Reino Unido: Membro do SNP defende participação independente da Escócia no Festival Eurovisão



Alyn Smith, secretário de relações exteriores do Partido Nacional Escocês, e deputado do parlamento escocês, apela à participação independente da Escócia no Festival Eurovisão

Em entrevista ao jornal britânico The Times, Alyn Smith, membro do partido político SNP, manifestou o seu desejo quanto a uma futura participação individual da Escócia no Festival Eurovisão. Segundo o mesmo, a Escócia tem potencial para ganhar a competição, caso compita de forma independente. "O Reino Unido não ganha o Festival Eurovisão desde 1997, com 'Love Shine a Light', de Katrina and the Waves. E, francamente, não o tem merecido. Embora a candidatura do Reino Unido deste ano não tenha sido má, foi aborrecida e fácil de esquecer em comparação com as demais atuações, e foi por isso que terminou com zero pontos. Creio que a absoluta humilhação do Reino Unido este ano, apresenta uma oportunidade excelente para que todas as nações do Reino Unido participem na competição individualmente. À Escócia, daria a oportunidade de mostrar a nossa rica cultura e talento ao resto do mundo" - afirmou o político escocês. 

Segundo Alyn Smith, a BBC, emissora a concurso no Festival Eurovisão, é responsável pelos maus resultados do Reino Unido: "O problema é que tudo o que está relacionado com a Eurovisão no Reino Unido é gerido pela BBC, que fundamentalmente não entende do que se trata o Festival. Até o seu sistema para eleger o participante do Reino Unido é um desastre, depois de eliminada a final nacional em que o público elegia". Esta não foi, contudo, a primeira vez que Alyn Smith se insurgiu contra a forma como a emissora britânica gere a participação do Reino Unido no Festival Eurovisão. Em 2008, o mesmo afirmava estar "farto da forma como a BBC gere a Eurovisão, tratando-a como um espetáculo secundário, ao invés de uma celebração da cultura pop europeia como o resto do continente". 

Tais declarações motivaram um parecer por parte da EBU/UER, que não parece apontar para uma participação independente da Escócia no Festival Eurovisão, num futuro próximo: "Enquanto membro da UER, a BBC é responsável pela participação no Festival Eurovisão, em representação do Reino Unido. Atualmente, não há planos para mudar isso". Neste sentido, a Escócia apenas poderia competir de forma individual no Festival Eurovisão, caso a BBC decidisse não participar na competição, em representação do Reino Unido como um todo. Tal tem acontecido com o País de Gales no Festival Eurovisão Júnior, que face à decisão da BBC de não competir no certame, tem tido a oportunidade de competir individualmente. Um outro exemplo é a participação da Escócia no Eurovision Choir em 2019, que se tornou viável pela mesma razão. 

Em 2021, James Newman foi selecionado internamente para representar o Reino Unido no Festival Eurovisão, com a canção "Embers". A candidatura britânica terminou no último lugar da Grande Final, depois de não ter conseguido qualquer ponto nas duas vertentes da votação - público e televoto. Esta foi a quinta vez no século XXI, em que o Reino Unido ocupou a última posição da Grande Final, espetáculo para o qual tem passagem direta, enquanto membro dos BIG 5

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Fonte: ESCplus / Imagem: Thomas Hanses | RTP / Vídeo: Eurovision.tv

1 comentário:

  1. Anónimo16:18

    Discordo totalmente com este senhor, o Alyn Smith. Actualmente a Eurovisão tem em média entre 38 a 43 países participantes em cada ano. Se todos os países fossem na cantiga deste senhor, então teríamos não 40 e tal países a concurso, mas sim 80, ou 90 e até mais de 100 países a concurso, e se isso acontecesse, gostaria muito de saber como é que a EBU/UER iria resolver isso. Exemplo: Só com Portugal iria concorrer á Eurovisão pelo menos em cinco vezes, participava a região Norte, a região Centro, a região de Lisboa e Vale do Tejo, a região Alentejana e a região Algarve. Só com Portugal existia cinco participações em cada ano (não contado com a regiões autónomas de Açores e Madeira).
    E isto ia-se multiplicando de país para país. O que este Alyn Smith está a sugerir não tem fundamento nenhum e não faz qualquer sentido. Se todos fizessem isso, a Eurovisão tinha mais de cem participações por ano, e demorava muito mais tempo aos fãs do concurso conhecerem as músicas todas antes do evento, seria muito mais difícil votar, escolher as favoritas, e haveria muito provavelmente mais injustiças.

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