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[Olhares sobre o ESC2026] Finlândia, Montenegro e Estónia


Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 continua hoje com as análises das canções da Finlândia, Montenegro e Estónia no Festival Eurovisão 2026. 


A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisará as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, continua hoje, 21 de abril, com as análises às canções da Finlândia, Montenegro e Estónia... e o desfecho das três canções foi totalmente distinto. Descobre qual foi a canção mais votada do dia e as principais mudanças da tabela.

Finlândia - "Liekinheitin" - Linda Lampenius x Pete Parkkonen


Henrique Gomes - A proposta da Finlândia, atual favorita nas casas de apostas, destaca-se por reunir os elementos fundamentais do sucesso eurovisivo. O grande trunfo reside na harmonia entre uma performance cénica impactante e uma orquestração rica, onde o uso do violino confere um brilho e um dramatismo ímpares à composição. Embora a letra apresente uma abordagem simples , é uma candidatura completa que equilibra instrumentação de qualidade com o espetáculo visual que os fãs tanto procuram. 

Luís Coelho A melhor canção enviada pela Finlândia até à data. Tudo nesta música grita vitória. Ser cantada em finlandês, o destaque do violino, o instrumental, a voz do cantor... tudo é incrivel nesta canção que tem um dos finais mais apoteóticos que me lembro!

Luísa Cunha - A Finlândia apresenta uma das propostas mais completas desta edição, com “Liekinheitin” a destacar-se pela sua identidade forte e impacto imediato. A fusão entre um instrumental poderoso e a presença marcante do violino cria momentos de grande intensidade, elevando a canção a um nível raro de envolvimento emocional. A performance cénica complementa na perfeição a composição, resultando num conjunto coeso e memorável. Ainda assim, fica a curiosidade de perceber se, em palco, conseguirá surpreender para além daquilo que já nos foi apresentado. Independentemente disso, é uma candidatura sólida, muito bem pensada e claramente posicionada como uma das principais favoritas à vitória.

Nuno Carrilho - Parte como favorita à vitória e parte bem! "Liekinheitin" é uma das canções mais interessantes que tivemos nos últimos anos na Eurovisão e, não houvesse um "Eclipse" no alinhamento, seria a minha número 1 em Viena. Tudo nesta canção é bom e tudo na atuação é Muito Bom. O meu único receio é que, em Viena, acabe por apresentar um produto que já vimos anteriormente... De resto? Tudo perfeito e uma clarissima favorita à vitória.

Tomás Nabais - E chegámos à grande favorita desta edição — e também à minha escolha pessoal: a Finlândia, com “Liekinheitin”, interpretada por Pete Parkkonen e com a extraordinária participação de Linda Lampenius no violino. Trata-se, sem dúvida, de uma das composições mais marcantes deste ano, onde se destaca uma letra envolvente aliada a um instrumental absolutamente arrebatador. Os solos de violino de Linda são, pura e simplesmente, sublimes — de outro mundo — conferindo à canção uma intensidade e emoção raras. A voz de Pete é sólida e expressiva, ainda que possa ganhar um pouco mais de consistência até Maio. É uma proposta com forte apelo tanto para os júris como para o público. Se vencer, será uma vencedora mais do que merecida. Parabéns à Finlândia por uma escolha tão acertada!

Pontuações à canção da Finlândia
Adão Nogueira - 10 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 12 pontos
Henrique Gomes - 8 pontos
Hugo Sepúlveda - 12 pontos
João Diogo - 12 pontos
Luís Coelho - 12 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Marcelo Silva - 12 pontos
Mário Duarte - 10 pontos
Nuno Carrilho - 12 pontos
Patrícia Gargaté - 12 pontos
Pedro Dias - 8 pontos
Rita Silva - 10 pontos
Tomás Nabais - 12 pontos

TOTAL: 164 pontos

Montenegro - "Nova Zora" - Tamara Zivkovic


Adão Nogueira - A música de Montenegro no ESC 2026, “Nova Zora”, é uma daquelas entradas que chegam com uma vibe tão específica que quase parece que o país decidiu fazer um statement só para garantir que ninguém ficava indiferente. A faixa tem aquela mistura montenegrina clássica de drama, intensidade e um toque de excentricidade que só eles conseguem transformar em identidade artística. Assim, “Nova Zora” tenta criar um momento… e, honestamente, até consegue. A produção é ousada, a melodia tem personalidade e a performance parece feita para ser lembrada, mesmo que não seja necessariamente consensual. É o tipo de canção que divide opiniões, mas nunca passa despercebida, o que no ESC já é meio caminho andado para marcar presença já que que arriscam e fogem do molde habitual, podendo dar um bom resultado.

João Diogo - Montenegro volta a apostar numa proposta fora da caixa com “Nova Zora”, uma canção que se destaca pela sua atmosfera densa e abordagem pouco convencional. Há uma intenção clara de criar impacto através do dramatismo e de uma produção cuidada, ainda que a composição nem sempre seja totalmente imediata à primeira escuta. Ainda assim, é precisamente essa diferença que pode jogar a seu favor na Eurovisão. Tudo dependerá da forma como a ideia é traduzida em palco — se conseguir alinhar a componente visual com a intensidade da música, poderá surpreender e quebrar o ciclo menos feliz do país.

Gonçalo Canhoto - O percurso de Montenegro na Eurovisão tem sido doloroso de acompanhar. O país soma já seis participações consecutivas sem alcançar a final, a mais longa ausência desde que começou a competir. Este ano tenta a sua sorte com “Nova Zora”: um dark pop bem produzido, que beneficiou claramente do revamp, representando o maior esforço dos últimos anos para contrariar este ciclo negativo. Tamara Zivkovic revela-se uma vocalista competente e demonstra ter visão artística e ambição. Numa semifinal com várias propostas uptempo, o futuro desta aposta em tudo dependerá daquilo que Montenegro conseguir apresentar em palco, um aspeto em que o seu historial não é particularmente encorajador. Apesar disso, continua a ser uma das minhas favoritas deste ano e, na minha opinião, teria lugar garantido na final.

Marcelo Silva A nova Zorra! Montenegro apresenta uma proposta com forte carga dramática, mas que carece de direção clara. A canção tem intensidade, embora por vezes soe confusa na sua construção. A interpretação vocal será essencial para transmitir a emoção pretendida. No entanto, há o risco de se perder num alinhamento competitivo se a encenação não reforçar esse dramatismo.

Rita Silva - “Nova Zora” é uma das propostas mais intrigantes deste ano, conseguindo captar atenção desde o primeiro momento pela sua identidade tão própria. A combinação entre o dark pop e o dramatismo balcânico resulta numa canção envolvente, que cresce a cada audição e revela novos detalhes. Tamara Zivkovic entrega uma interpretação segura e cheia de intenção, elevando ainda mais o impacto da composição. É o tipo de atuação que pode não ser consensual, mas que tem tudo para marcar e conquistar o seu espaço — especialmente se a encenação conseguir amplificar toda esta intensidade. Uma aposta ousada e muito bem conseguida por parte de Montenegro.

Pontuações à canção de Montenegro
Adão Nogueira - 8 pontos
Alina Aleixo - 6 pontos
Gonçalo Canhoto - 8 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 6 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 5 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Marcelo Silva - 6 pontos
Mário Duarte - 7 pontos
Nuno Carrilho - 7 pontos
Patrícia Gargaté - 6 pontos
Pedro Dias - 7 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos

TOTAL: 99 pontos

Estónia - "Too Epic To Be True" - Vanilla Ninja


Alina Aleixo - Esta é das minhas favoritas deste ano e sou completamente viciada. É uma canção pop-rock intensa, agradável e profunda sobre um romance "too epic to be true". Por algum motivo deixa-me um pouco nostálgica e no meio do leque de canções deste ano é uma lufada de ar fresco! Contudo, noto que a apresentação pode melhorar se tiver alguns ajustes. A harmonia das vozes das intérpretes ao vivo precisa de ser trabalhada e visualmente a ideia da plataforma é boa, mas falta algo que valorize ainda mais esta canção. Talvez um jogo de luzes? Adorava que fosse finalista, mas ultimamente não vejo o público eurovisivo muito entusiasmado com este tipo de propostas.

Hugo Sepúlveda - As Vanilla Ninja eram um dos nomes que suscitava alguma curiosidade para o Eesti Laul e, inicialmente, fiquei desiludido com a canção. “Too Epic To Be True” é aquela canção pop/rock com um toque dos anos 2000 que acaba por soar mais datado e genérico que nostálgico. Aos poucos, esta canção foi tornando-se um dos guilty pleasures do ano pela sua facilidade de se entranhar. Acredito que possam vir a lutar pela qualificação, ainda que seja muito incerto. Precisam de acertar no staging , onde aquela “kiss cam” possa ser vista como um momento fofo e não embaraçoso, bem como nos vocais. Ainda assim, continuo a preferir a “Cool Vibes” de 2005! 

Mário Duarte - “Too Epic To Be True” traz de volta uma sonoridade que facilmente desperta nostalgia, mas que também levanta algumas dúvidas quanto à sua competitividade no panorama atual da Eurovisão. Há elementos interessantes na construção da canção, sobretudo na energia pop-rock e na entrega das intérpretes, que nunca deixam de mostrar profissionalismo e carisma em palco. No entanto, a composição acaba por soar algo datada e pouco distintiva quando comparada com outras propostas deste ano. A atuação tem potencial para crescer, especialmente se houver um refinamento vocal e uma encenação mais impactante. Ainda assim, fica a sensação de que, apesar de ser uma proposta sólida, poderá ter dificuldade em destacar-se verdadeiramente no alinhamento.

Patrícia Gargaté -  Too Epic to qualify? Talvez não. Sinto que temos aqui o potencial apurado que vai deixar os fãs (quase todos) chocados. É consistente, tem público para algo deste género, tem artistas carismáticas e profissionais... O que me leva a crer que poderá surpreender. Não figura no meu lote de favoritas, mas se tivesse que lançar uma previsão arriscada, seria esta. Vai depender do que seja apresentado em palco, mas a Estónia costuma entregar produtos interessantes. Temos melhores opções a concurso? Sim. É uma má canção? Definitivamente não.

Pedro Dias- As ninjas de baunilha, regressam à Eurovisão em versão “mamãs rockeiras”. Vieram todas estupendas, loiras, maravilhosas, com imensa vontade e montes de carisma. Só que se esqueceram dum pequenito pormenor: pode-se entregar tudo, mas se a canção não acompanhar a entrega fica muito complicado a “coisa” dar-se... Confesso que votei nelas quando representaram a Suíça, mas desta vez não conseguem sair do meu top 5 das piores canções desta edição... Diz que estão demasiado épicas para eu as alcançar. Que pena!


Pontuações à canção da Estónia
Adão Nogueira - 6 pontos
Alina Aleixo - 12 pontos
Gonçalo Canhoto - 6 pontos
Henrique Gomes - 1 ponto
Hugo Sepúlveda - 4 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 5 pontos
Luísa Cunha - 5 pontos
Marcelo Silva - 8 pontos
Mário Duarte - 5 pontos
Nuno Carrilho - 5 pontos
Patrícia Gargaté - 5pontos
Pedro Dias - 4 pontos
Rita Silva - 6 pontos
Tomás Nabais - 2 pontos

TOTAL: 80 pontos

Classificação Provisória (9 países)
1.º
Finlândia - 164 pontos
2.º Suécia - 144 pontos
3.º Portugal - 120 pontos
4.º Grécia - 116 pontos
5.º Montenegro - 99 pontos
6.º Moldávia - 93 pontos 
7.º Croácia - 92 pontos
8.º Estónia - 80 pontos
9.º Geórgia - 79 pontos

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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL
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