de todos os intervenientes.


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Fonte: TVP/wiwibloggs/Eurovoix/ESCPortugal/Imagem/Vídeo: JESC

2 comentários:

  1. Anónimo21:08

    Obviamente é uma situação difícil de gerir. Mas só espero que tenham em consideração que são crianças que estão a participar. Se há de facto uma forte probabilidade de vir a cancelar o evento, é melhor fazê-lo "agora" do que quando os participantes já estiverem selecionados e expectantes. Ou que no mínimo sejam flexíveis no próximo ano.

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  2. Anónimo22:51

    Concordo. Deixar os cantores expectorantes e despois cancelar é má política.

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