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[Olhares sobre o ESCZ 2022] Quem representa a República Checa no Festival Eurovisão 2022?



A sexta temporada do Olhares sobre as Finais Nacionais começa, hoje, com a escolha da República Checa para o Festival Eurovisão 2022. Qual será a favorita dos elementos do painel a triunfar no ESCZ 2022?


Baseado no sucesso dos Olhares sobre o Festival Eurovisão, iniciativa criada em 2009, e depois do sucesso da edição da temporada passada do Olhares sobre as Finais Nacionais, o ESCPORTUGAL realiza, esta temporada, uma nova edição alargada da iniciativa de comentários e pontuações às canções das finais nacionais para o Festival Eurovisão. 

O Olhares sobre as Finais Nacionais 2022 arranca hoje com a primeira decisão da temporada: o ESCZ 2022. Sete candidatos estão na corrida para representar a República Checa no Festival Eurovisão 2022, tendo gravado previamente as suas atuações, sendo que os elementos do ESCPORTUGAL Regiões votaram nas suas candidaturas favoritas, deixando um comentário sobre qual a canção que gostariam de ver a representar a República Checa em Turim.

Conheça, de seguida, as preferências do painel de comentadores:


Annabelle - "Runnin' Out of Freakin' Time" - 5 pontuações máximas

 

Aan Gomes - A canção da Annabelle é refrescante e ao mesmo tempo nostálgica, fazendo referências sonoras a Paramore e Avril Lavigne, com um tema relevante para muitos jovens de hoje em dia: a sensação de faltar tempo para estarmos com quem queremos, para sermos quem queremos ser, para fazer aquilo que queremos fazer, para viver. E a performance da Annabelle é de um carisma e talento enorme.

Cláudio Guerreiro - A época das finais nacionais para a próxima edição da Eurovisão não começa de forma muito entusiasmante com esta final checa. Nota-se que há um esforço por parte do país em continuar com um método de seleção que até tem resultado em boas classificações. Apesar de estilos variados, nenhuma das canções em disputa me conseguiu prender verdadeiramente. Não sendo nenhuma novidade no seu estilo, "Runnin' Out of Freakin' Time" da Annabelle foi das poucas que me conseguiu despertar boas sensações numa primeira audição. Sendo uma música, que em caso de vitória, não possui muitas possibilidades de figurar nas minhas favoritas do ano, conseguirá, ainda assim, trazer uma aura descontraída ao concurso e dará com certeza vontade de bater o pé a muita gente. Confesso que, tendo em conta o alinhamento, ficaria muito surpreendido se a vitória sorrisse a esta candidatura. 

João Costa - Numa final competitiva e com géneros musicais bastantes variados fica difícil escolher-se apenas uma. Na minha seleção pessoal destacam-se cinco de sete canções, todas num estilo completamente diferente. Tendo que escolher uma delas, escolho esta talentosa intérprete que nos traz um rock com uma letra sentida e uma atuação ao vivo bem segura e interpretada.

Manuel Farinha - Escolho "Runnin' Out Of Freakin' Time", uma canção pop ritmada e com bastante força, o que a torna a mais cativante da final nacional checa para o Festival Eurovisão. Ainda com a atuação pré-gravada, seria interessante perceber como funcionaria em palco, a nível de staging e de voz.

Marcel Pessoa - Primeiro, gostaria de dizer que acho a seleção de canções desta edição muito boa. E a utilização de live performances foi de grande valia. Minha favorita é Annabelle com seu som pop/punk. É nostálgico e refrescante ao mesmo tempo. Gosto da maneira com que a cantora apresenta seu tema, entregando energia do início ao fim da prestação. Acredito que caso saia vencedora do ESCZ, será uma aposta sólida para a República Checa, pois apresenta uma mensagem interessante e a artista tem atitude.



Elis Mraz - "Imma Be" - 2 pontuações máximas


André Pereira - E começamos está época de finais nacionais com a imprevisível República Checa, país que nos apresenta sete boas canções boas, mas que deixaram algo a desejar... A minha favorita é "Imma Be", a canção que, para mim, é a que mais se destaca e mostra quanto os sons latinos fazem falta na Eurovisão. Contudo, acho que vamos ter uma grande surpresa nos resultados...

Nuno Carrilho - Numa altura em que o foco seria o Festivali i Këngës (e as argolas, as azevias, o tronco...), a República Checa resolve realizar a sua final nacional, que continua em formato virtual, ainda que com atuações pré-gravadas. Um bom lote de canções, ainda que esperasse melhores canções e maiores nomes do panorama, o que dificultou a minha escolha e a própria elaboração do top7. Contudo, a minha preferência vai para a minha favorita, longe de ser a melhor a concurso: "Imma Be". Uma canção descontraída, que consegue captar a minha atenção durante os três minutos. É um dos meus guilty pleasures e gostaria de a ver em Turim, ainda que acho que tal será muito improvável...

Giudi - "Jezinky" - 8 pontuações máximas


Alina Aleixo - "Jezinky" é uma canção com uma atmosfera envolvente, misteriosa e encantadora. A profundidade da melodia e da voz torna-a hipnotizante, transportando-nos para um lugar etéreo, e a letra não poderia encaixar melhor. Tudo soa perfeito nesta canção e é nada mais nada menos do que um excelente feitiço! É seguramente uma aposta interessante, arriscada, bastante atual e oportuna para a criação de um bom e notável staging que certamente não deixaria ninguém indiferente.

Diogo Quintais - Como sempre, a final nacional checa mostra nos sempre uma variedade de estilos musicais de qualidade (o que torna a escolha de uma até bem dificil). No entanto, acho que a melhor escolha será a "Jazinky" de Giudi por ser aquela que se destaca mais do leque de participantes. É a canção que nos leva diretamente para outro lugar e com bom staging pode até ficar bem classificada em Turim!

Fábio Ventura - Os checos trazem, como aliás já é hábito, um conjunto de canções que gosto bastante. Destaco três: a "Stay or Go" dos The (1975) Valentines - um som retro-indie combinado com um carisma fantástico do vocalista; a "Lights Off" dos "We Are Domi" - um radio-friendly dance-pop engraçado; e aquela que irei escolher como favorita (por enquanto) a "Jezinky" da Giudi. Sempre gostei muito de canções mais étnicas e características - para mim a Eurovisão é (ou deveria ser) muito à base disso, numa espécie de ode à diversidade cultural europeia. "Jezinky" são as criaturas mágicas que atraem pessoas para as florestas boémias, uma metáfora para o processo de cura das feridas que temos abertas. Giudi consegue uma combinação maravilhosa entre música e arte, folclore e modernidade. Compreendo que "Jezinky" possa ser demasiado especial para um palco eurovisivo, mas é precisamente por isso que a escolho. Talvez um eventual revamp a faça conquistar as massas. De qualquer forma, que seja escolhida uma das três!

Hugo Sepúlveda - A Albânia que costuma ser o primeiro país e a primeira final nacional da temporada eurovisiva, perdeu este ano o lugar  para Bulgária e a final nacional – se lhe podemos chamar assim – da República Checa. Entre o pequeno e diverso lote de potenciais representantes, Giudi destacou-se logo porque já a conheço e sigo o seu trabalho! E sem grandes surpresas, é a minha aposta para a República Checa! “Jezinky” é um ritual e toda uma experiência sonora e visual que nos envolve numa atmosfera obscura e é isso que me faz gostar disto! É sem dúvida um risco, mas tendo em conta a performance que Giudi já nos proporcionou, acredito que no palco seja todo um nível acima! Reconheço que alguns ajustes possam ser feitos ao instrumental, como criar um maior clímax, por exemplo! Ainda assim, acredito que a República Checa tem uma oportunidade de criar um grande impacto no ESC!

Ivo Mendonça - Etérea. Multidimensional. A floresta chama pelo bater do coração, impetuosa, única. Tamanha qualidade que esta performance tem, desde o seu chamamento lírico à forma como Giudi se entrega à interpretação. Jezinky apresenta uma mística que é desconcertante e apela a que ouçamos com atenção a sua mensagem. Canções como estas são necessárias. Pelo apelo. O coração bate uma vez mais. Pela esperança que ecoa pela floresta. E basta escutar com atenção. Porque quando o clássico se mistura com o moderno, basta escutar. E observar. Que surpresa ter uma canção como Jezinky a concurso pela República Checa. Estou prisioneiro neste transe. E que bem que estou.

Jorge Durões - Etérea e ao mesmo tempo crua, Jezinky é aquele grito de alerta. Aquela canção, qual canto místico, que nos quer forçar a olhar para dentro, para nós, e forçar-nos a enfrentar os nossos demónios interiores para conseguirmos avançar, quer seja para os tentarmos superar quer seja para ceder a eles. Sem qualquer base instrumental, Jezinky reforça a sua força mística sendo totalmente interpretado a capella. Poderá ter este efeito cativante e em maio enfeitiçar no palco em Turim? Não sei. O que sei é que esta proposta tem lugar no palco da Eurovisão, pelo seu pendor experimental e avant-garde. E sabemos que, cada vez, a Eurovisão precisa disto, de alargar os seus horizontes e chamar a si todos os estilos e géneros musicais.

Márcia Santana - Vou manter-me fiel à minha postura ao votar nestas iniciativas e escolher a canção que mais gosto para representar a República Checa em Turim. Reconheço que esta proposta não é a "cup of tea" de toda a gente, mas é sem dúvida aquela que mais irradia o factor originalidade. É orgânica e transpira rawness e verdade ao mesmo tempo. Uma canção que não precisa de instrumentos para valer aquilo que vale, aliada a toda a estética melódica vocal e visual com que foi construída. 

Rui Duarte - "Jezinky" da Giudi é a prova de que é possível levar algo inédito e diferente ao Festival Eurovisão e com bastante qualidade. Para mim, é uma autêntica obra de arte acompanhada de uma sintonia de vozes incrível, mesmo sem um instrumental muito elaborado. Esta canção para além de sinistra (no bom sentido) e diabólica, demonstra como é possível através da música, executar um projeto artístico/visual interessante, que só alavanca a canção e ajuda na percepção da mesma. Com o live da Guidi, consegue-se perceber que é segura em palco e que tem uma capacidade vocal incrível que eleva a canção a um patamar diferente de qualidade e modernidade. Embora esteja reticente quanto à sua vitória, (tendo em conta as últimas escolhas), acredito que se esta for a canção selecionada, poderá a República Checa lutar pela sua melhor classificação de sempre. 


Jordan Haj & Emma Smetana - "By Now" - 3 pontuações máximas


Diogo Martins - Este ano, a Republica Checa traz-nos uma final diferente e alternativa. A minha favorita é fácil de escolher" By Now" de Jordan e Emma. Uma canção que prima prima pela diferenca, melancólica, boa letra, que nos prende desde o primeiro minuto. As vozes encaixam-se perfeitamente sendo que gosto mais do timbre do Jordan. E o videoclip está muito bem feito e engraçado. Espero que a Republica Checa a escolha e será uma das minhas favoritas. 

Pedro Dias - É certo que a proposta da GIUDI é a grande favorita, na maioria das sondagens dos fãs da Eurovisão, e que é a canção mais diferente nesta forte final nacional, onde estão bem representados vários estilos musicais. Mas os timbres do Jordan e da Emma conquistaram-me desde a primeira audição. A canção em si é despretensiosa, ouve-se muito bem e fica facilmente na cabeça. A química que há entre os cantores é bonita de se ver, e transmite uma boa atmosfera à performance. Já os versos em francês são a cereja no topo do bolo.  Se ganha? Acho difícil, mas seria a minha opção para representar a República Checa em Turim. 

Rodrigo Pinto - Realmente uma seleção muito interessante deste país que tem mostrado excelente qualidade musical nos últimos anos, e para além disso - diversidade. E isto é um pouco o que me faz destacar a minha favorita - é diversa, num estilo que considero difícil diversificar. Desde a primeira vez que a ouvi que achei muito interessante a estruturação musical, especialmente no que toca à letra. No entanto, se escolherem entre as minhas 5 favoritas não fico nada desiludido! 


Skywalker - "Way Down" - 3 pontuações máximas


Daniel Cunha - "Way Down" dos Skywalker é a minha canção favorita desta final nacional, sendo uma música interessante e com enorme capacidade de supreender em palco. Acredito que possa ser uma prestação orginal no lote do Festival Eurovisão. Mas todas as canções da final nacional têm bastante potencial.

Marcelo da Silva - O ESCZ 2022 traz-nos compositores bastantes conhecidos. Temos a Avril Lavigne, a Camila Cabello, a Lana Del Ray, e sem esquecer a reza satã.  Eu esperava mais do ESCZ 2022, contudo e como fã de Rock a minha preferência recai para os Skywalker e a sua canção Way Down. Leva-nos aos inícios dos 00’s, ou seja, muitos de nós ficarão nostálgicos ao ouvir esta música. 

Pedro Caramba - Os Skywalker, ao contrário do que possa parecer, não trazem mais uma canção rock. "Way Down" é um tema muito bem construído. Metalcore do melhor. Canção fresca, actual e com uma interpretação cheia de atitude. 


We Are Domi - "Lights Off" - 1 pontuação máxima


Adão Nogueira - Este ano para variar a República Checa dá início às finais nacionais para o ESC 2022. Regressada às finais nacionais, este ano apresenta-nos uma final variada, desde o pop ao rock. Apesar disso não acho que seja uma final muito forte, estando até um pouco equilibrada, não havendo assim um vencedor logo desde o início. Agora, relativamente à possível vencedora, penso que será We Are Domi com “Lights Off”, pois acaba por ser um pacote completo, com uma linha dance/pop agradável e que vai viciando à medida que é ouvida.


Aceda, de seguida, aos resultados das votações dos 22 comentadores do painel do Olhares sobre as Finais Nacionais:
(cada elemento votou no seu top 7 segundo a escala eurovisiva)

1.º GIUDI – “Jezinky”  - 206 pontos
5.º Elis Mraz – “Imma Be”- 148 pontos
6.º Skywalker – “Way Down” - 134 pontos


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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube
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