Satoshi, um dos concorrentes do Selectia Nationala 2026, causou polémica nas redes sociais ao publicar uma declaração nas redes sociais a condenar o genocídio. A declaração pode levar ao afastamento do artista do concurso.
A final nacional da Moldávia para o Festival Eurovisão 2026 - o Selectia Nationala 2026 - está envolta em polémica devido às declarações de um dos participantes. Nas redes sociais, o cantor Satoshi, que defenderá "Viva, Moldova!" no concurso, fez uma declaração sobre a possível participação no Festival Eurovisão 2026, vinculando diretamente as suas opiniões pessoais sobre o conflito em Gaza.
"Não apoio o genocídio" escreveu o artista, realçando que "Não considero que participar num concurso com um país, me torne partidário dele". O cantor vai mais longe nas declarações e garante que "não vejo uma plataforma mais apropriada e ampla para dizê-lo alto e claro".
A publicação, que entretanto foi apagada, foi colocada na conta oficial do artista no Instagram, tendo identificado as contas oficiais da TRM e do Festival Eurovisão, tendo causado polémica com vários utilizadores a garantirem que é uma clara violação ao regulamento da competição. De realçar que o regulamento da Selectia Nationala, baseado no da EBU/UER para o evento, proíbe explicitamente a utilização do concurso como veículo para mensagens políticas, ideológicas ou geopolíticas.
O facto do artista referir-se explícitamente ao concurso como uma "plataforma" para transmitir mensagens políticas é apontada como uma clara trangressão das regras, sendo que é esperada uma posição da TRM sobre a polémica.
Inscrevi-me no Festival da Canção da Eurovisão.
Por quê? Por que agora?
Vale mencionar que já tinha essa intenção no ano passado, mas não consegui apresentar-me.
Antecipando a pergunta: “Por que não escolhi Asta-i Țara Mea?”, a resposta é que, de acordo com os regulamentos do Festival da Canção da Eurovisão (ESC) na República da Moldávia, não é permitido participar com uma canção lançada antes de 1 de setembro de 2025.
Ninguém me pediu, solicitou ou sugeriu que eu participasse na Eurovisão. É um desejo e uma intenção meus, sinceros e assumidos.
Então, por que agora?
Porque agora considero-me preparado profissional, técnica e emocionalmente. Tenho escrito e publicado música, feito digressões e dado concertos em arenas. Agora é o momento de um novo desafio.
Por quê, em geral?
Acredito que a Eurovisão também seja uma plataforma de diálogo intercultural, uma oportunidade para transmitir mensagens e expressar o estado de espírito de um país. Gostaria de ter a oportunidade de enviar uma mensagem: Moldávia = Europa. E uma mensagem de unidade cultural do espaço europeu, do qual fazemos parte. Procurei uma forma de me dirigir a todo um continente, sem falar necessariamente inglês ou romeno. Acredito também que temos um complexo de inferioridade, sendo constantemente rotulados como um “país pequeno”, e comprometi-me a combatê-lo. Espero ter sucesso. E já faz muito tempo que não se ouve uma canção festiva e apaixonada no ESC. Foi isso que tentei fazer, mantendo a minha mensagem e intenção básicas. Afinal, é entretenimento e música! Tento fazer música… que transmita ideias.
NÃO APOIO O GENOCÍDIO.
Não considero que participar num concurso com um país me torne partidário desse país.
Isso parece-me ilógico. Se alguém tem algo a dizer, a manifestar, não vejo uma plataforma mais apropriada e ampla para o dizer alto e claro. Acredito que um manifesto se expressa, não se cala. Essa é a minha opinião.
Desejo sucesso e dedicação a todos os participantes!
Obrigado a quem me apoia! ❤️
@eurovision.md_oficial @eurovision
Viva, Moldávia! 🇲🇩 🇪🇺
#vivamoldova #eurovision2026 #moldova
Participante desde 2005, a Moldávia participou no certame europeu em 19 ocasiões, registando 13 presenças na Grande Final e o 3.º lugar de 2017 como o melhor resultado. Em Malmö, o pais foi representado por Natalia Barbu e "In The Middle", tendo terminado em 13.º lugar na semifinal com 20 pontos, com 5 pontos de Portugal.

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