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[ZONA DE DISCOS #83] Il Volo - "Musica"


Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai em "Musica", dos Il Volo.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.


Lançamento: 22 de fevereiro de 2019
Nota: 4/10
Foram a grande sensação da época pré-eurovisiva 2015, com o que de bom e mau isto acarreta. Se, por um lado, eram exaltados como os vencedores garantidos, por outro, eram alvo de piadas inesquecíveis, como “música para donas de casa desesperadas” - créditos para SPR –, haja sentido de humor. A verdade é que nunca se pode agradar a gregos e troianos e na guerra entre italianos e suecos Måns Zelmerlöw venceu e “Heroes” converteu-se no maior sucesso comercial da edição, sendo galardoado na Suécia, Noruega, Áustria e Espanha. Mas os Il Volo fizeram estragos e “Grande Amore” já tinha chegado aos Estados Unidos antes da grande noite e o trio Italiano até já tinha figurado na tabela de discos mais vendidos em Portugal (!!) em 2011 (!!), algo que passou completamente despercebido aos websites eurovisivos portugueses.
Depois da Áustria,  Gianluca, Piero e Ignazio continuaram a sua bem sucedida carreira internacional – neste campo continuam a liderar o grupo de artistas eurovisivos 2015 – e em jeito de aperitivo para uma digressão que os levará à Bulgária, Polónia e Japão (com mais datas a serem anunciadas brevemente), apresentam-nos o novo disco, “Musica”, preliminado com "Musica che resta", tema que, apesar de ter a carga emotiva, melódica e instrumental de “Grande Amore”, está a ter dificuldade em igualar o sucesso, não indo além do #16 no top de singles italiano (contra o #1 de “Grande Amore”), e provavelmente aqui reside o problema de “Musica” - o álbum que, para já, chegou ao #2 na Itália – brinda-nos com a  sensação de mais do mesmo, sensação essa que é reforçada pela escuta atenta do álbum. “Musica che resta” surpreende (apesar de ter ficado aquém daquilo que previa), o mesmo não se pode dizer do álbum.
Se as exibições vocais continuam imaculadas, o álbum anda somente a dois tempos: por um lado, a recuperação de ambientes musicais das décadas de 50 e 60, como “Arrivederci Roma” (#3), “People” (#6), “Be my love” (#9) e “La voce del silenzio” (#10), sendo os restantes momentos muito ao jeito do universo musical que Tony Carreira (com as devidas diferenças vocais) oferece ao mercado francês, como por exemplo no álbum “Nos Fiançailles, France / Portugal”, álbum de 2014 que conta com as participações eurovisivas de Natasha St-Pier, Gérard Lenorman, Anggun e Lisa Angell, mas com um grau de produção inferior, oiçam “A chi mi dice” (#4) ou “La voce del silenzio” (#10), antes de ficarem ofendidos com a comparação.
Como destaques, “Musica che resta” sobressai (em nada inferior a “Grande Amore”), tal como “Vicinissimo” (#2) e a versão de “Meravigliosa Creatura” (#11), três momentos de excepcionais um disco que, no seu todo, parece-nos certinho de mais, extremamente polido, faltando-lhe ainda impacto instrumental – o grande ponto fraco do disco. Um álbum seguro no qual o trunfo é também o ponto fraco do trio vocalmente imaculado.

Temas promocionais promocionais
Musica che resta


Temas destacados por Carlos Carvalho: “Musica che resta”, “Vicinissomo” e “Meravigliosa Creatura”.



Alinhamento
Musica che resta
Vicinissimo
Arrivederci Roma
A chi mi dice
Fino a quando fa bene
People
La nave del olvido
Lontano dagli occhi
Be my love
La voce del silenzio
Meravigliosa Creatura

A ver: Gianna Nannini & Il Volo - Meravigliosa Creatura


Pode ouvir o disco AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE
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