[Rumo a Roterdão] Eva Rydberg: "Vou estar em palco com a minha melhor amiga de vários anos"


44 anos depois da estreia, Eva Rydberg está de regresso ao Melodifestivalen. A artista esteve à conversa com o ESCPORTUGAL na rubrica Rumo a Roterdão.


A Suécia continua, amanhã, a sua caminhada para o Festival Eurovisão 2021 com a segunda semifinal do Melodifestivalen 2021. Sete artistas estão na disputa pelo acesso à Grande Final do certame, com o público a ser o responsável por todos os resultados. Depois de Paul Rey e Nathalie Brydolf na primeira semifinal, o ESCPORTUGAL esteve à conversa com a cantora Eva Rydberg, semifinalista do concurso, na rubrica Rumo a Roterdão.

Com uma carreira de atriz e cantor que atravessa sete décadas, Eva Rydberg recordou-nos alguns dos pontos mais marcantes do seu percurso musical: "Comecei a minha carreira como bailarina em vários teatros. Seguidamente, fiz parte de “West Side Story” como “Anybodys”. Foi um grande sucesso. Depois disso, organizei o meu próprio espetáculo e fiz uma digressão por toda a Escandinávia. Fiz as aberturas de espetáculos para  vários artistas, como Lena Horne e Frank Sinatra. Lancei discos e fiz parte de vários musicais, nos quais participei com papéis principais (por exemplo, em “Annie Get Your Gun”, em “Sweet Charity” e em “Funny Girl”). Tive, também, os meus próprios programas de televisão." revelando que, nos últimos anos tem estado afastada dos palcos, mas a trabalhar na área, "Nos últimos 26 anos, fui diretora de teatro num teatro ao ar livre muito conhecido no sul da Suécia. Há 70 anos que sou artista, atriz e cantora! ".

Além disso, Eva Rydberg também esteve na corrida para representar a Suécia no Festival Eurovisão de 1977 com "Charlie Chaplin", canção que terminou em 7.º lugar no certame: "Nunca me esquecerei desta experiência. Tirava-o quando estava a cantar e colocava-o quando estava a dançar. Estava com tanto medo de perdê-lo… Que o bigode se colasse nas minhas roupas. Estava mais nervosa por isso do que pela atuação da canção propriamente dita. Para além do tipo de canção, a diferença entre o passado e o presente é que, no presente, não tenho bigode e não estou sozinha no palco!" recordou a artista, falando-nos do convite que recebeu para o concurso deste ano, "Os compositores da canção, Göran Sparrdal, Ari Lehtonen e Karl Rydberg, enviaram-me uma gravação e gostei bastante. Contudo, disse-lhes que não iria cantar sozinha. Queria estar com a minha melhor amiga, Ewa Roos. É uma ótima cantora e temos trabalhado juntas desde há vários anos."

Segundo a própria, a canção "Rena rama ding dong" é "uma canção uptempo e bastante alegre, que vai facilmente chegar às pessoas", revelando que a atuação tem um único objetivo: "Espero que todos os espectadores se divirtam e espero que se riam um pouco porque estamos a criar um pouco de diversão e de paródia em várias plataformas de redes sociais.". Além disso, a cantora defendeu a decisão da SVT sobre a realização do concurso sem público presente: "Foi a melhor decisão possível. Temos de ter todos os cuidados com a atual situação".

Com as primeiras memórias eurovisivas a recuarem a 1958, ano em que "a Alice Babs representou a Suécia no Festival Eurovisão nos Países Baixos com 'Lilla Stjärna'", a cantora não quis deixar de recordar a viagem a Portugal, há mais de 40 anos: "Já estive em Portugal a passar férias, mas foi há cerca de 43 anos… Tínhamos planeado ir a Portugal no verão passado mas não foi possível devido à pandemia de COVID-19. Definitivamente, planearemos uma nova viagem quando tudo estiver bem para viajarmos novamente" admitiu, recordando também a vitória portuguesa no Festival Eurovisão 2017, "É impossível não ter ficado rendida ao Salvador Sobral".

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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

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