Rita Guerra foi a protagonista de dois concertos comemorativos dos seus 30 anos de carreira, marcados por muitas emoções e recordações. O ESCPORTUGAL esteve no segundo concerto que decorreu no passado sábado em Guimarães. 

Depois do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, o Pavilhão Multiusos de Guimarães recebeu o segundo concerto comemorativo dos 30 anos de carreira de Rita Guerra. Concerto muito especial, com um acompanhamento de luxo: da Banda da Força Aérea Portuguesa. Foi pura magia ouvir os êxitos de sempre de Rita Guerra acompanhados por uma orquestra com quase cinco dezenas de músicos. 



A voz de Rita Guerra é distinta, poderosa e transmite paixão em todos os registos, da mais comum das baladas ao pop, passando pelo inusitado fado. Foi desta viagem de sons que se fez o espetáculo de uma das mais conhecidas cantoras femininas a solo do país. Foram 30 anos de carreira - na realidade 33 - que encheram o Pavilhão Multiusos de Guimarães em 90 minutos de concerto, numa viagem por duas dezenas de temas que todos conhecemos desde o seu primeiro álbum de 1990 “Pormenores sem a mínima importância”, até ao mais recente “Volta” lançado no final de 2014. A cantora foi alternando nos momentos mais intimistas, a solo sentada ao piano, outros com acompanhamento da sua banda e ainda outros com toda a Banda da Força Aérea Portuguesa. 



Eram 22 horas quando a imagem de Rita aparece, em silhueta por detrás da cortina. Um estalar de dedos fez cair o pano, surgindo a cantora no centro do palco até se sentar ao piano. “No meu canto” foi o primeiro tema a ser cantado e tocado ao vivo em conjunto com Banda da Força Aérea. Logo depois, e sem pausas, surgiu “Deixa-me sonhar (só mais uma vez)”, canção com a qual representou Portugal no Festival Eurovisão 2003 e sempre presente nos seus concertos. A voz inconfundível e incomparável de Rita Guerra surpreendeu também ao trazer novas roupagens de temas de sempre, como “Secretamente”, “Sentimento” ou “Transformação”, um dos últimos originais que gravou. E o público não se fez rogado ao acompanhar a cantora em coro. “É bom ver que o povo me procura, tem estado sempre presente nestes 33 anos de carreira”, afirmou Rita como forma de agradecimento a mais uma casa cheia. “Na realidade, estamos numa era onde musicalmente somos muito descartáveis, tipo pastilha elástica de mastigar e deitar fora, mas eu sinto que, quase com 50 anos de idade, ainda estou a meio caminho”. Palavras da cantora que, de imediato, receberam uma enorme ovação. 

Seguiu-se um dos grandes momentos do concerto: “Uma das minhas maiores alegrias é ter a oportunidade de me cruzar, pessoal e profissionalmente, com as minhas referências. Vou cantar com um senhor que é um ídolo para mim desde pequenina”. E antes de anunciar quem seria o seu primeiro convidado da noite, ouve-se os primeiros acordes de “Mundo inteiro” e a presença de Paulo de Carvalho, que mereceu um aplauso do público em pé. Seguiu-se, no mesmo registo tão cúmplice, a canção “Pormenores sem a mínima importância”. O primeiro um tema de Agir para a voz do pai Paulo de Carvalho incluído no seu álbum “Do amor” de 2008, e o segundo de autoria de Rui Veloso incluído no primeiro álbum de estúdio a solo de Rita Guerra, lançado em 1990. 



Outro momento de cortar a respiração foi com "Nem às paredes confesso", um fado de Artur Ribeiro originalmente para a voz de Amália Rodrigues, numa homenagem ao seu pai, levando a que todos permanecessem de pé a aplaudir por largos minutos. Noutro registo, mas numa brincadeira, cantou “Fado do Embuçado” com os membros da banda e o público a responderem ao desafio da cantora com “Olha o pincel, tem tinta azul”. 



Foi num crescendo que continuou a conquista dos presentes, cantando temas como “Your song” (“primeira canção que aprendi a tocar ao piano”), "I though you would leave your heart with me", "Chegar a ti" ou "Gostar de ti" – “a balada que eu mais gosto”, acabou por confessar Rita ao público.

O segundo convidado da noite foi Héber Marques, líder dos HMB, um dos mais criativos intérpretes e músicos da atualidade. Conhecemos o seu trabalho como autor e compositor de “Dança Joana”, o maior êxito comercial saído do Festival da Canção 2015 para a voz de Filipe Gonçalves. Depois de receber rasgados elogios por parte de Rita Guerra, cantaram juntos “Volta” e “A Bela e o Monstro”. Sobre este segundo tema, Rita Guerra recordou que ao longo da carreira tem interpretado muitas canções de filmes de animação. 



Para quem não achasse possível, o tão desejado encore foi portador de um verdadeiro vendaval adicional de sentimentos de encanto e magia. Extraordinária interpretação de "I’ve got you under my skin", de Frank Sinatra, e “Brincando com o fogo”, canção que catapultou, nos anos 90, a carreira de Rita Guerra para a ribalta com o saudoso Beto. Ambos os temas fecharam com chave de ouro o concerto de Rita Guerra na cidade-berço.

Para além da Banda da Força Aérea Portuguesa, estiveram em palco os seus músicos de sempre Daniel Lima, Marco Reis, Pedro Pinto e Gonçalo Santos. 

O ESCPORTUGAL apresenta, especialmente para os nossos leitores, um vídeo com alguns dos momentos mais significativos: 



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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: ESCPORTUGAL 

4 comentário(s):

  1. Anónimo08:16

    A Rita é fantástica . Deixa me sonhar com orquestra é qualquer coisa de espectacular!!

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  2. Ricardo Alves13:17

    Bonito momento e som de "Deixa-me sonhar (só mais uma vez")

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  3. Anónimo20:58

    AMO (f)

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  4. ADRIANA ALMEIDA22:38

    Adorei o concerto, todas as musicas.
    O esforço que Rita Guerra fez com sua esplendorosa voz.
    Assim como sua majestosa banda da Forca Aérea, em especial para minha querida filha Isabela oboé.
    Obrigado a todos pelo maravilhoso espectáculo.

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