[Rumo a Roterdão] Robert Linna: "É uma canção sobre a relação entre mim e o meu pai"


Robert Linna participa, este ano, no Eesti Laul ao lado do seu pai Ivo Linna, representante da Estónia no Festival Eurovisão 1996. ESCPORTUGAL esteve à conversa com o cantor na rubrica Rumo a Roterdão.

A Estónia é um dos países que optou pela realização da sua final nacional para o Festival Eurovisão de 2021, com 24 artistas a concurso no Eesti Laul 2021. Depois de Ivo Linna, quinto classificado no concurso de 1996, REDEL, Tuuli Rand, WIIRALT e Hans Nayna, o ESCPORTUGAL esteve à conversa com Robert Linna na rubrica Rumo a Roterdão.

Filho de Ivo Linna, representante da Estónia no Festival Eurovisão de 1996, com quem partilhará o palco do Eesti Laul 2021, o cantor Robert Linna revelou que a música sempre fez parte da sua vida: "Ganhei o meu primeiro kit de bateria quando tinha 11 anos, quando comecei também a tocar piano e violão. Nunca fui a nenhuma escola de música, tive a sorte de praticar em casa com músicos talentosos, como os meus pais." recordou, destacando a sua participação na banda Elephants From Neptune, "Fizemos 2 EP's e 3 LP's, ganhámos imensos prémios e fizemos digressões pela Europa. Além disso, o novo álbum sairá em 2021. Infelizmente, neste último verão tivemos de cancelar tudo". 

A primeira memória eurovisiva do cantor é bastante especial: "A Eurovisão sempre teve um enorme impacto na Estónia. Lembro-me claro de 1996, quando o meu pai representou a Estónia em Oslo. Ficámos muito orgulhosos, especialmente porque foi o primeiro top 10 da Estónia no concurso." frisou, recordando também a primeira participação no Eesti Laul, "Participei em 2015 com os Elephants from Neptune e foi uma experiência muito positivia. A nossa banda já existia há algum tempo mas a participação deu-nos um enorme impulso. Acabámos em 4.º lugar e foi muito revigorante conhecer e socializar com outros músicos de bandas muito diferentes. Um forte senso de unidade foi o que ali sentimos".

Questionado sobre a participação em 2021, Robert Linna contou-nos que a canção foi-lhe apresentada por Ivo Linna e Rainer, dos Supernova: "Perguntaram-me se eu conhecia alguém adequado para cantar esta canção. Eu não tinha boas ideias e, alguns dias depois, perguntaram-me se queria ser eu a cantá-la. Pensei sobre isso e disse que sim. Já tinhamos colaborado antes e obviamente que atuar com o meu pai vai ser muito especial". No concurso, Robert defenderá "Ma olen siin" ao lado de Ivo Linna e dos Supernova, "É uma canção sobre a relação entre mim e o meu pai e entre mim e o meu filho. E sobre os momentos em que um de nós está em palco e o filho está em casa a ver o pai na televisão... à distância".

Com uma atuação baseada no videoclip, "cinematográfica, elegante e verdadeira", Robert Linna mostra-se feliz por poder subir ao palco em plena pandemia: "É muito importante seguirmos as regras nestes período estranho. Estou muito feliz por termos a oportunidade de atuar num palco.".

Sobre os resultados da Estónia no Festival Eurovisão 2021, o cantor lamenta o resultado de Jüri Pootsmann em 2016: "Acho que «Play» era uma canção brutal e foi uma vergonha acabar em último. Acho que ultimamente o foco tem-se afastado das canções para o espetáculo, com algumas excepções como foi o vosso Salvador Sobral" referiu, descrevendo o triunfo de "Amar Pelos Dois" como "uma espécie de um raio de sol nesta loucura de néon e luzes estroboscópicas".

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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

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