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[AO VIVO] Real Combo Lisbonense em Marco de Canaveses a recordar Carmen Miranda


No dia 5 de agosto de 1955, um cortejo fúnebre saudado por meio milhão de fãs com lenços brancos pelas ruas do Rio de Janeiro dizia adeus a uma das artistas mais populares do século XX em todo o mundo. 60 anos depois, e junto à Igreja onde foi batizada, os Real Combo Lisbonense recordaram alguns dos 313 êxitos de Carmen Miranda.

Nasceu em Várzea de Ovelha, pequena aldeia do concelho de Marco de Canaveses em 1909. Aos 10 meses, emigrou com os pais para o Brasil e por lá ficou. Conquistou a América Latina, a Europa e os Estados Unidos da América, onde viria a falecer – em Beverly Hills – aos 46 anos de idade, vítima de ataque cardíaco.


Precisamente no dia em que se assinalavam os 60 anos da sua morte, eis que os sucessos de Carmen Miranda voltaram a ouvir-se na pequena aldeia que a viu nascer, que foi ainda mais pequena para receber os milhares de pessoas que não quiseram deixar de homenagear a artista que levou mais longe o nome de Marco de Canaveses pelo mundo. As canções são as mesmas, mas as vozes foram as do grupo Real Combo Lisbonense, formação que recupera, sob uma perspetiva atual, o espírito e o repertório das orquestras e conjuntos de baile dos anos 50 e 60. Em 2014 o Real Combo Lisbonense estreou um novo espetáculo, inteiramente dedicado ao repertório de Carmen Miranda, e o disco "Saudade de Você" com uma seleção das canções desse espetáculo. Os principais media portugueses estiveram no concerto. O ESCPORTUGAL também não podia faltar.


Na noite de ontem, em Várzea de Ovelha, durante cerca de duas horas, o grupo promoveu um recordar dos grandes êxitos da artista, cantando 22 canções, a primeira, logo a abrir, “Escrevi um bilhetinho”. Na viagem que fez bater o pé e dançar miúdos e graúdos, ouviu-se grandes clássicos dos anos 30 e 40, num conjunto de sambas, mornas e um espreitar ao fado. Alguns dos êxitos aqui recriados como “Cantoras do rádio”, “Tic-tac do meu coração”, “Disso é que eu gosto”, “Salada mixta”, “O que é que você fazia” ou o tão conhecido “Paris”. Em “Cozinheira granfina”, aos vocalistas juntaram-se todos os elementos do grupo, brincando com velhos instrumentos de cozinha transformados em musicais, como testos, panelas, frigideiras, copos e peneiras. Em palco, o grupo também estreou o tema “Anoiteceu”, surpreendendo pela alegria e boa disposição,imagens de marca da própria Carmen Miranda.


Antes de terminar, o tema mais conhecido de todos: “O que é que a Baiana tem” mereceu grandes aplausos do público e um regresso ao palco com um encore de três temas: “The soul of Carmen Miranda”, cantado a solo por Ian Mucznik; “Marco de Canaveses”, uma homenagem à artista; e “Mamãe eu quero”, um verdadeiro clássico cantado por todos em uníssono.

Do trio de vocalistas femininas, destacam-se duas filhas de Isabel Campelo, cantora que participou no festival da canção em 1992, 1993 e 1994 e mais tarde se notabilizou com o tema “Nunca digas adeus”. Margarida Campelo e Joana Campelo, esta última já esteve nas vozes de apoio do FC2012 e FC2014.

VEJA UM PEQUENO VÍDEO DO CONCERTO:


Recordar Carmen Miranda

Do seu pequeno percurso – apenas temporal – como artista, Carmen Miranda conquistou mais do que qualquer outro artista português nunca conquistou. A sua carreira artística percorreu o Brasil, toda a América Latina e os Estados Unidos da América entre as décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Foi considerada pela revista Rolling Stone a 15.ª maior voz da música brasileira. Um ícone e símbolo internacional do país no exterior. Em 1939, na comédia musical Banana da Terra, Carmen Miranda apareceu pela primeira vez caracterizada de baiana, personagem que a lançou internacionalmente. Um ano depois, fez sua estreia no cinema dos Estados Unidos no filme Serenata Tropical: as suas roupas exóticas e o sotaque latino tornaram-se a sua marca registada. No mesmo ano, foi eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos. Em 1941, Carmen Miranda foi a primeira artista latino-americana a ser convidada a imprimir as suas mãos e pés no pátio do Grauman's Chinese Theatre. E em 1946, já era a mulher mais bem paga desse país. Também se tornou a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama. Gravou 313 canções originais; participou em 14 filmes.

Em 1992, no vídeo promocional da RTP à canção para a Eurovisão "Amor d'água fresca", Dina presta homenagem a Carmen Miranda. Recorde esse vídeo AQUI.



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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: ESCPORTUGAL

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