Michael Ostrowski, co-apresentador do Festival Eurovisão 2026, lamentou as críticas recebidas durante a condução do evento: "Graham Norton – por algum motivo – estava claramente empenhado em nos menosprezar".
O apresentador austríaco Michael Ostrowski quebrou o silêncio, em entrevista à agência austríaca APA, sobre as críticas recebidas após a sua participação como anfitrião do Festival Eurovisão 2026, realizado em Viena, onde dividiu a condução com Victoria Swarovski, tendo a dupla sido alvo de várias críticas: entre as mais mediáticas estiveram as do jornal alemão Die Welt, que classificou os dois como uma "dupla de apresentadores infernal", e do comentador britânico Graham Norton, da BBC, que fez várias observações críticas durante as transmissões.
Questionado sobre essas reações, Ostrowski foi direto: "Gostos são gostos". O apresentador considerou exageradas algumas das críticas e lamentou a crescente tendência para a procura de polémicas e indignação nas redes sociais e nos meios de comunicação. "Só porque alguns comentadores, jornalistas ou utilizadores das redes sociais dizem que algo está errado, isso não significa que a minha contribuição tenha sido recebida de forma negativa", afirmou, ainda que tenha estranhado a reação do comentador britânico, "Eu dei-me super bem com os britânicos Angela e Rylan, mas Graham Norton - por algum motivo - estava claramente empenhado em nos menosprezar. Talvez por puro exibicionismo (...) O que me parece questionável, no entanto, é que a BBC promoveu intensamente os seus comentários nas redes sociais - «vemos os dois apresentadores, infelizmente» - E isso repercutiu internacionalmente".
O austríaco explicou ainda que o papel de apresentador no Festival Eurovisão tem limitações significativas, uma vez que grande parte do formato e dos textos já se encontra definida pela União Europeia de Radiodifusão (EBU) e pela equipa de produção: "Como apresentador, só se pode contribuir dentro de limites muito restritos”, reconheceu. Apesar disso, Ostrowski procurou imprimir a sua personalidade ao espetáculo através do humor, da teatralidade e de escolhas visuais inesperadas, tentando tornar mais dinâmicos alguns dos segmentos mais formais do programa.
Apesar de evitar apontar um favorito claro para a vitória, Michael Ostrowski não poupou elogios aos artistas que conheceu durante a aventura eurovisiva. O apresentador revelou que "Bangaranga", a canção búlgara, se tornou uma verdadeira expressão recorrente nos bastidores e confessou que ficava desapontado sempre que perdia uma atuação de Dara durante os ensaios.
Entre os participantes que mais o impressionaram, destacou ainda a representante da Polónia, cuja voz considerou notável, e admitiu ter uma ligação especial à candidatura italiana, explicando que é um grande apreciador da música pop italiana: "Danço sempre um bocadinho quando passa a música italiana, porque sou um grande fã de música pop italiana."
O austríaco elogiou igualmente vários artistas pelo seu lado humano. Sobre os elementos da comitiva grega, afirmou que eram "extremamente simpáticos e inteligentes", enquanto descreveu Satoshi, da Moldávia, como "um tipo adorável". As artistas da Croácia foram “fantásticas”, o representante da Noruega foi "muito porreiro" e o cantor checo destacou-se pela sua modéstia.
Já sobre o desfecho da competição, admitiu que esperava uma vitória da Finlândia, que era apontada como favorita antes da final: "Pensei que os finlandeses iam confirmar o estatuto de favoritos, mas não aconteceu. Foi tudo diferente. É isso que torna o Eurovision tão especial: nunca sabemos o que vai acontecer."
Apesar do desgaste provocado pela organização do concurso, o apresentador garantiu que continuará a acompanhar o Festival Eurovisão da Canção nos próximos anos: "Quando subi ao palco pela primeira vez perante 10 mil fãs do Eurovision, percebi o que este evento representa. Os fãs foram fantásticos e o ambiente entre os artistas era muito especial. Vou continuar a acompanhar o concurso, sem dúvida", concluiu.

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